• Nenhum resultado encontrado

Análise da capacidade de migração celular por ensaio de ferida

3 OBJETIVO GERAL

5.4 Análise da capacidade de migração celular por ensaio de ferida

Com a finalidade de verificar se o quimioterápico pode influenciar na capacidade migratória das células foi efetuado o ensaio de ferida nas três linhagens e foi possível observar que a cisplatina foi capaz de reduzir a migração celular em todas as linhagens quando comparadas com seus respectivos grupos controles (sem tratamento).

A linhagem UM-HMC1 (Figura 5.5 A e D) no grupo controle foi capaz de fechar a área da ferida em 76,15% (±0.4), enquanto que quando tratada o fechamento da ferida foi de 6,82% (±12.8).

A linhagem UM-HMC2 (Figura 5.5 B e E) apresentou 69,03% (±4,7) no grupo controle, e quando tratada com cisplatina fechou a área de ferida em 3,30% (±1,8), apresentando uma diferença significativa de p<0,05. Para esta linhagem a diferença entre o grupo tratado com cisplatina e o não tratado foi estatisticamente significativo (**p<0,001).

Na linhagem UM-HMC3A (Figura 5.5 C e F) houve 99,42% (±0,5) de fechamento da área de ferida no grupo controle, e quando tratada com cisplatina a área de ferida fechou em 15,03% (±3,6), apresentando uma diferença significativa (***p<0,0008).

58

Figura 5.5 - Migração celular de linhagens de carcinoma mucoepidermoide tratadas (Cisplatina) e não tratadas (Controle) com cisplatina. A, B e C, imagens fotomicroscópicas das áreas de ferida das células UM- HMC1 (A), UM-HMC2 (B) e UM-HMC3A (C) no momento 0 horas e 24horas, dos grupos controle e grupo cisplatina. [Objetiva de 4x]. E, F e G gráfico com a porcentagem de área preenchida com células migratórias no período de 24horas. E, linhagem UM-HMC1. F, linhagem UM-HMC2. G, linhagem UM-HMC3A. (**p<0.001; ***p<0,0008)

59

6 DISCUSSÃO

Sabe-se que o carcinoma mucoepidermoide é a neoplasia maligna de glândula salivar mais comum e, apresenta maior frequência de metástase linfonodal. Já foram identificadas diversas alterações genéticas associadas ao processo de carcinogênese e ao desenvolvimento de metástases no carcinoma mucoepidermoide. Translocações genéticas, aberrações numéricas e estruturais de cromossomos, bem como alterações nas vias de sinalização celulares ocorrem frequentemente nesta neoplasia. (32) A cirurgia e a radioterapia são o tratamento de escolha, pois, a quimioterapia não tem mostrado muita eficiência para o tratamento destas neoplasias malignas principalmente quando recidivantes e/ou metastáticas (4), por isso, é necessário um melhor entendimento das diferentes vias de sinalização celular que promovem resistência das diferentes vias de sinalização celular que promovem a resistência das células tumorais quando sob tratamento dos quimioterápicos, como a cisplatina.

Os genes homeobox estão distribuídos em 12 classes e várias subclasses e famílias (http://homeodb.zoo.ox.ac.uk/families.get?og=Human), expressos em em inúmeros tecidos durante a embriogênese de vertebrados, e são importantes reguladores dos processos envolvidos na proliferação e desenvolvimento celular (95) (5) (96). Estes genes parecem estar alterados ou expressos de forma desregulada em uma ampla variedade de tumores humanos (8) (9) (10) (11) (13) (94) (95). A correlação dos padrões de expressão dos genes homeobox com a tumorigênese e a progressão do câncer não está ainda totalmente caracterizada (6) Os genes homeobox também foram associados à transição epitélio-mesenquimal (EMT) e à invasão tumoral, processos frequentemente associados à regulação positiva dos genes homeobox, que em condições normais estão expressos em níveis muito baixos (98). Além disso, não se sabe se expressão desses genes está relacionada à resposta ao tratamento pela cisplatina no carcinoma mucoepidermoide

A cisplatina (cis-diamminedichloroplatinum) é um dos quimioterápicos mais utilizados em regimes quimioterapêuticos contra o câncer, incluindo o carcinoma mucoepidermoide, que é um agente a base de platina que age sobre o ciclo proliferativo das células, induzindo a senescência e apoptose celular (96) (95). Porém, estudos tem demonstrado que as linhagens utilizadas em nosso estudo possuem células quimiorresistentes à cisplatina, com perfil de células-tronco tumorais, sendo modelos de estudo para a análise de genes homeobox relacionados quimiorresistência de células tumorais à cisplatina (96).

