exercito os cursos mais elevados dos ramos scientificos Era difficil que ao lado dos cursos
2.7 Apontamentos finais.
Em resumo, e para finalizar este estudo, observe-se o esquema apresentado a seguir (Quadro 2.6) para um quadro da evolução do ensino superior na cidade do Porto, a partir da longínqua Aula de Náutica introduzida em 1762 e que culminou com a criação da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
Ano Instituição Áreas de estudo (n.º de cadeiras) Outros dados
1762 - Náutica (1)
1779 - Náutica (1) + Desenho (1)
1803 ARMCCP
MARINHA + COMÉRCIO Matemática (com “Náutica”) (3) + Filosofia Racional (1) + Inglês (1) + Francês (1) + Desenho (1) + Comércio (1) 1837 APP MATEMÁTICA (5)
(com alguma “Engenharia” e alguma “Naútica”) + FILOSOFIA RACIONAL (4) + Comércio (1) + Desenho (1) 1854/64: Criação da Escola/Instituto Industrial do Porto 1869: Criação da cadeira de “Mecânica aplicada ás construcções civis” e supressão do mestre de aparelho e manobra naval 1885 MATEMÁTICA (5) + ENGENHARIA (4) + FILOSOFIA RACIONAL (6) + Comércio (1) + Economia/Admnistração (1) + Desenho (1) 1886: Criação do Instituto Industrial e Comercial do Porto 1897: Cadeira de “Comércio”
substituída pela cadeira de “Technologia Industrial”
1911 FCUP CIÊNCIAS + ENGENHARIA (até 1915)
1915: Criação da Faculdade Técnica 1926: Criação da Faculdade de Engenharia
Quadro 2.6 Evolução do ensino superior na cidade do Porto.
A Faculdade de Ciências da Universidade do Porto sucedeu a duas importantes instituições ensino, a ARMCCP e a APP, que estiveram sempre interligadas à cidade do Porto e às suas efectivas necessidades – a primeira formava comerciantes e marinheiros quando os negócios com o Brasil eram vitais para a cidade; a segunda, uma escola de engenharia (desde a sua fundação, de carácter civil ao contrário do que aconteceu, por exemplo, com a Escola Politécnica), foi criada para acompanhar o aumento da industrialização do país.
179
“As duas Academias desempenharam um papel de relevo na formação educativa da juventude portuense e contribuíram de forma notável para a elevação do nível cultural e científico da cidade, e, de uma maneira geral, da região nortenha. Ainda que desprovidas dos estatutos de universidades, tanto pela sua acção pedagógica, como pelo seu valor científico, podem ser consideradas verdadeiros institutos universitários.”627
Note-se que a APP, como era previsível, tem pontos de contacto quer com a sua predecessora, quer com a sua sucessora – de início, a APP ainda apresenta alguns vestígios ligados à marinha e ao comércio que, com o passar dos anos, foram desaparecendo para dar lugar, no final da sua existência, a uma importante escola de engenharia e de ciências, características que veio a manter na sua transformação em Universidade do Porto – em particular, na Faculdade de Ciências e na posterior Faculdade de Engenharia.
627 [Azevedo, 1982]; p. 148.
180
Anexos
do
Capítulo 2
181
Anexo A
Cronologia comparada do Porto e Portugal (1762-1911)
Ano
Porto
628Portugal
6291762 Criação da Aula de Náutica
(Dec. 30 Julho).
1772 Reforma da Universidade de Coimbra
pelo Marquês do Pombal.
1779 Criação da Aula de Debuxo e Desenho
(Dec. 27 Novembro).
Criação da Academia Real de Marinha (Lisboa).
Criação da Academia Real das Ciências de Lisboa (24 Dezembro).
1780
Abertura Solene da Academia Real das Ciências
(4 Julho).
1788
A “Relação das Fábricas” com alvará da Junta de Comércio assinala
22 empresas no Porto.
1790
Criação da Academia Real de Fortificação, Artilharia e Desenho
(Lisboa).
1792 Criação da Academia Real dos
Guardas-Marinhas (Lisboa).
