Neste capítulo serão apresentados, analisados e discutidos os resultados obtidos com a aplicação dos instrumentos de recolha de dados.
Como foi referido, anteriormente, o número de utentes inscritos, na USF, com critérios de inclusão neste estudo é de 11895, dos quais integram a amostra 326 utentes.
Inicialmente serão apresentados os dados recolhidos com o questionário EUROPEP, nomeadamente as características sociodemográficas, a situação de saúde, os indicadores das áreas específicas da satisfação e ainda os indicadores chave, o que nos permitirá caracterizar a amostra, obter indicadores de satisfação relativamente à qualidade dos cuidados prestados, através da opinião dos utentes, em relação aos profissionais e ao serviço.
Seguir-se-ão os dados recolhidos com o questionário SUCECS26 que permitiram avaliar a satisfação dos utentes face aos cuidados de enfermagem.
Por fim serão apresentados os resultados dos testes de hipóteses.
Sempre que tal se justifique, serão apresentados gráficos, tabelas ou quadros, com o propósito de facilitar a interpretação dos resultados. Nas tabelas e quadros não será referida a fonte, uma vez que os dados são relativos à amostra em estudo e obtiveram-se através dos instrumentos já mencionados.
Características sociodemográficas da amostra
Na análise efetuada aos dados sociodemográficos (quadro 2), verificamos que a maior percentagem de utentes (28,22%) se encontra no grupo etário entre os 40 e os 50 anos de idade. Com uma representatividade ligeiramente inferior encontra-se o grupo etário entre os 29 e os 39 anos (25,77%), o que vai de encontro aos dados dos utentes inscritos na USF (o maior número de utentes inscritos encontra-se no grupo etário entre os 40 e os 50 anos).
A idade dos participantes no estudo varia entre os 18 e os 83 anos, situando-se a média nos 44,36 anos, com um desvio padrão de 15,44 anos. O sexo feminino é o que tem maior representatividade (67,80%), facto que também se verifica nos utentes inscritos na USF e que é corroborado por diversos estudos consultados em que predominam como principais frequentadores, dos CSP, os utentes do sexo feminino (Ferreira, 1999; Ferreira e Raposo, 2006; Ferreira, 2009; Ferreira, 2011; Brandão, 2011; Brandão et al., 2013).
Brandão (2011) e Brandão et al. (2013) referem-nos que isto se deve à fisiologia e ao ciclo de vida das mulheres e também porque os serviços e atividades dos CSP foram
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tradicionalmente direcionados para o grupo materno-infantil, nomeadamente consultas de planeamento familiar, prevenção do cancro do útero e saúde infantil.
No que concerne ao estado civil dos utentes, podemos verificar que, a maioria são casados ou vivem em união de facto (71,78%), que 19,64% são solteiros e que 6,13% são divorciados.
Relativamente à escolaridade, verificamos que mais de um quarto da amostra (32,52%) possui como formação escolar o ensino superior e que aproximadamente com a mesma percentagem (32,21%) se encontram os utentes que têm como habilitação o ensino secundário. Com uma menor representatividade encontram-se os utentes com o 3º ciclo do ensino básico (16,26%) e com o 1º ciclo do ensino básico (12,27%). Contrariamente ao que acontece noutros estudos (Ferreira, 1999; Ferreira e Raposo, 2006; Ferreira, 2009; Ferreira, 2011; Brandão, 2011), os utentes que constituem a amostra em estudo apresentam um nível de escolaridade bastante elevado, o que poderá dever-se à média de idades encontradas na amostra, mas também ao facto da USF se situar em meio urbano, local onde há maior concentração de pessoas em idade ativa e que provavelmente terão uma atividade profissional que exigem maior qualificação.
Por último, e em relação à situação perante o trabalho, podemos observar que mais de metade dos inquiridos são trabalhadores por conta de outrem (54,60%) e que 16,87% correspondem aos reformados ou aposentados. De referir ainda que 11,97% dos utentes se encontram desempregados.
