Esta análise deve ser lida em conjunto com nossas demonstrações contábeis consolidadas auditadas e suas notas explicativas correspondentes e com outras informações financeiras incluídas em outras partes deste relatório anual.
Visão geral
Os resultados das nossas operações são afetados pelos fatores a seguir, entre outros.
Condições econômicas brasileiras
Os resultados de nossas operações são diretamente afetados pelas condições econômicas no Brasil. As condições econômicas impactam diretamente a capacidade de nossos clientes pagarem suas obrigações financeiras pontualmente, o que afeta a nossa perda por redução ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos e o nosso saldo de operações de empréstimos e adiantamentos em aberto. Além disso, o impacto das condições econômicas nas taxas de câmbio afeta as nossas receitas financeiras líquidas, já que parte de nossos ativos e passivos financeiros é denominada em ou indexada a moedas estrangeiras, principalmente, em dólares americanos.
Em 2010, o PIB cresceu 7,5% comparado ao mesmo período de 2009. O real se valorizou para R$ 1,6662 por dólar norte-americano em 31 de dezembro de 2010, comparado com R$ 1,7412 por dólar norte- americano em 31 de dezembro de 2009. Para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010, a taxa básica de juros subiu de 8,75% em 31 de dezembro de 2009 para 10,75% em 31 de dezembro de 2010. A inflação, mensurada pelo IGP-DI, foi de 11,3% para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010.
Em 2011, o PIB cresceu 2,7%. O real se desvalorizou para R$ 1,8758 por dólar norte-americano em 31 de dezembro de 2011, em comparação com R$ 1,6662 em 31 de dezembro de 2010. Para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, o COPOM elevou a taxa básica de juros de 10,75% em 31 de dezembro de 2010 para 11,00% em 31 de dezembro de 2011, antes da deterioração do cenário global. A inflação, mensurada pelo IGP-DI, foi de 5,0% para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011.
Em 2012, o PIB cresceu de 0,9%. O real se desvalorizou para R$ 2,0435 por dólar norte-americano em 31 de dezembro de 2012, se comparado com R$ 1,8758 em 31 de dezembro de 2011. Para o exercício findo em 31 de dezembro de 2012, o COPOM reduziu a taxa básica de juros de 11,00% em 31 de dezembro de 2011 para 7,25% em 31 de dezembro de 2012. A inflação, mensurada pelo IGP-DI, foi de 8,11% para o exercício findo em 31 de dezembro de 2012.
A tabela a seguir indica a inflação brasileira medida pelo IGP-DI, a valorização do real com relação ao dólar norte-americano, a taxa de câmbio no final de cada exercício e a taxa média de câmbio relativamente aos períodos indicados:
2012 2011 2010
Inflação (IGP-DI) 8,1% 5,0% 11,3%
(Valorização)/Desvalorização do real frente ao dólar (R$/US$) 8,9% 12,6% (4,3)%
Taxa de câmbio no final do período - US$ 1,00 2,0435 1,8758 1,6662 Taxa de câmbio média - US$ 1,00 (1) 1,9524 1,6705 1,7589
Fontes: FGV e Banco Central.
Em 31 de dezembro de Em reais, exceto porcentagens
A tabela a seguir mostra a variação do PIB real e as taxas de juros interbancárias médias para os períodos indicados:
Efeitos dos mercados financeiros globais sobre nossa situação financeira e o resultado das operações
O ano de 2012 apresentou dois momentos bastante distintos no cenário macroeconômico global. O primeiro semestre foi caracterizado por intensa elevação da aversão ao risco e da volatilidade financeira em escala internacional. Diante do risco latente de ruptura bancária na Área do Euro e mesmo de desintegração daquela união monetária, os vários indicadores de confiança dos agentes econômicos foram afetados. Os desequilíbrios fiscais na região, diante de impasses políticos, estiveram no foco das preocupações. A Espanha e Itália estiveram no centro da deterioração do cenário. Contribuindo para o fraco crescimento da economia global na primeira metade do ano, a desaceleração chinesa em ritmo superior ao esperado também foi fonte de aumento da incerteza.
