A discussão e análise que se seguem devem ser avaliadas em conjunto com nossas demonstrações financeiras consolidadas e auditadas para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005 e as notas relativas a estas inclusas no Item 19 do presente Formulário F-20.
Visão Geral
Atuamos em quatro segmentos de negócios: Varejo, Atacado, Seguros e Previdência e Gestão de Patrimônios.
Nossas principais fontes de receitas e despesas consistem em:
Receitas de juros provenientes de nossos ativos que rendem juros, incluindo nossas operações de crédito, títulos e valores mobiliários, aplicações em operações compromissadas e depósitos compulsórios no Banco Central, entre outros;
Despesas de juros provenientes de nossos passivos que pagam juros, incluindo depósitos a prazo e em poupança, captações no mercado aberto, empréstimos de curto e de longo prazo, entre outros; Provisões para perdas com créditos baseadas na qualidade e magnitude de nossa carteira de
crédito, refletindo nossas expectativas quanto à capacidade de nossos clientes honrarem seus empréstimos;
Outras receitas provenientes das tarifas e comissões, incluindo tarifas de serviços bancários e outras tarifas e comissões referentes a nossos negócios de mercado de capitais e de finanças corporativas, de cartões de crédito, de administração de recursos de terceiros, de cobrança, de trading, como ganhos ou perdas realizadas e não realizadas com títulos e derivativos, de seguros, previdência privada e planos de previdência VGBL e PGBL, e do resultado de participações em empresas não consolidadas, entre outros; e
Outras despesas provenientes de despesas de pessoal e administrativas, de seguros, previdência privada e planos de previdência VGBL e PGBL, de provisões contingências e de outros impostos, entre outros.
A tabela abaixo apresenta os principais destaques de nosso desempenho financeiro nos exercícios de 2003, 2004 e 2005:
31 de dezembro
2003 2004 2005
(em milhões de R$, exceto porcentagens) Lucro antes do imposto de renda, da contribuição social e da
participação dos acionistas minoritários...
R$ 1,381
R$ 2,514
R$2,268
Lucro líquido... ..873
2,063
1,650
Retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio... ..13.4%
26.9%
18.3%
Retorno anualizado sobre o ativo médio...1.4%
2.8%
2.0%
Índice da Basiléia...18.6%
16.3%
15.6%
Total de Ativos...R$ 66,047
R$ 77,858 R$ 89,818
Operações de Crédito...26,039
31,377
39,237
Depósitos Totais...25,700
33,775
35,936
Patrimônio Líquido...6,754
8,572
9,534
____________________Fatores Macroeconômicos que Afetam Nossa Situação Financeira e os Resultados das Operações
Nossos negócios são afetados pelas condições gerais da economia, pelo desempenho dos mercados financeiros, pelos níveis de taxas de juros, pelas taxas de câmbio, pelas mudanças nas leis, regulamentações e políticas do Banco Central e por fatores competitivos globais, nacionais e regionais. Como a maioria de nossos clientes é brasileira, nossa situação financeira e os resultados de nossas operações dependem principalmente das condições econômicas do Brasil. Por exemplo, altas taxas de inflação e de juros afetam negativamente a capacidade dos clientes de pagar os seus empréstimos e podem afetar nossa situação financeira e o resultado das operações. Além disso, também somos afetados pelas mudanças no valor do real com relação ao dólar e outras moedas estrangeiras, uma vez que possuímos ativos e passivos denominados ou indexados em moedas estrangeiras, principalmente o dólar.
O Ambiente Econômico Brasileiro
A tabela abaixo apresenta os principais indicadores macroeconômicos brasileiros para os períodos indicados:
Exercício Findo em 31 de dezembro
2003 2004 2005
Crescimento real do PIB (1)... 0,5% 5,2% 2,3%
Taxa de inflação (2)... .. 7,7% 12,1% 1,2%
Taxa de inflação (3)... .. 9,3% 7,6% 5,7%
Taxa de câmbio ao final do período (R$/US$) (4)... 2,8892 2,6544 2,3407
Apreciação do real em relação ao dólar (5)... 18,2% 8,1% 11,8%
Taxa média de câmbio (R$/US$) (6)... 3,0600 2,9171 2,4125
Taxa básica de juros (SELIC) (4) ...…... 16,5% 17,8% 18,0%
Taxa média de juros para depósitos interbancários (7)... 23,3% 16,2% 19,1%
__________
(1) Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (2) Fonte: IGP-DI, publicado pela Fundação Getúlio Vargas - FGV. (3) Fonte: IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor publicado pelo IBGE. (4) Fonte: Banco Central do Brasil. Em 31 de dezembro de cada ano apresentado.