60

Para verificar o efeito do quimioterápico cisplatina sobre a expressão de genes homeobox as células foram tratadas por 24h na concentração de 8,4ul/ml de cisplatina. Esta dose foi escolhida, pois afeta a viabilidade celular em torno de 50% das células de carcinoma mucoepidermoide UM-HMC3A, definida em estudo anterior, supostamente a linhagem mais agressiva dentre as três linhagens analisadas, pois a UM-HMC3A é derivada de carcinoma mucoepidermoide recidivante com presença de invasão angiolinfática e neural, sendo as linhagens UM-HMC1 e UM-HMC2 derivadas de tumores primários (Wagner et al., 2013). As três linhagens derivam de tumores originalmente graduados como do tipo intermediário e com estadiamento T4 (3).

Primeiramente foi analisada a expressão dos genes PROX1, MEIS1, HOXB5, HOXB7 e

HOXB9 em cada linhagem para verificar se estes genes são expressos nestas linhagens. Os

genes HOXB5 e HOXB9 não foram expressos nas linhagens analisadas.

Os genes PROX1, MEIS1 e HOXB7. A linhagem UM-HMC3A apresentou maior expressão destes três genes, significativamente diferente das demais linhagens. É interessante que essa linhagem é a que deriva da neoplasia com maior agressividade. O gene HOXB7 regula direta ou indiretamente a via do TGFβ, que está envolvido com os processos de proliferação e invasão tumoral em diversos tipos de carcinomas (53). Estudos demonstram que a superexpressão do gene HOXB7 pode resultar em um fenótipo com um perfil mais agressivo, com perda de adesão celular e diversas outras alterações morfológica, levando à metástase (54) e contribui para a proliferação e tumorigênese (52). Relatos em carcinomas epidermoide de cavidade oral demonstram que este gene, quando superexpresso está relacionado à tumores com invasão do tecido vascular e alta proliferação das células tumorais (22).

Além disso, quando as três linhagens de carcinoma mucoepidermoide foram tratadas com cisplatina, as células remanescentes quimiorresistentes apresentaram aumento da expressão de

HOXB7, o que sugere que esse gene possa estar relacionado com a expressão de proteínas

relacionadas com a resistência ao tratamento com cisplatina

O gene PROX1 também foi mais expresso na linhagem UM-HMC3A quando comparado às demais linhagens analisadas. A literatura já evidenciou que o gene PROX1 além de ser um regulador transcricional envolvido na organogênese, também está envolvido em uma variedade de tipos de tumores (11,12, 13, 14, 18, 74, 99). Apesar de alterações na expressão de

PROX1 serem relatadas em várias formas de tumores, ainda não é esclarecido o papel que o

61

a superexpressão do gene PROX1 está relacionada à um comportamento mais agressivo em diversos tumores endoteliais (12). Em contrapartida, o PROX1 se mostrou como um marcador significativo de melhor prognóstico em pacientes acometidos com tumores malignos intestinais (78). De mesma forma, no carcinoma epidermoide de boca, a superexpressão do PROX1 está associada a uma redução da proliferação celular sugerindo que uma das funções do PROX1 é a de gene supressor da carcinogênese oral (86). Curiosamente, a linhagem UM-HMC3A, a qual apresentou superexpressão do gene PROX1 é uma linhagem de células já caracterizada, sendo essa linhagem derivada de um tumor recorrente, diferentemente das linhagens UM-HMC1 e UM-HMC2, que são derivadas de tumores primários (3). Sugerindo uma participação importante do PROX1 na manutenção de tumores mais agressivos.

