• Nenhum resultado encontrado

6 RESULTADOS E DISCUSSÃO

6.1 Análise Multivariada

Em busca de analisar o que é padrão nos aplicativos, ou seja, aquilo que se configura como referência e decorre nos apps, assim como as varáveis, isto é, elementos que se alternam e se interpolam, realizou-se a análise multivariada de PCA, Análise dos Componentes Principais, por meio do software PCOrd 5, para verificação dos grupos correlatos e homólogos, assim como para apontar as características que se diferem e dissentem.

Tal investigação possibilitou averiguar os diferentes grupos formados, assim como avaliar, tanto o grupo de títulos que são mais recontados às atuais crianças, assim como verificar as tendências mercadológicas de produção literária digital, uma vez que os aplicativos são frutos de investimentos públicos ou privados, e ambos denotam a finalidade de se ofertar ao usuário e leitor, o acesso à contação de histórias, no universo dos aplicativos.

Gráfico 8 – Análise de Componentes Principais com uso de PcOrd 5, sendo coloridos os APPs e em preto, os vetores dos descritores (os vetores estão multiplicados por 2 para facilitar visualização).

Fonte: do autor (2017)

Ao avaliar o Gráfico 8, nota-se que o App 38 é outlier, isto é, fugiu a qualquer padrão, não se enquadrando em características comuns aos demais aplicativos e, por isto, foi retirado

para a realização de nova análise. Contudo, é importante ressaltar os descritores únicos que levaram a isso: é o único aplicativo com incontáveis perspectivas, há ausência de narrador, seja, tanto oral quanto escrito, é ofertado em 25 idiomas, possui 10 histórias imersivas, que por sua vez possibilitam a participação ativa do leitor, aquele que segundo o próprio app é denominado como interator, é uma narrativa imersiva, podendo-se utilizar de recursos de realidade virtual (RV), possui visão em 360º, suas sequências são múltiplas, alternando-se em conformidade com o movimento do leitor.

Desta forma, para se buscar compor os grupos com características correlatas, realizou- se uma nova multivariada, no intuito de se obter os dados almejados, conforme figura a seguir.

Gráfico 9 – Análise de Componentes Principais com uso de PcOrd 5, com a exclusão do App 38, sendo coloridos os APPs e em preto, os vetores dos descritores (os vetores NÃO ESTÃO aumentados para facilitar visualização).

Fonte: do autor (2017)

O eixo 1 explicou 22% da variação dos dados. Os dois primeiros eixos de ordenação da PCA (Eixo 1 e Eixo 2) explicaram 35% da variância dos dados (os três primeiros eixos

explicaram 45%, mas não acrescentaram informações diferentes sobre o agrupamento mostrado pelos eixos 1 e 2).

Para melhor visualização, optou-se por apresentar o Gráfico 10, em que é possível avaliar quais os grupos que se formaram através da multivariada, apontando-se assim, a proximidade entre as características dos aplicativos e apontando o que os difere, como forma de elucidar a composição narrativa dos aplicativos de histórias:

Gráfico 10 – Análise de Componentes Principais com uso de PcOrd 5, grupos, sendo coloridos em vermelho, os APPs, e em preto, os vetores dos descritores.

Fonte: do autor (2017)

No primeiro grupo, circulado de azul, acima, à esquerda, é possível verificar a junção dos seguintes aplicativos: 1, 2, 3, 4, 5, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 21, 23, 25, 26, 32, 47, 49, 50, 53, 56, 59 e 60. Há neste grupo um total de em 26 apps que, por sua vez, apresentam as

características a seguir: são histórias clássicas, com presença de narrador oral, música de fundo, apresentando a maioria onomatopeia. Os apps possuem desenho estático, demonstram a possibilidade de rever a cena e movimentação passiva. Também há a presença de anúncios, que não interrompem a história. O tempo, em minutos, desse grupo, é de aproximadamente 4 a 6 minutos, possuindo alguns deles, recursos de realidade aumentada e mais de uma perspectiva, o que permite ao leitor, a alternância de desfechos.

No segundo grupo, circulado em amarelo, à esquerda, abaixo, têm-se os seguintes aplicativos: 6, 16, 24, 27, 29, 30, 31, 33, 34, 37, 39, 40, 41, 42, 43, 44, 46, 48, 52, 54, 55 e 63, totalizando-se assim, em 22 aplicativos, com as seguintes características: possuem música enredo; interrupção por propaganda; mesmo número de oferta de idiomas, no caso em questão, apenas 1 idioma; mesmo número de histórias, sendo uma parte, de histórias bíblicas; há a presença de versão complementar paga; nota-se a predominância da narrativa escrita e a linearidade textual.