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Quadro 2 - Distribuição dos utentes em função das características sociodemográficas
Situação de Saúde
Relativamente à forma como cada utente perceciona o seu estado de saúde (gráfico 2) verificamos que 36,20% dos utentes percecionam a sua saúde como boa, 33,44% como razoável, 20,55% como muito boa e 6,13% percecionam a sua saúde como excelente. Existem no entanto, 3,68% dos utentes que perceciona a sua saúde como má, o que poderá dever-se à elevada prevalência de doenças crónicas (mais de metade dos utentes, 56,13%, revela ter algum tipo de doença crónica, como pode visualizar-se no quadro 3).
Variável n % Idade 18 - 28 anos 29 - 39 anos 40 - 50 anos 51 - 61 anos 62 - 72 anos 73 ou mais 53 84 92 46 33 18 16,26 25,77 28,22 14,11 10,12 5,52 Tot al 326 100,00 =44,36 M o=34 s=15,44 xmin=18 xm áx=83 Sexo M asculino Feminino 105 221 32,20 67,80 Tot al 326 100,00 Est ado Civil
Casado/ a ou em União de facto Solteiro/ a Viúvo/ a Divorciado/ a ou separado/ a 234 64 8 20 71,78 19,64 2,45 6,13 Tot al 326 100,00 Escolaridade
Sabe ler e escrever
1º Ciclo do ensino básico (1º -4ºano) 2º Ciclo do ensino básico (5º -6ºano) 3º Ciclo do ensino básico (7º - 9º ano) Ensino Secundário (10º-12º ano) Ensino Superior 8 40 14 53 105 106 2,45 12,27 4,29 16,26 32,21 32,52 Tot al 326 100,00 Situação perant e o t rabalho
Trabalhador por conta própria Trabalhador por conta de outrem Desempregado Vive de rendimentos Reformado / aposentado Est udante 24 178 39 2 55 28 7,36 54,60 11,97 0,60 16,87 8,60 Tot al 326 100,00
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Gráfico 2 - Distribuição dos utentes em função da perceção do seu estado de saúde
Quadro 3 - Distribuição dos utentes em função da prevalência de doenças crónicas
Variável n %
Prevalência de doenças crónicas
Com doença crónica 183 56,13 Sem doença crónica 143 43,87 Tot al 326 100,00
Através da observação do quadro 4, constata-se que a hipertensão arterial é a doença crónica que apresenta a maior percentagem (14,72%). Estes dados refletem bem a gravidade da situação no que se refere à prevalência desta doença, sendo, no entanto, ligeiramente inferiores aos dados obtidos num estudo realizado por Branco et al. (2005), para o Instituto Dr. Ricardo Jorge (INSA), que indicam a nível nacional 18,2% de doentes hipertensos, e na Região Centro, 17,2%. O Programa Nacional de Prevenção e Controlo das Doenças Cardiovasculares (Despacho nº 16415/2003- Diário da República nº 193 de 22 de agosto) refere que de acordo com o Inquérito Nacional de Saúde 1998/1999, 17% da população portuguesa, refere ser hipertensa.
Outra das patologias mais referida pelos utentes são as enxaquecas ou dores de cabeça (13,19%). Também bastante referida foi a diabetes (8,28%), valor ligeiramente inferior foi referido para a Região Centro (6,7%), no estudo efetuado por Branco et al. (2005). Não obstante, o Relatório Anual do Observatório Nacional de Diabetes de 2012 indica que a percentagem de diabéticos diagnosticados em Portugal é de 7,2%, estimando-se uma percentagem de 5,5% de diabéticos não diagnosticados.
