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ANÁLISE DO PLANO DIRETOR DE CORONEL PACHECO

No documento PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (páginas 54-59)

Demais Legislações Aplicáveis

3. PLANO DIRETOR MUNICIPAL

3.1. ANÁLISE DO PLANO DIRETOR DE CORONEL PACHECO

O Plano Diretor – PD do Município de Coronel Pacheco, instituído pela Lei n.º 032/2009, mas ainda aguardando aprovação, estabelece em seus objetivos o uso racional dos recursos naturais, a reciclagem e a correta destinação do lixo, o

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saneamento básico, o ordenamento do uso e da ocupação do solo – com vistas a minimizar os inúmeros impactos sobre o ambiente natural.

Verifica-se no PD que as questões voltadas para o saneamento básico, considerando os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, gestão de resíduos sólidos e manejo de águas pluviais, encontram-se inseridas nos capítulos de Meio Ambiente, Política de Habitação e Ocupações Urbanas e Rurais.

O capítulo V das diretrizes para o desenvolvimento municipal trata das questões do meio ambiente, sendo estabelecido, no artigo 17, ações e programas a serem implementados pelo Poder Executivo com objetivo de proteger o meio ambiente. Dentre essas ações, destacam-se, em função da relevância para essa análise, as seguintes:

• Prevenir, controlar e reverter as situações de poluição, de erosão, de assoreamento e outras formas de degradação ambiental, rios e cursos d’água das áreas urbanas e rurais.

• Criar parques, reservas, estações ecológicas e outras unidades de conservação, na perspectiva da conservação das áreas verdes, dos representantes da fauna, flora e dos cursos d’água.

• Delimitar as faixas de proteção ao longo das margens de cursos d’água e no entorno das nascentes, para preservação das matas ciliares.

• Garantir os índices de permeabilidade do solo em áreas particulares e públicas, com taxas de permeabilidade obrigatórias e emprego de pavimentações como pré-moldados, paralelepípedos e pés de moleque.

• Controlar os aterros e os desaterros nas construções particulares e públicas, de modo a evitar o assoreamento dos cursos d’água.

• Implementar ações efetivas e mecanismos para o controle de todos os tipos de poluição, sonora, visual, atmosférica, hídrica e do solo, através de padrões de qualidade e programas de monitoramento.

• Exigir o controle da poluição nos novos parcelamentos, particularmente no tocante aos esgotos sanitários.

• Buscar a implementação de consórcio entre o Município e sua região para a construção e utilização de um aterro controlado, bem como para a construção de usina de reciclagem e compostagem do lixo.

• Incentivar mecanismos para a implantação de um sistema de coleta seletiva e reciclagem do lixo, tanto nas áreas urbanas quanto nas áreas rurais.

• Incentivar a criação e a implantação de cooperativas de material reciclado.

• Orientar a construção de fossas sépticas para captação dos esgotos sanitários nas áreas rurais e implementar Estações de Tratamento de Esgoto para as áreas urbanas.

A Política de Habitação, apresentada no capítulo VII do PD, trata da moradia popular e regularização fundiária sustentável. No artigo 19 estão previstas ações para implementação de programas habitacionais para alocação de famílias que estejam em situação de risco físico ou social; e para regularização fundiária sustentável, com garantia de melhoria das infraestruturas urbanas, de saneamento e preservação e recuperação da vegetação dos cursos d’água.

O Título IV do PD estabelece as normas para ocupação do território do município de Coronel Pacheco, definindo as condições para o macrozoneamento.

Segundo o Caderno do PD (LIMA et. al., 2007), o macrozoneamento envolve a divisão do território do município nas dimensões urbanas e rurais, com vistas a uma distribuição igualitária de serviços, equipamentos e investimentos públicos, bem como a adequação global das ocupações e apropriações.

O município de Coronel Pacheco conforme o macrozoneamento (Figura 18) foi dividido nas seguintes unidades administrativas (art. 49):

I - A Zona Urbana ZU - com características urbanas e rurais, engloba os bairros Nossa Senhora Aparecida, São Cristóvão, Centro e Santa Rita.

II - A Área de Interesse AI 01 - com características rurais, apresenta grande potencial turístico e edificações de interesse cultural. Abrange a localidade de Triqueda.

III - A Área de Interesse AI 02 - com características predominantemente rurais, compreende o povoado de João Ferreira e apresenta interesse turístico e ambiental.

IV - A Área de Interesse AI 03 - com características predominantemente rurais, possui potencial turístico, ambiental e cultural por abranger edificações de interesse histórico. Compreende o povoado de Ribeirão de Santo Antônio.

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V - A Área de Interesse AI 04 - com características predominantemente rurais, possui potencial turístico, ambiental e cultural por abranger edificações de interesse cultural além de parte remanescente de mata nativa. Compreende o povoado de Ribeirão de São José.

VI - A Área de Interesse AI 05 - Compreende o Campo Experimental Água Limpa (EMBRAPA) com a função de alojar os funcionários da empresa. Possui potencial turístico, ambiental e cultural.

VII - A Área de Proteção Ambiental (APAM) – APAMs configura-se como áreas prioritárias para o Município no sentido da conservação e da recuperação ambiental. Para as APAMs, projetam-se a implantação e consolidação de Unidades de Conservação, devendo ser coibidas as atividades de extração mineral, de parcelamentos, conforme o que preconiza a legislação federal.

IX - A Área Industrial– AIN, caracterizada por trechos ao longo da MG 353, nos quais poderão ser implantados novos projetos industriais.

O artigo 56 do PD define a taxa de permeabilidade mínima igual a 50%, para construções de qualquer natureza.

Apesar de ainda não estar aprovado o Plano Diretor – Lei n.º 032/2009, o estudo desenvolvido no Caderno do Plano (LIMA et. al., 2007) e o texto da lei servem como balizadores para orientar o crescimento do município e a implantação da infraestrutura urbana, em especial a de saneamento básico.

Quanto à ocupação do município, essa apresenta traçado linear resultante de dois fatores: o primeiro relaciona-se ao fato da sede municipal ser delimitada por fazendas o que dificulta a abertura de novos loteamentos; e o segundo pela presença da rodovia MG 353 que contribuiu para ocupação ao longo do seu traçado.

A morfologia urbana caracteriza-se por conjunto urbano horizontal, composto basicamente por edificações baixas, com gabarito máximo de até quatro pavimentos.

No meio rural predomina entre os pequenos produtores, o desenvolvimento de lavouras de subsistência associadas a pecuária leiteira. Os grandes proprietários de fazenda têm como principal atividade a pecuária leiteira e abastecem os laticínios de Juiz de Fora.

Figura 18 – Macrozoneamento do município de Coronel Pacheco.

Fonte: Caderno do Plano Diretor (LIMA et. al., 2007).

Considerando as características do município, a tendência de expansão urbana esperada se manterá ao longo MG 353, principalmente no sentido do município de Goianá onde foi construído o Aeroporto Presidente Itamar Franco na região da Zona da Mata. A Figura a seguir apresenta a localização da mancha urbana de Coronel Pacheco e o sentido mais provável dos eixos de crescimento. Em relação à infraestrutura de saneamento, a mesma será proposta para atender o crescimento urbano do município conforme esses eixos indicam atualmente, lembrando que o PMSB deve ser revisto a cada quatro anos, conforme estabelece a lei 11.445/07, de forma que se houver alteração nos eixos de expansão aqui admitidos, o próximo plano o contemplará.

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Figura 19 – Sentido do crescimento urbano esperado para Coronel Pacheco.

No documento PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (páginas 54-59)