No terceiro grupo, com o entorno verde, à direita, têm-se os aplicativos: 17, 18, 19, 20, 22, 28, 35, 36, 45, 51, 57, 58, 61, 62 e 64. Este grupo perfaz um total de 15 aplicativos, com as características: a movimentação é ativa, exigindo uma maior interação do leitor para se obter o desfecho narrativo; há a presença do desenho animado; o número de sequências se alterna com frequência, variando de uma até dez; há a participação do leitor, que pode se tornar co-autor da história; as histórias são, em grande parte, originais; há o som ambiente e música enredo; o número de idiomas ofertados é maior, assim como o número de histórias ofertadas.

É possível verificar, ao final, que os três grupos demonstram a tendência mercadológica dos aplicativos de contação de histórias, em que é possível notar uma predominância dos enredos clássicos, contudo, também é possível apontar o surgimento de histórias originais, em que o envolvimento proposto ao leitor é ainda maior, devido às características de imersão, perspectivas, não linearidade e recursos de realidade virtual e por fim, a presença dos aplicativos bíblicos, anteriormente apontados como os mais baixados.

CONCLUSÃO

Por meio desta pesquisa, que teve como objetivo realizar o levantamento dos títulos literários infantis digitais mais difundidos pelo público infantil, bem como apontar quais são os padrões e variáveis dos aplicativos de contação de histórias, foi possível constatar que o universo de contação de histórias em suportes digitais se compõe de elementos específicos e não são fac-símiles dos livros impressos, apresentando características distintas e, por vezes, dessemelhantes e inovadoras.

Observou-se que os aplicativos de contação de histórias configuram-se como uma nova forma da prática de contação, visto que muitos contos são procedentes da oralidade, de domínio público, recontados de uma geração a outra, para as crianças, conforme assevera Machado (2012).

Como apontado ao longo da dissertação, foi possível avaliar aplicativos desde aqueles que apresentaram enredos de origem cultural popular, do folclore, da tradição oral às tramas originais, todos providos de narrativas que outorgam numerosas propostas de leitura, devido ao fato de serem contadas de múltiplas formas e estilos, mesmo sendo oriundas de uma mesma matriz. Sabendo que aquilo que concerne à literatura é o modo de narrar, Machado (2012) ainda salienta que a forma como se conta uma história faz com que ela não seja a mesma história. Há os estilos mais austeros, diretos, objetivos, em que basta um clique no ícone inicial e a história se desenvolve, como também existem aqueles que estabelecem uma relação direta com a tradição, quando fazem uso do preceito de abertura das narrativas fabulares, a exemplo, “Era uma vez” e faz com que o leitor precise interagir com o enredo, seja por meio de cliques ou movimentação dos braços e mãos, para o desenvolvimento da história.

Para Busatto (2013), nada é mais antagônico que meio digital e oralidade, devido ao fato de os contadores de histórias serem considerados remotos, porém vigilantes às histórias de seu povo, sendo aqueles que sabem ouvir e contar, intercambiando suas experiências, que em princípio, nada mais inapropriado para a permuta com o ciberespaço, que consiste em um ambiente de comunicação, não sendo necessária a presença física da pessoa para que se haja a interlocução, em que o meio virtual promove as relações comunicativas. Em continuidade ao silogismo, Benjamin (1983) enfatiza o declínio da narração no início da Idade Moderna, com o advento da imprensa e a propagação do romance. Ampliando a reflexão para o que posterga um gênero do outro, concebendo o narrador como aquele que colhe o que narra, seja o

conhecimento daquilo vivido ou ouvido, transformando assim, outra vez, em experiência para os que ouvem a história. Em continuidade ao raciocínio, exclui-se a recensão de contadores em meios digitais. Destarte, é de suma importância apontar aqui, a necessidade de se considerar o reconhecimento dos novos narradores: aqueles que contam suas histórias nos artefatos digitais, alternando-se desde os contadores presentes nos aplicativos, até aqueles que fazem uso da grande rede de comunicação, a internet, para fazerem-se ouvidos, como exemplo o youtuber, que são aqueles que publicam vídeos e animações no canal Youtube, que, por sua vez, é uma plataforma de distribuição de vídeos, assim como oblogueiro, que é um autor de blogue, todos afamados como indivíduos proximamente àqueles apontados por Benjamin (1983) como narradores de histórias. Por meio desta reflexão, ameniza-se o distanciamento entre contador de histórias tradicional, essencialmente usufrutuário de sua voz e os contadores de histórias digitais, em que as histórias se fazem contadas, seja por meio da voz, da imagem, dos sons ou do movimento.