3,68%
33,44%
36,2% 20,55%
6,13%
Perceção do estado de saúde
M á Razoavel Boa M uito boa Excelente
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Quadro 4 - Distribuição dos utentes em função do tipo de doenças crónicas
Acessibilidade aos cuidados
Em relação à acessibilidade aos cuidados, verifica-se, através da observação do quadro 5, que quando questionados sobre o principal motivo da consulta, 30,37% dos utentes referem ser para pedido de receituário e 22,70 % afirmam ser por motivos de doença repentina. Há no entanto 17,48% que recorrem à USF para consulta de vigilância.
As consultas para pedido de receituário são consultas não presenciais, existem para prescrição de medicação no caso de doenças crónicas. Para a maioria dos utentes (81,90%) esta não é a sua primeira consulta.
Relativamente à iniciativa da consulta verificamos que a maioria (60,13%) veio à USF por iniciativa própria, há no entanto 39,26% dos utentes que referem que a marcação da mesma foi por indicação dos profissionais (médico ou outro). Verificamos também que 80,98% dos utentes tinham já consulta com data e hora marcada e que apenas 18,10% dos utentes referem que não tinham marcação prévia.
Constatamos que a maior parte das marcações para consultas são efetuadas pelo telefone (39,26%) ou por deslocação à unidade de saúde (37,42%). Verifica-se, no entanto, que 17,18% dos utentes referem que a consulta ficou marcada desde a consulta anterior. São 88,65% os utentes que referem ter consulta marcada para a hora conveniente, o que denota satisfação com a forma de marcação.
Constata-se que existe grande organização por parte do serviço de saúde, uma vez que as consultas são marcadas antecipadamente com data e hora, evitando a chegada do utente
com muita antecedência, assim como a sua permanecer prolongada no serviço.
Doença Crónica n %
Diabet es 27 8,28
Asma ou out ras doenças respirat ória 22 6,75 Doenças do coração 22 6,75 Acident e vascular cerebral 5 1,53 Hipert ensão art erial 48 14,72 Problemas digestivos 19 5,83 Doenças articulares 20 6,13 Enxaquecas ou dores de cabeça 43 13,19 Doença psiquiátrica (ex. Depressão) 19 5,83
Doença maligna 9 2,80
61
Quadro 5 Distribuição dos utentes em função da acessibilidade aos cuidados
Variável n % M ot ivo da consulta
Adoentado/ a há vários dias, sem sentir melhoras Adoentado/ a há vários dias, tendo vindo a piorar Doença repentina Pedido de medicação Vigilância Não respondeu 69 25 74 99 57 2 21,16 7,69 22,70 30,37 17,48 0,60 Tot al 326 100,00 Consulta Primeira Seguinte Não respondeu 56 267 3 17,18 81,90 0,92 Tot al 326 100,00
Iniciat iva da consulta
Iniciativa própria
Consult a combinada com o médico Consult a combinada com out ro profissional Não respondeu 196 103 25 2 60,13 31,59 7,67 0,61 Tot al 326 100,00 M arcação da consulta
Consult a não marcada com antecedência Consult a marcada com data e hora Não respondeu 59 264 3 18,10 80,98 0,92 Tot al 326 100,00 Form a de marcação Pelo telefone Deslocação à USF
Pedido a alguém para ir marcar Consult a marcada desde a anterior Convocado/ a pela USF
Não respondeu 128 122 13 56 5 2 39,26 37,42 3,99 17,18 1,54 0,61 Tot al 326 100,00
Inform ação sobre possibilidade de alt erar dat a ou a hora
Sim Não Não respondeu 246 72 8 75,46 22,09 2,45 Tot al 326 100,00
Consulta m arcada para a hora que deu jeito
Sim Não Não respondeu 289 33 4 88,65 10,12 1,23 Tot al 326 100,00 Tempos de Espera
Através do quadro 6, podemos verificar que a maioria dos utentes (51,53%) não teve consulta no mesmo dia da marcação. Se tivermos em conta que as consultas de diabetes e hipertensão arterial ficam marcadas desde a consulta anterior, estes resultados são aceitáveis.