O gene PROX1 apresentou expressão variável entre as linhagens analisadas em nosso estudo, sendo expresso na UM-HMC1 apenas quando tratadas com cisplatina e reduzido nas UM-HMC2 e UM-HMC3A, tratadas. Estudo com células de câncer de cólon tem demonstrado que a inibição de PROX1 promove maior resistência à apoptose celular em células tratadas com cisplatina, através do aumento da expressão do receptor de estrógeno β (ERβ, do inglês Estrogen

receptor β) (92). Recentemente, pesquisadores têm demonstrado que o ERβ tem padrão de

expressão imuno-histoquímica no núcleo das células de 50% dos casos de carcinoma mucoepidermoide de glândula salivar (97). O padrão de expressão citoplasmático ou nuclear parece conferir um diferente prognóstico à pacientes com câncer de mama, sendo a expressão nuclear relacionado à um prognóstico ruim (98). Os resultados da literatura associados ao nosso, permitem considerar que é interessante dar continuidade nesse estudo, aprofundando os a compreensão dos achados aqui descritos.

Comparando a expressão do MEIS1 com a expressão de PROX1 e HOXB7 nas três linhagens, este foi comumente o mais expresso. O MEIS1 é um ativador para os membros da família homeobox, como os genes HOXA9, HOXA7 (65) e é também um cofator transcricional das proteínas MEIS, PBX e HOX todos exibindo propriedades específicas de ligação ao DNA (64). O gene MEIS1 e participa do processo de autorrenovação celular de células-tronco normais (66). (67).

Quando as células foram tratadas com cisplatina foi possível observar em nossos resultados que a cisplatina reduziu a expressão de MEIS1. De acordo com o nosso conhecimento, não existem estudos da expressão de MEIS1 em carcinoma mucoepidermoide de glândula salivar, porém nossos achados corroboram com achados de Crijns com células

62

derivadas de câncer ovariano (99). Este estudo analisou 341 genes por qPCR microarray em quatro linhagens de câncer ovariano tratadas e não tratadas com cisplatina, e entre os genes analisados a redução da expressão do gene MEIS1 foi detectada nas células quimiorresistentes e associado à expressão de MEIS 2 e PBX (99). Porém mais estudos são necessários para entender o mecanismo de MEIS1 e a quimiorresistencia destes tumores, visto que este mesmo grupo analisou a expressão de MEIS1 em 232 casos de pacientes com câncer de ovário e comparando 44 amostras pareadas de pacientes pré e pós tratamento com quimioterápicos diversos, entre eles os derivados de platina, não foi possível encontrar alteração no padrão de expressão para este gene (93). Como as células-tronco tumorais compartilham propriedades, como a auto renovação de células-tronco normais, papéis significativos também podem ser interpretados para os fatores de transcrição no que se diz respeito sobre o desenvolvimento, progressão e a manutenção dos tumores (69). Adicionalmente o silenciamento do gene MEIS1 em linhagens celulares de câncer de ovário é capaz de aumentar a sensibilidade das células quando tratadas com cisplatina (93). Sugerindo que o MEIS1 pode estar presente em células com capacidade de autorrenovação tumoral.

Adicionalmente, para verificar o efeito da cisplatina sobre células clonogênica quimiorresistentes foi efetuado o ensaio de esfera. As esferas são colônias celulares que crescem em suspensão e são consideradas células tronco/progenitoras (100) (101) (102). Através deste ensaio foi possível observar, em nosso estudo, que a cisplatina reduziu discretamente o número de esferas nas linhagens UM-HMC1 e 3A, porém selecionou maior número de células formadoras de esferas na linhagem UM-HMC2. É importante salientar a que as células plaqueadas para este ensaio foram células que sobreviveram pós-tratamento com cisplatina, conferindo a formação de esferas quimiorresistentes. Sabe-se na literatura que a cisplatina parece não afetar as células com capacidade tronco-tumoral que expressam MEIS1 (93). Um próximo passo para nosso estudo é analisar a expressão deste gene nas esferas celulares derivadas das células quimiorresistentes à cisplatina.

