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Neste ponto apresentam-se, inicialmente, os resultados relativos à

notoriedade e à frequência de visita aos monumentos, palácios e museus tutelados pela DGPC pelos públicos do MNE. Faz-se depois um exercício analítico, ainda quanto aos monumentos, palácios e museus da DGPC, numa dupla perspetiva: a dos públicos do MNE relativamente aos outros museus participantes; e a dos públicos dos outros relativamente ao MNE.

NOTORIEDADE E VISITA AOS MONUMENTOS, PALÁCIOS E MUSEUS DA DGPC Passando de seguida a análise para os equipamentos culturais inquiriu-se os públicos do MNE quanto ao conhecimento e à frequência de visita ao conjunto dos monumentos, palácios e museus geridos pela DGPC.

75 O gráfico 44 permite uma leitura geral dos resultados obtidos, permitindo constatar que menos de um quarto dos equipamentos (cinco num total de 22) apresentam percentagens elevadas (superiores a 47%) de não conhecimento entre os públicos do MNE.

Através de uma observação por tipo de equipamento nota-se que é entre os museus que se registam as percentagens mais elevadas de desconhecimento. Entre os equipamentos referenciados, mais de metade dos inquiridos desconhece a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, o Museu Nacional Grão Vasco, o Museu Nacional de Machado de Castro (os três com 55%), o Museu Nacional de Soares dos Reis (52%) e o Museu Monográfico de Conimbriga – MN (47%).

GRÁFICO 44 - NOTORIEDADE E VISITA AOS MONUMENTOS, PALÁCIOS E MUSEUS DA DGPC

Percentagem

n = Monumentos (477); Palácios (471); Museus (473). Fonte: DGPC/CIES-IUL, EPMN, 2015.

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Relativamente a outros equipamentos que são desconhecidos, cerca de um terço dos públicos refere, no caso dos monumentos, o Convento de Cristo (34%), o Mosteiro de Alcobaça (32%), o Mosteiro da Batalha (31%), e, entre os palácios, o Palácio Nacional de Mafra (28%).

Parece ser notório o facto de nem o critério da localização geográfica nem o da proximidade com o MNE apresentarem uma correlação com os níveis de maior ou menos conhecimento de cada equipamento.

Em termos de equipamentos com um maior nível de conhecimento (mas que não se traduz em visitas) destacam-se, nos monumentos, o Panteão Nacional (39%) e, nos museus, o Museu de Arte Popular (47%), o Museu Nacional da Música (40%), o Museu Nacional do Teatro e da Dança (39%) e o Museu Nacional de Arqueologia (37%).

No que toca à visita, os públicos do MNE salientam, entre os monumentos, o Mosteiro dos Jerónimos (81%) e a Torre de Belém (77%) como os mais frequentados. Neste mesmo sentido, apontam também museus nacionais dos Coches e Arte Antiga (com 59% e 56%, respetivamente) e o Palácio Nacional da Ajuda (50%). A Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves e o Museu Nacional da Música são, entre os museus, os que têm a menor percentagem de frequência (ainda assim ambos com 14%).

Pretendeu-se igualmente avaliar a relação entre a notoriedade e a visita aos monumentos, palácios e museus da DGPC a partir da perspetiva dos públicos do MNE. Assim, contemplando os níveis de notoriedade e a frequência de visita àqueles equipamentos culturais, constata-se que metade dos públicos do MNE refere como os monumentos mais visitados o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, que são também os que possuem maior notoriedade, como já referido anteriormente (gráfico 45). Para além destes, também o Mosteiro da Batalha e o de Alcobaça e o Convento de Cristo, são casos em que a frequência da visita ultrapassa a da notoriedade. Por outro lado, se as percentagens de conhecimento e de visita são

relativamente equilibradas em dois dos equipamentos – Panteão Nacional e Museu Nacional do Azulejo –, apenas em seis dos restantes (e apenas museus) essa percentagem acentua os níveis de notoriedade face às das visitas realizadas. De destacar nessa posição o Museu Nacional da Música, o Museu de Arte Popular e o Museu Nacional do Teatro e da Dança, com uma diferença percentual acima dos dezoito pontos percentuais.