Constatou-se, outrossim, que os aplicativos apresentam uma forma de leitura mais abrangente, envolvendo o leitor pela imagem, pelo som e pelo movimento, que conforme Chartier (2003), a leitura em tela não lhe impõe sua forma, sua estrutura e espaço, possibilitando ao usuário e leitor a submissão de inúmeras operações, como exemplo o próprio deslocamento dentro do enredo, deslocado da materialidade impressa, tornando o leitor, no caso em questão o de aplicativos, um ator de uma escrita em múltiplas mãos, ou ao menos, em posicionamento de interagir com a tecedura, convertendo as histórias em universais, devido ao fato de o usuário e leitor poder acessar o aplicativo em qualquer ambiente, bastando-lhe apenas estar em posse de um artefato digital.

No ano de 2003, Chartier supôs que, no futuro próximo, as obras de tradição não seriam mais comunicadas e decifradas, afora os meios digitais, o que geraria a ausência da inteligibilidade de uma cultura textual. Por meio desse estudo foi possível constatar que tal afirmação não se faz pertinente, visto que os aplicativos de contação de histórias apresentam, em sua maioria, enredos advindos da tradição oral, os clássicos literários que, por sua vez, decorrem dos provectos contadores de histórias, perpetuando-se assim, a relação entre os contadores de histórias tradicional e digital.

No que concerne o contexto que compõem os aplicativos de contação de histórias, há de se ressaltar os atos de leitura envoltos, nos quais, conforme Schafer (2011), é meritório se separar os sentidos para que se obtenha o alcance do desenvolvimento de acuidades

específicas. Para tanto, foi importante pormenorizar o ato de ler imagens, sons e palavras escritas.

No que tange à Literatura voltada à Infância, os aplicativos de contação de histórias viabilizam o acesso à literatura infantil, conforme analisado, especialmente a dos clássicos literários, ou seja, dos títulos provenientes da tradição oral.

Conduzindo a peroração aos resultados específicos da análise multivariada, foi possível apurar que os aplicativos possuem três grandes frentes de contação de histórias, revistas a seguir:

A primeira frente foi composta por histórias clássicas da literatura infantil mundial, em que o narrador oral se faz presente na maioria dos apps, ofertando ao leitor oportunidades de ter contato com títulos universais, possibilitando assim a preservação da memória dessas histórias que são tradicionalmente repassadas de uma geração à outra, em que a história ocorre como se fosse uma intercessão de suas raízes, como elemento lúdico e jocoso.

Já a segunda frente, demonstrou um envolvimento com questões de cunho social, uma vez que os aplicativos refletem uma situação cultural, visto que alguns se voltam ao público religioso, que retratam o elemento sagrado, proferido pela confessionalidade e pelo valor das palavras, conforme aponta Sisto (2012), como potência ritualística e congregadora. São aplicativos bastante elaborados, no sentido de numerosas características, com a presença de música enredo, altamente patrocinados,devido à comparência de publicidade, com grande ocorrência da narrativa escrita e um texto que se apresentou demarcado claramente pela linearidade, sendo início, meio e fim.

A terceira frente apresentou-se mais desobrigada das questões da tradição, visto que se propôs a uma inovação conceitual e procedimental, em virtude de demonstrar uma narrativa amplamente imersiva, com o ensejo de recursos em Realidade Virtual, diferentes perspectivas, não linearidade, bem como optou por enredos originais que oportunizaram a coparticipação do leitor.

Averiguou-se que a contação de histórias nos aplicativos não se configura transunto dos livros impressos, visto que se apresenta das mais diferentes formas: seja por meio do tradicional contador de histórias; seja por meio de personagens inéditos, ou seja, por meio de vídeos, de desenhos estáticos, com a presença, ou não, do narrador, afigurando-se assim em novas formas de se contar histórias no meio digital.

Os aplicativos passam então a se difundir ao leitor como mais um meio de contação de histórias, visto que, cada vez mais, as tecnologias permeiam o cotidiano infantil e é por meio

delas que a contação de histórias passa, também, a ocorrer. Portanto, o convite ao mergulho pelo universo de contação de histórias, realizado pelos produtores dos aplicativos a todos os seus usuários, acaba por proporcionar a revelação desse envolvente universo, em que, seja ou não fruto do novo modo de se conceber uma narrativa, a atual contação de histórias decorre de forma a retratar o modo de expressar da atual sociedade e da forma como se experimenta o mundo, em que é possível alternar histórias, personagens, identidades, entrecruzando o mundo virtual e real.

