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Análise do contexto

No documento Plano de Atividades 2019 (páginas 13-18)

Detentor da primeira experiência em Portugal na formação de um sistema nacional da qualidade, integrando os três subsistemas – da normalização, da metrologia e da qualificação – segundo os princípios e metodologias universalmente aceites, ao IPQ incumbe criar e disponibilizar a infraestrutura indispensável para potenciar a prática de melhores processos e métodos de gestão da qualidade.

As atividades do IPQ abrangem as áreas da Normalização, Metrologia, Qualificação e Assuntos Europeus, e consistem na prestação de serviços, disponibilização de normas e publicações, realização de calibrações e ensaios, produção e certificação de materiais de referência, operações de controlo metrológico, incluindo aprovação de modelos de instrumentos de medição, realização de eventos e ações de informação e formação, assistência técnica, para uma multiplicidade de clientes, nomeadamente empresas, associações, (empresariais, profissionais, setoriais, de classe), laboratórios (calibração e de ensaio nacionais e internacionais), cidadãos (ex.: qualquer cidadão que solicite informações, produtos ou serviços, associações cívicas (de consumidores, ambientais, ONG)) e entidades nacionais e internacionais com cooperação protocolada.

Dada a natureza e diversidade de entidades com que o IPQ interage, é determinante proceder a uma identificação das várias partes interessadas de forma a mapear e analisar a influência e o interesse de cada uma delas na atividade quotidiana do IPQ. Desta forma é possível identificar o grau de importância das diversas partes nas tomadas de decisão com impactos interno e externo, determinar quais são as partes interessadas relevantes e quais os requisitos destas partes interessadas que são relevantes para o sistema de gestão.

Internamente estão estabelecidos mecanismos de gestão específicos de acordo com o grau de influência das partes interessadas no desempenho do IPQ, na sua capacidade em criar riscos e/ou oportunidades e na sua capacidade de afetar o IPQ com as suas decisões ou atividades. Estes mecanismos passam pela identificação de necessidades e expectativas, pela atribuição de prioridades de ação, pelo estabelecimento de ações de monitorização, de medição do desempenho e de retorno de informação, conforme adequado, de modo a que se possam potenciar ações de melhoria.

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Plano de Atividades 2019 IPQ

Desde as entidades parceiras, aos/às clientes, aos/às cidadãos/ãs e à sociedade em geral, os níveis de interesse e poder exercido sobre a organização são variados, conforme abaixo se demonstra:

Matriz de partes interessadas

 Organizações nacionais com participação institucional do IPQ

Esforço Mínimo (EM)

 Entidades parceiras para projetos, nomeadamente de prestação de assistência técnica na área da Cooperação

 Instituto Designado (IST-LMRI)

 Ministérios afins (MNE, MPMA, MC, MCTES, ME)

 Autarquia e Comunidade envolvente Manter Informado (MI)

Alto

 Utilizadores do Website do IPQ

 Clientes do "Serviço Questionar"

 Utilizadores da Biblioteca

 Visitantes do Museu de Metrologia

 Subscritores da Newsletter EspaçoQ

 Fornecedores (Agência Nacional de Compras Públicas)

 Clientes da Metrologia Aplicada (entidades que necessitam da rastreabilidade de padrões, tendo em vista o desenvolvimento da economia nacional)

 Instituições nacionais de reconhecido mérito científico com colaboração em projetos internacionais de I&D e protocolos de cooperação;

 Entidades reconhecidas e qualificadas pelo IPQ para o exercício delegado de controlo metrológico legal (Serviços Municipais de Metrologia -SMM, Serviços Concelhios de Metrologia – SCM, Organismos de Verificação Metrológica – OVM,

Instaladores/Reparadores - IR)

 Instalações de Ensaio no âmbito do reconhecimento segundo os princípios das Boas Práticas de Laboratório da OCDE

