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3.3 O SIMULADOR DE APOIO DE FOGO - SIMAF

3.3.1 Apresentando o SIMAF

O SIMAF atua hoje, como o braço operacional do SSEB para a Artilharia de

Campanha. Dessa forma, permite o adestramento de todos os oito subsistemas da

Artilharia. Cabe ressaltar que, devido a certas características específicas dos objetivos

de adestramento do SAC, desenvolvidos durante os exercícios no simulador, quatro

subsistemas recebem maior ênfase, quais sejam: Direção e Coordenação,

Observação, Linha de Fogo e Comunicações.

Tais subsistemas podem ser visualizados como parte integrante das

instalações do SIMAF, representados pelos Postos de Observação, Centrais de Tiro

e Linha de Fogo, conforme mostra a seguinte figura.

Além dos três subsistemas evidenciados na figura acima, as comunicações

realizam a ligação entre as diversas salas do SIMAF, porém não há emissão de

radiofrequência no simulador, pois as ligações ocorrem por meio de cabos de rede

conectados aos simuladores dos rádios. Assim, esse subsistema desempenha um

papel fundamental durante os exercícios de adestramento, pois um apoio eficaz de

FIGURA 8 – Vista aérea do SIMAF – Resende

Fonte: 5ª Seção do SIMAF – Resende

Artilharia depende, em grande parte, de um sistema de comunicações eficiente que

deve permitir ao comandante:

(1) exercer a direção do tiro;

(2) controlar seus elementos subordinados; (3) obter e difundir dados e conhecimentos; (4) coordenar os fogos de suas unidades de tiro;

(5) manter ligações com a força apoiada e com a artilharia dos escalões superior e subordinado. (BRASIL, 1997, 5-1).

Os meios rádio são a base do sistema de comunicações na Artilharia, por serem

aqueles que proporcionam as melhores condições para atender às crescentes

imposições de flexibilidade e mobilidade do combate. A partir desses meios, as

necessidades de comunicações internas e para interligar os subsistemas da Artilharia

de Campanha são supridas.

O rádio construído para o SIMAF, foi baseado no Rádio Mallet, um antigo

projeto de desenvolvimento nacional, que não chegou a ser concretizado. Tal rádio foi

escolhido para mobiliar o SIMAF, pois esse seria o futuro rádio a ser empregado pela

Artilharia de Campanha, conforme a conjuntura da época. Assim, como a elaboração

dos requisitos básicos para o desenvolvimento do simulador coincidiu com o período

em que o projeto do Rádio Mallet ainda estava vigente, este serviu como modelo para

o rádio do simulador.

A Figura 10 retrata a visão do Comandante da Linha de Fogo (CLF), a partir de

seu posto no simulador. É possível identificar à esquerda dessa imagem, sobre a

FIGURA 9 - SIMAF – Resende

mesa, o rádio do SIMAF, que foi produzido conforme o projeto do Rádio Mallet. Por

se tratar do rádio do CLF, é o único rádio que pode ser operado fora da área construída

do simulador, em até 200 m, tendo em vista a necessidade da Linha de Fogo realizar

seu adestramento em terreno aberto, para melhor aproveitar sua passagem pelo

SIMAF. Dessa forma, este possui uma antena wi-fi para se conectar ao simulador à

distância, além de ser mais robustecido quando comparado aos outros rádios do

SIMAF. Portanto, esse equipamento de comunicações é o único que possui um

invólucro metálico, como pode ser verificado na Figura 10.

O Subsistema Linha de Fogo é considerado um dos diferenciais do SIMAF,

quando comparado a outros simuladores mundo afora. O simulador possui sete

conjuntos de sensores, com oito unidades cada, projetados de acordo com cada um

dos materiais que o SAC possui. Assim, cada GAC que vai ao SIMAF para realizar

seu adestramento, pode conduzir seus próprios obuseiros e morteiros, permitindo que

seus militares se adestrem com o mesmo material que utilizarão na execução do tiro

real. Caso não seja do interesse da OM a condução de suas peças, o SIMAF possui

oito obuseiros M 101 e dois morteiros 120 mm. Além disso, por estar localizado dentro

da Academia Militar das Agulhas Negras, os GAC tem a possibilidade de realizar

tratativas com o Curso de Artilharia da AMAN para utilizar seus obuseiros, caso esses

não estejam sendo utilizados pelos cadetes, evitando assim o transporte do material

da Linha de Fogo, o que acaba por gerar economia para o EB.