(5) Quando nos referimos a uma porcentagem de apreciação ou depreciação específica do real em relação ao dólar em qualquer ano, calculamos esta porcentagem comparando a quantidade de reais correspondente a um dólar no final do referido ano à quantidade de reais correspondente a um dólar no final do ano anterior, baseado em dados do Banco Central.
(6) Média das taxas de câmbio (R$/US$) do último dia de cada mês durante o período. (7) Fonte: Central de Liquidação e Custódia de Títulos Privados (CETIP)
2003. Em janeiro de 2003, o novo governo do Presidente Luis Inácio Lula da Silva tomou posse e a economia brasileira ficou mais estável em comparação a 2002, uma vez que ficou claro que o novo governo manteria as principais diretrizes de política econômica do governo anterior.
A estabilização da economia ocorreu, em parte, devido à decisão governamental de elevar o superávit primário, de 3,75% do PIB em 2002 para 4,25% em 2003, o que reduziu as preocupações relativas à irresponsabilidade fiscal, bem como à decisão do Banco Central de aumentar as taxas de juros temporariamente. O Banco Central aumentou a taxa básica de juros para 26,5% em fevereiro de 2003, e, subseqüentemente, reduziu a taxa básica de juros oito vezes, atingindo 16,50% em dezembro de 2003.
Em 2003, as propostas de reforma dos sistemas fiscal e de seguridade social do governo avançaram, o que contribuiu para uma queda da percepção de risco Brasil. O EMBI brasileiro reduziu de 1.500 pontos-base em dezembro de 2002 para 463 pontos-base em 31 de dezembro de 2003. A inflação brasileira, medida pelo IPCA, também baixou de 12,5% em 2002 para 9,3% em 2003. A inflação brasileira, medida pelo IGP-DI, caiu de 26,4% em 2002 para 7,7% em 2003. O real apreciou-se 18,2% com relação ao dólar em 2003, em comparação com uma depreciação do real de 52,3% em 2002. Em 31 de dezembro de 2003, a taxa de câmbio era de R$2,8892 por dólar.
2004. A recuperação econômica continuou em 2004. No decorrer do primeiro semestre, tem-se o fim do ciclo de queda e estabilização da taxa básica de juros SELIC em 16,00% devido ao risco de aumento da inflação. No segundo semestre, as preocupações com as expectativas de inflação continuaram a crescer, o que motivou a um novo ciclo de elevações da taxa básica de juros pelo Banco Central. O Banco Central elevou a taxa básica de juros SELIC de 16,00%, em setembro de 2004, até 17,75%, em dezembro de 2004.
O superávit primário foi de 4,59% do PIB ao final de 2004 (o Banco Central tinha estabelecido uma meta de 4,5% do PIB para 2004). A razão dívida sobre PIB caiu no decorrer do ano: em 31 de dezembro de 2004 a razão era de 51.8% contra 57.2% em 31 de dezembro de 2003. No período de doze meses findo em 31 de dezembro de 2004, a balança comercial obteve um superávit de US$33,7 bilhões.
O real apreciou 8,1% em relação ao dólar até o final de dezembro de 2004, atingindo R$2,6544 por dólar em 31 de dezembro de 2004. A inflação acumulada, medida pelo IPCA no período de doze meses findo em 31 de dezembro de 2004, foi de 7,6%, inferior ao índice de 9,3% de inflação acumulada em 2003. A produção industrial, medida pelo IBGE, registrou uma alta de 8,3% no período de doze meses findo em 31 de dezembro de 2004 comparado ao mesmo período de 2003.
A combinação destes fatores ajudou a reduzir a percepção do risco soberano brasileiro, resultando em uma queda de 80 pontos-base no EMBI brasileiro, que encerrou dezembro de 2004 em 383 pontos-base.
2005. Durante o primeiro semestre, o Banco Central continou aumentando a taxa básica de juros SELIC, em resposta às preocupações inflacionárias, de 18,25% em janeiro de 2005 para 19,75% em maio de 2005. Este nível de 19,75% na taxa básica de juros SELIC foi mantido até agosto de 2005.
Durante o segundo semestre de 2005, tinha-se a percepção de que a meta estabelecida da inflação seria cumprida; assim, o Banco Central decidiu diminuir novamente a taxa básica de juros SELIC. Em setembro de 2005, o Banco Central anunciou o primeiro corte na taxa de juros, de 19,75% para 19,50%. Ao final de 2005, após mais dois cortes na taxa básica de juros, a SELIC era de 18,00%.