Outra propriedade relacionada às células quimiorresistentes e analisada em nosso estudo foi a migração celular. Neste ensaio, analisamos a área preenchida por células migratórias quando as células eram mantidas em contato com a cisplatina por 24 horas. Nossos achados demonstraram que a cisplatina foi capaz de reduzir a migração celular em todas as linhagens de carcinoma mucoepidermoide analisadas de forma significativa, o que é consistente com a literatura pertiente.

63

da expressão de HOXB7 podem estar relacionados à quimiorresistência das células de carcinoma mucoepidermoide à cisplatina. A cisplatina parece não reduzir de forma significativa a população de células-tronco tumorais. Assim, as análises efetuadas abrem precedentes para mais pesquisas a fim de explorar a participação dos genes homeobox nas células tumorais quimiorresistentes e com capacidade de autorrenovação do carcinoma mucoepidermoide.

65

7 CONCLUSÃO

Após análise dos resultados, podemos concluir que:

1) As linhagens estudadas apresentam expressão diferente dos genes PROX1, MEIS1 e HOXB7 e ausência de expressão dos genes HOXB5 e HOXB9.

2) O tratamento com cisplatina provocou redução da expressão dos genes PROX1 e

MEIS1 e aumento da expressão de HOXB7.

3) As células tratadas com cisplatina mantiveram a capacidade de formar esferas, e mostraram redução da capacidade migratória.

67

REFERÊNCIAS1

1. Siegel R, Ma J, Zou Z, Jemal A. Cancer statistics, 2014. CA Cancer J Clin. 2014 Jan- Feb;64(1):9-29. doi: 10.3322/caac.21208.

2. de Barros e Lima Bueno R, Ramão A, Pinheiro DG, Alves CP, Kannen V, Jungbluth AA, et al. HOX genes: potential candidates for the progression of laryngeal squamous cell carcinoma. Tumour Biol. 2016 Nov;37(11):15087-15096.

3. Warner KA, Adams A, Bernardi L, Nor C, Finkel KA, Zhang Z, et al. Characterization of tumorigenic cell lines from the recurrence and lymph node metastasis of a human salivary Oral Oncol. 2013 Nov;49(11):1059-66. doi:

10.1016/j.oraloncology.2013.08.004. Epub 2013 Sep 12.

4. Genden EM, Ferlito A, Bradley PJ, Rinaldo A, Scully C. Neck disease and distant metastases. Oral Oncol. 2003 Apr;39(3):207-12.

5. Dunwell TL, Holland PWH. Diversity of human and mouse homeobox gene expression in development and adult tissues. BMC Dev Biol. 2016 Nov 3;16(1):40.

6. Hur H, Lee J-Y, Yun HJ, Park BW, Kim MH. Analysis of HOX Gene Expression Patterns in Human Breast Cancer. Mol Biotechnol. 2014 Jan;56(1):64-71. doi: 10.1007/s12033-013-9682-4.

7. Abate-Shen C. Deregulated homeobox gene expression in cancer: Cause or consequence? Nat Rev Cancer. 2002 Oct;2(10):777-85.

8. Xiao F, Chen Z, Zeng X, Bai Y, Guo L, Li Y. Role of homeobox gene A5 in multidrug resistance of human small cell lung cancer cells. Nan Fang Yi Ke Da Xue Xue Bao. 2013 Nov;33(11):1665-8.

9. Makiyama K, Hamada J-I, Takada M, Murakawa K, Takahashi Y, Tada M, et al. Aberrant expression of HOX genes in human invasive breast carcinoma. Oncol Rep. 2005 Apr;13(4):673-9.

10. Strathdee G, Holyoake TL, Sim A, Parker A, Oscier DG, Melo J V., et al. Inactivation 1 De acordo com Estilo Vancouver.

68

of HOXA Genes by Hypermethylation in Myeloid and Lymphoid Malignancy is Frequent and Associated with Poor Prognosis. Clin Cancer Res. 2007 Sep 1;13(17):5048-55.