A capacidade de sensorizar as mesmas peças que a tropa utiliza para a

realização de tiros reais, eleva o SIMAF a uma posição de destaque no âmbito

FIGURA 10 - Posto do Comandante da Linha de Fogo

Fonte: o autor

simulação de apoio de fogo. Nem mesmo o JFETS, simulador norte americano, possui

tal função. O SIMACA espanhol ingressou recentemente em tal grupo, pois o Grupo

Oesía se dedicou a atualizar tal simulador após a entrega do SIMAF e acrescentou a

capacidade de adaptar sensores à Linha de Fogo.

A fim de determinar todas as capacidades que o SIMAF deveria possuir,

funcionários da Tecnobit, subsidiados pelos militares do EB integrantes do projeto,

produziram o Documento de Visão de Negócio e Especificação de Requisitos de

Sistema do Simulador de Apoio de Fogo.

Com relação à Linha de Fogo, tal documentação previu que a simulação da

operação na Linha de Fogo deveria ser realizada por obuseiros e morteiros equipados

com sensores e indicadores sonoros e luminosos. Assim, seria possível reproduzir a

operação de alta fidelidade e o comportamento do material de Artilharia real (BISPO;

MARTIN; PICON, 2013).

Como exemplo do cumprimento de tal requisito, podemos citar não só os

sensores adaptados aos obuseiros e morteiro, mas também a reprodução do som de

um disparo na peça real quando esta ação é realizada. O som não é tão intenso

quanto o de um disparo real, porém essa não é a intenção dessa funcionalidade. A

real finalidade desse recurso, é anunciar para os usuários que o tiro simulado ocorreu,

facilitando assim o cadenciamento dos disparos da Linha de Fogo.

Ainda sobre a Linha de Fogo: “o sistema deve permitir que as armas sejam

utilizadas dentro ou fora do edifício, melhorando desta forma o realismo na operação”;

“os equipamentos do Comandante de Linha de Fogo de cada uma das três baterias

[...] devem incluir um computador portátil conectado à rede de dados (com as Fichas

de CLF doutrinárias)”; e “os formulários de responsabilidade do Comandante de

Bateria estarão disponíveis para preenchimento do posto do CLF” (BISPO; MARTIN;

PICON, 2013, p. 13). O computador portátil, citado acima, pode ser visto posicionado

ao lado do equipamento rádio na Figura 11.

Com relação aos sensores, estes “devem permitir sua utilização por todas as

peças de artilharia do EB [...] com as suas próprias tabelas de tiro para serem

utilizadas pela C Tir” (BISPO; MARTIN; PICON, 2013, p. 13).

O simulador também deve ter a capacidade de adicionar outros equipamentos

de artilharia, caso o EB adquira novos materiais. Talvez esse seja um dos mais novos

desafios do SIMAF, uma vez que o EB adquiriu recentemente uma nova versão dos

obuseiros M 109 e, conforme a visão de negócio, o sistema deve permitir a utilização

de obuseiros e morteiros reais do Exército dentro e fora do prédio do simulador,

utilizando as respectivas Tabelas Numéricas de Tiro (TNT) (BISPO; MARTIN; PICON,

2013).

A Linha de Fogo é capaz de interpretar as seguintes ações executadas nas

peças reais:

- Direção;

- Elevação;

- Abertura e fechamento da culatra;

- Carregamento;

- Disparo;

- Seleção do tipo de granada;

- Seleção do lote de munição

- Seleção das cargas de projeção;

- Seleção do tipo de espoleta;

- Registro do evento na espoleta tempo; e

- Registro do modo na espoleta percutente (instantâneo ou retardo).

A fim de interpretar tais ações, o sistema possui sensores que determinam a

direção e elevação de cada uma das peças. Assim o CLF pode realizar a pontaria de

sua Linha de Fogo posicionando todos os obuseiros com os tubos paralelos. A partir

disso a pontaria é finalizada e, cada vez que uma MT é executada, há a necessidade

de modificar a deriva e elevação das peças. A partir desse gesto, os sensores

reconhecem os novos dados e transmitem via wi-fi para o simulador.

O reconhecimento da abertura e fechamento da culatra, e execução do disparo,

é realizado por sensores posicionados próximo à culatra. Porém, para que o disparo

seja realizado, é necessário que a munição esteja inserida no obuseiro. Para isso, um

estojo, dotado de uma placa reflexiva em sua extremidade, executa esse papel. Um

faixo laser é emitido pelo sensor localizado na extremidade final do tubo, sendo

refletido pela placa do estojo quando este é inserido. Dessa forma o simulador

reconhece que a peça está carregada.