 Compradores de Normas (agentes económicos, associações empresarias, universidades, …)

 Correspondentes IPQ (acedem em condições especiais ao Acervo Normativo de interesse para o seu setor de atividade)

 Organismos de Normalização Setorial (ONS) e Comissões Técnicas

 Organismos Notificados-ON (responsáveis pela avaliação da conformidade de produtos no âmbito das Diretivas Comunitárias)

 Clientes do Licenciamento de ESP, Cisternas e Motores Fixos

 Organismos de inspeção que atuam no âmbito do licenciamento de ESP e cisternas (com competências delegadas pelo IPQ)

 Participantes nos eventos organizados pelo IPQ (Seminários, Workshops)

 Formandos das ações organizadas pelo IPQ

 Comissões Setoriais do SPQ

 Tutela (SEI, MEcon) e PCM

 Tribunais

 Outros organismos do Estado Regulamentadores, Fiscalizadores e Legisladores

 Outros fornecedores

 Trabalhadores/as do IPQ

Gerir com Proximidade (GP)

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Plano de Atividades 2019 IPQ

4.2. Análise SWOT e Ferramentas de Gestão

No planeamento das suas atividades, o IPQ, para além de considerar as necessidades e expectativas das suas partes interessadas, também identifica quais os condicionalismos internos e externos relevantes para a concretização da sua missão e estratégia e que possam afetar a sua capacidade para atingir os resultados pretendidos.

Uma das ferramentas utilizadas pelo IPQ para a definição e planeamento das atividades é a Análise SWOT - Strenghts, Weaknesses, Opportunities e Threats, através da qual são diagnosticados os pontos fortes e os pontos fracos que influenciam internamente as atividades desenvolvidas e que o IPQ se propõe desenvolver, relacionando-os com fatores externos, onde são avaliadas as oportunidades e ameaças com impacto no desempenho do IPQ. Com base nesta análise é possível identificar elementos chave para a gestão estratégica do IPQ, considerando, a um nível transversal, os riscos a ter em conta e as oportunidades a explorar.

Esta análise dos pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças, conjugada com a análise e avaliação do risco associada aos processos e atividades que o IPQ desenvolve, enquadrada no SGQ, permite estabelecer prioridades de atuação, metas consentâneas com a realidade e trabalhar para a melhoria contínua do desempenho.

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 Existência de um Sistema de Gestão da Qualidade certificado por entidade independente e uma forte cultura de gestão por objetivos.

 Equipas altamente competentes e especializadas, com elevado nível de tecnicidade e conhecimento.

 Elevado e consistente nível de satisfação dos/as clientes e parceiros, medido por entidade independente.

 Fortes parcerias implementadas, com entidades públicas e privadas, nacionais e internacionais, com elevado nível de reconhecimento.

 Sistema Metrológico Integrado e Autossustentável (Metrologia científica, aplicada e legal)

 Dificuldade de investimento na renovação e manutenção de equipamentos laboratoriais para manter a sua função de Instituição Nacional de Metrologia e o nível e rigor da atividade

metrológica, por restrições do Sistema Orçamental, apesar do Instituto viver exclusivamente de receitas próprias.

 Dificuldade na manutenção e atualização das instalações laboratoriais e das condições

necessárias ao cabal desempenho da sua atividade.

 Restrições elevadas à participação em missões para trabalhos europeus e internacionais devido a condicionalismos orçamentais, com efeitos na atualização de conhecimentos técnicos e científicos.

 Dificuldade na renovação de quadros técnicos especializados, por insuficiência de profissionais com perfil técnico adequado na Administração Pública.

 Dificuldade em aumentar o mapa de pessoal em virtude das restrições legais e orçamentais.

Oportunidades Ameaças

 Existência de programas europeus com financiamento disponível nos âmbitos da Normalização e da Metrologia.

 Capacidade de I&D e Integração na Rede Europeia no âmbito do EMPIR (European Metrology Programme for Inovation and Research).