11. Skog M, Bono P, Lundin M, Lundin J, Louhimo J, Linder N, et al. Expression and prognostic value of transcription factor PROX1 in colorectal cancer. Br J Cancer. 2011 Oct 25;105(9):1346-51. doi: 10.1038/bjc.2011.297.

12. Dadras SS, Skrzypek A, Nguyen L, Shin JW, Schulz MMP, Arbiser J, et al. Prox-1 Promotes Invasion of Kaposiform Hemangioendotheliomas. J Invest Dermatol. 2008 Dec;128(12):2798-806. doi: 10.1038/jid.2008.176.

13. Nagai H, Li Y, Hatano S, Toshihito O, Yuge M, Ito E, et al. Mutations and aberrant DNA methylation of thePROX1 gene in hematologic malignancies. Genes

Chromosomes Cancer. 2003 Sep;38(1):13-21.

14. Versmold B, Felsberg J, Mikeska T, Ehrentraut D, Köhler J, Hampl JA, et al.

Epigenetic silencing of the candidate tumor suppressor gene PROX1 in sporadic breast cancer. Int J Cancer. 2007 Aug 1;121(3):547-54.

15. Takahashi M, Yoshimoto T, Shimoda M, Kono T, Koizumi M, Yazumi S, et al. Loss of Function of the Candidate Tumor Suppressor prox1 by RNA Mutation in Human Cancer Cells. Neoplasia. 2006 Dec;8(12):1003-10.

16. Shimoda M, Takahashi M, Yoshimoto T, Kono T, Ikai I, Kubo H. A Homeobox Protein, Prox1, Is Involved in the Differentiation, Proliferation, and Prognosis in Hepatocellular Carcinoma. Clin Cancer Res. 2006 Oct 15;12(20 Pt 1):6005-11.

17. Dudas J, Mansuroglu T, Moriconi F, Haller F, Wilting J, Lorf T, et al. Altered regulation of Prox1-gene-expression in liver tumors. BMC Cancer. 2008 Apr 9;8:92. doi: 10.1186/1471-2407-8-92.

18. Yoshimoto T, Takahashi M, Nagayama S, Watanabe G, Shimada Y, Sakasi Y, et al. RNA mutations of prox1 detected in human esophageal cancer cells by the shifted termination assay. Biochem Biophys Res Commun. 2007 Jul 27;359(2):258-62.

19. Moskow JJ, Bullrich F, Huebner K, Daar IO, Buchberg AM. Meis1, a PBX1-Related Homeobox Gene Involved in Myeloid Leukemia in BXH-2 Mice Mol Cell Biol. 1995 Oct;15(10):5434-43.

69

20. di Pietro M, Lao-Sirieix P, Boyle S, Cassidy A, Castillo D, Saadi A, et al. Evidence for a functional role of epigenetically regulated midcluster HOXB genes in the

development of Barrett esophagus. Proc Natl Acad Sci U S A. 2012 Jun 5;109(23):9077-82. doi: 10.1073/pnas.1116933109.

21. Citation: Luo J, Cai Q, Wang W, Huang H, Zeng H. MicroRNA-7 Binding Site Polymorphism in HOXB5 Leads to Differential Gene Expression in Bladder Cancer. PLoS One. 2012;7(6):e40127. doi: 10.1371/journal.pone.0040127.

22. Kar SP, Tyrer JP, Li Q, Lawrenson K, Aben KKH, Anton-Culver H, et al. Network- Based Integration of GWAS and Gene Expression Identifies a HOX-Centric Network Associated with Serous Ovarian Cancer Risk. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev. 2015 Oct;24(10):1574-84. doi: 10.1158/1055-9965.EPI-14-1270.

23. Sha S, Gu Y, Xu B, Hu H, Yang Y, Kong X, et al. Decreased expression of HOXB9 is related to poor overall survival in patients with gastric carcinoma. Dig Liver Dis. 2013 May;45(5):422-9. doi: 10.1016/j.dld.2012.12.004. Epub 2013 Jan 14.

24. Lee J-Y, Hur H, Yun HJ, Kim Y, Yang S, Kim S Il, et al. HOXB5 Promotes the Proliferation and Invasion of Breast Cancer Cells. Int J Biol Sci. 2015 May 1;11(6):701-11. doi: 10.7150/ijbs.11431.