A balança comercial continuou a obter resultados significativos, acumulando um superávit de US$44,8 bilhões em 2005, comparados a US$33,7 bilhões em 2004. Ao mesmo tempo, o Tesouro Nacional adquiriu, continuamente, dólares no mercado aberto, mas foi insuficiente para impedir a apreciação do real contra o dólar. Em dezembro de 2005, o real tinha apreciado 11,8% contra o dólar quando comparado a dezembro de 2004.
A razão dívida pública sobre o PIB de 2005 foi de 51,7%, mesmo patamar do final de 2004. Em 2005, a inflação acumulada, medida pelo IPCA, alcançou 5,69% comparado a 7,6% em 2004. A produção industrial no Brasil, medida pelo IBGE, cresceu 3,1% em 2005 quando comparado com o mesmo período de 2004.
Durante 2005, o risco soberano caiu significativamente, principalmente como resultado da alta liquidez no mercado internacional, do crescimento das exportações e de melhoras em vários índices chaves da economia interna. O EMBI brasileiro encerrou dezembro de 2005 em 305 pontos-base, 20,4% menor que em 2004.
Janeiro a maio de 2006. O Banco Central continuou a diminuir a taxa básica de juros SELIC de 18,00% no final de 2005 para 15,25% em maio de 2006. O IPCA registrou uma inflação de 1,75% até maio de 2006, comparado com 3,2% no mesmo período de 2005.
No final de maio de 2006, o real tinha apreciado 1,7% em relação ao dólar comparado a 31 de dezembro de 2005. A balança comercial continou a mostrar bons resultados, com um superávit de R$15,5 bilhões nos primeiros cinco meses de 2006, comparado a um superávit de R$15,7 bilhões durante o mesmo período de 2005.
A produção industrial no primeiro trimestre de 2006 foi 3,06% maior do que no primeiro trimestre de 2005. As contas públicas continuaram a mostrar um superávit primário, totalizando 6,36% do PIB de janeiro a abril de 2006. Adicionalmente, a taxa de risco soberano brasileiro melhorou: o EMBI Brasil no final de maio de 2006 era de 267 pontos-base, 38 pontos-base menor que no final de 2005.
Os Efeitos da Depreciação ou Apreciação do real sobre Nossa Situação Financeira e Os Resultados das Operações
A depreciação ou apreciação do real pode afetar nosso lucro líquido, uma vez que uma parcela significativa de nossos ativos e passivos é denominada ou indexada em moedas estrangeiras, principalmente em dólar.
Quando o real deprecia, sofremos perdas no lucro líquido provenientes de nossos passivos denominados ou indexados em moedas estrangeiras, como os empréstimos de curto e longo prazo em dólares, uma vez que o valor contábil e a despesa de juros, expressos em reais, aumentam. Ao mesmo tempo, realizamos ganhos advindos de nossos ativos denominados ou indexados em moedas estrangeiras, como os créditos e títulos negociáveis indexados ao dólar, uma vez que o valor contábil e a receita de juros, expressos em reais, também crescem.
Por outro lado, quando o real aprecia, obtemos ganhos no lucro líquido provenientes de nossos passivos denominados ou indexados em moedas estrangeiras, uma vez que o valor contábil e a despesa de juros, expressos em reais, diminuem. Ao mesmo tempo, sofremos perdas provenientes de nossos ativos denominados ou indexados em moedas estrangeiras, uma vez que o valor contábil e a receita de juros, expressos em reais, também reduzem.
Os Efeitos das Taxas de Juros sobre Nossa Situação Financeira e Os Resultados das Operações
Elevações da taxa de juros brasileira podem afetar nossa receita de juros, uma vez que as taxas de juros relativas aos nossos ativos que rendem juros também se elevam. Por outro lado, nossas despesas de juros podem ser igualmente afetadas, caso as taxas de juros relativas aos nossos passivos que pagam juros também aumentem. Geralmente, aumentos nas taxas de juros nos permitem aumentar nossas receitas com operações de crédito em função de spreads maiores sobre as mesmas. Entretanto, aumentos das taxas de juros podem afetar negativamente nossos resultados e carteiras de crédito, ao reduzirem a demanda por crédito e elevarem o risco de inadimplência dos clientes. Por outro lado, quedas das taxas de juros são capazes de reduzir as receitas provenientes de operações de crédito, devido à spreads menores. Essa queda de receitas poderá eventualmente ser compensada por um crescimento do volume de crédito, em decorrência de uma maior demanda por créditos. Efeitos da Inflação sobre Nossa Situação Financeira e Os Resultados das Operações
Crescimentos da taxa de inflação brasileira podem afetar nosso lucro líquido, por aumentar nossos custos e reduzir nossas margens operacionais, caso os referidos aumentos não sejam acompanhados de um aumento das taxas de juros. Ademais, a inflação poderá contribuir para um aumento da volatilidade no mercado, em decorrência de incertezas econômicas, quedas nos gastos, menor crescimento da renda real e redução da confiança do consumidor, que, por sua vez, são capazes de impactar negativamente nossos resultados das operações.
