Visando propiciar aos designers o uso do instrumento de avaliação em uma plata- forma computacional, propomos um protótipo para sua implementação no contexto da
plataforma OpenDesign4. O OpenDesign é um conceito e uma plataforma5 aberta para o processo colaborativo. Ele visa promover o envolvimento de diversas pessoas no processo de design de maneira colaborativa, conceito abrangido pelo Design Socialmente Consci- ente [1]. Por meio do OpenDesign, é possível documentar, compartilhar, caracterizar, formalizar, discutir sobre problemas, soluções e adotar um processo de design. Assim, é possível através de seu uso propor ideias e soluções para problemas no contexto de design de um produto tecnológico.
A plataforma OpenDesign disponibiliza artefatos para que as soluções de design sejam propostas. Os artefatos permitem levantar as pessoas que estão envolvidas no uso da solu- ção (partes interessadas), ou seja, àquelas que afetam e/ou serão afetadas no uso. Dentre os artefatos disponíveis temos o diagrama Stakeholder Diagram que visa levantar quem são as partes interessadas e envolvidas no design proposto [30]; o Evaluation Frame, um quadro de avaliação que permite levantar os problemas, ideias e possíveis soluções; Semi- otic Framework que permite levantar os requisitos necessários para se propor uma solução para o problema tratado. O OpenDesign permite que todos proponham e participem de projetos de design e possam expressar suas preocupações, propor ideias e deliberar sobre soluções de design.
Apresentamos a seguir o protótipo criado para uma representação do nosso instru- mento de avaliação na plataforma OpenDesign. A função da ferramenta é identificar problemas e oportunidades de melhorias muito antes de começar os refinamentos e a implementação de um sistema em construção. A ferramenta segue o mesmo layout já adotado pela plataforma. A Figura 5.17 apresenta a página inicial do instrumento de avaliação. O menu à esquerda representa os artefatos já disponíveis na plataforma Open- Design adicionado ao instrumento nosso de avaliação proposto.
Figura 5.17: Tela Inicial do instrumento de avaliação com a indicação de todos artefatos presentes no OpenDesign. O botão iniciar avaliação redireciona o designer para a página de questões permitindo que realize a avaliação de um Sistema Socioenativo.
Ao clicar no botão Iniciar Avaliação, o designer será redirecionado para uma outra página que contém todas as questões referentes à primeira etapa de uso instrumento
4https://preview.opendesign.ic.unicamp.br/
5OpenDesign: técnicas e artefatos para o design socialmente consciente de sistemas computacionais. Processo FAPESP: #2015/24300-9
(avaliação baseada nas dimensões). As questões são apresentadas para o designer de forma aleatória e sua resposta deve ser indicada por meio da escala de conformidade. Tal escala foi adotada visando facilitar a avaliação, de modo que o avaliador indique se ele concorda ou não que o item está ou não presente no sistema avaliado. A disposição das questões e suas respectivas escalas podem ser observadas na Figura 5.18. Cada questão possui logo abaixo sua escala, e ao selecionar um valor o componente de seleção adota a cor de acordo com a resposta atribuída. A legenda sobre as cores é indicada logo abaixo das questões. As cores permitem uma melhor identificação e assimilação das respostas atribuídas para cada questão.
Figura 5.18: Questões que compõe a primeira parte do instrumento de avaliação e sua organização.
O usuário pode salvar os resultados a qualquer momento ou cancelar a avaliação. Ao salvar parcialmente a avaliação, o usuário retoma de onde parou a qualquer momento. A realização da segunda etapa de avaliação apenar será realizada após a finalização da primeira etapa. Ao finalizar o designer é redirecionado para a página Resumo Geral, apresentada na Figura 5.20, na qual um resumo de todas as informações são apresentadas. A opção do menu Acesso Universal é liberada nesse momento. Mediante a análise dessas informações o designer pode clicar a qualquer momento no menu Acesso Universal e realizar a segunda etapa da avaliação. Antes de seguir, o avaliador indica qual dimensão ele quer focar na segunda parte da avaliação, podendo ele escolher todas as opções (cf. Figura 5.19).
