Capitulo II AutomacSo e Relaí;:Wes Sociais de Trabalho
3.4. Aplicabilidade das normas constitucionais;
N e s t a p a r t e d e n o s s o t r a b a l h o e d a d a a i m p o r t â n c i a d a q u e s t â " o d a a p l i c a b i 1 i d a d e d a s n o r m a s c o n s t i t ! . u : ; i o n a i S ; , c : o m o a b o r d a g e m g e r a l ; , p a r a a c o m p r e e n s ã o d a e s p e c i f i c i d a d e d a a p l i -
Ca i"! :t tu :i. c) ;í; .1: ;i: •••• d :í. re :i. toii> So :i. a :i. íü- :i A Ido rcl aq (sm (;5e r a 1 •••• 6,0
cab:i. 1 idade dos Direitos Saciais,, reaiizaremos uma breve incur-- síVo no temai; sendo necessário,, ainda., destacar que a base teó rica utilizada á aquela de Tércio Sampaio Ferraz Júnior,.
Comec;emos pela origem etimológica do termo apli cabi 1 ida de,, que reside no v(>?rbo appJicare. Plicare significa dobrar e o sufixo ad é uma p r e p o s i d e lugar e proximidade,, tanto no sentido espacial quanto no temporal,. Seu scv?ntido original., portanto., reporta-se à idéia de enroscar, juntar numa certa direçiíío^ envolvendo., em conseqlliância., uma finalidade.. Na lin- guagoím jurídica aplicar a norma significa pó-la em contato com um referente objetivo (fatos e atos)..
Em virtude deste necessário ponto de contato com a reali dade (fato e ato)., e para ná'o cair em um esquema de " c.zrci./ia-
riívadí? i?7v^ecu?>da"®=,, é necessário que se definam os conceitos de eficácia,, com suas variantes,, e efetividade;:
a) efetividade •••• " t e n d e r a oteen-^^/ícia
a ap/ica^Sío e a otec/i^nc-za oaorrídBi:}}:^ .4 norma e?'"et-.zi.'a e a norm;:i í:>teeí' i-'ada cm .laurgis exí ens^Sío" ;i
b) eficácia •••• síío aquelas condi<;:í!íes que tornam a norma a p ;i. i á v e ü. e o b e d e t:: i v e ;i. ,i
c) eficácia global •••■ "e/"etii-^a acei■ía<;:^<:> aomo <..nn todo peia
aorm.m .z dacz/e" :i
d) eficácia parcial •••■ aceitai^:í(o parcial pela comunidade e
82.As concepçBes deste trecho, apropriadas do autor, estio no trabalho ÍBÍerpretaflo e Estudos dí Consti- taiç3o de 1988e, lais especificanente, no capitulo;Aplicabilidade e interpretação das normas constitucio nais, entre as páginas il e 19.
83. fi “circülaridèdeinfecunda" a que se refere FERRAZ JOHIOR é a versSo do "senso coaun jurídico" de que una noraia é eficai na sedida que è observada e que para se aplicar a norsa se requer sua eficácia(ibid., p. 14),
Capitulo III - D:i. rei tos Sociaiiü !: Abordaqem Geral - 61 também considerada como ineficácia parcial;;
e) eficácia técnica ■■■■ " possxbj I íd^ade- d(}? a noríim produzir s&us &í"&itos Jurídicos" ^
f) eficácia social - possibilidade de a norma contribuir
pai'-a que o Eüitado assi.ima suas responsabi 1 idades e funçíifes so ei i a i íi;-..
Esta reci.q-'ei'atiïo de conc:eitos tem o condíVo de situai'' a
questão no terreno da doutrina corrente,, Mas FEIRRAZ JÜHIÜR vai
além disto,, muito além,. A partir da premissa de que "a warca
c:arac:tB-ristii:::a da e/"icáfcia o sucesso cia disposif:í^io normati -
i-'a" ,, o autor propfíe o que chamaremos de uma unidade teórica
que d(í? conta da relaíilíVo dinâmica entre eficácia social., eficá
cia técnica,, eficácia qlobal e eficácia parcial..
