Entrevistado: Luiz Gonzaga Mariano de Souza Cargo: Diretor do Instituto
Local: Instituto de Engenharia de Produção e Gestão
1. Fale sobre o sistema de medição de desempenho vigente no seu departamento?
Formal não existe um sistema de medição de desempenho, usa-se algumas medidas, algumas ordens de grandeza.
2. O departamento tem uma missão? Qual deveria ser caso não tivesse?
Tem a missão alinhada com a missão da instituição, ou seja, o papel da instituição no âmbito das áreas de engenharia de produção e na área de gestão.
3. Comente sobre as estratégias e objetivos para o departamento?
Formal não existe estratégias e objetivos para o departamento.
4. Como os projetos são conduzidos no departamento? Comente sobre a documentação, disponibilização para outros departamentos, casos de falhas e sucessos.
Eles obedecem às regras da instituição, são arquivados parte no instituto, parte depende do âmbito que ele é aplicado e são encaminhados aos órgãos competentes, pró-reitoria de pesquisa e pós-graduação, pró-reitoria de graduação. A documentação não foge das normas exigidas pelos órgãos de fomento da instituição.
5. Como o departamento gostaria de ser visto pelos seus clientes?
6. Como é focado pelo departamento o ensino, a pesquisa e a extensão?
O instituto é nas três áreas. Não tem como quantificar, mede, mas não indica, o quanto estamos dedicando a graduação, pós-graduação e o quanto estamos dedicando à extensão. De certa forma não se faz distinção entre graduação e pós-graduação pois boa parte dos professores atuam nas duas e o que tem pouco distinguido é a extensão.
7. Como o departamento procura melhorar e agregar valor a suas atividades?
Tem procurado o tempo todo. No crescimento de atividades, crescimento em valores, no número de vagas de alunos de graduação, de pós-graduação, no número de dissertações apresentadas, no número de professores, na oferta de novas disciplinas. Tem um sentimento, mas que não é medido porque não tem uma unidade. Ele tem acontecido de uma forma natural atendendo um pouco de demanda reprimida. Detecta-se a demanda e busca-se atender essa demanda. Tem um projeto que não é formalizado que está todo amarrado na abertura do doutorado. Este é o projeto que norteia hoje o crescimento das ações ou estreitamento das ações do instituto.
8. Como o departamento vê o papel do Governo?
Nós hoje temos um forte entendimento que provavelmente nos não podemos depender de ações governamentais diretamente dentro do orçamento. O instituto tem buscado alternativas de viabilização de projeto com parcerias, através de órgãos de fomento, empresas, através da geração de recursos próprios.
9. Quais os principais indicadores adotados pelo departamento para medição de desempenho?
Hoje o que tem são indicadores que são de consenso na instituição, números de horas dadas na graduação que o professor da, o número de orientações que ele tem, o número de publicações, alguns indicadores de ordem já meio que genérico no ensino superior. Utilizado para distribuição da carga de trabalho e também o envolvimento dos professores. Não tem nenhuma coisa diferente destes indicadores. Não são apenas alinhados aos indicadores do TCU, estes indicadores hoje são utilizados para avaliação de
desempenho dos professores, para concurso público, para gratificação. Não são considerados indicadores, mas itens de controle que ajudam a balizar, são aplicados no ensino superior no sistema federal, existem algumas relações, algumas particularidades com que se use. Tem um pouco de precaução de estabelecer indicadores internos por que de repente podemos estar muito acima como muito abaixo. É uma das coisas que tem se tem precaução com estes indicadores.
10. Além dos atuais indicadores, quais indicadores poderiam ser adotados?
A instituição tem seus indicadores próprios, estes indicadores poderiam ser desmembrados, ou desdobrados para a instituição. Não se tem um indicador de quanto custa um aluno no curso de produção, não tem um indicador de desempenho com o que é aplicado em termos de recursos financeiros no instituto, é um tipo de indicador para avaliar quem esta com maior ou menor desempenho, com relação à parte financeira não se tem nada, e sabe-se que a escola é avaliada por isso, o fluxo de alunos não se tem estratificado por curso, custos de laboratório. Não tem hoje indicadores do aluno lá fora, a nossa relação com o mercado lá fora, para fazer uma comparação da situação de alunos empregados, qual setor esta empregando mais, qual a faixa salarial na media dos cinco primeiros anos pelo menos.
11. Como se sentiria caso algum indicador fosse adotado para avaliar seu trabalho?
É necessário que se tenha, pois sem essa medida de desempenho fica difícil de avaliar a situação, o ruim é você ser avaliado unicamente, quando você é avaliado e tem uma base de comparação, um dos problemas quando estiver estabelecido um indicador, é preciso ter um referencial que não fosse nenhum instituto, que não fosse a média de todos os institutos, este referencial seria para avaliar se estou acima, abaixo, fora, dentro, mais ou menos. A avaliação só tem o risco quando se compara duas ou três para você dizer se há mais bonito ou mais feio, fora isso não tem serventia nenhuma. Quanto você esta dentro de um padrão, o quanto você esta melhorando ano a ano, quanto você pode melhorar este padrão, ela é bem vinda por que de certa forma em todos os institutos hoje que nós fizemos avaliações, você vai ter gente ruim e gente boa, mas precisa ter um referencial. A partir disso é que se avalia se está bom ou ruim. É como a nota do aluno, nenhum aluno
gosta de fazer prova, mas quando ele faz a prova ele tem a referencia dele de nota sete e ele busca o sete. É indispensável todos terem sua avaliação.
12. Conhece algum programa para melhoria da qualidade dos serviços públicos do Governo Federal? Qual?
Não conhece a fundo, sabe que existem programas de parte do governo federal, apenas conhecimentos de linha geral, e não de aplicação. Sabe que alguns órgãos aplicam, mas não conhece nas instituições de ensino.