3. MATERIAL E MÉTODOS
3.5. Análises tecnológicas do caldo
Para a avaliação da qualidade tecnológica do caldo foram colhidas plantas contidas em um metro linear de cada uma das seis linhas da área útil da parcela, despalhadas e sem panículas, aos 90, 105, 120 e 135 dias após a emergência das plantas (DAE). Realizou-se a desintegração do material em aparelho tipo forrageira, com posterior homogeneização e seleção de amostra de 500 g para retirada do caldo em prensa hidráulica (250 kgf cm-2) durante um minuto.
O caldo extraído foi utilizado para as determinações químicas de qualidade e o bagaço para a avaliação da fibra pelo Laboratório de Análises e Simulação Tecnológica (LAST- UFSCar), utilizando a metodologia do Sistema de Pagamento de Cana pelo Teor de Sacarose (PCTS), desenvolvida pela CONSECANA (2006), com exceção do rendimento de etanol, cujo cálculo foi baseado em Ramos (2014). Foram realizadas as seguintes determinações:
a) ºBrix (%): a quantidade de sólidos solúveis presentes no caldo foi determinada em refratômetro de bancada.
b) Pol do caldo (%): porcentagem aparente de sacarose no caldo, determinada pela polarização direta de solução de peso normal, utilizando um sacarímetro, e calculada pela equação:
Em que: LAl é a leitura sacarimétrica, obtida com a mistura clarificante à base de alumínio, e B é o Brix do caldo (%).
c) Fibra (%): considerada a porcentagem em massa de matéria seca insolúvel presente na biomassa, determinada pelo método de Tanimoto (Norma N-143) e calculada pela seguinte equação:
F = [(100 x PBS) – (PBU x B)] ÷ [5 x (100 – B)] (Eq.2) Em que: PBS: massa do bagaço seco (g);
PBU: massa do bagaço úmido (g); B: Brix do caldo (%)
d) ATR (kg t-1): açúcar total recuperável, variável que quantifica os açúcares redutores totais presentes na amostra, calculada pela equação:
ATR = 9,5263 x PC + 9,05 x ARS (Eq.3) Em que: PC: Pol do sorgo: PC = POL x (1 – 0,01 x F) x C
C = 1,0313 – 0,00575 x F
ARS: Açúcares redutores do sorgo: ARS = AR x (1 – 0,01 x F) x C
e) AR (%): percentual de açúcares redutores, compreendendo glicose, frutose e demais substâncias redutoras presentes na amostra, calculado pela equação:
AR = 3,641 – 0,0343 x Pureza (%) (Eq.4)
f) Pureza (%): relação entre a porcentagem em massa de sacarose e a de sólidos solúveis contida em uma solução açucarada, calculada pela equação:
P = 100 x Pol / Brix (Eq.5)
g) Rendimento de etanol (L ha-1): foi obtido utilizando as equações descritas por Ramos (2014):
RE = AF * 665 (Eq.6) Em que: AF açúcar fermentável (t ha-1) = QS * Brix (kg t-1) *0,75
3.6. Avaliações nutricionais do sorgo sacarino
Para avaliação do estado nutricional do sorgo sacarino, foi realizada coleta de plantas inteiras contidas em um metro linear de cada uma das seis linhas da área útil da parcela de cada tratamento, em todas as épocas de colheita, com folhas e panículas. O material foi desfibrado, sendo retirada uma subamostra, acondicionada em saco de papel e colocada para secar em estufa de circulação e renovação de ar forçado a 65°C, até atingir massa constante. Posteriormente, as subamostras foram trituradas em moinho tipo Willey (malha de 2 mm) e submetidas à digestão sulfúrica, para extração de N, e nítrico-perclórica, para a extração dos demais macronutrientes (EMBRAPA, 1997). A determinação analítica ocorreu por: N - semimicro-Kjeldahl; P - colorimetria do metavanadato; K - fotometria de chama de emissão (EMBRAPA, 1997).
Para avaliar a fertilidade do solo após o cultivo do sorgo sacarino com diferentes doses de adubação, foram realizadas amostragens em todos os tratamentos, nas entrelinhas da área útil de cada parcela, na profundidade de 0 a 20 cm. O material coletado foi analisado quimicamente pelo Laboratório de Fertilidade do Solo da UFSCar, campus Araras-SP, conforme metodologia descrita em Raij et al. (2001).
3.7. Eficiência Nutricional
A avaliação da eficiência nutricional foi determinada a partir dos cálculos de Eficiência Agronômica, Fisiológica e de Produção, conforme metodologia de Fageria (1998). As Eficiências de Uso, de Absorção e de Utilização foram calculadas segundo método proposto por Moll; Kamprath; Jackson (1982).
a) Eficiência Agronômica: EA (kg kg-1)
EA = PCD– PC0DR
NPKa
(Eq.7)
Em que: PCD é a produtividade de colmos por hectare nas doses estudadas (NPK: 0,5; 1,0 ou
1,5DR), expressa em kg ha-1.
PC0DR é a produtividade de colmos por hectare sem aplicação de NPK (0DR) em kg ha-1.
b) Eficiência Fisiológica: EF (kg kg-1) EF= BSD– BS0DR
NPKtD- NPKt0DR
(Eq.8)
Em que: BSD é a biomassa seca total na dose estudada (NPK: 0,5; 1,0 ou 1,5DR) expressa em
kg ha-1.
BS0DR é a biomassa seca total sem aplicação de NPK (0DR) em kg ha-1.
NPKtD: NPK na massa seca total na dose estudada em kg ha-1.
NPKt0DR: NPK na massa seca total sem aplicação de NPK (0DR) em kg ha-1.
c) Eficiência de Produção: EP (kg kg-1) EP= PCD– PC0DR
NPKtD- NPKt0DR
(Eq.9)
Em que: PCD é a produtividade de colmos por hectare na dose estudada (NPK: 0,5; 1,0 ou
1,5DR) expressa em kg ha-1.
PC0DR é a produtividade de colmos por hectare sem aplicação de NPK (0DR) em kg ha-1.
NPKtD: NPK na massa seca total na dose estudada em kg ha-1.
NPKt0DR:NPK na massa seca total sem aplicação de NPK (0DR) em kg ha-1.
d) Eficiência de Uso: EU (kg kg-1)
EU= NPKaPCD (Eq.10)
Em que: PCD é a produtividade de colmos por hectare na dose estudada (NPK: 0,5; 1,0 ou
1,5DR) expressa em kg ha-1. NPKa: NPK aplicado em kg ha-1.
e) Eficiência de Absorção: EAb (kg kg-1) EAb = NPKtD
NPKa
(Eq.11)
Em que: NPKtD: NPK na massa seca total na dose estudada (NPK: 0,5; 1,0 ou 1,5DR) em kg
ha-1.
f) Eficiência de Utilização: EUt (kg kg-1) EUt = PC
NPKtD
(Eq.12)
Em que: PC é a produtividade de colmos por hectare em cada dose estudada (NPK: 0,5; 1,0 ou 1,5DR).
NPKtD: NPK na massa seca total na dose estudada (NPK: 0,5; 1,0 ou 1,5DR) em kg
ha-1.