Este sucesso normativo estará., segundo ele., na adequatíío
entre a relawáo de autoridade e o conteúdo da norma.. Assim., se
o emissor pretende obter uma obedi(í?ncia ou submissíiVo (cometi
mento) e o conteúdo da norma n^fo tem condi/;:ífes de ser cumpri
do,, a disposição normativa é frágil., náfo existe,, lias,, se do
contrário o objetivo náo é a obedi(í*ncia e muito menos a sub-
missáo., mas simplesmente uma satisfação ideológica*^'^,, o suces so da norma residirá exatamente na sua ná^o apl i ca<;:íio „ A eficá
cia,, portanto,, enquanto termo relativo ao normativo reside na
rela^So entre o emissor e seu destinatário e seu conceito n^ío
se confunde com o sucesso., levando-o apenas em consideraç;?ío„
Esta é a marca caracter1stica da eficácia e é mensurável pela
84, Entendida coio a intencionalidade expressa ou encoberta ideologicaiente de inserção de norsia na Cons tituição, apenas para o apazigOamento da consciência política, e por via de conseqüência, se® qualquer ex pectativa de aplicação prática. Este conceito serâ fundasental para o desenvolvisento deste trabalho.
Capitulo 111 •••■ Direitos SociaissAbordagem Geral •••• 62
possibilidade de se alcançarem os objetivos de (vjdip^io da nor
ma!; obediência., apa:;; igüamento da consciência politica e também a transpoffiiívSro de efeitos para momentos oportunos„
Para definir eficácia o autor correlaciona conditffíes téc
nicas (efi cá cia plena., contida e limitada) com condii;:íííes so ciais (noçiíiíes de eficácia global e parcial., bem como as de uso.,
desuso,, costume e costume negativo),. E é precisamente nesta
correlatjíío que FERRAZ JONIOR distingue os diversos graus de
aplicabilidade., uti 1 i xando-se das seguintes categorias:; fun -
çííííes eficaciais de bloqueio., de programa e de resguardo,.
A funçêfo eficacial de bloqueio,, que limita a atividade
normativa do Estado de Direito®° tem., ,;iá delineado na norma de competência,, interesses e objetivos já arti culados,, cabendo ao
legislador somente reproduzi-las.. A norma,, do ponto de vista
social., é d cs eficácia global,, ou seja,, parte-se de sua aceita-
çiáo incondicionada no todo constitucional e postula-se para
ela cabal d es cabimento da argíAijtiíio de desuso ou costume nega
tivo.. Tecnicamente é de eficácia plena., admitindo-se sua apli-
caçSfo imediata para a produf;:^o dos efeitos visados,.
A funçcto eficacial de programa se refere a normas que
impfíem ao Eistado Social*^*^ prestaííiííes positivas.. A competência legislativa é de qual if i cajt:íYo negativamen te vinculada,, ou se-
85. 0 Estado de Direito, na visão de Ferraz Júnior tea coio traço fundaaental a 'fixação de tiia ordei
íaía] JiKre, »a forta de nortss positivas, sujeitas às fortalidades garantidoras da certeza e da seguran ça. Desta forta, protegia-se a liberdade conforte a Jfí."(ibid., p. li) Nesta forsa de Estado, concebido
COBO ufi estado niniiBo, que pressupunha uaa distinção entre Estado e Sociedade, as constituiçSes eras obri gadas a se circunscreverei! a regras lisitativas da atividade do Estado.(ibid., p. 12/13).
86. CoB a eiergència do Estado Social, as tarefas postas a este não só se iultiplicaras, sas taibèe se io- dificarai. "£ïige-îe do Estado', cie. o autor, "a responsabilidade pela confortaçSo social adequada da so
ciedade, ou seja, colocai-se para ele outras funçSes gue nSo se casat plenatente cot os tradicionais liti- tes do Estado de Bireito."lloc, cit.)