25. Carrera M, Bitu CC, de Oliveira CE, Cervigne NK, Graner E, Manninen A, et al. HOXA10 controls proliferation, migration and invasion in oral squamous cell carcinoma. Int J Clin Exp Pathol. 2015 Apr 1;8(4):3613-23.

26. Darda L, Hakami F, Morgan R, Murdoch C, Lambert DW, Hunter KD. The Role of HOXB9 and miR-196a in Head and Neck Squamous Cell Carcinoma. Yeudall A, PLoS One. 2015 Apr 10;10(4):e0122285. doi: 10.1371/journal.pone.0122285.

27. Fang L, Xu Y, Zou L. Overexpressed homeobox B9 regulates oncogenic activities by transforming growth factor-β1 in gliomas. Biochem Biophys Res Commun. 2014 Mar 28;446(1):272-9. doi: 10.1016/j.bbrc.2014.02.095.

28. Bell RB, Dierks EJ, Homer L, Potter BE. Management and outcome of patients with malignant salivary gland tumors. J Oral Maxillofac Surg. 2005 Jul;63(7):917-28.

29. Ozawa H, Tomita T, Sakamoto K, Tagawa T, Fujii R, Kanzaki S, et al.

Mucoepidermoid carcinoma of the head and neck: Clinical analysis of 43 patients. Jpn J Clin Oncol. 2008 Jun;38(6):414-8. doi: 10.1093/jjco/hyn045.

30. Batsakis JG. Salivary gland neoplasia: an outcome of modified morphogenesis and cytodifferentiation. Oral Surg Oral Med Oral Pathol. 1980 Mar;49(3):229-32.

70

31. Kinzler KW, Vogelstein B. Lessons from hereditary colorectal cancer. Cell. 1996 Oct 18;87(2):159-70.

32. Tirado Y, Williams MD, Hanna EY, Kaye FJ, Batsakis JG, El-Naggar AK. CRTC1/MAML2 fusion transcript in high grade mucoepidermoid carcinomas of salivary and thyroid glands and Warthin’s tumors: Implications for histogenesis and biologic behavior. Genes Chromosomes Cancer. 2007 Jul;46(7):708-15.

33. Wang K, McDermott JD, Schrock AB, Elvin JA, Gay L, Karam SD, et al.

Comprehensive genomic profiling of salivary mucoepidermoid carcinomas reveals frequent BAP1, PIK3CA, and other actionable genomic alterations. Ann Oncol. 2017 Apr 1;28(4):748-753. doi: 10.1093/annonc/mdw689.

34. Noda H, Okumura Y, Nakayama T, Miyabe S, Fujiyoshi Y, Hattori H, et al.

Clinicopathological significance of MAML2 gene split in mucoepidermoid carcinoma. Cancer Sci. 2013 Jan;104(1):85-92. doi: 10.1111/cas.12039. Epub 2012 Nov 8. 35. Stein S, Fritsch R, Lemaire L, Kessel M. Checklist: Vertebrate homeobox genes

cations and EMBL/Genebank entries we have assembled. Mechanisms Development 1996;55:91-103

36. Lewis MT. Homeobox genes in mammary gland development and neoplasia. Breast Cancer Breast Cancer Res. 2000;2(3):158-69.

37. Shrestha B, Ansari KI, Bhan A, Kasiri S, Hussain I, Mandal SS. Homeodomain- containing protein HOXB9 regulates expression of growth and angiogenic factors, facilitates tumor growth in vitro and is overexpressed in breast cancer tissue. FEBS J. 2012 Oct;279(19):3715-3726. doi: 10.1111/j.1742-4658.2012.08733.x.

38. Platais C, Hakami F, Darda L, Lambert DW, Morgan R, Hunter KD. The role of HOX genes in head and neck squamous cell carcinoma. J Oral Pathol Med. 2016

Apr;45(4):239-47. doi: 10.1111/jop.12388.

