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3. MATERIAL E MÉTODOS

3.2. Animais e delineamento experimental

experimental

Foram utilizadas 78 de 85 vacas F1 Holandês x Zebu selecionadas, da terceira a oitava ordens de parto, das bases genéticas Gir, Guzerá e Zebu. Na primeira fase do experimento, a saber, na estação chuvosa, foram utilizadas 42 vacas, com partos

previstos para o intervalo de dois de janeiro a 31 de março de 2006. Na segunda fase, na estação seca, utilizaram%se 36 vacas com partos previstos para o intervalo de 20 de maio e 15 de agosto de 2006. A distribuição das vacas do experimento de acordo com a base genética materna, ordem de parto e estação do ano está apresentada na Tabela 1.

Tabela 1: Distribuição das vacas nas Estações do ano, de acordo com a base genética e ordem de parto

Estação seca Ordem de Parto

Base Genética Base Genética

Gir Guzerá Zebu Total Gir Guzerá Zebu

3ª. 5 1 0 6 5 0 0 5

4ª. 8 5 2 15 10 1 6 17

5ª. 8 7 1 16 3 4 3 10

≥6ª 2 2 1 5 3 1 0 4

Total 23 15 4 42 21 6 9 36

A primeira fase do experimento ocorreu na estação chuvosa e abrangeu os meses de novembro a maio, época em que ocorre a maior pluviosidade, com maior disponibilidade de pastagens de boa qualidade. Durante esse período, as vacas receberam pasto como volumoso exclusivo, tanto no pré%parto quanto no terço inicial de lactação. A segunda fase do experimento, na estação seca, compreendeu desde o final de maio até o início de novembro, caracterizando%se por baixas pluviosidade e temperatura, com queda acentuada da disponibilidade e qualidade das pastagens. Assim, durante esse período, ocorreu suplementação volumosa em cocho, tanto durante o pré%parto, quanto durante o terço inicial da lactação. As vacas, a cada estação, foram homogeneamente divididas de acordo com a base genética materna e ordem de parto, em três tratamentos:

T1 % Vacas suplementadas com 2 kg de concentrado durante o período pré%parto, mas não submetidas a ultrassonografia do sistema genital nem à coleta de sangue no pré e pós%parto;

T2 % Vacas suplementadas com 2 kg de concentrado durante o período pré%parto e submetidas a ultrassonografia do sistema genital e coleta de sangue no pré e pós% parto;

T3 – Vacas não suplementadas com concentrado durante a fase pré%parto e

submetidas a ultrassonografia do sistema genital e coleta de sangue no pré e pós%parto. As vacas dos grupos T1 e T2 foram submetidas ao mesmo manejo na fase pré% parto, recebendo suplementação com dois quilogramas de concentrado balanceado, enquanto as vacas do T3 receberam apenas volumoso em sua alimentação. Durante a lactação, as vacas foram submetidas ao manejo da fazenda, embora as dos grupos T2 e T3 fossem submetidas a avaliações ultrassonográficas diárias e coleta de sangue duas vezes por semana.

3.2.1. Estação chuvosa

Na estação chuvosa, foram utilizadas 42 de 45 vacas selecionadas com partos previstos para o intervalo de dois de janeiro a 31 de março de 2006. O experimento iniciou%se no dia cinco de dezembro de 2005, em sua fase pré%parto, 30 dias antes da data prevista para o primeiro parto. Na Tabela 2, observa%se a distribuição das vacas entre os tratamentos, de acordo com a base genética materna e ordem de parto.

3.2.2. Estação seca

Na segunda fase do experimento, a estação seca, foram utilizadas 36 de 40 vacas selecionadas com partos previstos para o intervalo de 20 de maio a 15 de agosto de 2006. A fase pré%parto iniciou%se no dia 21 de abril de 2006, estando a distribuição das vacas utilizadas na estação seca apresentada na Tabela 3.

Tabela 2: Distribuição das vacas entre os tratamentos, na estação chuvosa, de acordo com a base genética materna e ordem de parto

Base Genética/Ordem T1 T2 T3 Sub!total TOTAL

Gir 3ª. Ordem 1 2 2 5 Gir 4ª. Ordem 3 3 2 8 Gir 5ª. Ordem 3 2 (1)* 3 8 (1) Gir 6ª. Ordem 0 (1)* 7(1) 1 8(1) 1 8 2 (1) 23 (2) Guz. 3ª. Ordem 0 1 0 1 Guz. 4ª. Ordem 2 2(1)* 1 5 (1) Guz. 5ª. Ordem 2 2 3 7 Guz. ≥6ª. Ordem 1 5 1 6(1) 0 4 2 15 (1) Zebu 4ª. Ordem 1 1 0 2 Zebu 5ª. Ordem 0 0 1 1

Zebu ≥6a. Ordem 1

2 0 1 0 1 1 4 TOTAL 14 (1) 15 (2) 13 42(3) 42 (3)

* Os números entre parênteses representam vacas que saíram do experimento, por diferentes motivos.

