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Apresentação e análise do mapa mental “A casa e a família”

Parte II – A investigação no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada

5. Apresentação e análise dos resultados

5.1.1.2. Apresentação e análise do mapa mental “A casa e a família”

O mapa mental efetuado nesta segunda intervenção teve por base a temática “A casa e a família”, pois durante essa semana decorreu o dia mundial da família, sendo esta data comemorada na instituição.

A realização da atividade decorreu na sala de atividades dos três anos, estando esta já devidamente preparada antes da chegada das crianças, mais concretamente o cantinho das almofadas, espaço onde decorreram as rotinas diárias e o diálogo introdutório à atividade.

Anteriormente à chegada das crianças, o cantinho das almofadas já se encontrava preparado. As almofadas onde cada uma das crianças se sentaria já estavam dispostas em semicírculo, para que eu conseguisse visualizar cada uma delas e para que as mesmas obtivessem um campo de visão amplo de toda a atividade. Após todas estarem instaladas nos devidos lugares e, depois de realizadas as rotinas diárias, comecei por recordar, através do diálogo, a visita realizada no dia anterior ao Castelo. (Notas de campo, 12 de maio 2015).

Nesta semana, o mapa mental foi realizado no segundo dia de PSEPE, como uma ferramenta de sistematização dos conceitos pertencentes às áreas do conhecimento do mundo e da expressão e comunicação, sendo desenvolvidos na visita ao Castelo de Castelo Branco e no diálogo estabelecido anteriormente à sua construção. A visita ao Castelo estava inserida no projeto da instituição, abrangendo assim os dois grupos de Educação Pré-Escolar.

No que respeita ao diálogo debatido com as crianças, este teve como função recordar alguns dos pontos-chave da visita, nomeadamente o facto do castelo ser uma casa, como também, apresentar vários tipos de casas que existem e os seus constituintes e, por fim, fazer a relação casa – família, pois a família é o pilar principal de uma casa.

- Sabiam que o castelo que ontem visitámos é uma casa? – questionei o grupo. - Mas como pode ser uma casa se não mora lá ninguém? – respondeu a criança C. - Agora não, mas já morou. – respondi.

- Era onde moravam os reis e as rainhas. – disse a criança C.

Após este diálogo comecei por referir que existem vários tipos de casas, como é o caso dos castelos, dos prédios e das moradias. Expliquei-lhes ainda que no mundo as casas nem sempre são iguais, tendo cada cultura o seu estilo próprio. Enquanto conversava, mostrava-lhes imagens dos diferentes tipos de casas. (Notas de campo, 12 de maio 2015).

Durante todo o diálogo era evidente o conhecimento que as crianças já possuíam acerca deste tema, dominando bem os conteúdos que iriam ser trabalhados com o mapa.

Um dos objetivos principais da construção do mapa mental era a consolidação aprofundada de conhecimentos acerca dos diferentes tipos de casas e seus constituintes – diferentes partes da casa, mobiliário e funções de cada uma destas - bem como a importância da família numa casa.

Este último conteúdo apenas foi referido durante o diálogo com as crianças, apesar de não estar expresso graficamente no mapa mental. Contudo, é de realçar que todo o processo comunicativo é fundamental para a assimilação de conhecimento, especialmente nesta faixa etária, auxiliando na clarificação e organização das ideias.

Inicialmente tínhamos definido construir o mapa mental só após a conversa com as crianças, porém optámos por fazer a atividade enquanto o diálogo se realizava, enriquecendo ambas as vertentes.

Para que a atividade não fosse realizada num contexto muito formal, optei por elaborar o mapa mental enquanto conversava com as crianças, para que a atividade e o diálogo fossem mais dinâmicos. (Notas de campo, 12 de maio 2015).

Quando exibimos os materiais que seriam a base da construção do mapa mental, o grupo mostrou euforia e entusiasmo. Apesar de recorrermos novamente ao mesmo tipo de representação gráfica - a colagem de imagens – considerámos não apresentar uma cartolina vazia como sucedeu anteriormente mas sim uma casa construída em 2D. Esta casa tinha a funcionalidade de se “abrir” e, assim, mostrar as divisões que esta ostentava (figuras 30 e 31).

O facto das crianças poderem abrir a casa e ver o que se encontrava dentro dela proporcionou motivação, fazendo com que todas quisessem participar ativamente na atividade.

Crianças motivadas levam a crianças mais empenhadas em aprender e, consequentemente, com maior nível de competências académicas.

Em cada uma das divisões da casa, cada criança colava uma imagem do mobiliário referente, com base no diálogo que tínhamos estabelecido.

Partindo da grelha de análise do mapa mental “A casa e a família” (apêndice J), verificámos que todos os conceitos transmitidos às crianças foram expressos com sucesso, nomeadamente, os conteúdos relativos aos diferentes espaços da casa e o mobiliário pertencente a cada um.

Como já salientado, apesar do conceito “A casa como centro da vida familiar” não estar expresso no mapa mental, este foi desenvolvido com as crianças durante a sua construção, ficando organizado no pensamento de cada um.

O facto do mapa ser feito em grande grupo e de questionarmos simultaneamente as crianças acerca da função e da localização de cada uma das imagem coladas no mapa, facilitou a esquematização dos conteúdos graficamente e visualmente.

A ordem de colocação das imagens pelas várias divisões da casa seguiu um critério definido pelas próprias crianças, como podemos constatar nas notas de campo a seguir transcritas.

- Por qual divisão querem começar por colar as imagens do mobiliário? – questionei o grupo e retirei de dentro de um saco uma imagem referente a uma cama.

- Não podemos começar pelo quarto, temos que começar por colocar as imagens na sala ou na cozinha. – disse apontadamente uma das crianças.

- E porquê? – volto a questionar.

- Quando entramos numa casa entramos pela porta e para irmos para a parte de cima da casa temos que subir as escadas primeiro. (Notas de campo, 12 de maio 2015).

Esta situação evidenciou o desenvolvimento do conceito de organização espacial, nomeadamente na relação cima/ baixo e dentro/ fora. Este último conceito não estava previsto de se trabalhar com as crianças, porém esta intervenção proporcionou o debate de ideias com o grupo acerca desta temática.

5.1.1.3. Apresentação e análise do mapa mental “Os meios de transporte”