O estado retratado pela Figura 5.20 apresenta o protótipo após o uso da primeira fase do instrumento e apresenta um resultado geral das dimensões adotadas. Optamos por essa representação como forma de apresentar como essas informações serão apresentadas de modo que fiquem visíveis para o designer e contribua para seu entendimento, consulta e re-design do sistema. Indicamos na Figura 5.20 características importantes, conforme indicação das letras:
Figura 5.19: Opções disponíveis para o designer decidir quais dimensões quer abordar na segunda etapa do instrumento de avaliação.
• A) Menu Lateral com a indicação do Instrumento de avaliação (SS Evaluation) e suas duas partes: Dimensão e Acesso Universal.
• B) Sub-menu indicado para a primeira parte do Instrumento de avaliação, indicando as dimensões de Sistemas Socioenativos e a presença (%) da dimensão no sistema avaliado.
• C) Área de análise, onde encontram-se disponíveis todas as dimensões e as questões que não foram atendidas.
• D) Apresentação para cada uma dimensões e indicação do grau de conformidade para cada uma das questões. Como interação, ao clicar no título desse campo o avaliador é redirecionado para outra página com as informações detalhadas dessa dimensão e as questões relacionadas a ela (cf. Figura 5.21).
• E) Opção para edição. Disponível para que o designer refaça a avaliação e altere as opções indicadas na escala de conformidade. Igualmente a interação acima, o designer é redirecionado para uma nova página (cf. Figura 5.21).
• F) Indicação da resposta do avaliador para a questão durante a avaliação.
• G) Percentual de conformidade (mínimo 0 e máximo 100%) em relação às dimensões atendidas após a avaliação.
• H) Escala de conformidade e legenda para as indicações das cores atribuídas nas questões dos cards das dimensões.
A interface para a segunda etapa da avaliação do Acesso Universal é similar a proposta para a primeira parte do instrumento (cf. Figura 5.20), somente as questões são alteradas de acordo com essa etapa. Também destacamos a Figura 5.21, que indica, de acordo com a dimensão escolhida pelo designer, quais as perguntas do acesso se associam a dimensão. A Figura 5.22 apresenta o resultado após o uso do instrumento na segunda etapa do processo de avaliação. As opções disponíveis para essa tela são idênticas as apresentadas pela Dimensões - Resultado Geral. Além da visualização das questões, dos níveis de conformidade e de uma verificação geral (%) características atendidas, temos a opção de edição, permitindo que o designer retorne a qualquer momento para consulta ou re- avaliação do sistema.
Figura 5.20: Resumo Geral das informações capturadas pela utilização da primeira parte do instrumento de avaliação. Menu lateral com todas as opções dimensões indicadas (A), indicação da presença (%) de cada dimensão (B), área geral de análise (C), cards com as informações de cada dimensão e as principais questões que não foram atendidas (D), botão para edição e re-avaliação das questões da dimensão (E), representação do nível de conformidade para as questões (F), escala de presença de cada uma dimensões (G) e índice do nível de conformidade (H).
Figura 5.21: Questões da segunda etapa do instrumento de avaliação de acordo com a dimensão Acoplamento, por exemplo, escolhida pelo designer.
Figura 5.22: Resumo Geral das informações capturadas pela utilização da primeira parte do instrumento de avaliação.
Nosso instrumento de avaliação nessa plataforma visa contribuir na materialização e compartilhamento dos resultados da avaliação no processo de design. Através da dis- ponibilização do instrumento na plataforma OpenDesign, designers podem usá-lo para a avaliação de sistemas e os resultados são registrados, permitindo sua consulta à qual- quer momento contribuindo assim com o processo de re-design. A disponibilização do instrumento em uma plataforma computacional permite que o processo de avaliação seja otimizado e simplificado, pois as formas de se apresentar as informações para o designer são melhor exploradas.
