4.2 AVALIAÇÃO INDIVIDUAL DOS CONSTRUTOS
4.2.6 Análise Fatorial Confirmatória: Empoderamento
la mbda2
∑ (1-la mbda)2
∑ la mbda
(∑
la mbda2)2 AVE CR S08 <--- F1s 0,762 0,581 0,419 1,331 1,669 1,987 3,948 0,444* 0,703 S09 <--- F1s 0,615 0,378 0,622
S13 <--- F1s 0,61 0,372 0,628
S04 <--- F2s 0,638 0,407 0,593 1,261 0,739 1,562 2,440 0,630 0,767
S05 <--- F2s 0,924 0,854 0,146
Nota: * valores abaixo do especificado na literatura.
Fonte: Dados da pesquisa (2013)
4.2.6 Análise Fatorial Confirmatória: Empoderamento
O construto empoderamento também foi submetido à AFC, composto pelos dois fatores validados pela AFE: F1e - empoderamento individual e F2e – empoderamento coletivo. A Figura 13 apresenta o modelo estrutural elaborado inicialmente.
Figura 13 - Diagra ma de ca minhos Empodera mento - Inic ial
Fonte: Dados da pesquisa (2013)
A primeira AFC apresentou inadequação dos índ ices, conforme apresentado na Tabela 32. Como se pode verificar, todos os índices de ajuste ficaram abaixo do recomendado pela literatura.
Tabela 32 - Medidas de ajustamento da AFC do Construto Empodera mento - Inic ial
Índice Parâ metro Valor encontrado
CMIN/DF Aceitável < 5, desejável < 3 (HAIR et al., 2009; KLINE, 2011) 5,217
GFI >0,90 (HAIR et al., 2009) 0,890
RMSEA Aceitável < 0,08, desejável < 0,05 (HAIR et al., 2009; KLINE, 2011) 0,096 RM R Ajuste perfeito RM R = 0, quanto menor, me lhor (KLINE, 2011) 0,066
CFI >0,90 (HAIR et al., 2009) 0,858
HOELTER .01 >200 (KLINE, 2011) 128
Fonte: Dados da pesquisa (2013)
Procedeu-se, então, à reespecificação do modelo a partir dos índices de modificação (M.I) fornecidos pelo software AMOS 4.0®. A primeira sugestão indicada a partir do M.I foi uma excessiva covariância entre os erros das variáveis E03 (Tenho uma atitude positiva a meu respeito) e E04 (Eu me vejo como uma pessoa capaz). O segundo par que apresentou alta covariância entre os erros corresponde às variáveis E04 (Eu me vejo como uma pessoa capaz) e E19 (Quando eu faço planos, eu estou quase certo que irei realizá- los.). O terceiro par que apresentou alta covariância entre os erros corresponde às variáveis E05 (Eu sinto que tenho autoestima elevada) e E21 (Eu sou capaz de superar barreiras). Também apresentaram alta covariância entre os erros as variáveis E03 (Tenho uma atitude positiva a meu respeito ) e E32 (Eu sou geralmente otimista sobre o futuro). Entendeu-se que há a possibilidade de confusão ao responder estes itens e, assim, procederam-se as modificações sugeridas pelo software.
Também foram feitas modificações em F2e. A indicação a partir do M.I apresentou alta covariância entre os erros das variáveis E15 (Eu me relaciono com governo e organizações locais (associação de morado res, câmara de vereadores, etc) e E18 (Nos últimos 12 meses participei ativamente das atividades de integração realizada s pela comunidade acadêmica) e também entre os erros das variáveis E17 (Nos últimos 12 meses participei ativamente de alguma manifestação ou protesto a respeito de algum problema social, comunitário ou estudantil) e E18 (Nos últimos 12 meses participei ativamente das atividades de integração realizadas pela comunidade acadêmica).
Realizada estas reespecificações, foram obtidos índices satisfatórios, conforme pode ser observado na Tabela 33. O valor de CMIN/DF = 2,058 ficou abaixo do limite máximo defendido pela literatura. Os valores de CFI e GFI ficaram abaixo de 0,09. O RMSE ficou abaixo de 0,05, apresentando boa qualidade do ajuste.
Tabela 33 - Medidas de ajustamento da AFC do Construto Empodera mento – Ajustado
Índice Parâ metro Valor encontrado
CMIN/DF Aceitável <5, desejável <3 (HAIR et al., 2009; KLINE, 2011) 2,058
GFI >0,90 (HAIR et al., 2009) 0,961
RMSEA Aceitável < 0,08, desejável <0,05 (HAIR et al., 2009; KLINE, 2011) 0,048 RM R Ajuste perfeito RM R = 0, quanto menor, me lhor (KLINE, 2011) 0,038 para os fatores que medem o empoderamento não ficaram dentro dos limites estabelecidos na literatura (Tabela 34). Em relação ao fator empoderamento individual (com os oito indicadores iniciais) foi obtida um CR de 0,858 (valor aceitável), porém a AVE de 0,432 é considerada inaceitável (abaixo de 50%). Já o fator empoderamento coletivo apresentou valores de AVE e CR inferiores ao recomendado (AVE = 0,327 e CR = 0,698).