A partir de meados do ano passado, configura-se um momento distinto daquele do primeiro semestre, com redução da volatilidade e da aversão ao risco, além de resultados melhores de atividade econômica, apontando para recuperação moderada do crescimento global. De forma atipicamente ativa e contundente, os principais bancos centrais do mundo renovaram ou ampliaram seu compromisso em prover liquidez aos mercados, que reagiram positivamente. O Banco Central Europeu (BCE) sinalizou sua intenção de intervir nos mercados de dívida soberana (via programa denominado OMT ou Outright Monetary Transactions), o que, quando materializado, estará condicionado a algumas obrigações por parte dos países beneficiados. Essa ação, ainda que não resolva todos os problemas conjunturais e estruturais da área do Euro, contribuiu de forma relevante para reduzir os riscos de ocorrência de eventos extremos na região, o que também está associado à flexibilização da posição alemã em relação aos desequilíbrios de seus pares no bloco econômico. A partir de então, houve uma melhora significativa no humor dos mercados financeiros internacionais, o que abriu espaço para resultados macroeconômicos mais favoráveis. Mais recentemente, na passagem de fevereiro para março deste ano, as preocupações voltaram-se à Itália e ao Chipre. No primeiro caso, diante das dificuldades de formação de uma coalizão governista, já que as últimas eleições parlamentares não resultaram em maioria no Senado, o que tem gerado desafios relevantes para formação de um novo governo, com risco de realização de um novo pleito. Os temores do mercado estão relacionados a eventuais dificuldades de implementação de ajustes estruturais, vistos como necessários para conduzir a economia italiana a uma expansão maior e reduzir os riscos fiscais. No caso do Chipre, as atenções estão voltadas à crise bancária e seus desdobramentos, inclusive em termos de contágio, via aversão ao risco.
Nos EUA, o Federal Reserve surpreendeu positivamente os mercados ao inaugurar a terceira fase de seu afrouxamento quantitativo em setembro passado. Além do anúncio de um programa de compra de títulos vinculados a hipotecas, sem data previamente definida para encerramento, a instituição sinalizou para manutenção do juro zero até meados de 2015 e comprometeu-se a continuar com medidas expansionistas mesmo depois que a economia norte-americana começar a exibir sinais de recuperação mais sustentável. Em dezembro, reforçou seu compromisso com uma política monetária acomodatícia, comprometendo manter os estímulos não mais até determinada data, mas até que determinados parâmetros quantitativos de desemprego e de inflação sejam atingidos. Em outro âmbito, o tema do abismo fiscal foi superado na passagem de 2012 para 2013, removendo a ameaça iminente de recessão na economia norte-americana. Contudo, com foco na elevação de impostos para a população mais rica, a proposta aprovada pelo Congresso dos EUA não levou em consideração a questão dos gastos públicos, discussão adiada por algumas semanas. No começo de março de 2013, o tema foi retomado, no contexto do chamado “sequestro do orçamento” (budget sequestration), que envolve a imposição legal de limites sobre os gastos públicos. Em um ambiente bastante polarizado no Congresso local, a Casa Branca tem
Variação no PIB real (1) 0,9% 2,7% 7,5%
Taxas básicas de juros médias (2) 8,5% 11,6% 9,8%
Taxas médias de juros interbancários (3) 8,4% 11,6% 9,8%
(1) Calculada pela divisão da variação PIB real durante um ano pelo PIB real do ano anterior; (2) Calculada de acordo com a metodologia do Banco Central (com base em taxas nominais); e
(3) Calculada de acordo com a metodologia da Câmara de Custódia e Liquidação - CETIP (com base em taxas nominais).
