5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
5.1. Análise do Programa
O plano da disciplina da Endodontia do curso de Odontologia da Universidade Metropolitana de Santos tem sido elaborado em conjunto com todos os professores da disciplina.
O plano compreende: ementa, objetivos, conteúdo programático, critérios de avaliação, utilização de recursos audiovisuais, utilização de salas especiais e laboratórios, bibliografia básica e complementar, identificação e qualificação dos docentes e carga horária anual e semanal.
PLANO DA DISCIPLINA DE ENDODONTIA - UNIMES
Ementa: Tratamento endodôntico; Reparação; Biossegurança; Traumatismo dental;
Clareamento dental e Tratamento de dentes com rizogênese incompleta.
Objetivos: O aluno deverá saber realizar um tratamento endodôntico de rotina e estar apto a
tomar decisões seguras, oferecendo soluções eficazes e imediatas ao cliente e deverá estar capacitado a conhecer a área na qual irá atuar, sua normalidade e sua patologia, diagnosticar esse estado e executar um plano de tratamento correto, restaurando assim o conforto e a saúde do paciente.
Conteúdo programático:
1. Anatomia interna dental 2. Cirurgia de acesso 3. Odontometria
4. Substância química auxiliar à instrumentação 5. Instrumental e instrumentação
6. Medicação intracanal
7. Obturação do sistema de canais 8.Reparação
9. Biossegurança 10.Traumatismo dental
11. Clareamento dental
12. Tratamento de dentes com rizogênese incompleta
Critério de avaliação: Desempenho das atividades clínicas e laboratoriais, participação em
seminários, elaboração de trabalhos científicos, provas teóricas escritas e orais.
Utilização de recursos audiovisuais: Projeção de slides, multimídia, filmes em VHS,
retroprojetores.
Utilização de salas especiais e laboratórios: Sala de aula, laboratório multidisciplinar e
clínica ambulatorial.
Bibliografia básica (mínimo de três referências, seguindo as normas da ABNT):
1. PAIVA, J. G. & ANTONIAZZI, J. H. Endodontia – Bases para a prática clínica. 2. ed. São Paulo, Artes Médicas, 1991. 886 p.
2. INGLE, J. I. & TAINTOR, J. F. Endodontia. 3. ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1985. 745 p.
3. COHEN, S. & BURNS, R. Caminhos da polpa. 7. ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2000. 838 p.
Bibliografia complementar (mínimo de três referências, seguindo normas da ABNT):
1. SELTZER, S. & BENDER, I. B. Dental Pulp. 3. ed. Chicago, Quintessence, 2002. 500 p. 2. DE DEUS, Q. D. Endodontia. 3. ed. Rio de Janeiro, Medsi, 1982. 556 p.
3. LEONARDO, M. R.; LEAL, J. M.; SIMÕES FILHO, A. P. Endodontia: Tratamento dos canais radiculares. 2. ed. São Paulo, Panamericana, 1991. 416 p.
4. ANDRADE, E. D. Terapêutica medicamentosa em Odontologia. São Paulo, Artes Médicas, 1999. 188 p.
5. WALTON, R. & TORABINEJAD, M. Principles and Practice of Endodontics. 2. ed. Filadélfia, W. B. Saunders Company, 1996.
Professora titular: Profa. Dra. Ivete Jorge Abrahão.
Professores da disciplina: Prof. Ary Michael Renberg; Profa. Luciene Duarte Prats; Profa.
Marcela Alessandra Bozella e Profa. Maria Luiza Moura Sales.
Carga horária: anual de 272 h/a e uma carga horária semanal de oito h/a.
A seguir iremos apresentar a análise do plano da disciplina mais detalhadamente.
A ementa nos mostra os tópicos mais importantes dentro de uma disciplina de Endodontia, a partir dos quais se desenvolve o conteúdo programático capaz de atender aos requisitos necessários ao cumprimento dos objetivos do curso, conteúdo este que atende à Seção III, no Capítulo II da Resolução CFO – 126 (Anexo 2), a qual estabelece as definições e áreas de competência da especialidade endodôntica, adequada ao ensino de graduação
acorde o projeto pedagógico da instituição, compreendendo, portanto, o conteúdo programático explicitado.
Os objetivos do programa por sua vez, têm três enfoques: o cognitivo, pelo qual o aluno desenvolve atividades de forma a construir o saber, através de estudos dirigidos, aulas expositivas, leituras prévias e seminários; o de desenvolvimento de habilidades, que se dá por meio das atividades práticas em laboratório e clínica, em um treinamento intenso, quando o aluno adquire o saber fazer; e um terceiro enfoque que é o de atitudes, ou seja, o saber ser; que deve preparar o aluno para tomar decisões, o que implica conhecimento teórico e a vivência clínica suficientes.