Tabela 34 - Medidas de A VE e CR do construto empoderamento – 1ª Análise Carga la mbda2
Nota: * valores abaixo do reco mendado na literatura Fonte: Dados da pesquisa (2013)
Com base na análise de cargas de cada indicador, optou-se pela remoção dos itens E04, E19, E20, E23 e E32 do fator empoderamento individual. Com isso, houve melhora no indicador de validade convergente, a AVE obtida foi de 0,505. Também foi possível identificar baixo carregamento das variáveis E15, E17 e E18, referentes ao empoderamento coletivo. Estes itens também foram removidos do modelo e com isso foram obtidos
indicadores melhores de AVE (igual a 0,499) e CR (igual a 0,664). A Tabela 35 apresenta estes resultados.
Tabela 35 - Medidas de A VE e CR do construto empoderamento – 2ª Análise Carga la mbda2
1-la mbda2 ∑ 1-la mbda2
∑ (1-la mbda)2
∑ la mbda
(∑
la mbda2)2 AVE CR E03 <--- F1e 0,673 0,453 0,547 1,516 1,484 2,130 4,537 0,505 0,754 E05 <--- F1e 0,700 0,490 0,510
E21 <--- F1e 0,757 0,573 0,427
E16 <--- F2e 0,773 0,598 0,402 0,998 1,002 1,406 1,977 0,499* 0,664*
E14 <--- F2e 0,633 0,401 0,599
Nota: * valores abaixo do reco mendado na literatura Fonte: Dados da pesquisa (2013)
A Figura 14 apresenta o modelo estrutural do construto empoderamento resultante da AFC. O modelo apresenta os dois fatores que se apresentaram na AFE (F1e e F2e), porém com a eliminação de alguns indicadores, para que obtivesse resultados satisfatórios de validade convergente.
Figura 14 - Diagra ma de ca minhos Empodera mento - Fina l
Notas: F1e – Empodera mento individual F2e – Empodera mento coletivo Fonte: Dados da pesquisa (2013)
Realizada mais estas reespecificações, continuou-se tendo índices satisfatórios (Tabela 36). O ajuste do modelo apresentou um 2 = 7,930 (CMIN) para 3 graus de liberdade (DF). O valor de CMIN/DF = 2,643 ficou muito abaixo do limite máximo de 5 defendido pela literatura (KLYNE, 2011). O CFI e o GFI obtiveram valores acima de 0,95. O RMSEA não atingiu um valor inferior do que 0,05, recomendado como corte ideal pela literatura, mas abaixo do máximo aceitável de 0,08 (HAIR et al., 2009; KLINE, 2011), o que indicou uma
boa qualidade do ajuste. O RMR = 0,029 foi considerado satisfatório.
Tabela 36 - Medidas de ajustamento da AFC do Construto Empodera mento – Final
Índice Parâ metro Valor encontrado
CMIN/DF Aceitável <5, desejável <3 (HAIR et al., 2009; KLINE, 2011) 2,643
GFI >0,90 (HAIR et al., 2009) 0,993
RMSEA Aceitável < 0,08, desejável <0,05 (HAIR et al., 2009; KLINE, 2011) 0,060 RM R Ajuste perfeito RM R = 0, quanto menor, me lhor (KLINE, 2011) 0,029
CFI >0,90 (HAIR et al., 2009) 0,998
HOELTER .01 >200 (KLINE, 2011) 651
Ajustes
Exclu ídas do F1e: E04, E19, E20, E23 e E32 Exclu ídas do F2e: E15, E17 e E18
Fonte: Dados da pesquisa (2013)
Pode-se observar que os dois fatores do construto empoderamento não se confirmaram totalmente na AFC. Os dois fatores foram mantidos, porém houve a necessidade de extrair os indicadores E04, E19, E20, E23 e E32 para garantir a validade convergente do mesmo.
Desta forma, observa-se que os construtos que se revelaram na AFE (com valores satisfatórios de KMO e Alfa de Cronbach) não se sustentaram na AFC, por apresentarem baixa validade convergente. No entanto, por aproximação, os valores encontrados foram considerados não impeditivos para avançar com os testes de hipóteses. Também, existem referências que não consideram a validade convergente, manifesta pelo CR e pela AVE, na modelagem de equações estruturais (por exemplo, BYRNE, 2010), o que corrobora esta decisão.
Assim, após a realização das análises fatoriais confirmatórias dos construtos que se manifestaram na AFE, considerou-se que poderia proceder com a análise do modelo integrado e teste de hipóteses da relação entre estes dois construtos.