A maioria dos utentes (63,20%), refere que não teve que esperar muito tempo pela consulta, 16,87% dos utentes consideram que esperaram, mas que lhes foram dadas explicações.
Relativamente ao tempo de espera entre o dia da consulta e o dia da marcação, constatamos que os que esperaram mais que três dias foram 41,41%, e que 37,42% dos
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utentes tiveram consulta no próprio dia. Nestes utentes que esperaram mais que três dias e, atendendo ao conhecimento que temos da USF, pensa-se que se encontram aqueles que têm consultas programadas para os programas de diabetes e hipertensão e que poderão ficar com consulta marcada de três a seis meses, constatamos por isso que o tempo de espera é admissível. O fator férias médicas é também referido nesta última situação.
Em relação ao tempo de espera após a hora marcada parece-nos aceitável, uma vez que 58,28% dos utentes referem que esperaram até 15 minutos, 16,57% esperaram entre 16 e 30 minutos e apenas 3,07% responderam ter estado, após a hora marcada, entre 46 e 60 minutos.
Em relação ao tempo total, que permaneceram na USF, 27,61% dos utentes afirmam ter estado entre 21 e 40 minutos e 24,23% dos utentes referem que estiveram na USF entre 41 e 60 minutos. Não responderam a esta questão 27,30% dos utentes, facto que, supostamente se deve ao momento de entrega do questionário (era entregue assim que os utentes chegavam à USF).
No tempo de permanência na USF há que ter em consideração que alguns dos utentes permanecem na unidade de saúde, principalmente nos meses de inverno, desde o momento da chegada do transporte até à sua partida. É também importante referir, que o tempo atribuído pelo sistema informático, à consulta médica é de 20 minutos, e à consulta de enfermagem é de 15 minutos. As consultas de Saúde Materna, Planeamento Familiar, Rastreio do Cancro do Colo do Útero, Hipertensão Arterial e Diabetes têm ainda um período anterior para consulta de enfermagem. A consulta de Saúde Infantil tem um período de consulta de enfermagem anterior à consulta médica, e um posterior para vacinação.
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Quadro 6 - Distribuição dos utentes em função dos tempos de espera
Variável n %
Consulta no m esm o dia da M arcação
Sim 157 48,16
Não 168 51,53
Não respondeu 1 0,31
Tot al 326 100,00
Se pensa que esperou m uito foi dada explicação
Não teve de esperar muit o t empo 206 63,20 Sim, deram uma explicação 55 16,87 Não, mas gostaria que tivessem dado 25 7,66 Não, mas compreendeu as razões 36 11,04
Não respondeu 4 1,23
Tot al 326 100,00
Tem po de espera ent re o dia da consulta e o dia da m arcação
No próprio dia 122 37,42 Um dia 21 6,44 Dois a t rês dias 26 7,98 M ais de t rês dias 135 41,41 Não respondeu 22 6,75 Tot al 326 100,00
Tem po de espera pela consulta, além da hora m arcada
Até 15 minut os 190 58,28 Ent re 16 e 30 minutos 54 16,57 Ent re 31 e 45 minutos 8 2,45 Ent re 46 e 60 minutos 10 3,07 M ais de 60 minutos 3 0,92 Não respondeu 61 18,71 Tot al 326 100,00
Ao todo quant o tem po esteve na USF
Até 20 minut os 38 11,66 De 21 e 40 minutos 90 27,61 De 41 e 60 minutos 79 24,23 M ais de 60 minutos 30 9,20 Não respondeu 89 27,30 Tot al 326 100,00
Verificamos no quadro 7 que, a maior parte dos utentes da amostra que responderam ao questionário, utiliza, nas deslocações à unidade de saúde, automóvel próprio, de familiares ou amigos (75,46%), que 19,94% se deslocam a pé e que 3,37% se deslocam em transporte público.
