9.1. MERCADO
As cotações de soja, milho e algodão nas bolsas internacionais apresentaram desvalorização ao longo do trimestre de 6,1%, 11,7% e 25,9% respectivamente.
A cotação internacional da soja encerrou o primeiro trimestre de 2020 cotada a US$ 8,86/bu, valor 6,1%
inferior ao registrado no fim de dezembro de 2019.
As cotações da soja no 1T20 foram impactadas por: (I) Guerra Comercial entre China e Estados Unidos;
Preço Commodities
(variação 1T20)
-6,1%
-11,7%
-25,9%
65 75 85 95 105 115 125
25
Release 1T20
Sobre a Guerra Comercial, em dezembro, foi anunciada a “Fase 1” do acordo entre China e Estado Unidos.
Este acordo refletiu positivamente nos preços da commodity. Neste primeiro momento, os Estados Unidos reduziram algumas tarifas sobre os produtos chineses e a China se comprometeu a aumentar a compra de produtos agrícolas norte-americanos, podendo chegar num total de US$ 30-40 bilhões nos próximos dois anos.
Mesmo após acordo da Fase 1, não houve aumento significativo de compras. Por isso, ainda não está claro qual será o resultado deste acordo entre as duas grandes potências.
Neste momento, o que se espera é que a China continue comprando elevados volumes do Brasil, embora deva também adquirir mais produto americano.
O acordo comercial tende a enfraquecer prêmios no porto e haverá uma redistribuição dos compradores de soja, mas no cômputo final a exportação segue aquecida.
Na Argentina, após elevação da tarifa de exportação de soja, o volume de exportação reduziu bastante, o que pode abrir espaço para o Brasil.
No que diz respeito a crise da peste suína africana, ainda não há indícios de que a doença esteja controlada, portanto, a demanda chinesa por carne se mantém elevada.
Conforme dito no release anterior, em dezembro a China descobriu a aparição do COVID-19, vírus este que se espalhou em vários outros países, com maior incidência no complexo europeu. Ao que tudo indica, o pico de pessoas infectadas na China já passou e a doença passa a perder força. Agora os demais países estão investindo em diversas medidas que ajudem a conter o número de casos.
O mercado de grãos não é tão afetado pelo cenário coronavírus, uma vez que a China já está retornando com as importações de carnes e grãos, uma vez que estes são alimentos.
Sobre a safra 2019/20 no Brasil, o plantio foi realizado dentro da média histórica e ao que tudo indica, após a finalização das expedições será uma safra com boas produtividades.
As cotações do milho apresentaram desvalorização, encerrando o trimestre cotado a US$ 3,42/bu, valor 11,7% inferior em relação ao 4T19.
Além dos impactos causados pelo COVID-19, as cotações de milho no 1T20 foram impactadas pela: (I) Crise africana da peste suína e (II) Guerra de preços do petróleo entre Rússia e Arábia Saudita.
Diante da chegada no COVID-19, a demanda por petróleo caiu muito. Os preços do petróleo começaram a despencar diante da inexistência de acordo entre Rússia e Arábia Saudita sobre a produção e contenção do preço do petróleo.
Esta queda no preço do petróleo somado a redução da demanda de gasolina impactam a demanda de milho para etanol, o que coloca mais milho para exportação.
Como efeito da peste suína, a China deve reduzir consumo de milho, aumentando o estoque interno. A demanda voltará forte assim que for iniciada a recomposição do rebanho.
Release 1T20
Na Argentina, após elevação das tarifas de exportação, a receita do produtor no curto prazo foi bastante impactada, o que gerou certa tensão entre o governo e os produtores. O clima segue seco e deve afetar a produção da cultura.
Por fim, no mercado interno, a produção de milho na safra 2019/20 deve ultrapassar 100 milhões de toneladas. Há forte expectativa sobre o aumento de área da 2ª safra, que, se o clima for favorável, poderá trazer boas produtividades.
As cotações do algodão apresentaram desvalorização de 25,9% encerrando o trimestre cotado a US$
0,51/lb.
No 1T20, as cotações de algodão foram fortemente impactadas pela: (I) Guerra Comercial entre China e Estados Unidos; (II) Surto “Coronavírus” e (III) Guerra de preços do petróleo entre Rússia e Arábia Saudita.
A Guerra Comercial entre EUA e China impactou negativamente o preço do algodão. Um acordo entre os dois países favoreceria a demanda da fibra americana e traria reação dos preços em Nova Iorque.
Conforme dito mais acima, a assinatura da Fase 1 do acordo não trouxe o impacto esperado uma vez que não especifica volumes de compras e nem prazos.
Conforme já mencionado, o surto provocado pelo Covid-19 gerou forte impacto na demanda de petróleo mundial. Diante disso, o algodão tende a sofrer mais com a queda de preços do petróleo uma vez que o preço da fibra sintética cai também, tornando-se um forte concorrente para a fibra de algodão.
Apesar disso, diante do cenário de encolhimento do PIB, acredita-se que tendência de consumo de roupas caia também.
A safra 2019/20 promete repetir a área total da anterior.
9.2. MERCADO DE CAPITAIS
9.2.1. DESEMPENHO DAS AÇÕES
As ações da Terra Santa (TESA3) encerraram o 1T20 cotadas a R$ 11,60/ação, totalizando um valor de mercado para a Companhia de R$ 251,2 milhões.
No 1T20, as ações da TESA3 apresentaram uma desvalorização de 47%, passando de R$ 22,00/ação no final de dezembro de 2019 para R$ 11,60/ação no final de março de 2020. O Ibovespa, no mesmo período, apresentou uma desvalorização de 37%.
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Release 1T20
As ações da Terra Santa Agro, listadas no nível mais alto de governança corporativa (Novo Mercado), estiveram presentes em 100% dos pregões no 1º trimestre de 2020. O volume médio diário registrado no período foi de R$ 1,4 milhão e 146 negócios.
9.2.2. CAPITAL SOCIAL E DISPERSÃO ACIONÁRIA
O capital social da Companhia é representado por 21.656.539 ações ordinárias nominativas e sem valor nominal.
Desse total, 33,5% são detidas por pessoas físicas, 58,9% por investidores institucionais e 7,5% por investidores estrangeiros, perfazendo mais de 5.800 investidores.
A estrutura acionária da Companhia é pulverizada com mais de 98,3% dos investidores brasileiros, no qual o maior acionista detém 42,5%.
A seguir, segue composição acionária atualizada:
(1) Considera posição direta e indireta da Bonsucex Holding (2) Considera posição direta e indireta da Laplace Investimentos
(3) Conforme Comunicado ao Mercado de 12/11/2018, a Gávea Investimentos informou a alienação de 532.930 ações ordinárias da Companhia, o que resultou na diminuição de sua participação total em ações da Companhia. Concomitantemente, celebrou contratos de derivativos com liquidação financeira referenciando nas ações da Companhia. Considerando conjuntamente as ações ordinárias detidas diretamente mais os instrumentos derivativos, a exposição total dos fundos da Gávea em ações ordinárias emitidas pela Companhia não foi alterada, mantendo-se ao redor de 14%