Além desses objetivos específicos relacionados à disciplina de Endodontia, a metodologia de ensino desenvolvida favorece objetivos de relação entre alunos, comunicação adequada e a importância de saber ouvir.
Durante o ano letivo, são abordados assuntos como a terapia endodôntica, ou seja, a técnica adotada pela disciplina, que consiste primeiramente em:
a) Anamnese completa por meio da qual o aluno irá descobrir a condição geral de saúde do paciente e sua saúde bucal, para enfim chegar a um diagnóstico correto e propor o tratamento indicado; uma vez detectado o problema de ordem endodôntica a terapia é então instituída. Nos casos de dor intensa o aluno deve realizar os procedimentos de emergência para posterior continuidade da terapia endodôntica.
b) O tratamento tem início com uma assepsia no local da punção da anestesia; em seguida é aplicado o anestésico tópico e dá-se prosseguimento à técnica anestésica de acordo com cada grupo dental. c) Faz-se então uma profilaxia prévia, como remoção de cálculo e placa
bacteriana e polimento do elemento a ser tratado e dos dentes vizinhos ao campo de trabalho. Em alguns casos, com o intuito de facilitar a colocação do grampo de isolamento absoluto, são reconstruídas coroas; em outros, é necessária uma cirurgia periodontal, como o aumento de coroa clínica ou gengivectomia.
d) Procede-se ao isolamento relativo e absoluto do dente a ser tratado, e a sua assepsia.
e) A partir daí inicia-se a abertura coronária, também chamada de cirurgia de acesso à câmara pulpar;
f) Faz-se a odontometria, ou seja, a mensuração do canal radicular com a finalidade de se obter o comprimento de trabalho.
g) Remoção do eventual conteúdo do canal, acorde o diagnóstico, seja nos casos de polpa viva ou polpa mortificada.
h) Realiza-se o preparo químico cirúrgico, que consiste em limpeza, sanificação e modelagem do canal radicular.
i) Faz-se uma medicação intracanal e selamento provisório do dente.
j) Em alguns casos faz-se necessária uma medicação sistêmica, como terapia antibiótica, por exemplo.
k) Em outra sessão são realizados os procedimentos de controle de pós- operatório, quando o aluno irá questionar o paciente e avaliar o resultado da sua primeira sessão, para, na dependência desdes resultados, poder dar seqüência ao tratamento endodôntico, ou seja, à segunda sessão;
l) Nessa etapa são repetidos alguns procedimentos da sessão anterior, como assepsia, anestesia, isolamento absoluto, abertura coronária para remoção do selamento provisório.
m) Realiza-se a obturação dos canais radiculares.
n) Após a finalização do tratamento o aluno deve instruir o paciente para que seja restabelecida a função do elemento dental, para a qual será necessária restauração ou reabilitação protética.
o) Deve-se proceder a um controle periódico do tratamento endodôntico realizado.
Os passos relatados logo acima se referem à técnica endodôntica propriamente dita, instituída pela disciplina de Endodontia da Unimes, mas também são abordados alguns assuntos de certa forma relacionados ao tratamento endodôntico, como:
a) Reparação tecidual pós-tratamento endodôntico, o que vai apontar o sucesso ou o insucesso da terapia instituída;
b) Os procedimentos de biossegurança em relação ao paciente e ao profissional, que visam minimizar as chances de eventual prejuízo para a saúde de ambas as partes.
c) Traumatismo dental, compreendendo procedimentos como reimplante de dentes avulsionados, fraturas de dentes com ou sem envolvimento endodôntico ou fraturas de raízes, todas ocasionadas por traumas (pancadas, quedas, acidentes, etc.), que requerem algumas vezes a terapia endodôntica, um simples acompanhamento do caso ou situações em que se devem fazer contenções com amarrias, colagens etc.
d) O clareamento dental é abordado em se tratando de dentes desvitalizados, ou seja, dentes que já foram submetidos a uma intervenção endodôntica e que por algum motivo específico sofreram o escurecimento da coroa (o clareamento de dentes com vitalidade pulpar é abordado nas disciplinas de Dentística e/ou Clínica Integrada);
e) Tratamento de dentes permanentes com rizogênese incompleta, que ocorre diferentemente do tratamento convencional, em decorrência da própria anatomia dental do paciente jovem, e também da terapia instituída nos casos de dentes decíduos, não cabendo aqui uma discussão sobre quem deveria tratar endodonticamente os dentes decíduos de crianças, se odontopediatras ou endodontistas.
Quanto aos conteúdos, a abordagem privilegia os objetivos cognitivos, habilidades e atitudes.
Cognitivos
• Anatomia interna dental: o aluno realiza um estudo minucioso da anatomia interna dos grupos dentais, sua normalidade morfológica, sua diversidade e suas alterações fisiológicas e patológicas.