39. Patterson LT, Potter SS. Atlas of Hox gene expression in the developing kidney. Dev Dyn. 2004 Apr;229(4):771-9.

40. Mallo M, Wellik DM, Deschamps J. Hox genes and regional patterning of the

vertebrate body Dev Biol. 2010 Aug 1;344(1):7-15. doi: 10.1016/j.ydbio.2010.04.024.

41. Fienberg AA, Utset MF, Bogarad LD, Hart CP, Awgulewitsch A, Ferguson-Smith A, et al. Homeo box genes in murine development. Curr Top Dev Biol. 1987;23:233–56.

71

42. Ikeda K, Ookawara S, Sato S, Ando Z, Kageyama R, Kawakami K. Six1 is essential for early neurogenesis in the development of olfactory epithelium. Dev Biol. 2007 Nov 1;311(1):53-68.

43. Andrew DJ, Henderson KD, Seshaiah P. Salivary gland development in Drosophila melanogaster. Mech Dev. 2000 Mar 15;92(1):5-17.

44. Shaw PA, Zhang X, Russo AF, Amendt BA, Henderson S, Williams V. Homeobox Protein, Hmx3, in Postnatally Developing Rat Submandibular Glands. J Histochem Cytochem. 2003 Mar;51(3):385-96.

45. Saleh M, Rambaldi I, Yang XJ, Featherstone MS. Cell signaling switches HOX-PBX complexes from repressors to activators of transcription mediated by histone

deacetylases and histone acetyltransferases. Mol Cell Biol. 2000 Nov;20(22):8623-33.

46. Shah N, Sukumar S. The Hox genes and their roles in oncogenesis. Nat Rev Cancer. Nat Rev Cancer. 2010 May;10(5):361-71. doi: 10.1038/nrc2826.

47. Volpe M V., Martin A, Vosatka RJ, Mazzoni CL, Nielsen HC. Hoxb-5 expression in the developing mouse lung suggests a role in branching morphogenesis and epithelial cell fate. Histochem Cell Biol. 1997 Dec;108(6):495-504.

48. Bhatlekar S, Fields JZ, Boman BM. HOX genes and their role in the development of human cancers. J Mol Med (Berl). 2014 Aug;92(8):811-23. doi: 10.1007/s00109-014- 1181-y.

49. Gehring WJ, Hiromi Y. Homeotic Genes and the Homeobox Annu Rev Genet. 1986;20:147-73.

50. Bitu CC, Carrera M, Lopes MA, Kowalski LP, Soares FA, Coletta RD. HOXB7 expression is a prognostic factor for oral squamous cell carcinoma. Histopathology. 2012 Mar;60(4):662-5. doi: 10.1111/j.1365-2559.2011.04102.x.

51. Fu M, Chi Hang Lui V, Har Sham M, Nga Yin Cheung A, Kwong Hang Tam P. HOXB5 expression is spatially and temporarily regulated in human embryonic gut during neural crest cell colonization and differentiation of enteric neuroblasts. Dev Dyn. 2003 Sep;228(1):1-10.

72

52. Cillo C, Barba P, Freschi G, Bucciarelli G, Magli MC, Boncinelli E. HOX gene expression in normal and neoplastic human kidney. Int J Cancer. 1992 Jul 30;51(6):892-7.

53. Hong C-S, Jeong O, Piao Z, Guo C, Jung M-R, Choi C, et al. HOXB5 induces invasion and migration through direct transcriptional up-regulation of β-catenin in human gastric carcinoma. Biochem J. 2015 Dec 15;472(3):393-403. doi: 10.1042/BJ20150213.

54. Wu X, Chen H, Parker B, Rubin E, Zhu T, Lee JS, et al. HOXB7, Homeodomain Protein, Is Overexpressed in Breast Cancer and Confers Epithelial-Mesenchymal Transition. Cancer Res. 2006 Oct 1;66(19):9527-34.

55. Chen K-N, Gu Z-D, Ke Y, Li J-Y, Shi X-T, Xu G-W, et al. Expression of 11 HOX genes is deregulated in esophageal squamous cell carcinoma. Clin Cancer Res. 2005

Documentos relacionados