5.6
Discussão
Os resultados da aplicação do instrumento indicaram que ele foi efetivo para contribuir na avaliação de sistemas em cenários. Sua aplicação foi realizada através de três cenários distintos. Por meio dos resultados capturados com o uso da primeira parte do instru- mento de avaliação, os avaliadores verificaram quais das dimensões presentes em Sistemas Socioenativos não foram atendidas. Eles relataram que o resultado é importante e fornece uma visão de pontos que podem ser readequados em um re-design do sistema, de modo a atender em sua totalidade as dimensões. Assim, a primeira etapa do instrumento realçou a necessidade de se investigar mais profundamente as dimensões de Sistemas Socioenati- vos nos cenários estudados. Isso se destacou mais no cenário da escola. Um dos motivos que pode ter impactado esse resultado é o fato do design do sistema ter sido realizados em 2018, ou seja, quando o grupo e o projeto ainda estavam em suas fases iniciais.
O instrumento permitiu identificar que a dimensão Social se apresentou com pouca expressão em todos os três cenários. Embora todos proponham o envolvimento e a in- teração entre os participantes, os resultados mostraram que essa característica precisa ser melhor explorada. O workshop “Uma Experiência no Tempo Profundo” atendeu mais as dimensões de Embodiment, Acoplamento e Emocional. Acreditamos que esta relação deve-se ao fato da interação que a mesa e os artefatos disponíveis (dinossauro, vulcão) evocam. Esse cenário demanda que o usuário manipule os objetos e resultados das ações são expressos no ambiente de interação. Ainda, os dinossauros interagem entre si, pos- suem leds em seus olhos e produzem feedbacks sonoros. As diferentes respostas do sistema podem contribuir com a dimensão Emocional destacada. As luzes podem deixar o usuário mais entusiasmado com a interação, ou mesmo, o ruído sonoro pode passar uma sensação de medo. Adicionalmente, os dinossauros são elementos comuns no contexto infantil, o que contribui para a curiosidade na manipulação do artefato e para evocar emoções nos envolvidos. No workshop “A Magia da Ciência” as dimensões que se destacaram (Em- bodiment, Acoplamento e Emocional) foram em função da maneira que o workshop e o ambiente de interação foram projetados. As demais dimensões Social e Autonomia se mostraram presentes, mas com menos intensidade.
Em relação a segunda parte do instrumento de avaliação, pudemos observar para os três cenários que as características voltadas para o Acesso Universal precisam ser melhor exploradas. Um fato que pode estar relacionado a baixa identificação dessas características é que as mesmas não foram pensadas durante o design inicial desses sistemas. Desta forma,
o instrumento permitiu que os avaliadores refletissem se as mesmas estavam presentes, ou não, e assim, favorecem um possível processo de re-design desses sistemas.
De acordo com a análise das duas etapas do instrumento de avaliação, juntamente com a opinião dos avaliadores, fica evidente os benefícios que o instrumento de avaliação pode proporcionar no aprimoramento e re-design de Sistemas Socioenativos. Observamos que por meio dos resultados da primeira etapa, os designers conseguem identificar as dimensões que estão ou não presentes, e quanto é a relação de sua presença no sistema avaliado. Isso contribui para o entendimento das características abordadas pelo sistema em avaliação, além de permitir uma visão mais aprimorada daquelas que necessitam ser melhor exploradas. O designer pode optar por avaliar as características voltadas para o Acesso Universal de acordo com o resultado da primeira etapa. Por meio da avaliação do Acesso Universal, o designer pode perceber quais características não foram atendidas e assim propor o re-design desse sistema de forma que as atenda.
Observamos que a maneira que o instrumento foi proposto favorece a avaliação. Dividir em duas etapas permite que após a realização da primeira parte, o(a) designer utilize os resultados para que oriente a sua decisão em quais características observar nas questões na segunda etapa. A aplicação do instrumento permitiu identificar pontos que podem ser melhor tratados e/ou explorados no instrumento.
Uma contribuição chave desta dissertação está nas questões na primeira parte do instrumento como guidelines para orientar a avaliação dos sistemas. A definição dessas questões foi um esforço para facilitar o processo de avaliação. A complexidade envolvida nos conceitos em Sistemas Socioenativos pode influenciar na clareza e compreensão das questões. Como aprimoramentos, podemos conduzir estudos mais aprofundados para entender como apresentar os conceitos subjacentes e esclarecer os mesmos nas questões do instrumento. Ainda esforços devem ser empregados de modo que refinemos e avaliemos sua aplicabilidade nos mais diversos cenários.