 Existência de sistemas de apoio à modernização e capacitação da administração pública (p. ex.

SAMA), nomeadamente para criar uma plataforma de tecnologias de informação e comunicação promovendo a desmaterialização dos processos de negócio e interface com as partes interessadas

 Aumento de mercado de controlo metrológico por via regulamentar, em especial em áreas sensíveis como saúde, ambiente e energia.

 Alargamento da aplicação das regras e metodologias do SPQ a novos âmbitos de atividade na área da qualificação.

 Cooperação com as Universidades, Laboratórios de I&D, Centros de Saber e Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

 Integração do ensino sobre normalização, metrologia e qualidade nos curricula do ensino secundário e superior.

 Política favorável à articulação entre Qualidade e Inovação.

 Política legislativa Europeia do Mercado Interno remetendo para requisitos de normas técnicas harmonizadas.

 Crise económica e financeira, causando diminuição dos pedidos de produtos e serviços (ex.: normas ou calibrações), e assistência técnica por parte dos agentes económicos com consequente diminuição das receitas.

 Insuficiente capacidade de mobilização e financiamento de partes interessadas para participação ativa nos trabalhos normativos europeus e internacionais.

 Dificuldade de integração de jovens e escassez de técnicos especializados em metrologia,

normalização e licenciamento de ESP e Cisternas, na Administração Pública, para preenchimento dos postos de trabalho atuais e futuros.

 Sistema Orçamental do Estado desajustado para as instituições que vivem exclusivamente de receitas próprias, não permitindo o uso dos saldos.

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Plano de Atividades 2019 IPQ

O IPQ, no âmbito do seu SGQ, certificado de acordo com a norma NP EN ISO 9001:2015, procede à identificação e avaliação de riscos e oportunidades associados aos seus processos, integrando esta análise no planeamento e desenvolvimento das suas atividades. Para tal tem implementada a metodologia FMEA – Failure Mode and Effect Analysis, que permite fazer uma análise sistemática preventiva, a qual passa por:

 identificar falhas potenciais e avaliar os respetivos efeitos, que possam vir a ter impacto, designadamente, nos serviços, pessoas ou no ambiente;

 estabelecer ações que possam eliminar ou reduzir as causas que determinem potenciais falhas;

 reavaliar os impactos anteriormente determinados para confirmação do sucesso das medidas no sentido da minimização dos mesmos.

O IPQ tem também implementado desde 2009, o Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção e Infrações Conexas (PPRCIC). No final de 2016, após avaliação da implementação do Plano inicial, consolidação do quadro de dirigentes e integração das atribuições das extintas Direções Regionais da Economia, nos domínios da metrologia e da qualidade, procedeu-se à elaboração de um novo PPRCIC, que entrou em vigor no início de 2017. Este novo PPRCIC, como um dos instrumentos de gestão do IPQ, é revisto anualmente, na fase do ciclo de gestão correspondente à Autoavaliação, sendo subsequentemente elaborado o Plano de Prevenção para o ano seguinte.

Atualmente encontra-se em vigor o PPRCIC para 2018-2019, que segue também a metodologia FMEA implementada.

Como importante contributo para assegurar sustentadamente a satisfação de clientes e parte interessadas e colocando em prática os conceitos e metodologias que são da sua competência e das atividades que desenvolve, o IPQ tem implementado um SGQ de acordo com os requisitos da norma NP EN ISO 9001, certificado pela primeira vez em março de 2011 pela APCER – Associação Portuguesa de Certificação.

Em abril de 2018 o IPQ viu confirmada a manutenção da certificação NP EN ISO 9001:2015, na auditoria de 1º acompanhamento após a renovação em março de 2017.