Fontes: Banco Central, IBGE e Estatística e CETIP.
tentado, sem muitos avanços até o momento, alguma suavização nesse processo de redução de gastos, de modo a minimizar os impactos desse ajuste sobre o crescimento econômico do país. De maneira geral, as perspectivas para a principal economia mundial são favoráveis, o que é corroborado por recentes dados macroeconômicos, que têm apontado para resultados favoráveis, e no bom desempenho do mercado acionário, em um ambiente de resultados corporativos satisfatórios.
Ao mesmo tempo, desde o segundo semestre de 2012, a autoridade monetária japonesa também ampliou seu programa de compra de ativos, enquanto os sinais vindos da China – país que passou por uma transição política no final de 2012 – têm apontado para estabilização da atividade econômica (e dissipação dos temores mais pessimistas sobre o crescimento local), ainda que em ritmo inferior ao observado nos últimos anos.
Em suma, os riscos à economia global permanecem presentes. De modo particular, os desequilíbrios fiscais nas economias desenvolvidas, estruturais e de longo prazo, mantêm a perspectiva de um crescimento econômico menor do que o verificado nos anos pré-crise. Questões de natureza política têm mantido elevados os níveis de incerteza em relação ao tema das finanças públicas, tanto nos EUA quanto na Europa. Ainda assim, o ano de 2013 iniciou-se sem o risco iminente de ruptura que marcou a maior parte do ano anterior. Nesse sentido, a contribuição do cenário global para o Brasil tende a ser melhor do que materializado em 2012, inclusive via canal da confiança dos agentes econômicos.
Efeitos das taxas de juros e da desvalorização/valorização sobre a receita líquida de juros
Durante os períodos de altas taxas de juros, nossa receita financeira aumenta, pois as taxas de juros sobre nossos ativos que rendem juros também aumentam. Ao mesmo tempo, nossa despesa financeira aumenta, pois as taxas de juros sobre nossas obrigações, nas quais incidem juros, também aumentam. Mudanças nos volumes de nossos ativos e obrigações sobre as quais incidem juros também afetam nossas receitas e despesas financeiras. Por exemplo, um aumento em nossa receita financeira atribuível a um aumento em taxas de juros, poderá ser compensado por uma redução no volume de nossos empréstimos em aberto.
Além disso, quando o real se desvaloriza, incorremos: (i) em perdas em nossos passivos denominados em, ou indexados a moedas estrangeiras, tais como: nosso endividamento de longo prazo denominado em dólares e empréstimos em moeda estrangeira, na medida em que o custo em reais da despesa financeira relativa aumenta: e (ii) em ganhos em nossos ativos denominados, ou indexados em moedas estrangeiras, tais como: nossos títulos e operações de empréstimos e adiantamentos indexados ao dólar, quando a receita desses ativos mensurada em reais aumenta. Opostamente, quando o real se valoriza, como ocorreu de 2003 a 2007 e 2009 a 2010, incorremos: (i) em perdas em nossos ativos denominados em, ou indexados a, moedas estrangeiras; e (ii) ganhos em nossos passivos denominados em, ou indexados a moeda estrangeira.
Em 2011, nosso resultado líquido de juros aumentou 8,7% em comparação com 2010, de R$ 32.771 milhões em 2010 para R$ 35.611 milhões em 2011. Tal crescimento está relacionado, principalmente, ao aumento de 23,2% no volume médio de nossos ativos que rendem juros, passando de R$ 463.847 milhões em 2010 para R$ 571.611 milhões em 2011. O resultado líquido de juros foi impactado, parcialmente, pela redução da taxa média de juros auferida, que passou de 7,1% em 2010 para 6,2% em 2011, reflexo, basicamente, da valorização de 12,6% do dólar americano frente ao real, impactando nossas captações no exterior. Saliente-se que, a taxa SELIC observada ao final de 2011 apresentou aumento de 0,25 p.p. em relação à taxa observada ao final de 2010, que era de 10,75%.
