Para melhor nos apercebermos da utilidade deste modelo, seleccionámos uma das fortificações das Linhas de Torres, é a OBRA Nº66, o Reduto da Feira, localizado na Malveira.
IDENTIFICAÇÃO Forte da Feira NÚMERO DE OBRA Obra nº 66 TIPO DE ESTRUTURA Reduto DENOMINAÇÃO ACTUAL Forte da Feira OUTRAS DENOMINAÇÕES
Forte da Malveira (Major Brandão de Sousa,1810) Forte da Feira (Carta Militar 1:20 000, c. 1850) Reduto de Valtijães (VALDEZ, Ascensão, 1895) Reduto do Vale Baralhas (VALDEZ, Ascensão, 1895) LINHA DE FORTIFICAÇÃO
2ª Linha de Defesa
DISTRITO DO COMANDO MILITAR
Distrito Nº 6 com Quartel-general em Cabeço de Montachique LOCALIZAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO EM CARTOGRAFIA
Mapa nº 24, posição N 247, W/E 105 (Mapa Militar 1: 20 000, c. 1895) COORDENADAS GEOGRÁFICAS
38° 56’ 08.65’’ N 9° 15’ 17.73’’ O ACESSO POR
Rua do Forte, Malveira ALTITUDE
94 DESCRIÇÃO DO POSICIONAMENTO
Face à Estrada Real de Mafra (Actual estrada da Alagoa) domina as vertentes SO, O, NO, N, NE, E e SE sobre o vale Baralhas.
Encontra-se fronteiro à vertente S do Monte de Santa Maria com 367 m onde se mantém as ruínas da Obra nº 65.
Na direcção de NE eleva-se a serra do Matoutinho com 357 m e onde se posiciona a Obra nº 68.
O reduto da Feira está inserido na Vila, em zona urbana.
É ainda hoje servido pela estrada militar que lhe dá acesso e foi alcatroada; Toponimicamente está identificada como Rua do Forte. (NOGUEIRA, NOIVO, 1999)
Ilustração 1 -- Posicionamento dos Fortes sobre os Altos da Malveira e sinalização do Forte da Feira. Carta Militar das Linhas de Torres c. 1815.
95 CONSTRUÇÃO
ENGENHEIRO RESPONSÁVEL
Capitão Ross e Tenente Hulme, Royal Engineers (CHARTRAND, 2002) DATA DE CONSTRUÇÃO/FINALIZAÇÃO
Data incerta, carece investigação, entre Novembro de 1809 e Outubro de 1810. OPERACIONALIDADE MILITAR
MISSÃO MILITAR
“ O seu objecto, é, com fogos razantes combinados com os fortes nº 68, 67 e 65 bater os terrenos que dão acesso da Estrada do Gradil para a de Mafra, compreendidos entre este forte e o forte nº 67. Defende por todos os lados que o inimigo possa avançar para a Malveira, e cobre o forte nº 65 de ser torneado pelo lado da posição deste forte, cuja posição é junto à estrada que destacando do do Gradil avança a meter na de Mafra” [sic] (D’ EÇA & SOUSA, 1810)
GUARNIÇÃO
350 Homens (BREMNER, NORRIS, 2001; VALDEZ, 1895) ARTILHARIA (Nº DE PEÇAS POR CALIBRE)
4 peças de calibre 12; 60 projécteis para cada peça; 12 a 20 granadas de mão; (BREMNER, NORRIS, 2001; VALDEZ, 1895)
IDENTIFICAÇÃO DA GUARNIÇÃO OCUPANTE Regimento de Milícias de Viseu
Ordenança e Milícias voluntárias de Artilharia (FLETCHER, 2003) COMANDO
Coronel João de Azevedo e Sousa Mello e Vasconcellos (SORIANO, 1874)
DESCRIÇÃO DA OBRA DESCRIÇÃO TIPOLÓGICA
Reduto com a configuração de uma estrela com 7 pontas; Esplanada de NO a SE com 58 m; entrada a S protegida por través de barbete; as 6 baterias/canhoneiras estão direccionadas para o Vale Baralhas e para a Estrada Real; no centro da esplanada encontram-se os vestígios do paiol com a protecção em seu redor visível.
(NOGUEIRA, NOIVO, 1999) ESTRUTURAS
1. 6 Canhoneiras
2. 4Traveses escavados no saibro 3. 1 Través de barbete na entrada
4. Fosso com 2 m de largura por 3 m de altura, escavado no saibro; da paliçada em estaca fixa ao fundo do fosso já não existem vestígios.
5. Paiol 6. Glacies
96 PLANTA ORIGINAL
Ilustração 2 -- Carta Militar com as Obras de Fortificação da 2ª Linha de Defesa. Em destaque o Forte da Feira obra nº 66.Fonte: G.E.A.E.M/S.G.E. 4727-3-34-47
Ilustração 3 -- Redutos 67, 66, 65
In D’ EÇA, Ten. Cor. Cunha & SOUSA, Major Brandão de, Linhas de Torres Vedras e Oeiras, Plantas e Missões das Fortificações, manuscrito, G.E.A.E.M, 1810
PERFIL
Registo desconhecido, carece de mais pesquisa. ORTOFOTOGRAFIA
Ilustração 4 -- O reduto da Feira, configuração e localização através do GEO SIG da Câmara Municipal de Fonte: Câmara Municipal de Mafra
ÁREA OCUPADA
Perímetro de 173 m; PROPRIEDADE
Exército Português
PROTECÇÃO (SITUAÇÃO ACTUAL;CATEGORIA DE PROTECÇÃO; DECRETO)
Em apreciação pelo IGESPAR ao abrigo do pedido da PILT (Plataforma Intermunicipal das Linhas de Torres) para uma Protecção de Conjunto Cultural; sem protecção regulamentada. ESTADO ACTUAL
Muito Bom estado de conservação e Boa leitura das estruturas; sinalizado, delimitado e protegido por uma cerca de madeira e arame.
