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ANÁLISE DOS FATORES CRITICOS DE SUCESSO 1 Recursos

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7 ANÁLISE DOS DADOS

7.7 ANÁLISE DOS FATORES CRITICOS DE SUCESSO 1 Recursos

Como recurso entende-se tudo aquilo que possa ser comprado e/ou capacitado. Pessoas, hardware, software, ativos fixos, recursos monetários, sistemas produtivos, banco de germoplasma se enquadram nessa categoria e podem ser contratados ou dispensados, comprados ou vendidos, depreciados ou melhorados. Acreditamos que o fator critico de sucesso treinamento e parceria se encaixe totalmente nesse item.

7.7.2 Processos

Organizações criam valor quando funcionários transformam inputs de recursos (pessoas, equipamentos, tecnologia, informação, energia, capital) em produtos e serviços de valor agregado ao cliente e/ou potenciais consumidores. “Os padrões de interação, coordenação, comunicação e tomada de decisão pelas quais elas atinem sua missão são processos” (GARVIN, 1998 apud VIEIRA, 2007).

Porter (1980) destaca que cada ente público é detentor de processos produtivos, os quais estão inseridos na cadeia de valor do mesmo. Os empreendimentos voltados para inovação tecnológica geram impactos no agronegócio do vinho levando as indústrias que estão localizadas no Vale do São Francisco a ter de inová-los e/ou flexibilizá-los. É importante que essas organizações entendam seus processos produtivos, como também analisem a ligação dos mesmos com os de seus principais parceiros. Percebemos que neste caso o fator critico de sucesso seja comunicação e compromisso.

7.7.3 Valores

Os valores de uma organização são formados pelos critérios adotados por ela para a tomada de decisões e a definição do que é prioridade ou não (JOIA, 2007). Esses valores formam os padrões subjacentes que definem como os funcionários alocam suas prioridades, julgam se uma ordem é atrativa ou não, decidem se um cliente deve ser atendido ou deixado de lado, percebem se um novo modus operandi é vantajoso ou perigoso. Os valores definem se os funcionários trabalharão a favor ou contra o empreendimento, ajudando-o ou sabotando-o mesmo que passivamente. Percebemos que o fator crítico cultura se enquadra totalmente nesse item. Segue abaixo na Fig. 16 ilustração sobre os fatores críticos de sucesso na vitivinicultura do VSF.

Fig. 16 Fatores críticos de sucesso CULTURA Entender a cultura Local PROCESSOS Comunicação e Compromisso RECURSOS Treinamento e Parceria

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CONCLUSÕES

Neste momento retomamos a nossa pergunta de pesquisa: Em quais setores da

vitivinicultura a inovação tecnológica tem contribuído com mais ênfase?

Por ser uma atividade considerada nova e composta apenas por seis empresas que dominam o processo de produção de uvas para elaboração de vinho espumante, mas atuando em um mercado nacional e fortemente competitivo o pólo da vitivinicultura no VSF é uma atividade em crescimento e bastante promissora.

Seus participantes vêem na articulação a força necessária para lidar com todos os aspectos que envolvem a atividade empreendedora como disputas políticas, concorrência e aproveitamento de oportunidades sendo que para isso a questão inovação tecnológica é primordial.

A contribuição da inovação tecnológica com o desenvolvimento de novos produtos, neste caso o vinho espumante, tem proporcionado maiores avanços interessante na indústria de vinho instalada no Vale do São Francisco. Sendo que a maior contribuição tem sido realizada no setor produtivo primário das empresas. Esse setor é responsável por todas as atividades de plantio, condução, produção e colheita das uvas destinadas tanto ao consumo in natura quanto a produção de vinhos espumantes.

A Instituição Embrapa Uva e Vinho tem contribuído enormemente uma vez que possui conhecimento e experiência acumulados em anos de pesquisa e segundo é detentora de um banco de germoplasma de vinhas promissoras para a região do semi-árido. Esses materiais possuem características genéticas que foram melhoradas com o passar dos anos e foram adaptadas as condições do clima e solo do Vale do São Francisco. A Embrapa também construiu uma mini indústria modelo (ainda em fase de ajustes) com equipamentos de ultima geração onde será possível utilizar produtores, pesquisadores e estudantes em pesquisas que visem melhorar a compreensão dos fatores ligados a elaboração de vinhos espumantes.

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do sertão pernambucano vem contribuindo com a formação de enólogos e tecnólogos em fruticultura irrigada apesar de que os empresários relatem que os enólogos estão fora dos padrões de que necessitam e pedem uma revisão na grade curricular do curso. Esta instituição parece ser mais importante para aqueles produtores de menor porte detentores de pouco recurso

financeiro. O SENAI tem participado com os cursos preparatórios internos nas indústrias e também tem sido um aliado importante quando disponibiliza seu laboratório para analise dos vinhos. O SENAC prepara cursos que atendem as demandas das rotinas administrativas. O ITEP tem sua contribuição quando em parceria com o FINEP tem liberado recursos importantes para promover inovação tecnológica nessas empresas e junto com as indústrias tem procurado discutir a questão da introdução do suco de uva. Os equipamentos necessários as atividades dentro da indústria são adquiridos no Rio Grande do Sul ou importados da Europa. Os insumos como rolhas, cápsulas, garrafas e rótulos são adquiridos na região Sul e Sudeste do país, embora alguns esforços sem sucesso tenham sido feitos no sentido de serem comprados através da produção local. O Instituto do Vinho – VINHOVASF é um aliado quando os empresários precisam ter acesso ao que existe de moderno no mundo do vinho. Eles se reúnem periodicamente para discutirem seus problemas e conhecer as tecnologias adquiridas pelos parceiros. É necessário que outros trabalhos acadêmicos sejam desenvolvidos e questões como investimentos em inovação tecnológica voltada para a região do vale do São Francisco sejam levantadas para se ter uma idéia da forma como os recursos financeiros, principalmente os de fundo perdido estão contribuindo para o desenvolvimento tecnológico das empresas .

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