C a p:[ t i.t ;i. o ;i: :í: I d l r e :i. t o s S c) c; :i. a ;i. ü A b o r <;i a q e m G e i'- a ;i. -• 6 3 ja,, a legislador nSCo pode ag:i.r no sentido oposto ao programa,,
Presume-se,, também,, gue o próprio legislador articula e quali
fica o interesse püblico., programado ©m dire^iS^o n:Sfo necessa
riamente solidária com os meios existentes,, aguardando o mo
mento oportuno para a íxçííko legislativa,, N'á'o há,, portanto., so
lidariedade entre meios e fins:; os programas tém caráter con
dicional.. Desse modo,, o legislador na'o pode ser for(;:ado a
atuar em caso de omissâ'o.. Tecnicamente trata-se de eficácia
limitada e do ponto de vista social classifica-se como eficá cia parcial;, estando á mercfí? de transformai^iífes sociais,, polí
ticas,, econômicas., culturais e dependentes da própria evolujtiíío
social Sâ'o as normas que possuem o menor grau de aplicabili dade e seu "sucesso" reside na alta probabi1idade de encobri mento ideológico, funcionando mais na extensão de sua não con creção.
A fuví í;:íKo eficacial de resguardo é aquela agasalhada nas
normas de um Estado com funcví^es sociais e inseridas em texto
c o n t ;i. t u c: i o ri a il. t ± p i c; d do E; ííí t a d o de D :i. i'- e i t o .. I:;! :i. a iii v i n c: u 1 a m o
legislador ordinário a interesse supostamente articulado,, mas
com margens no que se refere aos meios necessários a sua con-
secuciSCo» Nestes tipos de normas as condi í;:fôes requeridas (téc
nicas ou sociais) e postuladas como náTo existentes referem—se,,
porém,, apenas aos meios,, n^o aos fins objetivados.. Assim tec
nicamente,, trata-se de eficácia contida e socialmente de efi cácia parcial,, pois aceita-se que possam ser implementadas
contra costumes negativos ou desusos eventualmente constatá
veis e passiveis dc? um encobrimento ideológico (sucesso pelo descumprimento).
Capítulo 111 ■••• Direitos Sociais::Abordagem Geral •••• 64
A questíVo,, portanto., da aplicabilidade das normas cons
titucionais,, a partir de FEF^RAZ JUNIOR., está centrada., sobre
tudo., nas normas com funi^ao eficacial de programa e de res
guardo,, ,;iá que as normas com funcííb eficacial de bloqueio tííin a p 1 i c: a ç â o i m e d i a t a „
Assume,, enta'o,, especial importítncia para o estudo que
estamos conduzindo o conceito de funciS'o e'ficacial de resguar
do,, pois como nos d i FERRAZ JUNIOR., as normas de Direitos So ciais " admitmn (Maa a p l i c a b i l m n b o r a a aompBtérr -
cia l(}ygísli;itíuiii positi\yi3:m(^ntE’ uínauladiu no r(}rf&r(-?nt(í? aos Yimios riMo possa s&r <í-?sq(J{:yc:ida„''