1796
Alvará de fundação da Real Biblioteca Pública da Corte e do Reino (29 Fevereiro; abre ao público em 13
Maio de 1797).
1803
Criação da
Academia Real de Marinha e Comércio da Cidade do Porto
(Dec. 9 Fevereiro e 29 Julho).
1813
O inquérito realizado pela Junta do Comércio assinala 45 fábricas
na comarca do Porto. 1822 Proclamação da Independência do Brasil (7 Setembro). Promulgação da Constituição Portuguesa (23 de Setembro).
1823 Extinção das Cortes e abolição da
vigência da Constituição de 1822.
1825 Criação da
Real Escola de Cirurgia no Porto.
Criação da
Real Escola de Cirurgia em Lisboa.
628 Cronologia (adaptada) de [Ramos, 2000]; pp. 653-667. 629 Cronologia (adaptada) de [Rodrigues, 2007]; pp. 42-271.
182
1826
Pedro IV sobe ao trono e outorga a Carta Constitucional.
D. Pedro IV abdica da coroa em prol da sua filha D. Maria da Glória
(D. Maria II).
1828
Regresso de D. Miguel a Lisboa; jura a Carta e assume a regência
(22 Fevereiro).
Regresso à monarquia absolutista e subida ao trono de D. Miguel (Julho).
1830
Segundo o “mapa das fábricas com provisão régia”, o Porto contaria com
165 fábricas.
1832 Ocupação da cidade do Porto pelo exército liberal (9 de Julho). Início da guerra civil entre liberais e absolutistas. 1832
/ 1833
Cerco do Porto pelas forças miguelistas. Epidemia de cólera no Porto.
1833 Criação da Real Biblioteca Pública
do Porto (9 Julho).
1834 Fundação da Associação Comercial do
Porto (24 Dezembro).
Vitória das forças liberais com a rendição de D. Miguel; regresso à Carta Constitucional.
Sobe ao trono D. Maria II. Morte de D. Pedro IV (24 Setembro).
1835 Criação do Banco Comercial do Porto (o primeiro banco portuense).
1836 Criação da
Escola Médico-Cirúrgica do Porto.
Revolução de Setembro que conduziu ao regresso da Constituição de 1822 e à
nomeação de novo ministério (com Passos Manuel)630. Tentativa de deposição do governo setembrista que ficou conhecido por
Belenzada631 (3 de Novembro). Criação da Escola Médico-Cirúrgica de
Lisboa. Fusão das Faculdades de Cânones e de Leis na Faculdade de Direito, decretada por Passos Manuel.
630 “Composto por: Conde de Lumiares (Presidência e Guerra), Manuel da Silva Passos (Reino), Bacharel e clérigo António Manuel Lopes Vieira de Castro (Justiça), Visconde Sá da Bandeira (Fazenda e Estrangeiros) e António César de Vasconcelos Correia (Marinha)” ([Marques, 2002]; p. 596).
631 Após esta tentativa de deposição, o governo ficou composto por: “Presidência, Estrangeiros e, interinamente, Guerra – Visconde Sá da Bandeira; Reino e, interinamente, Fazenda – Manuel da Silva Passos; Justiça e, interinamente, Marinha – António Manuel Lopes Vieira de Castro. Este triunvirato pôde segurar as rédeas da ameaçada revolução durante seis meses”, até ao final de Maio de 1837, onde é substituído por “um ministério mais moderado e menos combativo” ([Marques, 2002]; pp. 598-600).
183
1837
Criação da
Academia Polytechnica do Porto, que substitui a
Academia Real da Marinha e Comércio da Cidade do Porto
(Dec. 13 Janeiro).
Revolta dos Marechais (nova tentativa, iniciada em Julho, de repor a Carta
Constitucional comandada pelos duques da Saldanha e da Terceira). Em 10 de Agosto, emerge um novo governo liderado por Sá da Bandeira632
(agora sem Passos Manuel). Criação da Escola Polytechnica de
Lisboa, que substitui a Academia Real da Marinha. Criação da Escola do Exército, que
substitui a Academia Real de Fortificação, Artilharia e Desenho.