Estejamos atentos, pois independentemente do meio em que ocorre a contação de histórias, seja tradicional ou digital, todas as narrativas estão infundidas de ideologias, de vestígios de comportamentos morais almejados por uma classe dominante, de protótipos a serem adotados, do corolário advindo do transvio, de intolerâncias, de controle social, assim como também possibilitam licenças para expressão de respeito às diferenças, ao uso diversificado da linguagem e dos recursos tecnológicos. A literatura é igualmente um modo de se perceber a realidade e, ao contador de histórias, do tradicional ao digital, sobeja a incumbência para com a arte e a literatura, em que seu papel é incutir o outro com histórias, transportando-o à exultação, a tal ponto que chega a crer que aquela história deveras sobreveio.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, M. E. B.; VALENTE, J. A. Integração currículo e tecnologias e a produção de narrativas digitais. Currículo sem Fronteiras, v. 12, n. 3, p. 57-82, Set/Dez 2012. Disponível em: <http://www.curriculosemfronteiras. Acessado em: janeiro de 2017.

ARIÈS, P. História social da criança e da família. Rio de Janeiro, RJ: LTC, 2ª ed., 2006. BAKHTIN, M. A interação verbal. In Bakhtin, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1997.

BAKHTIN, Mikhail (Volochinov). Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. Tradução de Michel Lahud e Yara Frateschi Vieira; com a colaboração de Lúcia Teixeira Wisnik e Carlos Henrique D. Chagas Cruz. 9.ed. São Paulo: Hucitec, 1999. 196p.

BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

BECKER, Fernando. Educação e Construção do Conhecimento. POA: Artmed, 2001. BENJAMIN, W. O narrador. In: Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1983.

BENJAMIN, Walter. Mágia e Técnica, Arte e Política. Traduzido por Paulo Sérgio Rouanet. (Obras Escolhidas; v. I). São Paulo: Brasiliense, 1987.

BENJAMIN, Walter. Rua de Mão Única. Traduzido por Rubens Rodrigues Torres Filho e José Martins Barbosa. Obras Escolhidas; v.II. São Paulo: Brasiliense, 1987.

BENJAMIN, W. O narrador. Considerações sobre a obra de Nicolai Leskov. In: _________.

Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo:

Brasiliense, 7 ed, 1994.

BENJAMIN, Walter. A doutrina das semelhanças. In: BENJAMIN, Walter. Obras

escolhidas: magia e técnica, arte e política. São Paulo: Editora Brasiliense, 1996.

BENMAYOR, R. Digital storytelling as a signature pedagogy for the new humanities. Califórnia: Arts Humanit High Educ, 2008.

BITTENCOURT, Z. A compreensão leitora nos anos iniciais. Reflexões e propostas de

ensino. Petrópolis: Vozes, 2015.

BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari. Investigação qualitativa em educação: uma introdução a teoria e aos métodos. Portugal: Porto Editora, 1994.

BRAND, Jeffrey E.; KNIGHT, Scott J. The narrative and ludic nexus in computer games:

Conference: Changing Views – Worlds in Play. Disponível em: . Acesso em: 2 novembro 2017.

BRAGGIO, Sílvia Lúcia Bigonjal. Leitura e alfabetização: da concepção mecanicista à

sociolingüística. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.

BRONCKART. J. P. Atividade de linguagem, textos e discursos: por um interacionismo

sócio-discursivo. São Paulo: EDUC, 1999. 353 p.

BRUNER, J. Aspectos de significado: para uma psicologia cultural. Lisboa: Edições 70, 1990.

______. Realidade mental, mundos possíveis. (M.A.G. Domingues, Trad.). Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

______. A Cultura da Educação. (M.A.G. Domingues, Trad.). Porto Alegre: Artmed, 2001. BUSATTO, C. A arte de contar histórias no Século XXI, Tradição e ciberespaço. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2013.

CADEMARTORI, L. O que é literatura infantil. 2. ed. São Paulo, SP: Brasiliense, 2010. CAGNETI, Sueli de Souza. Livro que te quero livre. Rio de Janeiro: Nórdica, 1996. CARRIÈRE, J. C. Contos Filosóficos do Mundo Inteiro. São Paulo: Ediouro, 2008.

CARVALHO, Barbara Vasconcelos de. A Literatura Infantil: visão Histórica e Crítica. 2. ed. São Paulo: Edart, 1983.