Em relatao As normas com fun^íío eficacial de resguardo é
de se destacar,, ainda,, o elemento ideológico., pois o sucesso,,
das normas com esta funç;ao,, reside exatamente no descUmprimen-
3.5. Aplicabilidade dos Direitos Sociais:
Neste item abordaremos a discussâ'o de alguns autores que
trataram da questão da aplicabilidade dos Direitos Sociais,,
imediatamente após a promulgatí^o no novo textoii colocando em
relevo tanto a confusíTo conceituai a respeito da matéria,, como
também apontando a direiiiíío para alguns dos aspectos que esta
rão em debate no Capí tu1o IV„
, VARGAS & FRAGA®"^ arrolam exemplos de normas de vigência
87. Lui: Alberto Vargas, Ricardo Carvalho Fraga, Aspectos dos direitos Sociais na noi/a Constituifüo, p. 35.
C a p:[ t LI :i. c) 111 D :i. i- b i t o i:> í:5 c> c: ;i. a :i. iíí :i A b o i" cl a çj e m e i'- a ;i. - 6 5 imediata e as inapl i c á v e i s a depender de leciis:i.af;:íío comple--
men tar
DI...I VEÜRA®® amplia as modalidades de apl i caí;:<:Vo,, incluindo., além das ,;i á abordadas., as que repetem preceitos já existentes.,
as que nS'o constituem regras de eficácia plena e., finalmente,,
as passíveis de 1 imi tai;;Sí’o pela leq islai;:"ío ordinária..
O e d i t o r i a J. d a I... 7' R de ii o v e m l;j r- o d e ü. 9 ,, a o r e c; u p e i" a i" a lit^ííCo do jurista e consti tucional ista F'rof.. José Afonso da Silva,, adota trí^s en foques s '' í(i}norm<ns t/e er\z'cíScia piena e de
isiplianíbiIídiüdfB imsdiBíti^s b)normi;íi:}> de erio^cia tzorrtídsi e iaplí-
ca/l:>iiidade .zwíediaía,<,- muis pa:?.-y/i.-'e.z\s de r(;ystrí^:õ(}ys^ c:de
íc:áic:íiii i.zz»irada caja i}ystriituri;uf:Sk:> dev^ini í ii-'a o iegis^iador'
deixou para proí-'idéri<:::i<;u post(}yríoi'\." Este trabalho também in-- clue na discussSfo a teoria do direito transitório que " dj:~:t2rr■■
g(.i& e>?rí'e o efeiío iz??ediaío e a rerroaí ii-'idadey a suibcyrs a
prjm(:yi na der-e)7de>>d<:> a inpl ic:sbi I iduidi^y ím&díiütsa e a .segíjnda stis -
t(}yrrtmido qu& a nouiu iei dei-'e ysyspcyitmr o díi'&xto ad<:;íí.jíií'ido^. o
ato Ji.(ríd.r.-:::o pí}yrff}yito e a c:oi-v:a „z{..íi<;;yada,."
Mo plano prático,, os autores antes referidos,, concordam
somente em relaç^Sío ao fato de que,, em rela<;:S’o ao Art.. 7o da ("cjns t i tui çíáfo Federal., i-icsmeiite os -i^eus J!n c::i. í;íos I., IV., XX e XXII estao a depender de regulamentai;;íío.. Ds dispositivos sSTo os se guintes;;
"Art.. 7o^ Í V a o di rcyitos dos tra/:>aiha-
dorfyys e ,>'í..írai.í",. além de
tros qt.i(}y i-'is-ez/? á w > e i / ? o í ' i a d e sí.íí;í c:orr-
di vSc) so ciai.?
88. op. cit., p. 23.
Capítulo ÍÍI •••• Direitos Sociaisi:Abordagem Geral •••• 66
I■■■■ re-1bç:7'ío de ew>preg«:> protegida <::orrtr<a
despedida a/'/;>i^r<;Sria ou .sew Justa
c:ausa^ ...Ml....
têiyy que? pre’\y(:?ré i?7de)í .z'.;:'i;if:"ío <::o7np(}m- satória^ dentre outros dir(;?itos^
IV -salér i<:> minim o t i x a d o...em.iei ,,..na - c::f.oria.lmcmt(}} ur->.if.ic:ado^ capa.cc' de aíer?- der a rn^c:essídadiBS vitaxs bésí -
<:::as e de sua família c:om moraciia^ al im<mtaç:<áo^ €H:iuc:af:i)ko saúdc?^ ia.;:-er.,.
w(}>stuiÁrío^ hígimi&:r trar}sport& e pre- i-'idá‘>>íria .sociai^r com r(}?ajust/}? perit;?— dico.s <7í.jíe íhe? pr&sf}?rt-'f^m o poder acjfui -
sitíuo^ siírrido i.^edada sua i'iní:::uIaf:í^io
para c^ijaic^íjer t'im?
