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ANÁLISE DO EXPERIMENTO

No documento UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (páginas 19-0)

4. MATERIAL E MÉTODOS

4.4 ANÁLISE DO EXPERIMENTO

Figura 7. Folha primária logo após inoculação.

4.4. ANÁLISE DO EXPERIMENTO

Para fazer análise do experimento, primeiramente as plantas foram avaliadas em uma escala de notas de 1 a 6, descrita por RAVA (1984), como demonstrado na figura 8. As notas foram atribuídas a cada uma das plantas na parcela e posteriormente foi feito a média do bloco.

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Plantas resistentes apresentam médias de nota 1, as moderadamente resistentes apresentam médias ente 1,1 a 3, já as suscetíveis apresentam notas de 3,1 a 6, de acordo com RAVA & SARTORATO (1994).

Por fim, aplicou-se o teste de Scott-Knott para fazer a análise estatística.

Figura 8. Escala de notas para avaliação de Crestamento Bacteriano Comum.

21 5. RESULTADOS E DISCUSSÕES

O anexo B contém o resultado médio dos tratamentos que foram analisados por grau de severidade causado pela doença CBC nas plantas. Ademais, a Figura 9 é a demonstração gráfica desses resultados originais e normalizados. Devido a não normalidade dos dados, foi feita uma transformação por meio do teste de BoxCox, utilizando lâmbda (λ) = 0,16, como é possível observar na Figura 10.

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Figura 9. Gráfico original e normalizado representando a distribuição das médias

Figura 10. Gráfico Box-Cox utilizado para normalização dos dados.

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Analisando-se a tendência dos dados é possível verificar que nenhum genótipo foi considerado resistente (nota 1), apenas 22 (15%) foram moderadamente resistentes (nota 1,1-3), e os 127 restantes (85%) foram suscetíveis à doença (nota >3), como é possível observar na tabela 1, comprovando a hipótese inicial.

RESISTENTES MODERADAMENTE

RESISTENTES

SUSCETÍVEIS

N° TRAT. 0 22 127

% 0% 15% 85%

Tabela 1. Distribuição da suscetibilidade das plantas.

Para a análise estatística foi feito o teste de Scott-Knott a 5% de significância, com os resultados obtidos é possível dizer que esse teste teve um baixo CV, consequentemente uma alta acurácia, evidenciando a boa condução do experimento. Contudo, também foi obtida uma alta herdabilidade de mais de 90%, o que é muito bom para um trabalho de seleção genética. Além disso, pode-se afirmar que houve diferença significativa entre os tratamentos, sendo que 28 dos tratamentos (19%) ficaram alocados no grupo a, 44 (29,5%) no grupo b, 59 genótipos (39,5%) no grupo c e os 18 restantes (12%) no grupo d, onde é possível analisar na tabela 2

Nota-se que os tratamentos 131 e 107 foram considerados os genótipos de maior resistência, com média abaixo de 2. Enquanto os tratamentos 81, 84, 102, 110, 137, 141, 142 e 145 foram os de maior suscetibilidade, com média de nota 6. Por fim, foi obtido que a média total das notas do painel de feijões carioca foi de 3,42, indicando a alta suscetibilidade das plantas de feijoeiro ao CBC.

GRUPO A GRUPO B GRUPO C GRUPO D

N° TRAT. 28 44 59 18

% 19% 29,5% 39,5% 12%

Tabela 2. Distribuição dos grupos estatísticos.

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Na figura 11 pode-se observar o gráfico BoxPlot das notas de resistência entre os blocos 1, 2 e 3, onde é possível notar uma diferença ente eles, sendo nesse caso, o bloco 2 qual apresentou as maiores notas mínimas, evidenciando-se o mais virulento, ou seja, com genótipos mais suscetíveis.

Figura 11. Gráfico BoxPlot das notas de resistência entre os blocos.

25 6. CONCLUSÃO

Nesse estudo foi possível concluir que:

- O isolado que demonstrou maior patogenicidade foi o Xap 19;

- Houve diferença significativa entre os tratamentos;

- Nenhum genótipo de tegumento carioca é totalmente resistente à doença CBC, por consequência a grande maioria apresenta alta suscetibilidade;

- Os tratamentos 131 e 107 foram considerados os genótipos de maior resistência;

- Os tratamentos 81, 84, 102, 110, 137, 141, 142 e 145 foram os de maior suscetibilidade;

- A média total dos tratamentos foi de 3,42, indicando a alta suscetibilidade das plantas ao CBC.

26 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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SARTORATO, A. (Ed.). Principais doenças do feijoeiro comum e seu controle.

Brasília: EMBRAPA-SPI, 1994. cap.16, p. 217-242. (EMBRAPA-CNPAF. Documentos, 50).

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YOKOYAMA, L.P.; DEL PELOSO, M.J.; STEFANO, J.G.; YOKOYAMA, M.

Nível de aceitabilidade da cultivar de FEIJÃO “PÉROLA”: Avaliação preliminar.

Embrapa Arroz e Feijão. Documentos, 98, 1999.

29 ANEXO A

****************************************************************

***

SOFTWARE Rbio - BIOMETRIA NO R Procedimento: ANOVA - DBC

Data da Analise: Wed Dec 23 15:44:49 2020

Attaching package: 'ExpDes'

The following object is masked from 'package:stats':

ccf

30

--- Shapiro-Wilk normality test

p-value: 0.0001552605

WARNING: at 5% of significance, residuals can not be considered normal!

---

--- Homogeneity of variances test

p-value: 0.9999999

According to the test of oneillmathews at 5% of significance, the variances can be considered homocedastic.

Herdabilidade % (US: media da familia): 90.85322 Correlacao Intraclasse % (US: parcela): 76.80319 Coeficiente de Variacao Genetico (%): 24.80483 Razao cvG/cvE: 1.819598

31

32

33

34

35

WARNING: at 5% of significance, residuals can not be considered normal!

---

--- Homogeneity of variances test

p-value: 0.9970445

According to the test of oneillmathews at 5% of significance, the variances can be considered homocedastic.

---

--- Parametros Geneticos:

Variancia Fenotipica (media): 0.00328242 Variancia Genotipica (media): 0.002985293

36

Variancia Ambiental (media): 0.0002971266

Herdabilidade % (US: media da familia): 90.94794 Correlacao Intraclasse % (US: parcela): 77.00658 Coeficiente de Variacao Genetico (%): 4.385483 Razao cvG/cvE: 1.830046

37

38

39

40

41

42

43

44

45

50 3 3 2 2,66 d

90 3 2 3 2,66 d

144 2 2 4 2,66 d

46 2 3 2 2,33 d

47 3 2 2 2,33 d

48 3 2 2 2,33 d

95 2 3 2 2,33 d

127 2 2 3 2,33 d

149 2 3 2 2,33 d

9 2 2 2 2,0 d

130 2 2 2 2,0 d

132 2 2 2 2,0 d

152 2 2 2 2,0 d

107 1 2 2 1,66 d

131 1 2 1 1,33 d

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