A maioria dos utentes (73,0%) refere que o tempo de deslocação até à USF (quadro 8) é inferior a 15 minutos, sendo 18,71% os utentes que demoram na deslocação entre 16 e 30 minutos, o que poderá justificar que 96,32% dos utentes referem estar satisfeitos com a localização da USF.
Embora a percentagem de utilização de transportes públicos referida pelos utentes seja apenas de 3,37%, o facto da USF se situar a cerca de 200 metros da central de autocarros e paragem de táxis, assim como o facto de se situar no centro da cidade, serão fatores a considerar na satisfação dos utentes com a localização da mesma. Como seria de esperar, pelo
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que atrás foi referido, 88,34% dos utentes referiram não ter sentido dificuldades no acesso à instituição.
No que respeita ao número de visitas à USF nos últimos 12 meses, 46,33% dos utentes referiram ter-se deslocado à USF 2 a 3 vezes e 24,53% dos utentes referem ter-se deslocado à USF apenas uma vez. São 22,39% os utentes que referiram ter-se deslocado à USF 4 a 6 vezes nos últimos 12 meses. Contudo, cerca de um quarto dos utentes não recorreu a qualquer consulta nos últimos 12 meses uma vez que considera apenas uma visita nesse período. Um fator que poderá determinar o número de consultas a que o utente comparece, são as consultas de vigilância da diabetes e da hipertensão arterial sendo agendadas para os diabéticos 4 consultas anuais e para os hipertensos 2 a 4 consultas anuais.
Quadro 7 - Distribuição dos utentes em função do acesso à USF
Variável n % M eio de transporte ut ilizado na deslocação
Nenhum/ deslocação a pé
Automóvel próprio, de familiares ou de amigos Táxi ou automóvel de aluguer
Outro t ransport e público Bicicleta ou motorizada 65 246 3 11 1 19,94 75,46 0,92 3,37 0,31 Tot al 326 100,00
Tem po que dem ora na deslocação
Até 15 minut os Ent re 16 e 30 minutos Ent re 31 e 45 minutos Ent re 46 e 60 minutos Não respondeu 238 61 5 1 21 73,00 18,71 1,54 0,31 6,44 Tot al 326 100,00
Satisfação com a localização da USF
Sim Não 314 12 96,32 3,68 Tot al 326 100,00
Dificuldades sentidas no acesso à USF
Sim Não Não respondeu 32 288 6 9,82 88,34 1,84 Tot al 326 100,00
Núm ero de visitas nos últimos 12 m eses
1 visit a De 2 a 3 visitas De 4 a 6 visitas De 7 a 10 visitas M ais que 10 visitas
80 151 73 18 4 24,53 46,33 22,39 5,52 1,23 Tot al 326 100,00
Opinião dos utentes em relação aos serviços prestados e às condições físicas da USF Borges e Bennett (2006) referem que 94,6% dos portugueses não são habitualmente pontuais. No entanto, neste estudo, no que respeita à pontualidade do médico (quadro 8), verificamos que 41,40% dos utentes da amostra a referem como boa, 22,70% como muito boa
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e 22,40% como excelente. O mesmo se verifica em relação ao horário de atendimento do médico de família em que 40,50% referem que é bom, 23,92% que é muito bom e 17,18% excelente.
Em relação à pontualidade do enfermeiro, 41,41% dos utentes consideram que é boa, 25,46% muito boa e 23,00% que é excelente.
Relativamente à pontualidade do pessoal administrativo, 35,89% referem que é boa, 27,91% que é muito boa e 25,46% que é excelente.
A opinião dos utentes em relação à pontualidade dos profissionais manifesta-se muito positiva uma vez que mais de 85% dos utentes a avaliam como boa, muito boa e excelente.