Em 2012, nosso resultado líquido de juros aumentou 22,1% em comparação com 2011, de R$ 35.611 milhões em 2011 para R$ 43.493 milhões em 2012. Tal crescimento está relacionado, principalmente, ao aumento: (i) da taxa média de juros que passou de 6,2% em 2011 para 6,7% em 2012, impactando positivamente o resultado em R$ 4.178 milhões, devido, principalmente, à redução de 3,2 p.p. na taxa média de juros interbancários, que passou de 11,6% em 2011 para 8,4% em 2012; e (ii) do volume médio dos negócios, que contribuiu com R$ 3.704 milhões, reflexo da elevação de 13,1% do saldo médio dos ativos que rendem juros, aumentando nossas receitas em R$ 10.005 milhões, destacando-se o acréscimo de: (a) 11,9% no saldo médio dos empréstimos e adiantamentos a clientes; (b) 25,2% no saldo médio dos ativos cedidos em garantia; e (c) 99,5% no saldo médio dos ativos financeiros disponíveis para venda.
As tabelas a seguir mostram nossos ativos e passivos denominados em ou indexados a moedas estrangeiras para os períodos indicados:
2012 2011 2010
Ativos
Caixa e disponibilidades em bancos 3.151.043 6.474.772 1.867.246 Ativos financeiros para negociação 348.742 1.992.976 2.241.784 Ativos financeiros disponíveis para venda 5.426.163 1.993.671 690.846 Investimentos mantidos até o vencimento 56.097 620.485 5.618
Ativos cedidos em garantia 4.302.735 3.529.535 4.204.739
Empréstimos e adiantamentos a instituições financeiras 2.171.236 3.139.512 1.205.209 Empréstimos e adiantamentos a clientes 26.557.416 24.208.464 19.193.421 Investimentos em coligadas 4.976 30.152 37.068
Imobilizado de uso 15.801 16.238 8.827
Ativos intangíveis e ágio 25.942 26.655 21.472
Impostos a compensar 25.867 32.490 31.625
Impostos diferidos 15.842 188.915 79.395
Outros ativos 8.120.292 9.140.914 7.068.488
Total dos ativos 50.222.152 51.394.781 36.655.738 Contas de compensação - valor nominal
Derivativos Futuros 27.408.058 9.179.950 5.647.619 Termo 11.095.747 14.327.285 7.583.643 Opções 1.420.300 172.554 22.016 Swap 39.595.426 20.109.015 9.302.198 Total 129.741.683 95.183.585 59.211.214
Em 31 de dezembro de Em milhares de reais
2012 2011 2010
Passivos
Recursos de instituições financeiras 12.416.316 21.079.983 12.405.587
Recursos de clientes 23.666.709 20.459.581 7.820.386
Passivos financeiros para negociação 298.041 71.094 201.326 Recursos de emissão de títulos 14.188.239 8.409.878 5.356.989
Dívidas subordinadas 8.806.973 6.404.048 5.079.251
Provisões técnicas de seguros e previdência 1.100 1.183 1.185
Outras provisões 4.367 4.009 3.561
Impostos correntes 19.791 11.474 6.972
Impostos diferidos 229.536 120.191 70.784
Outros passivos 5.880.489 3.505.029 4.665.601
Total dos passivos 65.511.561 60.066.470 35.611.642 Contas de compensação - valor nominal
Derivativos Futuros 37.422.501 18.363.963 18.679.719 Termo 9.869.571 12.050.673 5.011.238 Opções 1.467.968 653.746 3.452 Swap 36.451.019 20.328.448 12.464.435 Total 150.722.620 111.463.300 71.770.486 Exposição líquida (20.980.937) (16.279.715) (12.559.272)
Usamos swaps, contratos futuros e outros instrumentos financeiros derivativos de proteção para minimizar o impacto potencial de alterações da moeda sobre nós. Para mais informações sobre o nosso uso de derivativos para fins de proteção, veja Notas 2(e) e 20(c) das nossas demonstrações contábeis consolidadas no “Item 18. Demonstrações Contábeis”.