A seleção do tipo de granada, lote de munição, cargas de projeção e tipo de

espoleta é feita por meio de registro no painel das peças. Nesse painel também é

possível acompanhar a pontaria, pois apresenta todos os dados identificados pelos

sensores. Normalmente, o painel é operado por um militar integrante da equipe de

instrução. Assim, o usuário só anuncia os dados a serem inseridos no painel, enquanto

o militar do SIMAF realiza o registro no painel.

O registro do evento na espoleta tempo e do modo, instantânea ou retardo, na

espoleta percutente, ocorre em duas granadas sensorizadas. Dessa forma, o usuário

é capaz de reproduzir no simulador, exatamente o que faria durante a execução de

uma missão real.

No caso dos morteiros, como a inserção da munição ocorre pela frente, há um

sensor na base do tubo que reconhece quando a granada o atingiu e executa o tiro,

sendo anunciado pela emissão de um som de disparo. A carga inserida na base da

granada é sensorizada, portanto, um sensor posicionado na boca do tudo do morteiro

reconhece a quantidade de cargas colocadas na granada quando esta é colocada no

tubo pelo usuário.

Cabe salientar que não é necessário haver grande quantidade de peças

sensorizadas para que o tiro possa ser executado. Na verdade, uma só peça

sensorizada é suficiente, pois o instrutor pode atrelar essa peça real em outras peças

virtuais inseridas no sistema. Assim, todos os procedimentos realizados na peça real

sensorizada são replicados nas peças virtuais, possibilitando a execução de uma MT

com a Linha de Fogo completa.

FIGURA 11 – Obuseiro M 101 sensorizado.

Fonte: o autor.

Caso haja a necessidade de execução do tiro com mais de uma bateria, o

instrutor pode inserir uma bateria virtual no cenário e realizar o tiro simultâneo ao da

bateria real sensorizada.

Também é possível atrelar uma peça em cada uma das baterias virtuais

inseridas no cenário. Dessa forma, o simulador permite, por exemplo, a execução de

um tiro a três baterias, utilizando somente três peças sensorizadas. Cada uma das

peças seria atrelada a uma bateria diferente e teria seus procedimentos replicados

por todas as peças da respectiva bateria virtual.

O SIMAF possui dois tipos de C Tir. É dotado de uma C Tir de Gp e três C Tir

de Bia. Dessa forma, o instrutor tem a possibilidade de definir missões diferentes para

cada uma das C Tir de Bia.

Conforme a visão de negócios, “o simulador deve permitir o emprego da C Tir

Bia em um ambiente realista, onde os instruendos usem as mesmas ferramentas de

uma operação real (cartas, TNT, instrumentos de cálculos e medidas, etc.)” (BISPO;

MARTIN; PICON, 2013, p. 12).

Todos os dados calculados na C Tir são introduzidos no sistema, por meio do

preenchimento de fichas existente no banco de dados do computador da C Tir. Como

esse computador é ligado na rede do SIMAF, o instrutor tem acesso a todas as

informações lançadas nos formulários. Já as comunicações, seguem o mesmo

princípio da Linha de Fogo, porém o rádio das C Tir não são robustecidos e são

conectados ao sistema por cabos de rede.

A C Tir de Gp ocupa uma sala maior e, normalmente, á o local mobiliado pelos

GAC durante os exercícios de adestramento. Durante a simulação, o papel desse

posto remete à sua missão específica, conforme prescrito na doutrina do EB. Portanto,

os usuários trabalham em um ambiente realista, no qual utilizam os formulários

regulamentares e materiais reais de C Tir, podendo ser os mesmos que usam

diariamente em suas OM, caso assim desejarem, além dos rádios emulados, tal qual

nas C Tir de Bia.

Assim como ocorre nas C Tir de Bia, todos os dados calculados na C Tir de Gp

são introduzidos no sistema, por meio do preenchimento de fichas existente no banco

de dados dos computadores, em um total de quatro. Três desses dispositivos são

destinados ao cálculo dos fogos das baterias e o último é utilizado para controle das

MT do Grupo como um todo (BISPO; MARTIN; PICON, 2013).