1838
Juramento da Constituição de 1838 (tentativa de “conciliar”
a Constituição de 1822 com a Carta Constitucional de 1826).
1839
Queda dos governos setembristas do Marquês de Sá da Bandeira e do barão
da Ribeira de Sabrosa (Abril). Ascensão de Costa Cabral, membro proeminente do novo governo cartista
(Novembro).
1840 Liceu Central do Porto
(criado por Passos Manuel, em1836).
1841 Nomeação do primeiro reitor leigo da
Universidade de Coimbra.
1842
O Golpe de Estado cartista de Costa Cabral emerge
na cidade do Porto.
Golpe militar dirigido por Costa Cabral e pelo duque da Terceira
(27 de Janeiro). Restabelecimento da Carta
Constitucional de 1826 (10 de Fevereiro).
Tomada de posse do governo presidido pelo duque da Terceira e com Costa
Cabral como Ministro do Reino (24 de Fevereiro). Início do cabralismo.
1843 Inauguração da ponte pênsil.
1845 No Porto existiriam 276 unidades
industriais, com 3392 operários.
Criação da Escola Naval, substituindo a Academia Real dos Guardas-Marinhas.
1846
Revolta da Maria da Fonte (Abril). Queda do governo de Costa Cabral (18 de Maio). Formação de novo ministério
chefiado pelo duque de Palmela.
632 “Apesar das sucessivas remodelações e interinidades, este governo aguentou-se até Abril de 1839, quando tomou o poder o Barão da Ribeira de Sabrosa, formando o último ministério exclusivamente setembrista.” ([Marques, 2002]; pp. 600-601).
184
A Emboscada, golpe de estado organizado por Costa Cabral, a partir
de Madrid, e dirigido pelo duque de Saldanha (6 de Outubro). Exoneração do duque de Palmela passando o poder
para Saldanha.
A Patuleia (8 de Outubro – Junho de 1847), guerra civil contra o ministério de inspiração cabralista presidido pelo
duque de Saldanha e apoiado pela rainha.
1847
Assinatura da Convenção do Gramido (29 de Junho), consagrando a vitória
cartista.
1849
José Vitorino Damásio, Manuel Joaquim Machado e Raimundo Joaquim
Martins lançam os Estatutos da Associação Industrial Portuense (aprovados em 1 Agosto de 1852).
Costa Cabral volta a assumir a Presidência do governo (Junho).
1851
Movimento da Regeneração liderado por Saldanha é apoiado pela
Guarnição do Porto.
Golpe político-militar, chefiado militarmente pelo duque de Saldanha,
pondo fim ao “segundo cabralismo” (Abril).
Início do Movimento da Regeneração, com a formação de um novo governo constitucional presidido por Saldanha,
que contou com a participação de Rodrigo da Fonseca Magalhães e António Maria Fontes Pereira de Melo
(22 de Maio).
A Regeneração foi caracterizada por uma estabilidade política «rotativista» (em geral, entre o Partido Histórico e o
Partido Regenerador).
1852
Existiam na cidade 496 estabelecimentos industriais com
6090 operários.
Criação da Escola Industrial do Porto (só começa a funcionar em 1854).
Promulgação do Acto Adicional à Carta Constitucional de 1826.
Criação do Ministério da Obras Públicas, Comércio e Indústria, cuja pasta foi primeiro ocupada por Fontes
Pereira de Melo (Dezembro). Fundação do Instituto Industrial de
Lisboa (30 de Dezembro).
1853 Morte de D. Maria II.
D. Pedro V sobe ao trono.
1855 Exposição Industrial no Porto. Participação de Portugal na Exposição Universal de Paris.
1856
Inauguração do primeiro troço de caminho-de-ferro, Lisboa-Carregado
185
Novo Ministério assume funções sob a presidência do marquês de Loulé, líder
dos progressistas históricos (6 de Junho).
1857
Abertura ao público da telegrafia eléctrica.
Criação da Comissão Central de Estatística do Reino.
1859
Regresso ao poder dos regeneradores que constituem um novo ministério
presidido pelo duque da Terceira, tendo Fontes Pereira de Melo assumido
a pasta do Reino (16 de Março).
