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RESULTADOS E DISCUSSÕES

4.6 Análise e discussão do resultado do pós-teste

Para aclarar o resultado de 6,35 do pós-teste do grupo controle, que teve as intervenções, fizemos discussões referentes a cada tema, tanto para com as questões do pós- teste como para as atividades desenvolvidas, em sala de aula, durante as atividades práticas. Para a análise das atividades com desenho, usamos como referencial teórico estudos de Kress e Van Leeuwen (2006). Esses autores afirmam que, enquanto modo semiótico7

, a imagem pode representar o mundo e carregar em si ideologias.

É importante mencionar que uma imagem não é apenas um elemento neutro ou réplica da realidade, mas um discurso, uma representação, a representação é um processo através do qual nós construímos o mundo (ALMEIDA, 2009, p. 484, apud VASCONCELOS, 2012).

As atividades que desenvolvemos têm a presença de vetores: “linhas diagonais” de direção, que sugerem deslocamento, movimento, ação. Esses vetores são os principais traços que diferenciam um tipo de imagem do outro (KRESS; van LEEUWEN, 2006). Nesse contexto, as imagens são consideradas narrativas8

.

Seguindo os termos desta abordagem, avaliamos os temas que tinham movimento a serem representados por vetores, como: "Orientação", “Planeta Terra – fases da lua" e "Planeta Terra – estações do ano". Esses possuíam atividades que necessitavam de interpretação de movimento representado pelos vetores.

Na atividade desenvolvida no tema "Orientação", os alunos tinham de determinar a orientação dos objetos e posição dos colegas. Desse modo, percebemos, ao final dessa atividade, que os alunos tiveram dificuldade em identificar a posição dos colegas, talvez, porque não tinham vetores que indicassem a posição destes, ou seja, essa dinâmica necessitava de mais interpretação dos alunos, o que nos faz acreditar que ela merece mais reflexão, na próxima aplicação, referente ao conceito dos pontos cardeais (norte, sul, leste e oeste) e colaterais (nordeste, sudeste, noroeste e sudoeste). Uma sugestão é o desenvolvimento de atividades separadamente, por exemplo, uma com os pontos cardeais e outra com os colaterais, e, apenas depois aplicar uma atividade mista, igual a proposta por

7 É a ciência que tem por objeto de investigação todas as linguagens possíveis, ou seja, que tem por objetivo o

exame dos modos de constituição de todo e qualquer fenômeno de produção de significação e de sentido. Fonte: http://www.dicionarioinformal.com.br.

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As imagens representantes participam realizando ações e estão conectados por um vetor e envolvidos em eventos de mudanças ou movimento desencadeados pelo espaço e pelo tempo (KRESS; VAN LEEUWEN, 2006).

nós, ou seja, um procedimento compartimentado poderá fazer com que os alunos consigam identificar de forma mais significativa os pontos cardeais e colaterais.

As questões 5 e 8 do pós-teste, referentes ao tema 2, foram esclarecidas com a atividade das linhas de campo com a limalha de ferro. Os alunos conseguiram ver na prática que as linhas de campo não são paralelas à linha do Equador, mas sim, elas saem sempre do Norte magnético (sul geográfico) e entram no Sul magnético (norte geográfico). A questão 6 foi de fácil entendimento, pois o Cruzeiro do Sul remete ao hemisfério sul. Já a 7, acreditávamos que não seria respondida de forma correta, uma vez que esse assunto foi abordado em forma de discussão juntamente com os alunos, não foi um conceito trabalho minuciosamente. Porém, conforme explanado no diário deste tema, nós, pesquisador e professor, instigamos a curiosidade dos alunos, a qual encontrou respaldo na experiência de vida destes, promovendo uma discussão condescendente entre todos. Esse processo procedeu na apropriação desses termos, resultando numa experiência pedagógica significativa.

Na atividade do tema 3, a proposta era que os alunos identificassem as fases da lua, nas quatro posições representadas por desenhos, sendo realizada com sucesso. Isso se dá ao fato de, nos desenhos, haver vários vetores induzindo o aluno à resposta correta, por exemplo: vetores identificando o movimento anti-horário da lua em torno da Terra e demonstrando a incidência solar, além de identificarmos as fases por ordem crescente, 1° a 4°, explicando para o aluno que a primeira fase é lua nova e a quarta, a lua minguante.

Na atividade das estações do ano, também utilizamos vetores na indicação da incidência solar, para facilitar a sua interpretação, em cada paralelo (trópicos de Câncer e Capricórnio e linha do Equador). Além disso, colocamos datas que ajudaram os alunos a identificar a estação do ano, por exemplo: 23/03 – inicia o outono; 21/06, o inverno; 23/09, a primavera e 21/12,o verão. Para todas as identificações que foram solicitadas, tomamos como referência o hemisfério sul.

As questões do pós-teste que retomaram o tema das estações do ano, 9 a 12, foram esclarecidas na atividade prática. O equipamento oferecido pela escola foi muito proveitoso, pois exemplificou tanto o movimento de translação e rotação da Terra quanto o de revolução da lua e contém as datas, facilitando ainda mais a associação dos solstícios e equinócios, consequentemente, as estações do ano. Ressaltamos que esse equipamento não representa, em valores de escala, as dimensões reais destes movimentos.

A atividade do sistema solar que foi desenvolvida em grupo, pelo método intraclasse, nos possibilitou trabalhar diversos conteúdos, em apenas duas aulas. A troca de informações entre os colegas e a realização da atividade pelos alunos fez com que eles obtivessem mais

conhecimento sobre as características dos planetas e do sol, do que somente por leitura no livro didático. Esse método de cooperação, centralizado no aluno, tornou-os mais responsáveis com suas obrigações, para poderem interagir significativamente com os colegas. Essa admirável troca de informações foi refletida de forma satisfatória nas questões 13 a 16 do pós-teste.