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O processo metodol´ogico utilizado para a an´alise da entrevista ´e apresentado na figura 4, sendo dividido em seis etapas (COUTINHO, 2014). A figura 5 resume os resultados desse processo metodol´ogico, incluindo a ´arvore de elementos utilizada por meio da an´alise de conte´udo e o n´umero de elementos obtidos em cada uma das seis etapas, quando aplic´aveis (COUTINHO, 2014).

Figura 4 – Etapas do processo metodol´ogico seguido na an´alise de conte´udo da entrevista

Fonte: Adaptado de Coutinho (2014)

Figura 5 – Elementos da ´arvore usados na an´alise de conte´udo da entrevista

Fonte: Adaptado de Coutinho (2014)

Considerando o m´etodo de an´alise de conte´udo utilizado, todo o texto coletado foi segmentado por meio de seis etapas at´e atingir o objetivo da entrevista, caracterizado por ajudar na cria¸c˜ao de um question´ario, com perguntas bem planejadas. Para isso, as informa¸c˜oes coletadas foram categorizadas, chegando, assim, a categorias menores que representaram todo o conte´udo da coleta de dados. A seguir, cada passo do processo metodol´ogico ´e descrito.

(1) Elabora¸c˜ao da base textual: todos os dados produzidos pela pesquisa com os 14 participantes (entrevistas) foram transcritos e transformados em texto, que passou a ter papel fundamental na realiza¸c˜ao da codifica¸c˜ao. A codifica¸c˜ao ´e a transforma¸c˜ao de dados brutos, por recorte, agrega¸c˜ao e enumera¸c˜ao, a fim de se obter uma representa¸c˜ao

do conte´udo, o que permite a formula¸c˜ao de categorias (BARDIN, 2011). A categoriza¸c˜ao ´

e conhecida como uma opera¸c˜ao para classificar elementos constitutivos de um conjunto por diferencia¸c˜ao e, em seguida, por gˆenero, por meio de crit´erios previamente definidos e analisados. Este processo teve como objetivo ajudar na cria¸c˜ao de um question´ario mais estruturado para a aplica¸c˜ao propriamente dita do survey.

(2) Identifica¸c˜ao de unidades de contexto: a unidade de contexto pode ser definida como elemento de compreens˜ao para codificar posteriormente a unidade de registro. Uma unidade de contexto corresponde a um segmento da mensagem, em que as dimens˜oes s˜ao cr´ıticas para uma compreens˜ao precisa do significado de uma unidade de registro (BARDIN, 2011). A partir da base textual, a leitura e o recorte de partes do texto foram feitos para dar origem `as unidades de contexto. Os recortes variaram em tamanho, sempre visando contemplar o pensamento do participante sobre o assunto. No final, 98 unidades de contexto foram retornadas.

(3) Identifica¸c˜ao de unidades de registro: para cada unidade de contexto, uma nova e mais profunda leitura do texto foi realizada, sempre buscando uma melhor reflex˜ao sobre as mensagens (provenientes de seu conte´udo). Reflex˜oes que resultam, por exemplo, em palavras-chave e express˜oes significativas. Algumas perguntas, para facilitar a descoberta de significados, foram levantadas, como: o que est´a sendo dito no texto? Qual ´e o seu significado? Como resultado desses questionamentos, as unidades de registro foram identificadas e numeradas de acordo com as unidades de contexto e a base textual original. Esse processo foi realizado com toda a base textual e suas respectivas unidades de contexto e o resultado foi a identifica¸c˜ao de 190 unidades de registro.

(4) Identifica¸c˜ao dos elementos de an´alise: posteriormente, as 190 unidades de registro foram organizadas com base no crit´erio de similaridade de conte´udo. Como resultado, elas foram reduzidas a um total de 26 elementos de an´alise, que vieram a desempenhar o papel de propriedades dos componentes de an´alise, conforme apresentado na tabela 6. Essas propriedades s˜ao consideradas caracter´ısticas de uma categoria (CORBIN; STRAUSS, 2008).

(5) Identificando os componentes de an´alise: os 26 elementos de an´alise foram ent˜ao agrupados, tendo como crit´erio a afinidade do conte´udo, em dez componentes de an´alise e caracterizados como subcategorias. Essas subcategorias tˆem o poder de explica¸c˜ao, no entanto, elas n˜ao representam um fenˆomeno em si. As subcategorias respondem a

Tabela 6 – Elementos de an´alise: propriedades dos componentes de an´alise encontradas com a an´alise da entrevista

ID Propriedades do componente de an´alise

1 Idade correta para o uso de brinquedos inteligentes. 2 Idade correta para uso de smartphones

3 Idade correta para uso de redes sociais. 4 Controle parental no uso de redes sociais. 5 Controle parental no uso de tecnologias. 6 Controle parental no uso de smartphones.

7 Controle parental no uso de brinquedos inteligentes. 8 Controle parental no uso da internet.

9 Controle parental no uso de brinquedos.

10 Aceita¸c˜ao de brinquedos para conversa entre pais e filhos. 11 Aceita¸c˜ao de brinquedos inteligentes educativos.

12 Internet trouxe pontos positivos.

13 O avan¸co da tecnologia trouxe pontos positivos.

14 O avan¸co da tecnologia trouxe perigo para as crian¸cas. 15 O avan¸co da tecnologia trouxe pontos negativos. 16 Internet trouxe pontos negativos.

17 Uso da Internet para assuntos maliciosos. 18 Conte´udo impr´oprio para crian¸cas na internet.

19 Falta de privacidade e seguran¸ca no uso de redes sociais. 20 Privacidade e seguran¸ca no uso da internet prejudicada. 21 Dificuldade de controle parental no uso de redes sociais. 22 Falta de controle parental no uso de tecnologias.

23 Dificuldade em privar os filhos do uso de smartphones. 24 Falta de controle dos pais sobre a privacidade das crian¸cas. 25 Prote¸c˜ao da privacidade das crian¸cas.

26 Falta de confian¸ca em brinquedos inteligentes. Fonte: Fernanda Maria Pinheiro Amˆancio, 2018

perguntas sobre o fenˆomeno – Como? Por quˆe? Quando? Onde? (CORBIN; STRAUSS, 2008). As subcategorias obtidas s˜ao apresentadas na tabela 7.

(6) Identifica¸c˜ao de categorias: a partir da identifica¸c˜ao dos dez componentes de an´alise (denominados subcategorias), foi poss´ıvel realizar um estudo aprofundado e definir semelhan¸cas entre tais componentes. Como resultado, apenas quatro categorias finais foram obtidas das dez subcategorias analisadas, e s˜ao apresentadas na tabela 8.