Quadro 8 Distribuição dos utentes em função da pontualidade do Médico, do Enfermeiro, do Administrativo e do horário do Médico
Pontualidade M édico Enferm eiro Adm inistrativo Horário do M édico n % n % n % n % M á 9 2,76 3 0,92 4 1,23 3 0,92 Razoável 35 10,74 30 9,21 31 9,51 57 17,48 Boa 135 41,40 135 41,41 117 35,89 132 40,50 M uito boa 74 22,70 83 25,46 91 27,91 78 23,92 Excelente 73 22,40 75 23,00 83 25,46 56 17,18 Tot al 326 100,00 326 100,00 326 100,00 326 100,00
Em relação à competência, cortesia e carinho demonstrados pelo médico, enfermeiro e pessoal administrativo podemos verificar (quadro 9), que 41,11% dos utentes inquiridos consideram que em relação ao médico é boa, 23,62% muito boa e 23,31% que é excelente. Em relação aos enfermeiros, 45,09% dos utentes consideram que é boa, 26,07% muito boa e 21,48% excelente. Relativamente ao pessoal administrativo, 44,48% dos utentes considera que é boa, 21,16% que é muito boa e 24,23% que é excelente.
No que respeita à preocupação do pessoal administrativo com a saúde, 40,80% dos utentes avaliam essa preocupação como boa, 21,78% como muito boa e 21,16% como excelente.
Quadro 9 Distribuição dos utentes em função da competência, cortesia e carinho do médico, do enfermeiro, do administrativo e preocupação do pessoal administrativo
Com petência, cortesia e
carinho
M édico Enferm eiro Adm inistrativo
Preocupação do Adm inistrativo com a
Saúde do doent e n % n % n % n % M á 2 0,61 2 0,61 4 1,23 4 1,23 Razoável 37 11,35 22 6,75 29 8,90 49 15,03 Boa 134 41,11 147 45,09 145 44,48 133 40,80 M uito boa 77 23,62 85 26,07 69 21,16 71 21,78 Excelente 76 23,31 70 21,48 79 24,23 69 21,16 Tot al 326 100,00 326 100,00 326 100,00 326 100,00
66
Em relação ao respeito com que foi tratado e à forma como a sua privacidade foi mantida (quadro 10), 43,25% dos utentes considera que é boa, 28,22% muito boa e 20,24% excelente.
No que respeita à liberdade de escolha do profissional e à possibilidade de uma segunda opinião, 42,64% dos utentes da amostra, consideram que é boa, 25,46% que é muito boa e 15,64% que é excelente.
Quadro 10 Distribuição dos utentes em função do respeito, privacidade e liberdade de escolha do profissional
Respeit o e privacidade Liberdade de escolha do profissional n % n % M á 1 0,31 12 3,68 Razoável 26 7,98 41 12,58 Boa 141 43,25 139 42,64 M uito boa 92 28,22 83 25,46 Excelente 66 20,24 51 15,64 Tot al 326 100,00 326 100,00
Em relação ao conforto da USF (quadro 11), 37,73% dos utentes avalia-o como bom, 30,67% como muito bom, 22,70% como excelente e apenas 8,59% o considera razoável.
A avaliação da limpeza da USF foi considerada por 36,19% dos utentes como boa, por 33,13% como muito boa, por 25,77% como excelente e apenas 4,91% dos utentes a avaliaram como razoável.
Quadro 11 Distribuição dos utentes em função da avaliação do conforto e limpeza da USF
Conforto da USF Lim peza da USF n % n % M á 1 0,31 - - Razoável 28 8,59 16 4,91 Boa 123 37,73 118 36,19 M uito boa 100 30,67 108 33,13 Excelente 74 22,70 84 25,77 Tot al 326 100,00 326 100,00
Atendendo à rapidez com que foi atendido verificamos, no quadro 12, que 41,10% dos utentes consideram que foi boa, 22,70% consideram que foi muito boa, 18,71% que foi excelente, 15,65% consideram que foi razoável.