XX-proti;?f:"k? do mc^rcado de trabalho da
H?í.jíi/?er^ w?edianíe i>?ce>?íhzM<;>3:^
XXKJ.;í■••••prc;5te<;;::S(;> ew> 7^ac;e da aí.jíí<:>wai^íí(:>,v
«íi í" (<í 1" ;i- f o n o íii iii o)
A estes dispositivos constitucionais VARGAS & l-H-^AGA acrescentam os Incisos XIX,, XXIII e XVII., i>> ye-rbisx
XIX-1ic:(}n~iç:a paternidade-?^ Ü.Ç.;£....tf~.n-í£/E
fÍ^;M;o5L.ew^..iei^
XXIII -adic:ionaI de rew?íJ>7er-as;vííí;) para as atii-^idade:? pfmosas^ insaíubr(^s ou
pcyrigosas^ na...forma...da...iei.^ " (q ri f^o nosii-cj)
Aqueles dispositivos., em que os autores concordam quanto á forma de aplicabilidade ,, OLIVliüIRA acrescenta os Incisos II.,
XI., XXI,, XXV e XXVII,, transcritos abaixoü
"II -s(}yguro-d(}>se-mprego^ ew> caso de de-
smiip rego i n i'o I un ti'í r i o f;-
Xl -partiaip^aç^ão nos Iu<::ros^ ou rs-sul-- tados^ des’i-'intví.jíiada da re’mtanG’raç:'&?^
e*- excepcií;n>aimeí?í-ey partícipa<^'ão na
gfíístUo da eH>pí'e.s-a^ Çonf_ojnnjB_...d§íZÍIlí.9íí. XXI-aviso préuio proporciional ao í em
po de s&rviço^ misdianti^y iyi‘:::(yniti\--os Gsp&<::ífi<::os^ nos_t&nm;E..MM..J.m:!‘
XXV-assist^nc:ia gratuita aos filhos e depe?>de?>ie.s d€?sde- o nascÍ7n&nto aííí-
s^íis aa-tos de idaid& ew <:::r&:::h&ys e pré— &s<:::o I as^ " (g i" i 1' o ri o íií o )
Cap:t tu.l.o •••■ D:í. rei tos SociaiSü Abordagem 05eral •- 67
requiamentaç;?ío do Inciso XXV., pois a assisttiíncia gratuita è
norma auto-apiicávei., cabendo ao l-stado apenas implementá-las..
0 seguro-desemprego., cfe.. mençâ'o de mesmo autor., foi objeto de regulamentacï^o aptís a edicíío de sua obra., pela Lei 7998,, de
..01..90,.
Além disto., n<ÍVo se deve esquecer que a regra contida no Art., 5g., Parágrafo Primeiro., da Consti tuii;:<?á::> Federal., trans
crita abaixo,, tem,, também., provocado infindáveiS' discus-
síVess "/ís: nomiiiis gairm>t:ídor^s dos dïroritos e garantia.^ fi.i}id<:;r-
wjí?>>víai-i" tf?-m imediata., "
Ora., se as normas de Direitos Sociais,, estSío inseridas no Capitulo II do Titulo II da Constituii;;"ío Federal., s^'o,, também,, Direitos e OSarantias Fundamentais,. A antinomia,, portanto,, noii;-
parece flagrante,, pois nenhum dos Incisos previstos no Art,, 7g
devt?ria estar sujeito a regulamentaç;á'o., pela imperatividade da
r eg r a an tes men c i on ad a ..
