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3.6 – ARQUITECTURA DOS INDICADORES E METAS

Empresa Organizações

3.6 – ARQUITECTURA DOS INDICADORES E METAS

Para definir a arquitectura dos indicadores num processo em cascata, os principais passos são assim ordenados:

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1º) Elaboração de uma estratégia de comunicação do mapa estratégico e dos indicadores estratégicos globais da organização

2º) Selecção da unidade orgânica ou serviço a definir os objectivos estratégicos e indicadores alinhados aos objectivos de mudança pretendidos pela ONG

3º) Identificação da relação “causa efeito” dos objectivos dessa unidade com os da organização no seu todo

4º Definição dos indicadores estratégicos da unidade orgânica

5º) Através de reuniões e entrevistas, preparação de uma sintese dos principais indicadores, iniciativas ou acções incluindo as de investimento em recursos humanos e materiais, informação e tecnologias de comunicação, e metas de curto médio e longo prazos

6º) Avaliação periódica dos indicadores

Considerando a hipótese de a escolha incidir sobre uma unidade orgânica a ser criada, para atendimento às associações, na definição dos objectivos estratégicos e indicadores alinhados aos de mudança, seria colocada em primeiro lugar a aprendizagem e crescimento e através do detalhamento dos processos far-se-á a construção dos indicadores.

Observa-se que os objectivos estratégicos definidos pela metodologia BSC neste estudo são de âmbito executivo para uma pequena organização. Um processo em cascata de construção desses indicadores é mais complexo para organizações de grande porte ou federadas.

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Secção 4- CONCLUSÕES

As organizações do terceiro sector, estando sujeitas aos mesmos desafios de adaptação que as empresas de negócios no mundo actual, podem aplicar instrumentos de gestão modernos que permitem melhorar e avaliar o seu grau de desempenho.

O estudo alcança os objectivos préviamente estabelecidos de aplicação do Balanced Scorecard como instrumento de gestão estratégica numa ONG bem como a construção de indicadores de desempenho global alinhados com os objectivos estratégicos de um organização do terceiro sector em Cabo Verde, utilizando a metodologia Balanced Scorecard.

Apresenta os elementos que caracterizam o governo de organizações sem fins lucrativos na sociedade actual descrevendo metodologias de abordagem tendo como referência o governo empresarial.

O estudo aborda um conjunto de questões que se relacionam com o desempenho de uma organização para finalizar com as medidas necessárias de avaliação.

A necessidade de definição de indicadores e resultados mensuráveis dos diversos instrumentos de avaliação do seu desempenho, são elementos determinantes da eficiência e eficácia no desempenho das organizações sem fins lucrativos no cumprimento da missão.

Sendo o conceito de terceiro sector emergente com uma literatura variada e pouco convergente, a temática de sua governabilidade e gestão do desempenho é complexa. Desse modo ao ter-se como referência os conceitos, modelos e metodologias de avaliação de desempenho empresarial, com rigor na adaptação, assegura-se maior exigência na concretização dos objectivos com eficiência e eficácia organizacionais.

As principais conclusões a tirar do desenrolar dos trabalhos de implementação da metodologia BSC, são as seguintes:

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1) Foi possível aplicar a metodologia BSC a uma organização sem fins lucrativos e de pequena dimensão

2) A metodologia de construção dos indicadores ajuda a reflexão estratégica sobre a organização, e que com foco na visão e missão se pode equilibar as diferentes perspectivas de grupos alvos, de processos internos impulsionadores de mudança, de aprendizagem e crescimento organizacional e a perspectiva financeira.

3) A arquitectura de BSC na organização depende fundamentalmente da visão e missão, bem como estar implícita ou não a abordagem do mercado , já na fase de selecção dos objectivos estratégicos, se conclui que.

4 ) As organizações do terceiro sector em Cabo Verde dão um contributo importante no desenvolvimento económico e social, mas não existe um sistema de informação apropriado para proporcionar tal avaliação.

Observa-se que no processo de definição dos indicadores da ONG para este trabalho não foram incluidos todos os stakeholders.

Há um campo muito vasto para estudos no sector, nomeadamente sobre:

9 Um sistema de classificação das organizações e tipologia por sector de actividade semelhante ao que acontece com as empresas.

9 Sistema de Informação Estatistico Internacional e Nacional e as variáveis que permitem explicitar dados sobre as organizações formais do terceiro sector 9 Impacto económico e social das ONGs

9 Critérios quantitativos e qualitativos em tomadas de decisão de gestão nas organizações do terceiro sector.

9 A identidade do terceiro sector em Cabo Verde

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9 Avaliação das condições de governabilidade no terceiro sector formal numa economia insular

9 Aplicabilidade das teorias de emergência do sector em Cabo Verde 9 Indicadores de desempenho das redes organizacionais do terceiro sector

9 Estudos de gestão comparada de organizações do terceiro sector e empresas e instituições públicas por sector ou área de intervenção (formação, informação, produção, protecção social, podendo ainda ser estudos incindo só sobre a gestão dos recursos humanos, recursos financeiros, recursos materiais e logistica das operações e outsourcing.

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