Em relação às questões voltadas para a segunda parte do instrumento de avaliação, destacamos que elas possuem potencial em ser aplicadas para se verificar o Acesso Univer- sal nos sistemas em estudo. Considerando sua aplicação, os participantes mencionaram que elas contribuem com a visão do Acesso Universal, levado-os a refletir como essas ques- tões poderiam ser melhor trabalhadas no re-design do sistema. Contudo, notamos que ainda podemos melhorar o instrumento propondo uma verificação dessas características destacando como cada uma delas se relaciona com os elementos do sistema (Físico, Digi- tal e Social). Com esse refinamento baseado nos elementos, elas podem ser ainda melhor exploradas e aplicadas para o contexto de Sistemas Socioenativos.
Dentre os benefícios do instrumento de avaliação, observamos que ele pode ser aplicado à outras classes de sistemas. Ainda, os avaliadores indicaram que o instrumento contribui no processo de avaliação e tem potencial para ser usado em uma gama mais ampla de sistemas. Além disso, eles destacaram que os resultados fornecidos pelo instrumento de avaliação são importantes para a preparação de oficinas futuras.
Adotamos a escala de conformidade para a verificação de cada uma das características e dimensões avaliadas, sendo uma melhor escolha do que quando comparamos com formas binárias de identificar as características presentes. A escala adotada visa liberdade do avaliador durante seu uso, pois ele pode escolher a opção que ele acredita que melhor se
adapta a questão que está sendo analisada. As questões em aberto não foram adotadas devido à padronização e interpretação que poderia ser gerada por cada um dos usuários. Destacamos que na percepção dos avaliadores, o instrumento contribui para identifi- car características que não foram abordadas no processo de design inicial do sistema, e ainda, contribui com o re-design. O formato de perguntas leva o avaliador a analisar e refletir se determinada característica ou dimensão está ou não presente no sistema. Desta forma, durante esse processo de verificação podem surgir insights de quais características não foram abordadas e como abordá-las. De alguma forma, o instrumento leva o desig- ner a refletir sobre possíveis características que o sistema aborde e como alcançar tais características.
Sugerimos no Capítulo 3 que após a observação das Heurísticas NUI e DU em um Sistema Socioenativo que uma Seção de debriefing fosse estabelecida. Esses dois instru- mentos foram agrupados e para se chegar até eles é necessário a realização da primeira etapa (verificação das dimensões). Ao final da realização das duas etapas de avaliação e com os resultados em mãos, ressaltamos que um debriefing envolvendo outros designers possa contribuir em uma análise visando o re-design do sistema.
Destacamos como limitação que os três cenários mencionados não foram pensados em termos do Acesso Universal, contudo eles foram avaliados sob essa ótica. Para os três cenários, as crianças que participaram da interação não possuíam nenhuma limitação ou dificuldade física para desempenhar as tarefas esperadas durante a realização das oficinas. Para uma melhor análise das questões de Acesso Universal, seria necessário a participa- ção de pessoas portadoras de alguma limitação física (permanente ou temporária). O instrumento de avaliação poderia trazer resultados de forma que ele fosse melhor refinado para atender a qualquer usuário independentemente de suas limitações. Apenas duas das dimensões (Acoplamento e Embodiment ) foram tratadas, então estudos adicionais são necessários para avaliar os demais aspectos do Acesso Universal aplicados à dimensão Autonomia, Emocional e Social. Ainda, os guidelines contribuem para que designers iden- tifiquem características que não foram abordadas no processo de design inicial do sistema, permitindo assim conduzir mais adequadamente o re-design. A análise das características que o sistema não atendeu e seu re-design não fizeram parte do escopo desta dissertação. Análises futuras poderiam considerar a aplicação do instrumento de avaliação em cenários de outros sistemas, de modo a verificar se o mesmo contempla ou não suas características.