1860 Regresso ao poder do duque de Loulé
(4 de Julho).633
1861
Exposição Industrial Portuguesa, realizada no Palácio da Bolsa.
Início da construção do Palácio de Cristal.
Morte de D. Pedro V. Início do reinado de D. Luís.
1862
Movimento de contestação estudantil em Coimbra. Criação da Sociedade do Raio
(Dezembro).
1863 Data provável do aparecimento de
filoxera no Alto Douro.
1864
Rolinada, rebelião estudantil em Coimbra contra o governo de Loulé e o
seu ministro Rolim de Moura. Primeiro recenseamento sistemático de
toda a população do reino: 3.829.618 habitantes. Conclusão da linha férrea do
Norte até Gaia.
1865 Realização da Exposição Internacional
da Indústria, no Palácio de Cristal.
Questão Coimbrã (1865-1866). Criação do Partido Reformista.
1868 Revolta da Janeirinha (1 de Janeiro).
Em consequência da revolta da Janeirinha, no Porto, dá-se a formação
de um novo governo presidido pelo Conde de Ávila.
1870
A Saldanhada (19 de Maio), golpe militar liderado por Saldanha que resultou na demissão do ministério do duque de Loulé. O governo resultante
durou cerca de três meses.
633 “De Julho de 1860 a Setembro de 1871 puderam contar-se nove governos, com a agravante de que o primeiro, teoricamente o mais longo, passou por várias remodelações. […] Se os ministérios eram instáveis, os programas e as realizações variavam pouco, prosseguindo-se em geral num governo a obra do anterior” ([Marques, 2004]; p. 482).
186
Instalação de um cabo submarino que ligava Portugal a Inglaterra.
1871
Realização das Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, que contaram com a participação activa
de Antero de Quental, Teófilo Braga, Eça de Queirós, Manuel de Arriaga,
Batalha Reis, Oliveira Martins, José Fontana, entre outros
(Maio-Junho).
Proibição das Conferencias do Casino decretada pelo marquês de Ávila e
Bolama, presidente do governo (26 de Julho).
Em Setembro, início de um período estável na governação que se estenderá
até 1890, onde se destaca a figura de Fontes Pereira de Melo.634
1875 Início da construção da ponte
D. Maria Pia.
1876 Crise financeira. Abrem falência
diversos bancos do Porto e Norte.
Nascimento do Partido Progressista, surgido da fusão entre o Partido Histórico e do Partido Reformista no
Pacto da Granja (7 de Setembro). Publicação da Cartilha Maternal
de João de Deus.
1877 Inauguração da ponte ferroviária D. Maria Pia.
1878 As actuais freguesias do Porto
somavam 110.667 habitantes.
Eleito o primeiro deputado republicano, Rodrigues de Freitas
(pelo Porto).
Censo da população portuguesa:
634 “De Setembro de 1871 a Janeiro de 1890 dirigiram o país oito governos, ou, se quisermos somar dois que um ao outro se seguiram sob idêntica chefia, sete apenas. Esta sequência correspondeu assim a um governo por cada 2,6 anos em média. Como, porém, houve governos com duração variável, a média tem pouco significado, conquanto já em si representasse um acréscimo marcado em relação aos ministérios do período anterior. Na realidade, houve dois governos do Partido Regenerador com seis e cinco anos respectivamente, ao lado de um, do Partido Progressista, de quase quatro anos de duração. Em termos de tradição constitucionalista portuguesa – e também europeia – tratava-se de governos longos, significando, sem sombra de dúvida, estabilidade política. Era, por um lado, a consequência de um rotativismo finalmente alcançado entre os dois principais partidos – o Regenerador e o novo partido Progressista, fundado em 1876 – mas também, pelo outro, o resultado da existência de personalidades fortes e capazes, com controlo político e talento governativo. António Maria de Fontes Pereira de Melo, cabeça do Partido Regenerador, reunia, sem dúvida, essas duas qualidades, mas não se menosprezem, entre os Progressistas, homens como Anselmo José Braamcamp e José Luciano de Castro, que um ao outro se sucederam na respectiva chefia” ([Marques, 2004]; p. 492).