Ainda uma nota sobre o Museu Nacional Grão Vasco, o Museu Nacional de Machado de Castro e a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves que, para além de apresentarem as percentagens mais baixas em termos de notoriedade, são também os que registam a relação mais próxima entre grau de

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GRÁFICO 45 - CONHECIMENTO E VISITA AOS MONUMENTOS, PALÁCIOS E MUSEUS DA DGPC

Percentagem

n = Monumentos (477); Palácios (471); Museus (473). Fonte: DGPC/CIES-IUL, EPMN, 2015.

Nota: conhece = conhece mas não visitou; visitou = conhece e visitou pelo menos uma vez. VISITA AOS MONUMENTOS, PALÁCIOS E MUSEUS DA DGPC

Ao analisar a visita aos monumentos, palácios e museus tutelados pela DGPC por nacionalidade, destaca-se, de uma forma geral, a maior presença dos portugueses relativamente aos estrangeiros (gráfico 46).

Em particular, salienta-se a larga maioria dos públicos portugueses do MNE que visitou, do lado dos monumentos, o Mosteiro dos Jerónimos (93%), Torre de Belém (87%) e Mosteiro da Batalha (85%); do lado dos palácios, o Palácio Nacional de Mafra e da Ajuda (ambos com 75%); e no que diz respeito aos museus o Museu Nacional dos Coches (84%) destaca-se como o mais mencionado, seguindo-se o Museu Nacional de Arte Antiga (80%) e o Museu Nacional de Arqueologia (61%).

Em relação ao contingente dos estrangeiros destaca-se uma concentração nos equipamentos localizados nas proximidades do MNE: Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém (ambos os monumentos com 67% de visitas por parte de estrangeiros) e Palácio Nacional da Ajuda (que regista a percentagem mais alta nos palácios com 23% de visitas).

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No caso da visita aos museus, com percentagens de visita acima dos 25%, os públicos estrangeiros também mencionam mais os localizados em Belém (e mais próximos do MNE) – o Museu Nacional de Arqueologia (33%), o Museu Nacional dos Coches (31%) – para além de outros localizados em Lisboa, designadamente, o Museu Nacional de Arte Antiga (30%) e o Museu Nacional do Azulejo (27%).

GRÁFICO 46 - VISITA AOS MONUMENTOS, PALÁCIOS E MUSEUS DA DGPC POR NACIONALIDADE

Percentagem

Mosteiro da Batalha Convento de Cristo Mosteiro de Alcobaça Mosteiro dos Jerónimos Torre de Belém Panteão Nacional

Palácio Nacional de Mafra Palácio Nacional da Ajuda

Museu Nacional de Soares dos Reis Museu Nacional Grão Vasco Museu Monográfico de Conimbriga - MN Museu Nacional de Machado de Castro Museu Nacional dos Coches Museu Nacional de Arte Antiga Museu Nacional do Azulejo Museu Nacional de Arqueologia Museu Nacional do Teatro e da Dança Museu Nacional do Traje MNAC - Museu do Chiado Museu Nacional da Música Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves Museu de Arte Popular

85,2 70,1 81,6 93,4 86,5 54,1 74,6 74,6 27,9 32,0 53,7 28,3 84,4 80,3 50,4 61,1 32,8 60,2 59,0 19,7 23,0 40,2 17,2 12,4 15,5 67,0 66,5 21,9 14,5 23,3 6,1 4,4 7,0 5,7 31,0 29,7 26,6 32,8 7,4 6,6 17,9 7,4 5,2 10,5

n = Monumentos (477); Palácios (471); Museus (473). Fonte: DGPC/CIES-IUL, EPMN, 2015.