Ademais,, existem,, no prífjprio texto constitucional ins
trumentos para que,, diante da impossibilidade imediata de
apl i cajtríío,, seja acionado o Mandado de Injun<;;^o„ no caso singu lar,, e a argüi|ï:«(0 de in consti tucional idade por omissâ'o para o
<:: a üí o gera 1.. (!' o n t u d o „ e <;> t e i;> fn e s m o i" e i.i !'• s o í-í lega i íí ,, c| ia e o :i. e ■••• gislador constituinte fes: consignar na Consti tu i íüíío „ nSo té?m
m e !'• e c: :i. d cj a (J e v i d a a t e n ç. á'o p o i'- p a r e d o i"' o d e i" J u d i c; i á i'- i o.. i:;: i:> t a questí^es merecerâ'o,, de nossa parte,, as devidas consideraí;;fôes
n o m o m e n t o o |:- o r l; u n o ( a |;) i. t u 1 o IV ) .. Parece., entíSTo,, assistir razSo á TEIXEIRA FILHO‘^‘=* quando o
("a p i ti.i :i. o I ;í: :i: •••• dl r e:í. toíij íjo c: :i. a i íií :i Aborclag ern Cíer a l -• 68 autor atribu:i. a estas discussaCes doutrinárias um caráter retó -
rico- consti tucional.. Ele teme que este debate pode fa^er com
que os Direitos Sociais se convertam., no plano da realidade
prática., em habilidoso efeito protelatório e artifi cioso,, pela
ausí^ncia "é
d<:i tade c;o>>st.i' ..
Relembremos que FI:::i-';RAZ JONIÜR náo nega esta visáToC criti cada por TliülXElRA FILHO),, e amplia a discussão sobre o tema., O que TEIXEIRA FILHO chama de hiStbíI.idoso Bf&íto proteílintórxo
;nrti-f:íc:.í0S0y terá semelhança com o conceito que extraimos em
FERRAZ JÜNIOR de satisfaf;:^o ideolóqicaCvide nossa nota ló des
te capitulo),,
A visSfo destes autores vem confirmar as litfíes extraidas
da experifíncia históricas A Consti tuitíCo de 1946 é um exem
plo,. Além do entendimento,, pelos tribunais,, de que vários
direitos sociais nela constantes se tratavam de meras normas
prog ramá ti cas e náfo auto-apl i cá vei s., aponta-se também o desca
so do Poder Legislativo em sua regulamentat;áo., Do mesmo modo.,
em relaçíío á Consti tu i í;:S'o Federal de 1967 (com a emenda 1/69).,
a s s :i. n a 1 a -• <» e <;i u e o i:> d :i. i- e i t o íií m ate i'- i a i s. a ;i. :i. |:) i'- e v :i. i:í- t o !;i- -• c o m c? a participatiáTo nos lucros., na gestá'o e a estabilidade no empre-
go-,, nSTo puderam ser exigidos em virtude de nSTo serem auto-a- pl i cáveis,.
I"' o !'• f :t. m ., a <;!■ :i. n a T. a m o i;í ci u e o i:> i.(n i c: o d i p o i t i v o i:í c; o ri i;i. t i t u - c: :i. C J i " i a i d e d :i. r e i t o í;:- o c: i a ;i. í;í c; cj fn o c| u a i íií s e u tii- (i e t i n a t á !'■ i o i;>
91. de. VAR6AS & FRAGA, op. cit., p. 34. 92. cfe. TEIXEIRA FILHO, op. cit., p. 322.
Capí tu.l.o .TII D:i.re;i.tos Soc;i.a;i.s!:Abordagem Gera.l. •••• 69 podem efetivament(3 contar sa'o os de (v?f:i.các;i.a t(!>cn:i.ca pl.ena e de efi.các;i.a global social.. Os demais dispositivos., com funí;:"ío
eficacial de resguardo estíA'o., mesmo., contaminados pela satis- ideológica e representam mera retórica consti tucional..