Tabela 3: Distribuição das vacas entre os tratamentos, na estação seca, de acordo com a base genética materna e ordem de parto

Base Genética/Ordem T1 T2 T3 Sub!total TOTAL

Gir 3ª. Ordem 2 2 1 (1)* 5(1) Gir 4ª. Ordem 4 2 (2)* 4 10(2) Gir 5ª. Ordem 1 1 1 3 Gir ≥6ª. Ordem 2 9 1 6(2) 0(1) 6(2) 3(1) 21 (4)

Guz. 4a. Ordem 0 1 0 1

Guz. 5ª. Ordem 1 1 2 4 Guz. ≥6ª. Ordem 0 1 0 2 1 3 1 6 Zebu 4ª. Ordem 2 2 2 6 Zebu 5ª. Ordem 1 3 1 3 1 3 3 9 TOTAL 13 11 (2) 12 (2) 36(4) 36 (4)

* Os números entre parênteses representam vacas que saíram do experimento, por diferentes motivos.

3.3. Manejo Pré%parto

Semanalmente, identificavam%se todas as vacas com 30 a 37 dias pré%parto (data provável). A seguir, as mesmas eram submetidas a cada um dos dois manejos pré%parto estabelecidos, que incluíam suplementação (T1 e T2) ou não (T3) com concentrado. No dia da entrada no experimento e, semanalmente, todas as vacas do pré%parto foram pesadas e avaliadas quanto ao escore da condição corporal, sempre iniciando no mesmo horário, às 14:00 h. Além disso, as vacas do

T2 e T3 foram submetidas a coleta de sangue por venopunção coccígea, uma vez por semana, em tubos vacuolizados com anticoagulante (EDTA/Fluoreto de sódio).

3.3.1. Manejo Nutricional 3.3.1.1. Estação chuvosa

As vacas permaneceram em pastagens mistas de Brachiaria decumbens e B. brizantha, num sistema de rodízio de piquetes. O tempo de permanência das vacas

em cada piquete foi variável, de acordo com a disponibilidade de pastagem. Todas as vacas receberam mistura mineral à vontade. As vacas do T1 e T2 compuseram o grupo suplementado com concentrado, permanecendo juntas no mesmo piquete. Foram fornecidos dois quilogramas de concentrado por vaca/dia, em grupo. O

concentrado foi oferecido em cochos localizados nos piquetes, às dez horas da manhã. As vacas do grupo não suplementado no pré%parto (T3) tiveram a pastagem como alimento exclusivo, além da suplementação mineral. A tabela 4 apresenta o concentrado utilizado para suplementação no pré%parto.

Tabela 4: Composição dos concentrados oferecidos no pré%parto, durante a lactação e do concentrado nitromineral

Ingrediente (%) Pré%parto Lactação Nitromineral

Milho moído 43 68,5 % Farelo de Soja 10 28 % Farelo de Trigo 43 % % Fosfato bicálcico % 0,8 5 Calcário 1 1,2 9 Suplemento Vitamínico Mineral 1 1 20 Sal Comum 1 0,5 % Sulfato de Amônio 1 % 11 Uréia % % 55 Total 100 100 100 PB/Eq. Protéico (%) 17,92 19,73 173,40 NDT (%) 74,85 81,19 % Ca (%) 0,66 0,52 8,35 P (%) 0,78 0,61 2,10 3.3.1.2. Estação seca

Durante a estação seca, as vacas receberam silagem de milho como suplementação volumosa. As vacas foram alocadas em dois piquetes maternidade, dotados de bebedouro e cochos para volumoso e sal mineral. Houve rodízio semanal dos piquetes maternidade entre o grupo suplementado (T1 e T2) e o não suplementado (T3) com concentrado. Assim como na estação chuvosa, foram fornecidos dois quilos de concentrado por vaca/dia, sempre no mesmo horário, às dez horas da manhã, misturado à silagem de milho, tendo sido fornecido o mesmo concentrado utilizado anteriormente, na estação chuvosa.

Para todas as vacas foi acrescido concentrado nitromineral à silagem de milho. Para a silagem de milho, foram utilizados 200 g/cabeça/dia de concentrado nitromineral. Em razão do elevado teor de uréia, as vacas foram submetidas a três dias de adaptação, sendo fornecidos 100 g/cabeça/dia. Durante a adaptação, as vacas dos três tratamentos permaneceram juntas em um mesmo piquete, recebendo apenas silagem de milho como volumoso. A tabela 4 apresenta a composição do concentrado nitromineral.

Foi realizado um trato por dia, às dez horas da manhã. Inicialmente, foram fornecidos 40 kg de silagem por vaca em cada um dos

grupos. Toda a silagem colocada foi pesada. A cada trato, as sobras do trato anterior foram pesadas, para se ajustar a quantidade de trato fornecida, para uma sobra de 3 a 5%.

3.4. Manejo das vacas no dia do parto