5. RESULTADOS 87
5.7 ANÁLISE DA EDIFICAÇÃO DE CATEGORIA 1 104
O estudo de caso da edificação de CATEGORIA 1 (a edificação a ser reformada) foi composto pela análise das medidas de redução e das incrementais. Para tanto, os dados dos itens 5.3, 5.4 e 5.5 foram utilizados e cada uma das medidas foi examinada separadamente. Ao final, todas foram unidas e se consolidaram nas alternativas.
5.6.1. Detalhamento das alternativas geradas com as medidas de redução de conservação de água
As análises das medidas de redução, através da viabilidade econômica, geraram sete opções com seus respectivos períodos de retorno, conforme é mostrado na Tabela 5.11. Algumas medidas não tiveram um tempo de retorno passível de ser determinado matematicamente pois não demonstraram sua viabilidade econômica (receitas inferiores às despesas) e com isso foram eliminadas. Tal fato ocorreu devido ao baixo fluxo de caixa mensal. Entre as medidas mais rentáveis, os economizadores foram exigidos em todos as alternativas da Classe 1, gerando uma economia no consumo de 20%.
Tabela 5.11‐ Medidas de redução de consumo de água da categoria 1
Opção Tempo de Retorno
(meses) Custo (R$)
Economizador 50 49.578,20
Medição individual + economizador Indeterminado 169.578,20
Redutor de pressão Indeterminado 206.400,00
Economizador + Redutor de pressão Indeterminado 255.978,20 Economizador + Redutor de pressão + Medição
individual Indeterminado 375.978,20
Medição individual Indeterminado 120.000,00
Medição individual + redutor de pressão Indeterminado 326.400,00 LEGENDA- O valor indeterminado significa que as despesas superaram as receitas, não havendo recuperação do patrimônio inicial.
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5.6.2. Resultado do rol das alternativas geradas
Diante dos resultados das medidas de redução, o qual elegeu o economizador, e das triagens realizadas junto as alternativas, obteve-se a informação sistematizada apresentada na Tabela 5.12 com as alternativas selecionadas.
Tabela 5.12‐ Resumo das alternativas finais da categoria 1
ALTERNATIVA A1 A2 A3 A4 A5 A6 A7 A8
MEDIDA DE REDUÇÃO
não eco eco eco eco
(menos obra)
eco eco eco
MEDIDA INCREMENTAL
não não reúso reúso reúso reúso reúso + chuva chuva FONTE tanque + lavatório tanque + lavatório mlr + tanque mlr tanque + lavatório DEMANDA bacia + limpeza bacia + limpeza + jardim bacia + limpeza + jardim bacia + limpeza + jardim bacia + limpeza + jardim bacia
Legenda: ECO- emprego de dispositivos economizadores de água; MLR- uso da água da máquina de lavar roupa; TANQUE- uso da água oriunda do tanque; LAVATÓRIO- uso de água proveniente do lavatório dos banheiros; BACIA- utilização de água nas bacias sanitárias; LIMPEZA- utilização de água para limpeza em áreas comuns; JARDIM- utilização de água para irrigação dos jardins; CHUVA- utilização de sistema de captação de água da chuva; REÚSO- utilização de sistema de reúso de água cinza;
Diante do exposto nos itens 5.4 (reúso de água) e 5.5 (uso de água pluvial), relativo às medidas incrementais, produziu-se a Tabela 5.13, com os dados referentes a cada alternativa possível na CATEGORIA 1.
Nessa tabela, o VPL foi calculado através da soma dos fluxos de caixa atualizados para o valor atual (presente) através da SELIC, subtraídos do investimento inicial, e está expresso na
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equação 5.5. Esses fluxos de caixas foram contabilizados como sendo os custos mensais de manutenção das medidas de redução, gasto com energia e com a operação do sistema, e com as receitas provenientes da economia na fatura de água.
VPL çã çã
1
(5.5)
O custo de implantação foi obtido através da soma dos custos referentes a construção de reservatório, instalação do sistema de tratamento, da reforma dos apartamentos e da implantação das medidas de redução. Já o custo de operação foi obtido através da soma dos gastos para manutenção das medidas de redução e da operação do sistema de tratamento. O tempo de retorno foi calculado através da equação 5.5, tendo como valor de VPL zero; ou seja, o tempo no qual o retorno do capital investido seria igual ao montante lucrado. Esse tempo nem sempre é determinável visto que os juros podem ter uma curva de crescimento maior do que o lucro. Assim, considerou-se utilizar uma adequação matemática, exibida na equação 5.6. A princípio, espera-se que esse artifício apenas seja utilizado na categoria 1 pois os investimentos são mais altos que na categoria 2.