Nossa exposição líquida equivalia a 2,1% de nossos ativos totais em 31 de dezembro de 2010, 2,3% em 31 de dezembro de 2011 e 2,6% em 31 de dezembro de 2012.
Atividades de tesouraria e empréstimos e adiantamentos
Nossas despesas com perda por redução ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos foram de R$ 5.756 milhões para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010, subiram para R$ 8.296 milhões para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011 e subiram para R$ 11.510 milhões para o exercício findo em 31 de dezembro de 2012. O aumento nas despesas com perda por redução ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos de 2010 a 2012 ocorreu em virtude do crescimento de nossos empréstimos e adiantamentos e da elevação da inadimplência. O saldo dos nossos empréstimos e adiantamentos a clientes em aberto aumentou 16,8% em 2011, passando de R$ 225.636 milhões em 31 de dezembro de 2010 para R$ 263.522 milhões em 31 de dezembro de 2011 e em 2012, o saldo evoluiu 9,9% atingindo 289.690 milhões em 31 de dezembro de 2012. Esse desempenho é reflexo do crescimento sustentável da economia brasileira, aliado a nossa estratégia de negócios, que tem facilitado a expansão dos nossos empréstimos e adiantamentos a clientes.
Nossos ativos financeiros para negociação registraram R$ 75.234 milhões em 31 de dezembro de 2010, aumentando para R$ 96.597 milhões em 31 de dezembro de 2011 e para R$ 111.840 milhões em 31 de dezembro de 2012. Em 2011, o crescimento de R$ 21.363 milhões na carteira de ativos financeiros para negociação, é reflexo, basicamente, do aumento de: (i) R$ 7.892 milhões na carteira de títulos públicos brasileiros; e (ii) R$ 6.039 milhões em títulos emitidos por instituições financeiras. Em 2012, o crescimento de R$ 15.243 milhões na carteira de ativos financeiros para negociação, é reflexo, basicamente, do aumento de: (i) R$ 11.770 milhões na carteira de títulos e ações emitidos por empresas não financeiras; (ii) R$ 7.662 milhões em títulos emitidos por instituições financeiras, compensados em parte: (iii) pela redução de R$ 7.490 milhões em títulos públicos brasileiros. Este desempenho reflete a nossa estratégia de tesouraria de investir sempre em ativos, que possuam rentabilidade e alta liquidez no mercado.
Impostos
Nossa despesa com imposto de renda é constituída por dois tributos federais: (i) o IRPJ, que incide a uma alíquota regular de 15,0% do lucro líquido ajustado, acrescida de um adicional de 10,0%; e (ii) a Contribuição Social sobre o lucro, que incide a uma alíquota de 15,0% sobre o lucro líquido ajustado.
Em janeiro de 2008, o governo brasileiro elevou a alíquota da Contribuição Social para o segmento financeiro, de 9,0% para 15,0%. As instituições financeiras têm recolhido a Contribuição Social à alíquota de 15,0% desde 1º de maio de 2008. A legalidade deste aumento está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal. Caso o Supremo Tribunal Federal entenda que este aumento não é legal, teríamos o direito de recuperar todos os valores que recolhemos em excesso durante o regime de 15,0%, como se tivéssemos sempre recolhido a contribuição social à alíquota de 9,0%.
As empresas brasileiras podem efetuar os pagamentos aos acionistas, caracterizados como distribuição dos juros sobre o capital próprio, como alternativa para o pagamento de uma parte dos dividendos, que podem ser deduzidos da receita tributável. Procuramos maximizar o montante de dividendos que pagamos na forma de juros sobre o capital próprio. Para mais informações sobre a nossa despesa com impostos, veja “Item 4.B. Visão Geral dos Negócios - Regulamentação e Supervisão - Tributação” e “Item 10.B. Atos Constitutivos e Estatuto Social - Organização - Destinação do lucro líquido e distribuição de dividendos” e “Item 10.E. Tributação – Considerações sobre tributação no Brasil - Distribuições de juros sobre o capital”.
