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Os gráficos adiante exibem os resultados gerais obtidos pelo treinamento da RNA e pela evolução do algoritmo DE, onde ambos usaram uma população de 200 indivíduos na execução da rotina, para que assim pudessem ser comparados.

O objetivo é verificar qual método conduz a uma maior convergência dos pontos próxima à reta vermelha que corta cada um dos gráficos, onde uma maior proximidade à reta significa que os resultados alcançaram valores satisfatórios, ou seja, os offsets e a tração máxima gerados por meio do algoritmo DE e pelo treinamento da RNA apresentaram valores admissíveis tanto quanto os gerados pela ferramenta FE.

Figura 35 - Comparação entre o resultado da RNA e do FE para o offset1

Figura 36 - Comparação entre o resultado do DE e do FE para o offset1

Figura 37 - Comparação entre o resultado da RNA e do FE para o offset2

Figura 39 - Comparação entre o resultado da RNA e do FE para o offset3

Figura 40 - Comparação entre o resultado do DE e do FE para o offset3

Figura 41 - Comparação entre o resultado da RNA e do FE para o offset4

Figura 42 - Comparação entre o resultado do DE e do FE para o offset4

Figura 43 - Comparação entre o resultado da RNA e do FE para o offset5

Figura 44 - Comparação entre o resultado do DE e do FE para o offset5

Figura 45 - Comparação entre o resultado da RNA e do FE para o offset6

Figura 46 - Comparação entre o resultado do DE e do FE para o offset6

Figura 47 - Comparação entre o resultado da RNA e do FE para o offset7

Figura 48 - Comparação entre o resultado do DE e do FE para o offset7

Figura 49 - Comparação entre o resultado da RNA e do FE para o offset8

Figura 50 - Comparação entre o resultado do DE e do FE para o offset8

Figura 51 - Comparação entre o resultado da RNA e do FE para a tração máxima

Figura 52 - Comparação entre o resultado do DE e do FE para a tração máxima

Observa-se através da comparação entre os resultados da otimização pelo algoritmo DE e pelo treinamento da RNA, que o emprego do método DE proporciona uma melhora nos resultados, uma vez que há maior convergência dos pontos próximos à reta vermelha.

O melhor desempenho obtido pelo método DE foi alcançado devido a uma escolha ideal dos valores para os parâmetros de otimização, tais como: F, Cr, número de gerações e tamanho da população. Uma escolha inadequada para esses parâmetros poderia resultar em soluções insatisfatórias para serem empregadas no sistema de ancoragem.

Por meio de uma avaliação de cada offset e da tração máxima, nota-se que, há uma semelhança na disposição com que os pontos se distribuem ao longo da reta vermelha nos gráficos dos resultados do treinamento da RNA e da otimização pelo método DE, isso se deve ao fato de que a otimização feita pelo algoritmo DE utiliza os dados obtidos pelo treinamento da RNA para obter as funções objetivo, para assim ocorrer o processo de evolução.

No gráfico da tração máxima a evolução não está visivelmente clara devido aos baixos valores obtidos pela RNA e pelo DE, ambos na casa de 10-2, porém o bom desempenho do DE pode ser comprovado pela análise da Tabela 9.

Por fim, a metodologia proposta de otimização pelo método DE apresentou resultados relativamente bons comparados aos da RNA, devido à proximidade dos resultados alcançados pelo DE com os obtidos pela ferramenta FE, fundamentados na convergência dos pontos próximos à reta vermelha do gráfico.

Entretanto, os bons resultados do método DE foram alcançados sob o custo de uma lenta convergência, precisando, em média, cerca de 30 horas para que ocorresse a evolução de cada offset e tração máxima, enquanto o treinamento da RNA durou na faixa de 10 minutos. Mas, em comparação à análise feita pela ferramenta FE, ainda assim o custo computacional do método DE é bem mais baixo; mesmo que demore um pouco mais em relação à RNA, o método irá fornecer resultados mais precisos.

7CONCLUSÃO

Para a otimização de uma rede neural aplicada no sistema de ancoragem de plataformas flutuantes, o presente trabalho propôs o uso do método de Evolução Diferencial, o qual teve como propósito minimizar as funções objetivo obtidas pelo treinamento da RNA. Tanto o treinamento da rede neural, quanto a evolução do DE foram modelados e executados no software MATLAB.

O foco principal deste estudo está contextualizado na integração entre o uso de uma rede neural e o algoritmo de evolução DE para a busca de valores para os offsets e para a tração máxima próximos aos encontrados pela ferramenta numérica computacional baseada em elementos finitos, porém com um menor custo computacional.

No modelo proposto, considerou-se o tempo de execução da rotina de otimização como a medida da velocidade de convergência, enquanto que para a RNA o tempo foi medido pela velocidade em que se gera as variáveis de decisão e a função objetivo ao final da rede. De acordo com essa medida de desempenho, o DE foi mais lento em todos os experimentos comparados à RNA. Entretanto, a técnica do DE ainda apresentou um tempo de execução satisfatório quando comparado ao FE, tornando sua aplicação nos sistemas de ancoragem bastante viável.

Além de um menor custo computacional, nota-se também que com a evolução do procedimento de execução do DE há um decaimento nos valores dos erros MSE e uma maior convergência dos pontos no gráfico dos resultados comparados ao FE, indicando valores factíveis para os offsets e para a tração máxima.

A escolha pelo algoritmo de otimização DE, como dito dos capítulos anteriores, deve- se pela sua facilidade de desenvolvimento e aplicação em problemas de engenharia, e de acordo com esse trabalho, mostrou-se também de fácil implementação e uso simples e conciso, em virtude de possuir poucos parâmetros de controle a serem ajustados, além de apresentar uma boa convergência dos resultados, atestando a sua eficácia.

Em relação aos valores adotados pelos parâmetros do DE, a escolha de um conjunto ótimo de valores que permitissem uma boa otimização exigiu o teste da rotina do algoritmo diversas vezes até que se achassem valores cabíveis, indicados pela literatura, e que ao mesmo tempo proporcionassem benefícios para a minimização das funções objetivo.

De fato, a análise dos resultados evidencia o quão eficaz é o método de otimização pelo algoritmo DE, no entanto, para sua aplicação real nos sistemas de ancoragem, deve ser feita uma avaliação mais crítica sobre a viabilidade da implantação do algoritmo evolutivo DE no lugar da ferramenta computacional dos elementos finitos. Deve-se levar em conta também a existência de fatores externos que inviabilize a validação dos resultados, os quais podem sempre estarem sujeitos a restrições.

Neste contexto, a aplicação do método DE como técnica de otimização apresenta-se como uma ferramenta útil no meio tecnológico aliado à indústria de petróleo. Embora ainda não muito usada na área offshore, o uso do DE em problemas de otimização tem grande potencial, por ser capaz de auxiliar na análise da eficiência dos sistemas de ancoragem de forma rápida e apropriada.

Para futuros trabalhos, sugere-se a pesquisa por novos métodos que acelerem a convergência, e que ao mesmo tempo diminuam o custo computacional ainda mais em relação ao obtido pelo DE, sem que possam influenciar negativamente a otimização do processo; o desenvolvimento de meta-modelos para serem usados no processo de otimização do sistema de ancoragem, que além de proporcionarem a redução do custo computacional, podem facilitar o processo de otimização combinado ao algoritmo de Evolução Diferencial; e por fim, recomenda-se o teste de outros critérios de parada para o método DE, uma vez que a escolha pelo número máxima de gerações (Ger = 2000 gerações) demandou elevado tempo de execução.

8REFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS

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