5.7
Conclusão
Este capítulo apresentou o estudo conduzido para a aplicação do instrumento de ava- liação em três cenários de Sistemas Socioenativos. Os cenários avaliados foram dois workshops que aconteceram no cenário do museu e outro realizado no contexto de uma escola primária. A avaliação foi conduzida por meio de análise das oficinas que foram todas gravadas por designers que estiveram envolvidos no design desses sistemas. Com a aplicação da primeira etapa do instrumento, os designers receberam um resultado síntese (em forma de um gráfico) indicando as dimensões mais presentes no cenário avaliado. Na segunda etapa, participantes avaliaram o Acesso Universal sob a perspectiva das di-
mensões Acoplamento e Embodiment. Os resultados do uso do instrumento, através da captura de feedback dos participantes, indicaram que ele contribui para a avaliação de Sistemas Socioenativos, pode contribuir com seu re-design além de poderem ser aplicados à outras classes de sistemas.
Capítulo 6
Conclusão
A avaliação de sistemas é uma das questões chave na área de IHC. A avaliação per- mite identificar problemas na interação e nas interfaces que prejudicam a experiência do usuário. Ela visa identificar possíveis problemas ou pontos que o sistema não aborda de modo que proporcione ao designer uma análise e reflexão para então avançar no re-design do sistema.
Esta pesquisa estudou, concebeu e aplicou um instrumento de avaliação para permitir conduzir avaliação de sistemas em cenários Socioenativos. Para esse processo, considera- mos as dimensões de Sistemas Socioenativos além do Acesso Universal buscando atender a uma ampla gama de pessoas. Visamos possibilitar, através do instrumento de avalia- ção, que os sistemas desenvolvidos proporcionem o uso e a interação de todas as pessoas independente de suas capacidades físicas, cognitivas ou motoras.
O contexto de Sistemas Socioenativos adotado em nosso estudo representa um cenário totalmente novo e extremamente complexo para tratar o Acesso Universal. Possibilitar que pessoas com diferentes tipos de limitações possam perceber, entender, interagir e contribuir com esses sistemas de forma imersiva em um ambiente é um desafio de pes- quisa. Sistemas Socioenativos envolvem uma multiplicidade de dispositivos e sentidos, combinados em situações dinâmicas de uso envolvendo uma dimensão individual e social. Logo, é altamente importante garantir que durante o processo de design, instrumentos de avaliação/inspeção sejam usados no processo de design. Realizamos uma análise dos elementos e dimensões que compõem Sistemas Socioenativos. Destacamos a importância em se considerar no processo de interação, e consequentemente avaliação, os elementos que compõem esses sistemas, tais como o Físico, o Digital e o Social.
Para propor guidelines para avaliação, nosso estudo realizou uma análise buscando relacionar Heurísticas NUI com as dimensões que caracterizam Sistemas Socioenativos. Adicionalmente, analisamos em um cenário Socioenativo como os princípios de DU e as heurísticas NUI podem contribuir no processo de avaliação. Essa análise responde uma de nossas perguntas de pesquisa: “Princípios e heurísticas existentes podem ser combinados para averiguar o Acesso Universal em Sistemas Socioenativos?” Nossos resultados indica- ram que os princípios de DU e as Heurísticas NUI são complementares para a avaliação de sistemas em cenários Socioenativos. Para o processo de avaliação, o DU oferece uma visão focada nas partes individuais da interação, enquanto que as Heurísticas NUI estão mais voltadas para uma visão macroscópica do sistema, abrangendo o Social, a colaboração e
o engajamento, que são parte da perspectiva enativa.
Buscamos averiguar quais heurísticas NUI estão mais relacionadas com cada uma das dimensões de Sistemas Socioenativos e estabelecer uma relação entre elas. Conduzimos um estudo, no qual disponibilizamos cada uma das Heurísticas e com as respectivas dimensões de Sistemas Socioenativos. Como resultado, obtemos um ranking das Heurísticas NUI que mais se relacionam com cada uma das dimensões. Essa análise contribui como um filtro,