Na avaliação efetuada aos serviços prestados ao domicílio, 55,83% dos utentes inquiridos consideraram que não se aplicava à sua situação, o que poderá dever-se ao facto de nunca terem usado este serviço. Todavia 19,94% dos utentes avaliam a visita domiciliária
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como boa, 12,26% avaliam-na como muito boa e 7,98% consideram-na excelente. Concluímos portanto que, dos utentes que utilizaram este serviço, 90,97% avalia-o como bom, muito bom ou excelente.
Quadro 12 Distribuição dos utentes em função da rapidez no atendimento e da avaliação dos serviços no domicilio
Rapidez no at endim ento
Avaliação dos Serviços no dom icílio n % n % M á 6 1,84 3 0,92 Razoável 51 15,65 10 3,07 Boa 134 41,10 65 19,94 M uito boa 74 22,70 40 12,26 Excelente 61 18,71 26 7,98 Não se aplica - - 182 55,83 Tot al 326 100,00 326 100,00
Opinião dos utentes com o médico de família e com o serviço de saúde
Como se observa no quadro 13, e atendendo à média global encontrada, constatamos que os utentes manifestam boa opinião acerca do seu médico de família, tanto nos aspetos humanos como nos aspetos técnicos. É na dimensão Informação e Apoio que os utentes manifestaram maior satisfação ( =73,86), o que poderá indicar que o utente valoriza a informação que lhe é prestada entendendo-a como um estímulo em relação à autoajuda. É seguida da dimensão Cuidados Médicos ( =67,20), que poderá indicar o reconhecimento de competência do profissional de saúde. Na dimensão Relação e Comunicação ( =59,33) que envolve conceitos como cuidar e humanização dos cuidados, e na dimensão Organização dos Serviços ( =54,33) a média é ligeiramente inferior. É no entanto na dimensão Continuidade e Cooperação, que se refere à continuidade dos cuidados por parte de outros profissionais, ou unidades de saúde, que se verifica o valor mais baixo ( =44,38). Estes valores poderão indicar que o utente espera continuidade no processo de cuidados e encaminhamento para outro nível de cuidados ou especialidade, ou mesmo a prescrição de mais exames complementares de diagnóstico.
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Quadro 13 Distribuição dos utentes em função da sua opinião acerca do médico de família e da USF
Dimensão M o s xm in xm áx Relação e Com unicação 59,33 52 26,29 25,00 100,00
Cuidados M édicos 67,20 34 21,06 10,00 100,00
Inform ação e Apoio 73,86 50 25,40 4,00 80,00
Continuidade e Cooperação 44,38 65 17,62 1,00 100,00
Organização dos Serviços 54,33 38,88 29,50 10,00 81,00
global=59,82
Avaliação da satisfação dos utentes face aos Cuidados de Enfermagem
Na análise dos resultados relativos à aplicação do questionário SUCECS26, que possibilitou avaliar a satisfação dos utentes com os cuidados de enfermagem constata-se, como podemos observar no quadro 14 e no gráfico 3, que os utentes revelam maior satisfação com os cuidados de enfermagem, na dimensão Envolvimento do Utente ( =79,33), seguida da dimensão Informação dos Recursos ( =76,66), da dimensão Promoção do Elo de Ligação ( =66,33) e da dimensão Formalização da Informação com uma média de 65,09.
Estes resultados poderão significar que, cada vez mais, os utentes querem sentir-se envolvidos nos cuidados que lhes são prestados e que pretendem ter conhecimento antecipado da sua situação de saúde. Poderão também indicar que o utente reconhece existir preocupação por parte do enfermeiro no sentido de lhe facultar informação sobre os serviços existentes e sobre a forma de utilizá-los.
As dimensões em que os utentes revelaram menor satisfação com os cuidados de enfermagem foram a dimensão Individualização da Informação ( =41,16) e a dimensão Qualidade na Assistência ( =28,02). A partir dos resultados obtidos em relação a estas dimensões, parece-nos que os utentes necessitam de mais informação acerca dos serviços