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6.4 OBJETIVO 03 “DELINEAR AS CONTRIBUIÇÕES DAS REDES INTERNACIONAIS

6.4.2 Análise da Quinta Questão: COMO AS REDES ACONTECEM

Aos pesquisadores, na questão 05 (cinco), foi perguntado de que forma as redes acontecem. As 10 (dez) respostas obtidas sofreram os processos de desconstrução, unitarização e categorização, pré-disposto na metodologia de Análise de Texto Discursiva.

Após a desconstrução, 33 (trinta e três) unidades de sentido foram selecionadas, organizadas e separadas por relação de sentido equivalente. Com isso, chegou-se a 3 (três) grandes categorias que entendeu-se representar para os entrevistados como acontecem as redes de pesquisa.

As três categorias resultantes do processo foram: 1) Atitudes - Pró Atividade; 2) Ações de Internacionalização; 4) Configuração das Redes

Figura 11 - Processo de categorização questão 5

Fonte: A autora (2018)

1) Atitudes - Proatividade

A primeira categoria desta questão demonstrou que, para uma Rede de Pesquisa acontecer, são necessárias atitudes proativas dos interessados e as unidades que dizem respeito a esta denotação foram: bater na porta; conseguir verba; estabelecer projetos colaborativos; desenvolvimento de projetos científicos; treinamento de estudantes em abordagens e técnicas analíticas inovadoras;

Compartilhamento de dados; iniciativa individual; uso da internet; encontrar elementos comuns ente grupos; pedidos de verba.

Cód. CATEGORIAS INICIAIS

P02

sem forma padrão; bater na porta; conseguir verba;

estabelecer projetos colaborativos;

P03 desenvolvimento de projetos científicos; publicação de artigos; intercâmbio de estudantes; organização de encontros periódicos ; treinamento de estudantes em abordagens e técnicas analíticas inovadoras; P04 encontros internacionais; congressos; projetos comuns; P06

através de redes genéricas; através de redes específicas;

P07

congressos internacionais; professor visitante; estagios sêniors no exterior; compartilhamento de dados; P08 participação em eventos científicos; publicações intyernacionais; estágios no exterior; professor visitante; P10

não de forma sistemática; iniciativa individual; estágios no exterior; bolsas;

P11 Internet;

baixos custos;

P13 relações entre pesquisadores;

P14

encontrar elementos comuns ente grupos;

visitas físicas e troca de estudantes; publicações conjuntas e pedidos de verba;

sem forma padrão; através de redes genéricas; através de redes específicas; não de forma sistemática; relações entre pesquisadores; baixos custos;

projetos comuns;

treinamento de estudantes em abordagens e técnicas analíticas inovadoras;

publicação de artigos; intercâmbio de estudantes; organização de encontros periódicos ; encontros internacionais;

congressos;

congressos internacionais; professor visitante; estágios sêniores no exterior; participação em eventos científicos; publicações internacionais; estágios no exterior; professor visitante; estágios no exterior;

visitas físicas e troca de estudantes; publicações conjuntas

CATEGORIAS INTERMEDIÁRIAS

bater na porta; conseguir verba;

estabelecer projetos colaborativos; desenvolvimento de projetos científicos; treinamento de estudantes em abordagens e técnicas analíticas inovadoras;

compartilhamento de dados; iniciativa individual; Internet;

encontrar elementos comuns ente grupos; pedidos de verba;

AÇÕES DE INTERNACIONALIZAÇÃO

CONFIGURAÇÃO DAS REDES

CATEGORIAS FINAIS

Estas ações individuais ficam claras quando analisamos falas como a do Pesquisador 02 quando diz que a formação de redes não tem uma forma padrão de acontecer, ela dependerá da busca e do interesse do pesquisador para que ela aconteça, como “bater nas portas”, pedir verbas de pesquisa, estabelecer projetos colaborativos permitem a criação, assim afirmando:

Os pesquisadores muitas vezes começam um pouquinho cara de pau de bater na porta de alguém e as coisas vão acontecendo, mas a gente evidentemente num segundo momento pode começar pedir verba de pesquisa em conjunto, pode estabelecer projetos de pesquisa colaborativos e esses permitem que a rede de fato se forme.

A formação da rede é espontânea e para o Pesquisador 8 a QUALIDADE GERA VISIBILIDADE, “na medida em que o pesquisador começa a produzir algo significativo na sua área e esse trabalho começa a ter visibilidade.”. Mais uma vez o esforço aparece como um definidor para que as redes aconteçam.

A formação da rede depende, dentre outros, de iniciativa individual dos líderes. Afirma o pesquisador 10 quando diz que “atualmente, vejo que as redes de pesquisa ainda se estabelecem muito por iniciativa individual dos pesquisadores líderes e não de forma sistemática” e segue relatando que “os estágios no exterior e bolsas são um ponto importante para início dessas colaborações e redes de pesquisa, mas sua continuidade ainda é um desafio.

2) Ações de Internacionalização

Na segunda categoria, as ações para internacionalização, foi fortemente marcada pelos respondentes, como meio de possibilitar a criação de redes. Surgiram unidades como: publicação de artigos; intercâmbio de estudantes; organização de encontros científicos; encontros internacionais; congressos internacionais; professor visitante; estágios sêniores no exterior; visitas físicas e troca de estudantes; publicações conjuntas, reforçaram a criação desta categoria.

Para o pesquisador 03, as redes acontecem através de desenvolvimento de projetos científicos, publicação de artigos, intercâmbio de estudantes, organização de encontros periódicos e treinamento de estudantes em abordagens e técnicas analíticas inovadoras.

O Pesquisador 07, também, segue a mesma linha em sua fala em relação a formação de redes, pois afirma que “a partir de encontros em congressos internacionais, professor visitante, estágios sêniores no exterior, pós-doutorado no exterior” o compartilhamento de dados coletados entre as redes de pesquisa ocorre.

3) Configuração das Redes

As definições que surgiram nessa categoria foram: sem forma padrão; através de redes genéricas; através de redes específicas; não de forma sistemática; relações entre pesquisadores; baixos custos; projetos comuns; treinamento de estudantes em abordagens e técnicas analíticas inovadoras, possibilitaram esse conceito.

“As redes de pesquisa não têm uma fórmula simples”, afirmou o Pesquisador 02. O Pesquisador 10 respondeu que as redes “não acontecem de forma sistemática”, e ressalta que “sua continuidade ainda é um desafio.”

O pesquisador 06, apresentou conceito a seu juízo de valor sobre a formação das redes, acontecendo, segundo em ele, em duas formas:

A) REDES GENÉRICA: que congrega pesquisadores de algumas subáreas comuns (porém não de uma especialidade). As redes genéricas dão sustentação ao conceito de colaboração internacional por fomentarem diretrizes gerais para o estabelecimento e continuidade das parcerias.

B) REDES ESPECÍFICAS: as redes específicas são temáticas - ou seja - desenvolvem pesquisa em colaboração sobre um tema próprio, e são obrigatoriamente menores e muito mais especializadas.

Já para o Pesquisador 14, as redes podem ser configuradas da seguinte forma: Os elementos chaves são encontrar elementos comuns entre os grupos. O segundo passo são visitas físicas ao laboratório colaborador e troca de estudantes. Em seguida vem as publicações e os pedidos de verba conjuntos.

Na última categoria desta questão, ficou demonstrado que não há uma única forma para que uma rede se configure, as atitudes proativas dos pesquisadores e as ações para internacionalização decerto são meios que aproximam as pessoas e criam a possibilidade de criação, porém para o desenvolvimento das redes, após essas duas categorias, não há uma forma padrão de estabelecimento.