Efeitos das Regulamentações Governamentais sobre Nossa Situação Financeira e Os Resultados das Operações
Exigências Relativas aos Depósitos Compulsórios
O Banco Central impõe às instituições financeiras várias exigências relativas a depósitos compulsórios, como um mecanismo de controle da liquidez do sistema financeiro nacional. Ao mudar as exigências relativas aos depósitos compulsórios, o Banco Central é capaz de influenciar o volume de nossos ativos que rendem juros e de nossos passivos que pagam juros e, conseqüentemente, nossas receitas e despesas de juros.
Em 31 de dezembro de 2003, 2004 e 2005, respectivamente, os percentuais requeridos de depósitos compulsórios eram:
45% para depósitos à vista; 20% para poupança;
15% para depósitos a prazo; e
adicionais de 8% para depósitos à vista e depósitos a prazo, e de 10% para poupança.
Durante os últimos três anos, o Banco Central aplicou as seguintes mudanças sobre os depósitos compulsórios requeridos:
em fevereiro de 2003, as exigências relativas aos depósitos compulsórios dos depósitos à vista aumentaram de 45% para 60%; e
em agosto de 2003, as exigências relativas aos depósitos compulsórios dos depósitos à vista reduziram de 60% para 45%.
Os depósitos compulsórios são depositados junto ao Banco Central e rendem juros, com exceção do depósito compulsório de 45% sobre os depósitos à vista (os 8% de exigências adicionais nos depósitos à vista rendem juros). Em 31 de dezembro de 2005, nossos compulsórios de depósitos a prazo na forma de títulos do governo brasileiro, depositados junto ao Banco Central, totalizaram R$41 milhões, nossos compulsórios em depósitos à vista totalizaram R$1.045 milhões, nossos compulsórios em poupança totalizaram R$1.210 milhões e nossas exigências adicionais em depósitos a prazo, depósitos à vista e poupança totalizaram R$2.854 milhões.
Adequação de capital
O Banco Central exige que os bancos mantenham um índice mínimo de adequação de capital de 11% sobre o capital total em relação ao total de ativos ajustados pelo risco. Estas regulamentações são similares as do Acordo da Basiléia referentes aos padrões de adequação de capital. O Banco Central também aplica exigências de capital referentes à exposição em moeda estrangeira, aos riscos de mercado de taxas de juros e aos riscos de crédito de operações de swap, sendo que todos fazem parte da determinação do nosso índice de adequação de capital da Basiléia, ou Índice de Basiléia.
Em outubro de 2002 o Banco Central impôs maiores exigências aos bancos em relação à exposição à moeda estrangeira, contabilizada como a posição líquida dos ativos, passivos e derivativos denominados ou indexados em moeda estrangeira como percentual do capital ajustado. Esta norma exigiu que alocássemos 100% do nosso capital à exposição cambial que excedesse 5% do capital ajustado. Além disso, o Banco Central reduziu o teto permitido de exposição a moedas estrangeiras de 60% para 30% do capital ajustado. Em julho de 2003, a alocação de capital à exposição cambial foi reduzida de 100% para 50%. Atualmente, não há qualquer exigência de alocação de capital se a exposição estiver entre 0% e 5% do capital ajustado; 50% do capital deve ser alocado no caso da exposição estar entre 5% a 30% do capital ajustado; e uma exposição acima de 30% não é permitida, estando sujeita a penalidades impostas pelo Banco Central.