CARVALHO, G. S. As Histórias Digitais: Narrativas do século XXI. O Software

MovieMaker como recurso procedimental para a construção de Narrações. Dissertação

(Mestrado em Educação), Universidade de São Paulo. São Paulo, 2008. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-27082010-

104511/publico/Gracinha_Souza_de_Carvalho.pd>. Acesso em novembro de 2016. CASTELLS, M. A Galáxia da Internet. Oxford University Press, 2003.

_________. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

CAUQUELIN, Anne. A Invenção da Paisagem. São Paulo: Martins Fontes, 2007. CHARTIER, R. A aventura do livro, do leitor ao navegador. São Paulo: UNESP, 1998. ______________. A aventura do livro: do leitor ao navegador. Trad. Reginaldo de Moraes. São Paulo: Editora UNESP/ Imprensa Oficial do Estado, 1999.

________________. Cultura Escrita, Literatura e História. Porto Alegre, RS: Artmed, 2001.

_____________. À beira da falésia: a história entre as incertezas e inquietude. Tradução Patríca Chittoni Ramos. Porto Alegre: Editora Universidade/UFRGS, 2002.

_____________. Leituras e leitores na França do Antigo Regime. Trad. Álvaro Lorencini. São Paulo: UNESP, 2003.

______. Historia y praticas culturais. Entrepasados, Buenos Aires: Ano IV, 1994. COELHO, Nelly Novaes. O conto de fadas. São Paulo: Ática, 1987.

COELHO, Nelly Novaes. Panorama histórico da literatura infantil/juvenil: das origens indo européias ao Brasil contemporâneo. 4 ed. Ática, 1991.

COSSON, R. Letramento Literário: educação para a vida. Educação e Vida, Fortaleza, v.10, p.14-16: 2006a.

______. Letramento Literário: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2006b.

CHOMSKY, N. Review of Verbal Behavior, by B.F. Skinner. Language 35, no. 1 (January- March 1959): 26- 57, 1957.

______. Syntactic Structures. The Hague: Mouton, 1957.

______. Aspects of the Theory of Syntax. Cambridge: The MIT Press, 1965. ______. Cartesian Linguistics. New York: Harper and Row, 1965.

CUNHA, M. Aportes teóricos e reflexões da prática: a emergente reconfiguração dos currículos universitários. In: MASETTO, Marcos (org.) Docência na Universidade. Campinas, SP: Papirus, 1998.

CUNHA, M. I. Aula universitária: inovação e pesquisa. In: LEITE, D., MOROSINI, M. (Org.) Universidade Futurante. Campinas: Papirus, 1997.

FERREIRA, J.P. Armadilhas da memória. Cotia: Ateliê editorial, 2003. . Pedagogia do Oprimido. 10. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler em três artigos que se completam. 23ª Ed. São Paulo: Cortez, 1989.

FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. 5. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1994. GARCÍA, C. Muitos anos atrás, aconteceu em um lugar distante chamado Europoa. A arte de contar histórias e a Europa Moderna. In: MORAES, F.; GOMES, L. A Arte de Encantar – O

GOODMAN, K. Analysis of oral Reading miscues: Applied psycjoallinguistics. Reading Research Quarterly, 1969.

__________. Unit in reading. In: A. Perves e O. Niles. Becoming readrs in a complex society: 83 rd Yearbook of National Society for study of Education. Chicago: National society for the Study os Education, 1984.

GOULART, I. C. V. A compreensão e conceituação de livro num jogo de representações.

Leitura: Teoria & Prática, Campinas, São Paulo, v.34, n.67, p.69-82, 2016a.

GOULART, I. C. V. A configuração do espaço dos livros no interior da sala de aula. Revista

Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Campinas, vol.14, n.2, p.348-362,

maio/ago. 2016b.

GOULART; I. C. V.; LOBO, D. S. Nas (in)definições de livro, leitor e leitura: uma multiplicidade de espaços e sentidos. Revista Leitura, Recife, v.2, n. 56, p. 5-25, jul./dez. 2016.

GOULEMOT, Jean Marie. Da leitura como produção de sentidos. In: CHARTIER, Roger. Práticas de leitura. São Paulo: Estação da Liberdade, 2001, p. 107-116.

HUIZINGA, J. Homo ludens. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2000.

HUNT, P. Crítica, Teoria e Literatura Infantil. São Paulo, SP: Cosac Naify, 2010.

KAJDER, S.; BULL, G.; ALBAUGH. Constructing digital stories, in learning & leading