Impacto das aquisições importantes em nossa performance financeira futura Nos últimos três anos, fizemos as seguintes aquisições importantes:
o Bradesco concluiu, em junho de 2010, a transação de aquisição da totalidade do capital social do grupo controlador do Ibi México e da RFS Human Management S. de R.L., empresa controlada pelo Ibi México. O negócio contempla a celebração de contrato de parceria com a
C&A México pelo prazo de 20 anos para, em conjunto, comercializar, com exclusividade, produtos e serviços financeiros por meio da rede de lojas C&A México;
em julho de 2010, o Bradesco concluiu a aquisição de participação correspondente a 2,09% do capital social da Cielo, pelo valor de R$ 431,7 milhões, elevando sua participação no capital da referida companhia para 28,65%;
o Bradesco comunicou ao mercado, em julho de 2010 e em janeiro de 2011, operações de aquisição de participação societária na CBSS, sendo 10,67%, pelo valor de R$ 141,4 milhões, e 5,01%, pelo valor de R$ 85,8 milhões, respectivamente, ampliando desta forma sua participação total para 50,01%; e
Em maio de 2011, o Bradesco adquiriu 96,99% das ações ordinárias e 95,21% das ações preferenciais, representativas de 96,23% do capital social do Banco do Estado do Rio de Janeiro S.A. (“BERJ”), do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Como parte da aquisição, o Bradesco também adquiriu o direito de prestar ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, serviços referentes: (i) ao pagamento de sua folha salarial; (ii) a folha de pagamento de seus fornecedores; e (iii) ao recolhimento de impostos estaduais, dentre outros, no período de janeiro de 2012 a dezembro de 2014. Essa transação expandiu a presença do Bradesco no Estado do Rio de Janeiro. Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em novembro de 2011, foi aprovada a alteração de denominação do Banco do Estado do Rio de Janeiro S.A. – BERJ para Banco BERJ S.A. O processo de assunção do controle do BERJ pelo Bradesco foi homologado pelo Banco Central em novembro de 2011. Em maio de 2012, o Bradesco adquiriu as ações ordinárias e preferenciais de emissão do BERJ, detidas por seus acionistas não controladores, através da Oferta Pública de Ações Unificada (OPA Unificada).
Acreditamos que essas aquisições e transferências contribuam para aumentar nossas receitas e despesas. Também acreditamos que cada aquisição aumentará nossas receitas, despesas e resultados futuros. O valor desses aumentos é incerto e, portanto, não se pode estimar seu impacto sobre nosso desempenho financeiro futuro. Para mais informações, veja “Item 4.A. História, Desenvolvimento da Companhia e Estratégia de Negócios - Recentes aquisições”.
Políticas contábeis críticas
Nossas políticas contábeis significativas estão descritas na Nota 4 das Demonstrações Contábeis Consolidadas e Auditadas no “Item 18. Demonstrações Contábeis”. A seguinte discussão descreve as áreas que exigem maior julgamento ou envolvem um grau mais alto de complexidade na aplicação das políticas contábeis, que afetam atualmente nossa situação financeira e o resultado das operações. As estimativas contábeis, que fazemos nestes contextos, envolvem a elaboração de suposições sobre assuntos altamente incertos. Em cada caso, outras estimativas, ou mudanças nas estimativas entre períodos, poderiam ter tido um impacto significativo sobre nossa situação financeira ou resultado das operações, como demonstrado em nossas demonstrações contábeis.
Perda por redução ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos
Ao final de cada período, a perda com empréstimos e adiantamentos é ajustada com base em uma análise de nossa carteira, incluindo a estimativa das perdas com empréstimos e adiantamentos.
A determinação da perda por redução ao valor recuperável com empréstimos e adiantamentos exige, por sua natureza, julgamentos e premissas com relação à carteira de empréstimos e adiantamentos, tanto em bases individuais quanto em base de carteiras específicas de produtos. Ao analisar a carteira como um todo, vários fatores podem afetar a estimativa da amplitude provável das perdas, dependendo da