• Cirurgia de acesso: o aluno realiza uma abertura coronária compatível com o elemento dental, de forma a permitir uma abertura limítrofe, porém suficiente para o tratamento seqüencial.
• Odontometria: através de estudos e de radiografias é possível determinar o comprimento real de trabalho dos canais radiculares dos dentes a serem tratados.
• Sustância química auxiliar à instrumentação: são estudadas as substâncias que são utilizadas durante a instrumentação dos canais radiculares, que auxiliam na sanificação e facilitam o uso dos instrumentos endodônticos, e também das soluções irrigadoras pós instrumentação.
• Instrumental e instrumentação: O aluno toma conhecimento de todo o instrumental clínico e específico de endodontia e de como preservá-lo em condições de uso e também da instrumentação dos canais radiculares, ou seja, a cinemática dos instrumentos, sua ordem e seus preceitos.
• Medicação intracanal: o aluno estuda os medicamentos que serão utilizados no interior dos canais radiculares, quando e por que usá-los, suas composições e ações farmacológicas.
• Obturação do sistema de canais: o aluno toma conhecimento da técnica de obturação mais adequada para cada tipo de canal, seus vários cimentos e materiais obturadores.
• Reparação: O aluno constata o que ocorre clínica e histologicamente com o dente e estruturas adjacentes, após o tratamento endodôntico instituído e como se dá a reparação dos tecidos pós-tratamento.
• Biossegurança: o aluno aprende noções de biossegurança, no sentido de se proteger e de proteger seu paciente, evitando possíveis contaminações cruzadas e acidentes.
• Traumatismo dental: o aluno sabe como proceder nesses casos – fraturas, extrusões, intrusões, luxações e avulções dentais –, nos quais a casuística é grande, podendo ou não ter envolvimento endodôntico. • Clareamento dental: o aluno sabe como proceder nos casos de
clareamento dental de dentes não-vitais, ou seja, dentes tratados endodonticamente; quais as substâncias utilizadas e a técnica de clareamento propriamente dita.
• Tratamento de dentes com rizogênese incompleta: o aluno realiza tratamento endodôntico de dentes que ainda não tiveram sua raiz completamente formada, ou seja, diferente do tratamento endodôntico convencional, dentes permanentes de pacientes jovens.
Habilidades
A atividade da prática intensa tem como intuito fazer com que os alunos desenvolvam habilidades psicomotoras necessárias e inerentes à competência do profissional de Odontologia, especificamente, na área da Endodontia.
Atitudes
Os alunos devem estar preparados para a tomada de decisões, seja quanto ao diagnóstico e quanto ao tratamento propriamente dito.
Faz-se necessário, porém, um detalhamento da metodologia de ensino aplicada na disciplina de Endodontia do curso de Odontologia da Unimes.
No início de cada semestre os alunos recebem um roteiro, no qual o programa relativo ao semestre explicita, detalhadamente, todas as atividades propostas ao aprendizado, seja na parte teórica, como na prática; esse roteiro é explicado aos alunos para que não pairem dúvidas de como segui-lo. Neste roteiro estão as datas e os horários de todas as atividades do semestre. Sendo assim, o aluno sabe no início de fevereiro exatamente o que deve estudar e o que irá realizar num determinado dia do mês de maio, por exemplo.
A metodologia de ensino adotada prevê a participação do aluno em seu processo de aprendizagem, privilegiando leitura prévia, participação em pequenos grupos e avaliações constantes com o objetivo de orientação do aluno. Em sendo assim, a cada novo tema do programa é oferecido um texto (artigo, capítulo, etc.) para uma leitura prévia, a qual deve ser feita anteriormente ao dia da aula em questão.
Após aula expositiva de uma hora de duração, ministrada por um dos professores, seja o titular ou um dos assistentes e/ou esporadicamente um professor convidado, os alunos são então divididos em grupos e coordenados pelos professores assistentes; o grupo então discute o tema e são tiradas as dúvidas. Só então é realizada uma avaliação, a partir de questões dissertativas e/ou objetivas.
Portanto, o aluno que chega à aula com a leitura prévia é capaz de assimilar muito melhor o tema e entendê-lo.
Com o intuito de desenvolver habilidades psicomotoras necessárias e inerentes à competência de um tratamento endodôntico e/ou de um endodontista, o programa prevê uma parte prática intensa. Essa prática é
realizada em dentes humanos extraídos e trabalhados em laboratório para, posteriormente, os alunos terem condições de tratar os dentes na boca do paciente. O trabalho é intensivo, pois quanto maior a quantidade de dentes tratados em laboratório, maior a chance das diversidades anatômicas, de forma a minimizar os acidentes e as iatrogenias, quando dos tratamentos em dentes de pacientes, acidentes que ocorrem com certa freqüência nos troqueis de treinamento. Os alunos são divididos em grupos (em torno de 13 alunos) também nos laboratórios e cada grupo fica com um assistente. Determina-se um trabalho mínimo a ser realizado por bimestre, ou seja, cada aluno deve apresentar, ao final do bimestre, um determinado número de dentes tratados. Esse trabalho mínimo deve ser executado plenamente nos laboratórios multidisciplinares, acompanhados da orientação dos professores; só serão aceitos pelos assistentes de cada grupo de alunos, se executados nas dependências da faculdade. Caso o assistente não aceite o trabalho, o aluno deve então refazê-lo ou fazer outro dente quando não for possível refazer o mesmo dente.
