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An´alise dos ERPs P300

No documento Alexandra Raquel Lavouras Teles (páginas 82-86)

2.5 Processamento dos dados

3.2.2 An´alise dos ERPs P300

No Anexo D, s˜ao apresentadas em tabelas tanto as latˆencias e amplitudes obtidas nos GA, como as m´edias das latˆencias e m´edias das amplitudes obtidas individualmente, dos potenciais P300 segregados de acordo com o tipo de est´ımulo. S˜ao tamb´em apresentados os valores-p obtidos quando aplicado o Teste de Shapiro-Wilk para testar a normalidade das amostras. Para a compara¸c˜ao entre as m´edias das latˆencias e amplitudes individuais segre-

Figura 3.13: ”Grand Average Dominante-Coincidente”ERPs obtidos, por meio da m´edia coerente entre todas as realiza¸c˜oes dos blocos em que os volunt´arios respon- deram aos est´ımulos coincidentes com a sua m˜ao dominante, de acordo com o tipo de est´ımulo: coincidente (tra¸co azul) e n˜ao-coincidente (tra¸co vermelho).Os ERPs de interesse P300 e N400 s˜ao evidenciados, bem como o P500

gadas de acordo com o tipo de est´ımulo, foram aplicados o Teste t emparelhado (quando se observava normalidade das duas amostras testadas) ou o Teste de Wilcoxon para amos- tras dependentes (quando n˜ao era verificada a normalidade), sendo os valores-p encontrados igualmente expostos.

3.2.2.1 Blocos 1 e 2

As tabelas relativas a esta modalidade de an´alise s˜ao Tabela D.2 e D.3.

Observando a Tabela D.2, pode-se aferir que tanto as latˆencias dos P300 identificados no GA12 como as m´edias das latˆencias dos P300 identificados por volunt´ario s˜ao bastante parecidas, encontrando-se pr´oximo dos 400 ms p´os-est´ımulo. Pode-se verificar ent˜ao a correta marca¸c˜ao individual destes potenciais. Confirma-se tamb´em a avalia¸c˜ao visual feita do GA12 de que n˜ao existiu diferen¸ca significativa entre as m´edias das latˆencias dos potenciais P300 segregados por tipo de est´ımulo (`a exce¸c˜ao da deriva¸c˜ao T6).

Analisando a Tabela D.3, dois comportamentos distintos, em rela¸c˜ao `as amplitudes obtidas dos potenciais P300, podem ser verificados. Foi encontrada maior amplitude do P300 segregado pelo tipo de est´ımulo NC nas regi˜oes centro-parietais e temporais. Esta diferen¸ca em amplitude ´e estatisticamente significante nas deriva¸c˜oes `a direita e em Pz, confirmando-

Figura 3.14: Diferen¸ca entre os ERP segregados pelo tipo de est´ımulo n˜ao-coincidente e os ERP segregados pelo tipo de est´ımulo coincidente obtidos no GADomCoin. Os intervalos temporais discriminados foram obtidos quando aplicado o Teste t ”corrido”: a azul quando o ERP N˜ao-Coincidente era significativamente mais positivo que o ERP coincidente e a vermelho quando o ERP N˜ao-Coincidente era significativamente mais negativo que o ERP Coincidente.

se assim as observa¸c˜oes feitas na an´alise visual do GA12. Por outro lado, nas deriva¸c˜oes frontais e fronto-polares encontra-se comportamento contr´ario, isto ´e, maiores amplitudes do P300 para o tra¸co C, sendo estas diferen¸cas em amplitude estatisticamente significantes no hemisf´erio esquerdo.

3.2.2.2 Blocos 3 e 4

As tabelas relativas a esta modalidade de an´alise s˜ao Tabela D.4 e D.5.

Pela Tabela D.4, fica mais uma vez demonstrada a correta marca¸c˜ao por volunt´ario dos potenciais P300, pois as m´edias das latˆencias destes ERPs observadas individualmente s˜ao bastante semelhantes `as latˆencias observadas no GA34. Estas encontram-se pr´oximas dos 400 ms p´os-est´ımulo, como observado no GA12. Com exce¸c˜ao da deriva¸c˜ao C3, confirma-se tamb´em a avalia¸c˜ao visual feita do GA34, n˜ao se verificando diferen¸ca significativa entre as m´edias das latˆencias dos P300 segregados por tipo de est´ımulo.

