4. ESTUDO DE CASO
4.2 ANÁLISE DO PROCESSO (MODELO AS IS)
Para facilitar a compreensão do modelo existente (as is), o mesmo será apresentado detalhando cada uma de suas fases (anexo D).
O modelo observado possui 79 atividades que são desenvolvidas através da interação de 5 atores: o cliente que demanda o projeto de desenvolvimento de sistemas; a direção do Centro de Informática que recebe essas demandas e negocia com o cliente a possibilidade de executar o projeto; a gerência de desenvolvimento de sistemas que interage mais com o cliente e é a responsável pela entrega efetiva; o chefe da área temática de desenvolvimento de sistema que é o responsável pelo desenvolvimento; e a equipe de desenvolvimento, composta por desenvolvedores, analistas e técnicos que de fato irão desenvolver o sistema. Vale lembrar que o desenvolvimento desses sistemas não é fornecido para fora da instituição pública em questão, isto é, o Centro de Informática somente atende às exigências deste órgão púbico, portanto, o cliente é um cliente interno da instituição, seja ele do próprio CPD ou de qualquer outra área da IES.
Após o modelo ter sido mapeado, ele foi analisado, identificado e classificado de acordo com as cinco fases dos processos de desenvolvimento de software de Pressman (2006): comunicação, planejamento, modelagem, construção e implantação; e ainda uma sexta fase foi colocada, a etapa de encerramento.
4.2.1 COMUNICAÇÃO
O processo se inicia mediante a identificação por parte do cliente de uma necessidade de informática, ou seja, uma demanda reprimida de sistema. Esta demanda é disparada ao Centro de Informática em forma de Ordem de Serviço via um sistema de gerenciamento de serviços de TI (CITSmart ITSM), o centro o recebe através da Direção, a qual irá julgar a
49 pertinência deste pedido, podendo negá-lo ou atribuí-lo à Gerência de Desenvolvimento de Sistemas, que irá marcar uma reunião com o cliente a fim de entender melhor o contexto deste projeto e avaliar se o Centro tem capacidade para desenvolvê-lo. Após este crivo, o projeto será encaminhado à Chefia da Área Temática de Desenvolvimento competente para desenvolver o projeto, haja visto que existem três áreas (sistemas administrativos, acadêmicos e de suporte), onde o Chefe da Área Temática de Desenvolvimento irá marcar uma outra reunião com o cliente para coletar os requisitos do projeto, ao passo que também avaliará a possibilidade de atender aos requisitos levantados assim como o cliente deseja. Em caso de aprovação, a ata desta reunião com os requisitos levantados é encaminhada à Equipe de Desenvolvimento que irá elaborar o Documento de Abertura do Projeto (anexo E). Este documento será avaliado tanto pelo Chefe da Área Temática de Desenvolvimento, quanto pela Gerência de Desenvolvimento de Sistemas que irá apresentá-lo ao cliente para sua assinatura, configurando-se assim o início do projeto e o término da etapa de comunicação.
4.2.2 PLANEJAMENTO
Após a autorização do início do projeto, realiza-se a análise dos recursos humanos e tecnológicos disponíveis e necessários. Com esta análise, é elaborado um cronograma e designada uma Equipe de Desenvolvimento responsável pela execução do projeto. Esta equipe é sempre formada por no mínimo 3 integrantes: um desenvolvedor, um analista e um técnico; podendo ser composta por mais membros, a depender da disponibilidade de recursos humanos. A equipe irá, nesta etapa, analisar os produtos que devem ser entregues: tecnologia, plataforma e banco de dados, os quais serão consolidados num Plano de Projeto que subsidiará a etapa a seguir de modelagem.
4.2.3 MODELAGEM
Concluído o planejamento, a Equipe de Desenvolvimento irá modelar uma proposta de solução com base no Plano de Projeto inicialmente pensado. Neste momento serão modelados os diagramas de estruturas e comportamentos (Figura 22) para que o sistema possa ser construído. Essa modelagem se baseia no padrão UML, porém não faz uso de todos os diagramas previstos. A modelagem somente se encerra após a autorização do Chefe da Área Temática de Desenvolvimento, isto é, após o seu aval sobre a Proposta de Solução (modelagem dos diagramas), conferindo se está adequada ao projeto de desenvolvimento de sistema.
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Figura 22 – Diagrama de Estrutura e Comportamento da UML.
Fonte: OMG, 2001b (adaptado).