/ , onde t é o tempo de retorno inicial 5.6
Os parâmetros de qualidade de água (DBO, SST e CF) foram obtidos da bibliografia e tiveram suas concentrações calculadas com base em médias ponderadas quando houve misturas de águas de fontes diferentes ou de medidas incrementais diferentes.
O volume de água reduzido do consumo final foi calculado através da soma da economia das medidas de redução e das medidas incrementais. O primeiro teve como parâmetro as estimativas percentuais de redução de água disponíveis na bibliografia, já o segundo, a conservação do volume de água produzido e o consumido pelos aparelhos em questão, conforme cada caso.
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O volume de água complementar foi obtido através da diferença da disponibilidade do sistema incremental considerando uso exclusivo para aqueles aparelhos e a necessidade de consumo. Essa diferença seria suprida pela concessionária através da mistura das águas de forma segura. Em alguns casos não houve necessidade de água complementar.
O volume de água desperdiçada foi calculado através da capacidade de produção de água dos equipamentos do sistema incremental subtraída da demanda dos aparelhos em questão. Em alguns casos não houve desperdício.
A quantidade de lodo produzido para o sistema de reúso com águas cinzas foi considerado através do parâmetro fornecido pelo fabricante e para o aproveitamento de água da chuva foi considerado o valor de SST da referência bibliográfica.
O risco à saúde foi determinado através da fórmula de Beta-Poisson sobre a possibilidade de ingestão de água contaminada tendo como parâmetro os limites da EPA. Esses cálculos estão disponíveis no Apêndice G.
O risco anual de falta de água de reúso foi estabelecido através do percentual do número de meses do ano que o sistema estaria com volume abaixo do necessário.
A área ocupada e o consumo de energia tiveram seus graus atribuídos de acordo com as especificações técnicas citadas nos catálogos dos fabricantes. A interferência ao morador foi arbitrada em função da quantidade de obras e tempo de permanência no interior das áreas privativas.
A complexidade do sistema teve suas notas inferidas com base na referência bibliográfica, especificações de fabricantes e experiência do autor quanto a dificuldade de instalação e operação dos equipamentos e seus acessórios.
Existem diversos valores nulos na Tabela 5.13 devido a existência de alternativas que não possuíam aquele critério, tal como coliformes fecais na alternativa 01 – apenas instalação de economizadores, ou para critérios que existem na alternativa, mas que não obtiveram valor, tal como a água desperdiçada na alternativa 04, onde o sistema não é capaz de suprir a demanda, necessitando de complementação.
108 Tabela 5.13‐ Matriz “payoff” da categoria 1 CRITÉRIOS A1 A2 A3 A4 A5 A6 A7 A8 VPL (R$) -348.608,96 -0,50 -3.673.936,90 -3.688.869,41 -0,17 -0,01 -0,01 -0,01 Custo de implantação (R$) 0,00 48.566,40 4.179.097,76 4.179.097,76 162.739,61 4.179.097,76 4.302.914,56 4.270.414,56 Custo de operação (R$) 1.644,00 28,72 1.415,23 1.415,23 1.415,23 1.415,23 1.835,16 448,64 TR 1 6,47 7,39 7,39 7,18 7,39 7,39 7,39 DBO (mg/L) 0 0 392 392 607 624 224 7 SST (mg/L) 0 0 187 187 210 206 130 56 CF (NMP/100 mL) 0 0 2.230 2.230 11.422 16.000 1.267 35
Volume de água a ser reduzido do consumo (m³)
0 174 335 326 344 344 344 283
Volume de água complementar (m³)
170 0 0 9 0 0 0 37
Volume de água desperdiçado (m³)
348 0 0 0 97,9 16 65 17
Lodo (kg/ano) 0 0 580 580 612 612 333 65
Risco a saúde 7,39 7,39 6,74 6,74 3,79 4,17 7,01 7,37
Risco anual da falta de água (%) 0 0 0 6 0 0 0 39
Interferência ao morador 0 3 9 9 5 7 10 1
Consumo de energia (kWh) 0 0 4 4 4 4 6 2
Área ocupada (m²) 0 0 6 6 6 6 7 1
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