Carece de limpeza da vegetação. SINGULARIDADES/OBSERVAÇÕES
Inserido na Vila da Malveira; Acesso fácil por rua alcatroada; O forte é o único conhecido que é escavado integralmente numa formação geológica de saibro, com fosso em excelente estado de conservação; permite uma óptima le
com formato poligonal em estrela, comprovando pertencer ao período de construção inicial. Registo desconhecido, carece de mais pesquisa.
O reduto da Feira, configuração e localização através do GEO SIG da Câmara Municipal de
PROTECÇÃO (SITUAÇÃO ACTUAL;CATEGORIA DE PROTECÇÃO; DECRETO)
Em apreciação pelo IGESPAR ao abrigo do pedido da PILT (Plataforma Intermunicipal das nhas de Torres) para uma Protecção de Conjunto Cultural; sem protecção regulamentada. Muito Bom estado de conservação e Boa leitura das estruturas; sinalizado, delimitado e protegido por uma cerca de madeira e arame.
tação. SINGULARIDADES/OBSERVAÇÕES
Inserido na Vila da Malveira; Acesso fácil por rua alcatroada; O forte é o único conhecido que é escavado integralmente numa formação geológica de saibro, com fosso em excelente estado de conservação; permite uma óptima leitura da estrutura defensiva. É um dos poucos exemplares com formato poligonal em estrela, comprovando pertencer ao período de construção inicial.
97 O reduto da Feira, configuração e localização através do GEO SIG da Câmara Municipal de Mafra.
PROTECÇÃO (SITUAÇÃO ACTUAL;CATEGORIA DE PROTECÇÃO; DECRETO)
Em apreciação pelo IGESPAR ao abrigo do pedido da PILT (Plataforma Intermunicipal das nhas de Torres) para uma Protecção de Conjunto Cultural; sem protecção regulamentada. Muito Bom estado de conservação e Boa leitura das estruturas; sinalizado, delimitado e
Inserido na Vila da Malveira; Acesso fácil por rua alcatroada; O forte é o único conhecido que é escavado integralmente numa formação geológica de saibro, com fosso em excelente estado de itura da estrutura defensiva. É um dos poucos exemplares com formato poligonal em estrela, comprovando pertencer ao período de construção inicial.
98 INTERVENÇÕES
Obras de requalificação do espaço finalizadas a 13 de Agosto de 2002 pela Câmara Municipal de Mafra. Desmatagem e desobstrução do fosso e da esplanada. Estão consideradas pela PILT novas obras de requalificação do espaço bem como a integração do reduto da Feira nas Rotas das Linhas de Torres.
POTENCIAL
Turístico; Geológico; Inserção facilitada em percursos pedestres e visitas guiadas devido à proximidade para com a vila; óptima esplanada para a demonstração de armas e reconstituições históricas.
AMEAÇAS
Degradação das estruturas por acção da vegetação e erosão; Intrusões Vegetais; Vegetação na envolvente como obstáculo visual;
DESCRIÇÃO HISTÓRICA E ACÇÕES MILITARES
O Reduto da Feira nunca participou em nenhuma acção militar; foi desactivado e recolhida a artilharia em 1818.
FONTES E BIBLIOGRAFIA ESPECÍFICA OBRA Nº 66
BREMNER, R.W. & NORRIS, A.H., As Linhas de Torres Vedras - as três primeiras linhas e
fortificações ao sul do Tejo, Cadernos do Museu, nº 2, Torres Vedras, 2001
CANÊLHAS, Armando, O tempo dos franceses e as Linhas de Torres, Stória, 2002
CARDOSO, Capt. Engº Manuel José Dias, Apontamentos e reflexões sobre as Linhas do Norte
de Lisboa ou Linhas de Torres Vedras, A Nova Impressão da Viúva Neves e filhos, Lisboa,
1823
CHARTRAND, René, Fuentes de Oñoro Wellington’s liberation of Portugal, Campaign 99, Osprey Publishing, Oxford, 2002
D’ EÇA, Ten. Cor. Cunha & SOUSA, Major Brandão de, Linhas de Torres Vedras e Oeiras,
Plantas e Missões das Fortificações, manuscrito, G.E.A.E.M, 1810
FLETCHER, Ian, The Lines of Torres Vedras, Osprey Publishing, Oxford, 2003
JONES, John T., Journal of the Sieges carried on by the army under the Duke of Wellington in
Spain, 2nd edition, 3vols, 1846
JONES, Colonel Sir John T., Memoranda Relative to the Lines thrown up to cover Lisbon in
1810, pub. Private circulatory, C. Roworth, London, 1829
NOGUEIRA, R. & NOIVO, M., Reduto da Feira e Forte do Matoutinho, exemplar fotocopiado, 1999
VALDEZ, J.J. D’ Ascenção, Algumas notícias para descripção histórica dos logares de
Alcainça, Malveira e Carrasqueira do Concelho de Mafra, Typographia do Jornal O Dia,
99