Em junho de 2004, o “Bank for International Settlements Committee on Banking Supervision” (“BIS”) endossou a publicação da “International Convergence of Capital Measurement and Capital Standards: A Revised Framework”, conhecida como Basiléia II. Em 9 de dezembro de 2004, o Banco Central, por meio do Comunicado Nº. 12.746, expressou sua intenção de adotar a Basiléia II no Brasil. O comunicado indica que o Banco Central pretende adotar a Basiléia II gradualmente, com cuidado e incorporando as adaptações apropriadas à realidade brasileira. Este comunicado propõe um cronograma para a implementação das diretrizes do Basiléia II, o qual é composto por cinco fases subseqüentes e diferentes. Em 22 de maio de 2006, o Banco Central anunciou em seu website várias propostas de regulamentação a ser realizada pelo Banco Central relativa à fase I da implementação das diretrizes do Basiléia II para o mercado brasileiro. Tais propostas estão sujeitas à revisão das instituições financeiras e quaisquer outras entidades brasileiras que estejam interessadas.
Créditos baixados para prejuízo
Nossa prática determina que os créditos sejam baixados para prejuízo 360 dias após o vencimento. Assim, nossa provisão para perdas com créditos relativa a quaisquer créditos permanece contabilizada pelo período de 360 dias até que o crédito seja baixado para prejuízo.
Imposto de renda
Nossa despesa com imposto de renda apresenta dois componentes: o imposto de renda federal e a contribuição social. Nos exercícios de 2003, 2004 e 2005, a alíquota do imposto de renda federal foi de 25% e a alíquota de contribuição social foi de 9%.
Outros impostos
De janeiro a agosto de 2003, a taxa do Programa de Integração Social, ou PIS, era de 0,65% e a taxa da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social, ou COFINS, era de 3,0%. Ambas as taxas foram impostas sobre as receitas líquidas das atividades bancárias e financeiras. Em conformidade com a lei No. 10.684 de 30 de maio de 2003, a taxa combinada de PIS e COFINS paga pelo setor de serviços financeiros aumentou para 4,65% sobre as receitas líquidas das atividades bancárias e financeiras. A nova taxa começou a vigorar desde setembro de 2003. Para maiores informações, veja item “4.B Tributação de Operações Financeiras”.
A Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras, ou CPMF, foi definida a uma alíquota de 0,38%, principalmente nos débitos em conta, com algumas limitadas exceções, para os anos de 2003, 2004 e 2005. Para maiores informações, veja item “4.B Tributação de Operações Financeiras”.
Estimativas Contábeis Críticas
Ao prepararmos nossas demonstrações financeiras consolidadas, empregamos estimativas, pressupostos e julgamentos de nossa administração no cálculo de certos ativos, passivos, receitas, despesas e outras transações, em conformidade com os princípios contábeis do “U.S. GAAP”. Os resultados reais de períodos futuros poderão diferir destas estimativas, pressupostos e julgamentos, e, conseqüentemente, os resultados reportados das nossas operações poderão ser afetados.
Apresentamos abaixo uma rápida descrição das estimativas, pressupostos e julgamentos mais críticos na aplicação de nossas políticas contábeis de acordo com o U.S. GAAP.
Provisão para Perdas com Créditos
Estabelecemos provisões para perdas com créditos regularmente através da determinação de reservas com base em pressupostos e julgamentos. Para cada classificação de cliente, estipulamos uma provisão para as perdas esperadas utilizando modelos que consideram, entre outros fatores, as perdas recentes, as condições econômicas atuais, as características de riscos das diversas clssificações de créditos, o valor justo da garantia correspondente, a probabilidade de inadimplência e a magnitude e diversidade dos créditos individuais.
Nossa carteira de crédito do segmento de Atacado apresenta características distintas, não sendo, portanto, avaliada como uma carteira homogênea. As provisões, neste caso, são calculadas atualmente com base no perfil de risco de cada tomador de crédito individual, levando em conta, entre outros fatores, o histórico financeiro, os fluxos de caixa, a qualidade da gestão, o histórico de relacionamento, as condições de mercado e outros fatores relativos ao risco de crédito.
Operações de crédito do segmento de Varejo, como cheque especial, cartões de crédito, financiamentos imobiliários e crédito ao consumidor possuem características similares e são administrados com o auxílio de processos e sistemas especializados. Empregamos uma ampla gama de ferramentas estatísticas para avaliar as solicitações de crédito e o desempenho do cliente, incluindo modelos de pontuação de crédito e de comportamento. Para maiores informações, favor referir-se à nota explicativa 2(h) em nossas demonstrações financeiras consolidadas.
A volatilidade da economia brasileira pode levar a uma maior incerteza dos nossos modelos de previsão de perdas com crédito do que a que seria esperada em ambientes econômicos mais estáveis. Conseqüentemente,