4.2.4 CONSTRUÇÃO
Em seguida inicia-se a etapa de construção, onde serão escritos os códigos das funcionalidades do sistema. Neste ponto cabe à própria Equipe de Desenvolvimento definir a regra de sequenciamento do desenvolvimento, tendo assim autonomia para priorizar o ritmo de trabalho. A princípio, cada Equipe de Desenvolvimento está alocada em apenas um projeto, portanto, a priorização do ritmo de trabalho refere-se ao fato de definir a regra de prioridades da construção das funcionalidades: quais são mais complexas, quais são mais importantes, quais devem ser desenvolvidas primeiro. Após a conclusão de uma funcionalidade, a própria equipe realiza teses de tela, a fim de identificar possíveis falhas do sistema, podendo assim corrigi-las antes de apresentar ao Cliente. Vale destacar que a cada interação ocorre uma validação da seguinte maneira: sempre que uma funcionalidade é concluída e aprovada nos testes de tela, independentemente do tempo que ela tenha demorado para ser construída, esta é apresentada ao Chefe da Área Temática de Desenvolvimento que a exibe ao Cliente para sua avaliação e retorno de feedback, isto permite a Equipe de Desenvolvimento rever a funcionalidade e ajustá-la ainda nesta fase, a qual somente se encerra quando todas as funcionalidades/módulos do sistema estiverem sido construídos. Diagrama Diagrama de Estruturas Diagrama de Perfil Diagrama de Classe Diagrama de Estruturas Compostas Diagrama de Componentes Diagrama de Implantação Diagrama de Objetos Diagrama de Pacotes Diagrama de Comportamentos Diagrama de Atividades Diagrama de Interação Diagrama de Sequenciamento Diagrama de Comunicação Diagrama de Visão Geral de Interação Diagrama de Tempo Diagrama de Casos de Uso Diagrama de Máquina de Estados
51 Essa etapa requer uma comunicação constante e efetiva com o Cliente, portanto, a proximidade e disponibilidade do Cliente são fundamentais para o sucesso desta etapa, do contrário, o cronograma pode sofrer atrasos. O cumprimento do cronograma, bem como a supervisão da Equipe de Desenvolvimento é de incumbência do Chefe da Área Temática de Desenvolvimento, logo, ele deve estar atento ao ritmo de trabalho de sua equipe e ao contato com o Cliente.
4.2.5 IMPLANTAÇÃO
Com a conclusão da fase de construção, inicia-se a etapa de implantação. Nesta etapa o projeto será apresentado à Gerência de Desenvolvimento de Sistemas, que pode solicitar ajustes e/ou refinamentos ao produto, pois estará verificando se este atingiu os objetivos de entrega estabelecidos no Documento de Abertura do Projeto. Após aprovado, o projeto será apresentado ao Cliente que também irá avaliá-lo e se necessário, retornará com feedback. Ainda que o Cliente tenha aprovado cada uma das funcionalidades ao longo da fase de construção do sistema, ao visualizá-lo por completo, pode-se ter uma visão diferente, fazendo assim, novas solicitações de mudança. No entanto, essas mudanças ao final do projeto, em geral, acarretam num estouro do custo e do tempo, daí a importância de a Gerência de Desenvolvimento de Sistemas confrontar os desejos do Cliente com o que ele contratou no início através do Documento de Abertura do Projeto.
Posteriormente à aprovação do Cliente, a Equipe de Desenvolvimento inicia a elaboração de manuais e o planejamento de treinamentos. Esses manuais são disponibilizados virtualmente para consulta e servem como guias que irão auxiliar o usuário a utilizar o sistema, seja fornecendo orientações para o uso ou instruções para soluções de problemas. Neste momento, o sistema é disponibilizado ao Cliente em um ambiente virtual controlado (link externo) e em condições de uso, assim a Equipe de Desenvolvimento pode acompanhar a utilização do sistema, podendo ainda fazer alguma modificação.
4.2.6 ENCERRAMENTO
Com o fim da etapa de implantação, a Equipe de Desenvolvimento elabora o Documento de Encerramento do Projeto, o qual irá para aprovação da Gerência de Desenvolvimento de Sistemas, e, posteriormente para assinatura do Cliente, configurando desta forma a aceitação do sistema desenvolvido. Em seguida, o ambiente virtual deixa de ser controlado, isto é, torna-se totalmente utilizável e disponível para o Cliente, encerrando o acesso do CPD ao sistema no que se refere ao desenvolvimento. A Ordem de Serviço é encerrada pela Direção através do sistema de gerenciamento de serviços de TI (CITSmart ITSM) e o processo é finalizado.
O processo de produção (incremento de software) não foi mapeado, pois não era alvo deste trabalho.
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