Numa perspetiva de melhoria contínua, são promovidas revisões pela gestão em intervalos temporais definidos de acordo com o Ciclo de Gestão implementado. Essas revisões destinam-se a monitorizar a adequabilidade e o valor acrescentado do SGQ, a verificar se todos os aspetos chave da norma são abrangidos e de que forma a política e os objetivos da qualidade estão a ser cumpridos.

Trimestralmente realizam-se reuniões de monitorização do desempenho dos indicadores de gestão do IPQ, com base nos dados fornecidos pelo Balanced Scorecard (BSC) e pela monitorização de indicadores e de Planos de Ações de Melhoria controlados no âmbito do SGQ.

Anualmente, o IPQ avalia o grau de satisfação dos/as seus/suas trabalhadores/as, enquanto tal, e também na qualidade de clientes internos dos serviços. Tal como previsto no SGQ e mais concretamente no Procedimento de Gestão 06 “Medição, Análise e Melhoria Contínua”, os resultados decorrentes destes estudos são registados em Planos de Ações de Melhoria (Mod-06-08) e são objeto de tratamento e do seguimento previstos na Instrução de Trabalho “Audição de clientes e partes interessadas” (IT-06-04). A Gestão da Qualidade do IPQ e o Grupo da Qualidade do IPQ, conjuntamente com as direções dos departamentos e colegas designados, dão sequência às ações e prioridades identificadas.

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Plano de Atividades 2019 IPQ

O IPQ suporta a implementação de ações de melhoria através de Boletins de Melhoria e Planos de Ações de Melhoria onde são desenvolvidas ações corretivas e de melhoria provenientes de constatações decorrentes de auditorias internas e externas, oportunidades de melhoria que surjam no decorrer das atividades, não conformidades, reclamações, sugestões internas e externas e resultados dos inquéritos de satisfação de trabalhadores/as, clientes internos/as e externos.

De modo a garantir a eficácia do planeamento e do controlo da estratégia organizacional, o IPQ monitoriza e avalia o seu desempenho utilizando a metodologia do BSC, com mapas estratégicos por Departamento. O BSC constitui um sistema de informação de apoio à gestão estratégica, que, através de uma ferramenta informática, concentra numa única base informativa todos os elementos relevantes referentes aos indicadores de desempenho, permitindo visualizar rapidamente, e em qualquer momento, os resultados alcançados face aos objetivos traçados, bem como monitorizar e avaliar continuamente a performance da organização.

Para o desenvolvimento e controlo da sua atividade, para além do BSC, o IPQ utiliza outras plataformas informáticas e sistemas de informação como:

 o PROQUAL, que garante a ligação a diversas aplicações internas e externas, e a desmaterialização dos procedimentos;

 o Sistema de Informação ERP (Enterprise Resource Planning) SINGAP, que assegura a gestão integrada da Contabilidade, Assiduidade de Pessoal, Processamento de vencimentos, Tesouraria e Faturação;

 a Gestão de Expediente;

 a Intranet (que integra o PROQUAL);

 o Customer Relationship Management (CRM) (que integra o PROQUAL).

No caso particular do PROQUAL trata-se de uma plataforma que está em exploração há mais de 8 anos e que apresenta enormes condicionalismos. Neste sentido, o IPQ delineou uma estratégia que pretende criar uma solução macro que abranja todas as áreas de negócio, relativamente às quais se verifica a necessidade de redesenhar a plataforma existente, evoluindo para uma solução com um desenho e tecnologia mais adequados às exigências tecnológicas verificadas. (ver ponto 7. Medidas de Modernização).

De salientar ainda haver a prática de reuniões semanais de despacho com a Direção de cada Departamento, de reuniões mensais do Conselho Diretivo com os/as Diretores/as de Departamento que são alargadas periodicamente aos/às Diretores/as de Unidade, o que permite um acompanhamento muito próximo, por toda a estrutura dirigente, da atividade e das questões relacionadas com todos/as os/as trabalhadores/as.

No documento Plano de Atividades 2019 (páginas 13-18)

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