O sistema é capaz de simular os seguintes tiros, previstos nos manuais de

Técnica de Tiro de Artilharia de Campanha (C 6-40 Vol. I e II):

- Tiro Sobre Zona;

- Regulação de Precisão Percutente;

- Regulação de Precisão Percutente Abreviada;

- Regulação de Precisão Tempo;

- Regulação de Precisão Tempo Abreviada;

- Regulação por Levantamento do Ponto Médio;

- Tiro com Observação Conjugada;

- Tiro com Observação Aérea;

- Tiro de Destruição;

- Tiros Iluminativos;

- Tiros Fumígenos;

- Cortina de Fumaça;

- Tiros Verticais; e

- Barragem.

A simulação de todos os tiros, citados acima, são baseados nas TNT utilizadas

pelo SAC. Vale ressaltar que, apesar dos tiros estarem baseados em algoritmos

formulados conforme as TNT, a probabilidade de dispersão inerente a qualquer tiro

de Artilharia e os elementos que compõem as balísticas interna e externa, são

FIGURA 12 - Central de Tiro de Grupo

Fonte: o autor

contemplados no simulador e influenciam o tiro, garantindo alta fidelidade durante o

treinamento do subsistema Direção e Coordenação (BISPO; MARTIN; PICON, 2013).

Dentre os formulários presentes no banco de dados dos computadores das C

Tir, há uma interface específica para preenchimento dos dados da Ordem de Tiro do

S3, Comandos de Tiro, Mensagem Inicial para C Tir e Mensagem Resposta para o

Observador Avançado. Todos os dados ali preenchidos podem ser consultados e

devidamente acompanhados pelo Posto do Instrutor (BISPO; MARTIN; PICON, 2013).

Na figura acima, vemos um exemplo de formulário existente no banco de dados

das C Tir, nesse caso um Boletim Auxiliar utilizado para execução de uma Missão de

Tiro Iluminativo. A finalidade desse formulário é, além de auxiliar os integrantes da C

Tir, conforme sua concepção original, permitir que o instrutor acompanhe a MT e colha

os dados necessários para a execução das avaliações.

À primeira vista, o C Tir passa a impressão de ser o subsistema menos afetado

pela simulação. Os usuários utilizam o mesmo material que costumam empregar na

tropa, fazem os mesmos cálculos e, a única diferença é preencher os dados de tiro

em um formulário digital, no lugar de um formulário impresso.

Porém, a grande vantagem do treinamento da C Tir no SIMAF é a oportunidade

de se adestrar, valendo-se de um feedback automático fornecido pelo simulador. Caso

o treinamento ocorresse na tropa, o militar responsável por conduzi-lo, normalmente

o Adj S3, seria o encarregado de produzir o feedback, porém ao fazê-lo, já sabe qual

FIGURA 13 - Boletim Auxiliar de Tiro Iluminativo

Fonte: Bispo; Martin; Picon (2013)

o resultado esperado. Dessa forma, a falta do efeito surpresa ou da ocorrência de um

resultado inesperado, limita o treinamento da C Tir.

Assim, o simulador confere um aumento na capacidade de resolução de

problemas que nenhum treinamento realizado nas OM pode proporcionar. O feedback

automático fornecido pelo SIMAF é uma consequência das decisões tomadas e ações

realizadas pelos outros subsistemas, combinados com certos fatores aleatórios que

não podem ser simulados na tropa, como dispersão e condições meteorológicas, tudo

calculado conforme o algoritmo do simulador. Assim, todos as MT têm como resultado

algo inesperado para os integrantes da C Tir, fato que contribui muito para o

adestramento desses militares, pois assemelha-se bastante ao que ocorre durante a

execução de uma MT real.

Se a Linha de Fogo é considerada o subsistema que representa o diferencial

do SIMAF perante outros simuladores, o Posto de Observação é tido pelos usuários

como o subsistema mais motivante. Seu viés lúdico e aparência semelhante a um

vídeo game de última geração, conferem ao PO posição de destaque entre os militares

e, até mesmo, comitivas de visitantes compostas por civis.

O simulador contém três PO. Cada um deles possui uma configuração

diferente, porém todos são dotados dos mesmos equipamentos. Os diferentes

cenários têm por finalidade mostrar um ambiente próximo ao real, para proporcionar

um bom adestramento ao observador.

O Observador Avançado é capaz de utilizar dispositivos de observação

emulados e com um elevado nível de fidelidade. O aparelho optrônico que o PO possui

pode ser configurado de diversas formas, conforme a escolha do instrutor. Em um

mesmo dispositivo é possível simular um binóculo comum, binóculo dotado de

telêmetro, goniômetro-bússola (GB), até mesmo um dispositivo optrônico multifunção,

baseado no equipamento francês JIM LR.