Analisando a Tabela D.5 ´e encontrada maior amplitude do P300 segregado pelo tipo de est´ımulo NC nas regi˜oes centro-parietais, temporais e occipitais. Esta diferen¸ca em am- plitude ´e estatisticamente significante em toda a regi˜ao parietal e occipital, bem como em T6, T3 e C3. Assim, ´e encontrada diferen¸ca significativa no hemisf´erio esquerdo, contraria-

Figura 3.15: ”Grand Average Dominante-N˜ao-Coincidente”ERPs obtidos, por meio da m´edia coerente entre todas as realiza¸c˜oes dos blocos em que os volunt´arios responderam aos est´ımulos n˜ao-coincidentes com a sua m˜ao dominante, de acordo com o tipo de est´ımulo: coincidente (tra¸co azul) e n˜ao-coincidente (tra¸co vermelho). Os ERPs de interesse P300 e N400 s˜ao evidenciados, bem como o P500.

mente ao encontrado em GA12. Nas deriva¸c˜oes frontais e fronto-polares verificam-se maiores amplitudes do P300 para o tra¸co C, mas nenhuma destas diferen¸cas ´e significativa.

3.2.2.3 Blocos Dominante-Coincidente

As tabelas relativas a esta modalidade de an´alise s˜ao Tabela D.6 e D.7.

Verifica-se mais uma vez que as latˆencias dos potenciais P300 se encontram pr´oximas dos 400 ms p´os-est´ımulo (Tabela D.6). Com exce¸c˜ao das deriva¸c˜oes F7 e P4, n˜ao ´e encontrada diferen¸ca significativa entre as m´edias das latˆencias dos P300 segregados por tipo de est´ımulo. Verifica-se a tendˆencia de que as amplitudes do P300 no tra¸co NC s˜ao mais altas que as referentes ao tra¸co C, principalmente nas regi˜oes centro-parietais (Tabela D.7). Salienta-se que existe diferen¸ca significativa entre as m´edias das amplitudes segregadas de acordo com o tipo de est´ımulo na regi˜ao centro-parietal `a direita, bem como na regi˜ao temporal posterior. 3.2.2.4 Blocos Dominante-N˜ao-Coincidente

As tabelas relativas a esta modalidade de an´alise s˜ao Tabela D.8 e D.9.

Mais uma vez, ´e confirmada a consistˆencia das marca¸c˜oes destes potenciais, pois as latˆencias dos P300 encontradas no GADomNCoin est˜ao em concordˆancia com as latˆencias

Figura 3.16: Diferen¸ca entre os ERP segregados pelo tipo de est´ımulo n˜ao-coincidente e os ERP segregados pelo tipo de est´ımulo coincidente obtidos no GADomNCoin. Os intervalos temporais discriminados foram obtidos quando aplicado o Teste t ”corrido”: a azul quando o ERP N˜ao-Coincidente era significativamente mais positivo que o ERP coincidente e a vermelho quando o ERP N˜ao-Coincidente era significativamente mais negativo que o ERP Coincidente.

m´edias encontradas individualmente. Ambas se encontram pr´oximas dos 400 ms p´os-est´ımulo (Tabela D.8). Com exce¸c˜ao das deriva¸c˜oes F7 e C3, n˜ao ´e encontrada diferen¸ca significativa entre as m´edias das latˆencias dos P300 segregados por tipo de est´ımulo.

Regra geral, as amplitudes do P300 no tra¸co n˜ao-coincidente s˜ao mais altas que as referentes ao tra¸co coincidente, principalmente nas regi˜oes centro-parietais (Tabela D.39). Existe diferen¸ca significativa entre as m´edias das amplitudes segregadas de acordo com o tipo de est´ımulo nas deriva¸c˜oes P3, P4, T6, Fp1 e Fp2.

No documento Alexandra Raquel Lavouras Teles (páginas 82-86)

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