187
4.160.315 habitantes. Início do funcionamento do Observatório Astronómico da Ajuda.
1879
Ascensão ao poder do Partido Progressista, com um gabinete presidido por Anselmo Braamcamp.
1881
Criação do Sindicato Portuense, envolvendo várias instituições bancárias da cidade, para construção e exploração das ligações ferroviárias do
Norte do país a Salamanca. No Porto, trabalham na indústria
37.377 operários
(quase um terço da sua população).
1884
Fundação do Ateneu Comercial do Porto. Início da construção do porto de
Leixões (termina em 1895).
Conferência de Berlim, onde os países europeus definem as condições em que
se processará o domínio do continente africano.
1885
Acto Adicional à Carta Constitucional, que visava uma progressiva democratização do sistema político através da restrição do poder do rei e da supressão do pariato hereditário e fixação do número de membros da
Câmara dos Pares.
1886 Inauguração da ponte D. Luís.
Início da disputa entre Portugal e a Inglaterra pela posse dos territórios africanos entre Angola e Moçambique
(questão do “mapa cor-de-rosa”).
1887 Conclusão da ligação da Linha do
Douro a Salamanca.
1888 Fundação do Jornal de Notícias.
1889 Morte de D. Luís.
Início do Reinado de D. Carlos.
1890
As actuais freguesias do Porto somavam
146.736 habitantes. Cerca de 12 mil trabalhadores
comemoram o 1.º de Maio no Porto.
Ultimatum inglês em resposta à
tentativa de Portugal de ocupar as regiões entre Angola e Moçambique
(11 de Janeiro). Manifestações anti-britânicas
generalizadas.
O 1.º de Maio é comemorado em Lisboa pela primeira vez.
Tratado entre Portugal e a Inglaterra onde são formalizados os termos
resultantes do ultimato inglês (20 de Agosto).
Grande agitação política e social à volta destes acontecimentos e início da ascensão daquela que viria a tornar-se
188
na maior força política fora do sistema rotativo: o Partido Republicano.
Fim do rotativismo. Alfredo Keil compõe A Portuguesa.
1891
Primeira tentativa gorada de implantação da República (31 de Janeiro). São anunciados os nomes que
fariam parte do elenco governativo provisório: Rodrigues de Freitas, Joaquim Bernardo Soares, José Maria Correia da Silva, Joaquim de Azevedo
Albuquerque (lente da APP), José Ventura dos Santos Reis, Licínio Pinto
Leite, António Joaquim de Morais Caldas e Alves da Veiga. Os bancos do Norte perdem a capacidade de emissão de moeda
fiduciária (Dec. 9 Julho).
Matriculou-se a primeira mulher na Universidade de Coimbra, Domitilia Hormizinda Miranda de Carvalho, que
frequentou nesse ano o 1.º ano da Faculdade de Matemática.
1893
Nomeação de um novo governo, chefiado por Hintze Ribeiro, dirigente
do Partido Renovador. Reinício do rotativismo político
(até Maio de 1906).
1894 Celebração do 5.º Centenário do
nascimento do Infante D. Henrique.
1896 Inauguração da Estação de S. Bento.
1897
Novo governo liderado por Luciano de Castro (Partido Progressista), pondo
fim a quatro anos de governo regenerador (Fevereiro).
1899 Peste bubónica no Porto. A cidade é
isolada por um cordão sanitário.
1900 O Porto tem 167.955 habitantes.
Nomeação de novo governo de Hintze Ribeiro que sucedeu a
José Luciano de Castro (25 de Junho).
O Censo de 1900 indicava uma taxa de analfabetismo na ordem dos 74%.
Participação de Portugal na Exposição Universal de Paris.
1901
Saída de João Franco do Partido Regenerador levando consigo 25 deputados. Este grupo dará origem, em
1903, ao Partido Regenerador-Liberal.
1903
Demissão do governo de Hintze Ribeiro, que não conseguiu resistir à contestação crescente. A pedido do rei,
Hintze Ribeiro continuou com outro ministério.