79 Para analisar a relação entre a visita dos públicos ao MNE e destes públicos

aos outros museus da DGPC, apresentam-se duas ilustrações7 que procuram

espelhar os inquiridos neste Museu que referem ter visitado outros museus (figura 3) e os públicos inquiridos nos outros museus (em que se realizou o inquérito) que mencionam ter visitado o MNE (figura 4).

Tendo em conta os públicos do MNE, os museus que estes mais referem como já visitados são o MNC (59%) e o MNAA (56%), seguidos pelo MNA (47%). Abaixo dos 40% e acima dos 30% são referidos o MNAC-MC e o MNAz (ambos com 39%), o MNT (34%) e o MMC-MN (31%).

Ainda de acordo com a figura 3 nota-se que as percentagens de visita aos restantes museus são mais baixas, ainda assim apresentando valores relevantes, variando entre 14% e 26%, reforçando a evidência de uma relação direta entre as preferências de visita e a proximidade geográfica.

DGPC/MNE.

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FIGURA 3 - PÚBLICOS DO MNE QUE REFEREM TER VISITADO OUTROS MUSEUS DA DGPC

Percentagem

n = 473.

Fonte: DGPC/CIES-IUL, EPMN, 2015.

Nota: os valores resultam de ter visitado o museu em causa pelo menos uma vez anteriormente à visita ao MNE. Quanto às referências ao MNE como museu visitado por parte dos públicos

inquiridos nos restantes museus da DGPC participantes no estudo8, as

percentagens registadas são, na generalidade, relativamente mais baixas se comparadas com as dos visitantes do próprio MNE. Ainda assim é possível ter uma noção aproximada quanto à relação de visita com o MNE por parte desses públicos (figura 4). Em concreto, esta visão externa permite apontar que o MNE é referido como tendo sido visitado preferencialmente pelos inquiridos da CMAG (32%), seguido dos do MNTD (23%), MNT e MNAC-MC (ambos com 21%).

Por outro lado, os públicos que revelam uma menor frequência do MNE encontram-se no MNC (8%), MNAz (7%) e MMC-MN (6%).

8 Nesta análise apenas se tem em conta os 14 museus participantes no estudo pelo que não inclui o Museu de Arte

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FIGURA 4 - PÚBLICOS DE OUTROS MUSEUS DA DGPC QUE REFEREM TER VISITADO O MNE

Percentagem

Fonte: DGPC/CIES-IUL, EPMN, 2015

Nota: os valores resultam da resposta ter visitado pelo menos uma vez anteriormente o MNE em cada um dos museus inquiridos.

3.8. QUE POSICIONAMENTOS FACE À

GRATUITIDADE?

Como referido anteriormente, as questões relacionadas com a gratuitidade de entrada nos museus restringem-se aos públicos nacionais. Pretendeu-se com as questões em análise neste grupo conhecer de que forma estes públicos procuram informação sobre a existência de algum tipo de desconto, se tinham (ou não) conhecimento do período de entrada gratuita (gratuitidade em sentido estrito, que abrange todos os públicos) então vigente nos museus da DGPC (primeiro domingo de cada mês) e se planeiam (ou não) a visita a museus em função das gratuitidades.

PROCURA DE INFORMAÇÃO SOBRE DESCONTOS

Em primeiro lugar nota-se que, aquando da visita a um museu com entrada paga (qualquer que ele seja), 75% dos inquiridos procura inteirar-se sobre se está abrangido por algum tipo de desconto (gráfico 47).

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GRÁFICO 47 - PROCURA DE INFORMAÇÃO SOBRE DESCONTOS EM MUSEUS DE ENTRADA PAGA

Percentagem Sim Não Não responde 75,1 14,1 10,8 n = 269.

Fonte: DGPC/CIES-IUL, EPMN, 2015. Nota: públicos de nacionalidade portuguesa.

