• Nenhum resultado encontrado

3.1 APRESENTAÇÃO DO INQUÉRITO

No documento Humberto Rendeiro_Tese de Doutoramento (páginas 93-97)

O inquérito que se desenvolveu e apresentou aos diretores e coordenadores dos museus inscritos na RPM é constituído por sessenta e seis questões. Foi dividido em sete conjuntos de perguntas. Em concreto: “Apresentação”, “Investigação”, “Incorporação”, “Conservação”, “Comunicação”, “Educação” e “Gestão”. O primeiro conjunto de questões e os dois últimos,

Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Departamento de Museologia

94 foram elaborados apenas numa perspetiva de se aprofundar o conhecimento sobre cada uma das instituições museológicas em análise e não tanto como objeto de estudo, uma vez que este se centra no desempenho das quatro funções museológicas que já se fez referência.

Houve uma preocupação clara para que o maior número possível de questões fosse de resposta fechada (“sim/não”). Para que a análise não se restringisse apenas à atualidade, em todos os conjuntos de perguntas, excetuando o da “Apresentação”, procurou-se questionar também sobre o desempenho das funções museológicas no passado recente, últimos três anos, e sobre as perspetivas futuras de atuação.

No primeiro conjunto de questões, na “Apresentação”, inquiriu-se sobre a identificação do museu; sobre a sua tutela; sobre o horário de abertura ao público; sobre o preçário praticado; sobre o número total de visitantes nos últimos três anos. Este primeiro conjunto de questões permite, antes de mais, fazer a diferenciação por tutela. Precisamente uma das variáveis que também se pretende analisar é se o bom desempenho ao nível das funções museológicas é ou não influenciado pelo tipo de tutela a que pertencem as instituições museológicas. Por outro lado, ao ficar-se a conhecer o horário de abertura e o preçário praticado, poder-se-á inferir, cruzando estas duas variáveis, sobre a sua possível influência no volume de visitantes apresentados por cada museu. Todavia, este primeiro conjunto de questões não deixa de ser meramente introdutório e de contextualização para os seguintes.

No segundo conjunto de questões, relativo à “Investigação”, inquiriu-se sobre os projetos de investigação desenvolvidos nos últimos três anos, sobretudo se os mesmos foram objeto de publicação. Em que número e em que tipo de suporte é que foram editados. Se existe algum projeto de investigação em curso. Sobre o tipo de financiamento para os mesmos e os montantes envolvidos. Sobre a autonomia dos projetos. Sobre a perspetiva de desenvolvimentos de projetos de investigação futuros e, também, sobre os recursos e meios técnicos utilizados na investigação. A investigação é uma das funções museológicas que está em análise neste estudo. Melhor dizendo, o desempenho de cada museu ao nível da investigação. Acredita-se, portanto, que as nove questões equacionadas permitirão inferir sobre a forma como os museus têm encarado a investigação. Por outro lado, pretende-se mediante os resultados obtidos fazer-se o

Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Departamento de Museologia

95 cruzamento de dados em função de cada uma das tutelas e em função de cada uma das regiões equacionadas. Tal exercício irá permitir apurar se a tutela ou a região a que pertencem cada um dos museus influencia o desempenho da investigação. O mesmo se torna válido para os três conjuntos de questões seguintes. Nomeadamente os relativos à incorporação, à conservação e à comunicação.

No terceiro conjunto de questões, referente à “Incorporação”, inquiriu-se sobre a ocorrência de incorporações nos últimos três anos, em que número e em que modalidade. Também se questionou sobre a perspetiva futura de se fazerem mais incorporações de bens e sobre a política de incorporação, sobretudo se a mesma existe formalizada em documento próprio e se foi revista ou atualizada nos últimos três anos.

No quarto conjunto de questões, relativo à “Conservação”, inquiriu-se sobre a existência de um plano de conservação preventiva e se o mesmo abrange todo o acervo do museu. Também se questionou sobre a existência de um plano de segurança e se este foi testado nos últimos três anos. E, ainda, se o museu possui uma reserva organizada e adaptada à vocação do museu; ou se no quadro de pessoal existem técnicos de conservação, e em que número.

No quinto conjunto de questões, relativo à “Comunicação”, inquiriu-se sobre a existência de uma coleção permanente visitável e sobre a existência de um catálogo editado respeitante à mesma. Relativamente ao catálogo questionou-se sobre o suporte em que este teria sido editado e em quantas línguas estrangeiras. Questionou-se ainda se no museu há algum espaço destinado para a realização de exposições temporárias e quantas se realizaram nos últimos três anos. Se o museu possui uma página Web própria; se está inscrito em alguma rede social; em quantas; quais ou qual a modalidade utilizada para comunicar; e sobre a existência de um departamento de marketing/comunicação.

No sexto conjunto de questões, relativo à “Educação”, inquiriu-se sobre a existência de Serviços-Educativos; a modalidade em que os mesmos são geridos; o público-alvo ao qual se destinam; sobre o número médio de atividades realizadas por ano e sobre o volume de público alcançado com o desenvolvimento das atividades.

Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Departamento de Museologia

96 O último conjunto de questões, o sétimo, relativo à “Gestão”, acabou por ser o que abarcou o maior número de questões. Primeiro porque houve necessidade de validar algumas questões que, entretanto, já tinham sido equacionadas noutros conjuntos. Segundo, porque à semelhança do primeiro grupo de perguntas, este último serve, também, para contextualizar o panorama museológico nacional uma vez que permite inferir sobre temáticas mais alargadas da gestão museológica. Assim, inquiriu-se sobre a proveniência do orçamento para o museu; quais as fontes de financiamento existentes; sobre o cumprimento da missão em função do orçamento; e, ainda, sobre a existência de orçamento próprio e gestão de despesas correntes. Por outro lado, inquiriu-se sobre o estabelecimento de parcerias com entidades externas; o estabelecimento de parcerias com outros museus pertencentes à RPM; sobre a realização de atividades de cariz social junto da comunidade local. Por sua vez, também se inquiriu sobre as áreas técnicas do museu, nomeadamente se estas se encontram devidamente equipadas e as que existem para dar um melhor acolhimento ao público. Relativamente ao quadro de pessoal procurou-se inferir sobre o número de colaboradores; se o mesmo é suficiente em número; sobre a perspetiva de o quadro de pessoal aumentar ou diminuir em número de funcionários nos próximos três anos; sobre a qualificação do mesmo e as tipologias que o compõem em termos de funcionários. Por último, ainda se questionou sobre a existência de colaboradores especializados em comunicação/marketing no quadro de pessoal; a avaliação de o museu pertencer à RPM; sobre a existência de uma associação ou grupo de amigos, e se nos últimos três anos foi desenvolvido algum estudo de público.

Apresentado que está o inquérito importa agora que se faça a respetiva apresentação dos resultados.

Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Departamento de Museologia

97

No documento Humberto Rendeiro_Tese de Doutoramento (páginas 93-97)