Quanto ao equipamento multifunção, o SIMAF sofreu o mesmo revés do

equipamento rádio. Quando da elaboração do projeto, o EB pretendia adquirir o JIM

LR para a Artilharia de Campanha e, por esse motivo, o optrônico do PO foi baseado

nesse equipamento. Após a entrega do simulador, o EB decidiu por adquirir outro

material, com características semelhantes, e hoje o SAC é dotado do AGLS.

Apesar de não ser a situação ideal, por não se tratar de uma réplica do

dispositivo utilizado atualmente pelo SAC, o aparelho optrônico do SIMAF cumpre seu

papel quanto ao adestramento da tropa. Com esse equipamento simulado, os

usuários praticam a condução do tiro de Artilharia valendo-se de um equipamento

multifunção com tecnologia avançada, assim como o AGLS existente na tropa.

Dessa maneira, o sistema permite que o usuário do PO faça uso dos

equipamentos de observação, integrados ao simulador, de forma que se assemelhem

ao uso em atividades reais (BISPO; MARTIN; PICON, 2013).

Os componentes presentes nos PO, para que os Observadores Avançados

possam conduzir as MT com grande fidelidade, são os seguintes:

- 01 Bússola (graduada em milésimos e graus);

- 02 Optrônicos;

- 01 Plataforma goniométrica;

- 01 GPS; e

- 02 Rádios.

O Posto de Observação é dotado de um sistema de acústica surround, a fim de

simular o som de ambiente real. Por se tratar de um sistema de som 5.1, o usuário é

capaz de identificar a direção dos incidentes inseridos pelo instrutor. Assim, o

Observador Avançado pode inferir a direção do impacto de um tiro que, porventura,

não tenha sido visto e, até mesmo, estimar a distância de certo evento ocorrido e

FIGURA 14 - Posto de Observação do SIMAF - Resende

Fonte: o autor

representado na tela no PO, por meio de cálculos que levam em consideração a

diferença entre as velocidades da luz e do som.

Assim como ocorre nos outros subsistemas, o Observador Avançado deve

utilizar o computador do PO para preencher os formulários previstos em qualquer MT.

Com isso, subsidia o instrutor com os dados necessários para o acompanhamento da

missão e par uma possível avaliação do desempenho da tropa.

Conforme previsto na visão de negócios, a tela do PO cobre um campo de

cerca de 160º, para imergir o observador em um cenário que se assemelha ao real. A

imagem vista pelo observador é contínua e sem marcas indesejáveis ao longo do

ambiente de simulação, apesar de ser composta pela sobreposição de três projeções

(BISPO; MARTIN; PICON, 2013).

Por fim, o instrutor é capaz de habilitar nos canais visuais do PO os seguintes

elementos virtuais:

- Biruta e velocidade do vento;

- Coordenadas da posição do Observador Avançado;

- Telemetria para o alvo;

- Distância e coordenadas do alvo;

- Linhas de coordenação estabelecidas; e

- Nomes dos acidentes do terreno.

De todos os postos do SIMAF, o que mais exige horas de prática, para

operá-lo de maneira adequada, é o Posto do Instrutor. O militar que desempenha a função

de operador do Posto do Instrutor, possui uma série de atribuições, antes e durante a

execução de um exercício de adestramento. Dentre suas responsabilidades, é

possível destacar:

O usuário INSTRUTOR é o responsável pelo exercício de simulação, pela geração dos cenários, pelo posicionamento dos objetos no cenário, pelo controle do exercício e pela avaliação dos usuários operacionais. Também é de responsabilidade do INSTRUTOR controlar o comportamento dos objetos e usuários do SAFO, bem como as condições meteorológicas do ambiente e os canais de comunicação entre os postos.

Além dessas capacidades, é o responsável pelo gerenciamento do sistema de projeção do Auditório, escolhendo os canais visuais que serão projetados e os canais de áudio a serem disponibilizados.

O INSTRUTOR tem poderes ilimitados sobre o ambiente simulado e deve ser experiente em Art Cmp para realizar uma avaliação subjetiva dos resultados dos exercícios, baseado nos relatórios fornecidos pelo sistema e nos objetivos pretendidos em um exercício. Em situações pré-determinadas, o INSTRUTOR será capaz de assumir qualquer uma das posições

O Posto do Instrutor é composto de um conjunto de quatro células