CONHECIMENTO DA GRATUITIDADE

No que diz respeito especificamente à gratuitidade, mais de três quartos dos inquiridos afirmam ter conhecimento de que a entrada nos museus tutelados pela DGPC é gratuita no primeiro domingo de cada mês (gráfico 48), valor que é superior em oito pontos percentuais à média do EPMN (68%).

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GRÁFICO 48 - CONHECIMENTO DA ENTRADA GRATUITA NO PRIMEIRO DOMINGO DE CADA MÊS Percentagem Sim Não 76,2 23,8 n = 269.

Fonte: DGPC/CIES-IUL, EPMN, 2015. Nota: públicos de nacionalidade portuguesa.

No que toca à posição face ao período de gratuitidade 36% dos públicos não planeia visitas para estes períodos, visita quando deseja, em contraposição com 43% que planeiam as suas visitas para este período específico (gráfico 49). Estas são as duas posições mais assinaladas. As demais situam-se em patamares significativamente mais baixos: 16% dos públicos planeiam as suas visitas para este período apenas quando se trata de visita em família, 8% quando visita com amigos. Os públicos que não planeiam as suas visitas para estes períodos uma vez que estão abrangidos por outras isenções ou descontos, e os que que preferem visitar noutros períodos representam ambos 6%. Aqueles que evitam o período de gratuitidade (2%) são claramente minoritários.

GRÁFICO 49 - POSIÇÃO FACE AO PERÍODO DE GRATUITIDADE

Percentagem

Planeia as suas visitas para este período Planeia as suas visitas para este período apenas quando visita em família Planeia as suas visitas para este período apenas quando visita com amigos Evita visitar museus neste período Prefere visitar museus noutros períodos Não planeia para estes períodos, visita quando quer Não planeia para estes períodos, está abrangido por outras isenções ou descontos Não responde 43,4 16,1 8,3 1,5 5,9 36,1 6,3 7,3 n = 205.

Fonte: DGPC/CIES-IUL, EPMN, 2015.

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Comparativamente com os resultados do EPMN os públicos do MNE

sobressaem por planearem as visitas para o período gratuito (43% face a 37% dos resultados globais). Por outro lado, são menos aqueles que afirmam visitar o MNE quando querem (36% face a 42% do EPMN).

O recurso a um outro indicador agregado (Eidelman e Céroux, 2009) que visa igualmente aferir a relação dos públicos com a gratuitidade (gráfico 50) evidencia que o tipo que mais sobressai é o dos indivíduos mobilizados (35%), ou seja, pessoas que optam por planear as suas visitas para o primeiro domingo de cada mês, a que se seguem os indiferentes com apenas menos dois pontos percentuais (33%) e que correspondem aos públicos que não planeiam a visita para aquele período específico ou estão abrangidos por outras isenções ou descontos. Um quarto dos públicos do MNE situa-se no tipo não informados (24%), ou seja, manifesta desconhecimento da existência de um dia específico no mês em que a entrada nos museus nacionais da DGPC é gratuita, e 3% no tipo reativos, que agrega aqueles que procuram evitar esse dia específico, preferindo, portanto, outros períodos.

GRÁFICO 50 - TIPOLOGIA DE RELAÇÃO COM A GRATUITIDADE

Percentagem

Não informados Mobilizados Indiferentes Reativos Não responde

23,8 34,9 33,1 2,6 5,6 n = 269.

Fonte: DGPC/CIES-IUL, EPMN, 2015.

Nota: públicos de nacionalidade portuguesa. Variável múltipla.

Em comparação com os resultados globais, entre os públicos do MNE são mais os que se consideram mobilizados (35% face a 28% no EPMN) e indiferentes (33% contra 30%). Por outro lado, são muito próximos os do tipo reativos (3% e 4%, respetivamente).

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3.9. QUAIS AS MOTIVAÇÕES, PRÁTICAS