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APRESENTANDO A REVISTA VEJA

2. VEJA E EVANGÉLICOS

2.1 APRESENTANDO A REVISTA VEJA

Veja é uma revista semanal de informação, com circulação nacional, produzida pela Editora Abril S.A. Lançada no dia 11 de setembro de 1968, foi criada pelos jornalistas Victor Civita e Mino Carta – este último atualmente é diretor de redação da Carta Capital, outra revista semanal que circula em todo o Brasil.

Veja foi a primeira publicação a praticar o marketing da notícia. Teve um período brilhante sob a direção de Mino Carta, com uma redação jovem e talentosa trabalhando em cima de alguns princípios básicos do novo jornalismo. No nível, a linguagem tinha que ser compreendida pela dona-de-casa de Bauru, como se dizia na época. Como só a linguagem não basta, simplificaram-se também as análises. O público a ser perseguido não era o politizado, inibido pela repressão que se seguiu ao Ato Institucional número 5, mas a nova opinião pública urbana, recém-ingressa na era do “milagre”, com acesso a novos bens de consumo. (NASSIF, 2003, p. 6)

A idéia da revista seguia a linha da publicação americana Time e também da Newsweek, com pautas que valorizavam o enfoque glamourizado, na escolha dos temas, uso da adjetivação e lides rebuscados. A Editora Abril tinha o projeto de lançar uma revista semanal de interesse geral ainda no início dos anos 60, baseada em revistas como L‟Europeo, Oggi. O nome Veja foi pensado por Civita referência ao verbo ver: veja, olhe, look, see.

A Veja não foi aceita inicialmente pelo público, Os números provam isso. O público esperou um concorrente da Manchete, que era a revista semanal da época, inspirada no magazine americano ilustrado. Os leitores não entenderam aquele veículo de formato pequeno. As revistas ilustradas da época eram maiores do que são hoje.

Tinham fotos grandes. Houve alguns eventos que nos ajudaram, como a chegada do homem à lua, o “boom” da bolsa de valores. Assim a revista começou a crescer. Só a partir de 71, a Veja passou a recuperar o terreno perdido. (LOPES, SOBRINHO e PROENÇA, 1998, p.30)

Os números: tiragem inicial de 700 mil exemplares, caindo para 500 mil na segunda edição, 300 mil na terceira e 150 mil na quarta. Na sexta, foi para 22 mil. A idéia de uma publicação naquele formato que priorizava o texto ao invés da imagem ainda era estranha aos brasileiros, quadro que se alterou com o passar do tempo, através das grandes reportagens da revista Realidade, também da editora Abril, que acabou sendo “destronada” pela Veja.

Segundo narra Scalzo (2004, p. 31), a Veja durante sete anos lutou contra prejuízos e contra a censura do governo militar – alguns meses depois do lançamento da revista, havia sido instaurado o Ato Institucional número 5 (AI nº.5), que cerceava a liberdade de imprensa. Conseguiu acertar sua fórmula e viu suas vendas aumentarem quando passou a ser vendida por assinatura, que atualmente correspondem a 80% da tiragem comercializada. Scalzo afirma ainda que, no mundo, a Veja é a única revista semanal de informação a ser mais vendida e mais lida no país. As revistas semanais de informação vendem bem em outros países, mas nenhuma é a mais vendida.

A revista Veja apresenta a maior tiragem entre as revistas que circulam pelo país, contabilizando mais de 1 milhão de exemplares. Em fevereiro de 2008, a circulação da revista foi de 1.090.090 exemplares, com 919.858 assinaturas, 170.230 avulsas e 4.343 revistas vendidas no exterior. Veja é lida mais por mulheres (53%) do que homens (47%), por pessoas da classe B (39%), contra A (34%) e C (20%) e na faixa etária de 25 a 33 anos de idade (33%). Os dados são do site de publicidade das marcas da Editora Abril7.

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O site < http://publicidade.abril.com.br > apresenta tabelas de perfil de leitores, circulação geral e outras informações referentes às publicações da Editora Abril e tem como função servir de plataforma para a editora vender espaços publicitários.

A edição número um trazia como manchete “O grande duelo do mundo comunista” e uma capa com as cores vermelho, preto e branco, com a figura da foice-e- martelo – entrecruzados e significando respectivamente, o campesinato e o proletariado industrial -, símbolo do comunismo, sendo segurados cada um por uma mão, produzindo um sentido de disputa no interior desse tipo de regime político e econômico. As seções se dividiam em: Brasil, Internacional, Geral, Negócios e Artes & Espetáculos. As reportagens tratavam de temas que perpassavam política, economia, esportes, ciência, vida moderna, religião, cinema, teatro, televisão, dentre outros assuntos. Na época do lançamento da publicação, o Brasil vivia seu quarto ano de Ditadura Militar e era o período da história em que existia o 2º Mundo, formado por países, sobretudo, do Leste da Europa.

Desde então, são mais de 2000 edições trazendo temas como cotidiano da sociedade brasileira e mundial, política, economia, comportamento, meio ambiente, cultura, tecnologia e religião, este último assunto de interesse deste trabalho.

A revista apresenta edições sobre interesse geral e cultura das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente, Veja Rio e Veja São Paulo, além de publicações com outras capitais; Veja na Escola, que estimula professores a explorar assuntos da revista na sala de aula e edições especiais, como O Guia do Pan (Americano no Rio de Janeiro), edição de junho de 2007; Perspectivas do século XXI, de dezembro de 2000; na comemoração do aniversário da revista na edição 30 anos de Veja, de outubro de 1998; Jovens, nas edições de setembro de 2001, julho de 2003 e junho de 2004 ou sobre a Amazônia, edição de dezembro de 1997.

Também foram publicadas seis edições extras, em 1973 [Ernesto Geisel: futuro

presidente – sobre a eleição do quarto presidente do regime militar do Brasil], 1976 [A Morte de JK – sobre o falecimento do ex-presidente brasileiro Juscelino Kubitschek], 1992 [Caiu! –

sobre o impeachment do ex-presidente brasileiro Fernando Collor de Melo], 1994 [sobre a morte do piloto brasileiro de Fórmula 1 Ayrton Senna], 1994 [É Tetra – sobre a conquista da seleção brasileira do quarto título na Copa do Mundo de Futebol], 2002 [É Penta! – sobre a conquista da seleção brasileira do quinto título na Copa do Mundo de Futebol] e a primeira edição da revista, em 1978 [O grande duelo no mundo comunista], já citada anteriormente.

Veja possui ainda uma versão on-line, disponível no site <http://vejaonline.abril.com.br/>. Nesse site, é possível encontrar as matérias da versão impressa da edição vigente e de edições anteriores, além de recursos como galerias de fotos, vídeos, testes, infográficos, espécie de blog escrito por colunistas com diversas temáticas e matérias especiais.

Veja se insere no universo de revistas da Editora Abril, que conta com variados tipos de publicação voltados para os mais diversos tipos de público: revistas para adolescentes do sexo feminino [Capricho], para mulheres [Cláudia], pessoas interessadas em carros [Quatro Rodas], infantil [Recreio], pessoas interessadas em literatura e outras artes [Bravo!], dentre outros.

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