Tudo que é executado na prática é visto concomitantemente em teoria, para que o aluno faça tal associação.
A partir do instante que os alunos entram em clínica, as atenções devem ser redobradas em todos os sentidos, tanto na teoria como na prática.
As aulas ministradas pelos professores são na sua maioria aulas expositivas com recursos de multimídia: data show, slides, filmes, etc. Os temas são distribuídos e cada professor fica encarregado de dar um determinado número de aulas. Portanto, as aulas devem ser preparadas e atualizadas para que sejam ministradas em uma hora de duração.
No segundo semestre as aulas expositivas ministradas pelos professores são substituídas por seminários preparados em grupos pelos alunos, que recebem previamente os temas. Alternadamente aos seminários são realizadas discussões de casos clínicos elaborados pelos próprios alunos, ou seja, o aluno apresenta o caso clínico de seu paciente e com o auxílio de projetores de slides, são mostradas as radiografias seqüenciais do tratamento executado.
O método de avaliação é quantitativo e qualitativo. A nota é dividida entre teórica e prática, sendo que tanto a teórica como a prática têm pesos iguais, peso cinco, que somados chegam a dez.
Na parte teórica, além das avaliações semanais, é realizada uma avaliação bimestral. A avaliação bimestral tem peso dois, ou seja, a nota que o aluno recebe é multiplicada por 0,2 (peso dois), sendo que as demais avaliações semanais têm peso três. Portanto, se no bimestre forem realizadas cinco avaliações semanais, ao final do bimestre é feita uma média dessas avaliações e multiplica-se o resultado por 0,3 (peso três). Somam-se essas duas notas e tem-se a nota teórica, a qual vai ser somada à nota prática.
A avaliação prática é feita quantitativamente de acordo com o número de dentes tratados ou etapas do tratamento. Verifica-se se o aluno cumpriu o trabalho mínimo e procede-se a uma avaliação qualitativa, na qual o assistente avalia a qualidade do trabalho executado, além de avaliar o aluno como um todo, o que vai desde respeito ao paciente, limpeza, organização, assiduidade, pontualidade, biossegurança até interesse no aprendizado.
Vejamos um exemplo:
• Foram feitas cinco avaliações semanais nas quais o aluno tirou: 6,0; 7,0; 7,0; 5,0 e 8,0.
• Somam-se as notas e divide-se o resultado pelo número de avaliações: 33/5 = 6,6
• Essa média é multiplicada por 0,3 (peso 3): 6,6 x 0,3 = 1,98. • Na avaliação bimestral o aluno tirou 7,5.
• Multiplica-se esse valor por 0,2 (peso 2): 7,5 x 0,2 = 1,5. • De nota teórica o aluno já tem: 1,98 + 1,5 = 3,48.
• Na prática o aluno tirou nota 6,0.
• Multiplica-se esse valor por 0,5 (peso 5): 6,0 x 0,5 = 3,0 • Média final = nota teórica + nota prática: 3,48 + 3,0 = 6,48 • Média bimestral = 6,5.
Em relação à carga horária, as aulas de Endodontia são realizadas às segundas-feiras, durante o dia inteiro. O período da manhã, das 8h às 12h, é dedicado às atividades de laboratório. A partir das 14h são realizadas aulas expositivas, seminários e avaliações, ao longo de duas horas. Das 16h às 18h
dá-se continuidade às atividades práticas em laboratório. A partir do momento em que os alunos se encontram um pouco mais capacitados são iniciadas as atividades de clínica com atendimento a pacientes, o que ocorre no início do segundo bimestre, por volta dos meses de abril e maio. O aluno que ainda não se encontrar em condições de iniciar o atendimento a pacientes continuará trabalhando em laboratório até que adquira os requisitos mínimos para tal. Conforme aumentam as atividades de clínica, diminuem as atividades em laboratório.
Em síntese, o plano pedagógico da disciplina contempla todos os requisitos necessários. Apresenta uma diversidade de atividades didáticas e de avaliação. O acompanhamento às atividades de laboratório e clínica é realizado sempre sob a supervisão de um docente. O programa, com seus objetivos, conteúdos, avaliações, seminários e respectivas datas, é entregue e discutido no início do curso.