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Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro

No documento THIAGO DE OLIVEIRA VIEIRA (páginas 103-109)

4.4 A ESTRUTURA INTERNA DO ARQUIVO NACIONAL, ARQUIVO PÚBLICO DO

4.4.3 Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro

Os dados relativos aos organogramas, estrutura interna e regimentos internos foram obtidos por meio da publicação intitulada: “Arquivo da Cidade do Rio de Janeiro: a travessia da “arcagrande e boa” na história carioca”, de autoria de Maria Celina Fernandes e publicado pelo próprio Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro15.

Os atos legais foram acessados na íntegra através do portal Legislação Municipal da cidade do Rio de Janeiro (http://informaweb.rio.rj.gov.br/).

No ano de 1894, por meio do Decreto Executivo nº 25, a então Diretoria de Arquivo Geral da Diretoria Geral do Interior e Estatística da Prefeitura do Distrito Federal foi incumbida de “recolher, guardar e conservar, devidamente classificados, os documentos escritos, impressos, iconográficos e cartográficos, relativos à história e à administração do município do Rio de Janeiro” (FERNANDES, 2011, p. 109, grifo nosso)

Ressalta-se, por meio deste decreto, a custódia de documentos especiais no então Arquivo Geral da Diretoria Geral do Interior e Estatística da Prefeitura do Distrito Federal. Esta custódia não significou, de imediato, uma estrutura específica para processamento técnico destes documentos.

No ano de 1979, o regimento interno do AGCRJ, subordinado ao Departamento Geral de Cultura, aprovado pelos decretos nº 2052 e 2053, de 6 de março de 1979 e alterado pelo decreto nº 2849, de 13 de novembro de 1980 cria a Seção de Documentação Cartográfica, Iconográfica e Audiovisual. Esta secção fica subordinada ao Serviço de Documentação Permanente e Intermediária.

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A obra foi indicada pelos funcionários do AGCRJ, por meio de pesquisa de fontes realizada por e- mail no período de 13 a 18 de fevereiro de 2014.

Figura 14: Estrutura do Serviço de Documentação Permanente e Intermediária do ACGRJ, em 1979.

Fonte: elaboração própria.

A Seção de Documentação Cartográfica, Iconográfica e Audiovisual tinha como competências:

I. Custodiar, inventariar, conservar e eventualmente propor a aquisição de registros iconográficos referentes ao espaço socialmente organizado do atual Município do Rio de Janeiro;

II. Custodiar, inventariar, conservar e eventualmente propor a aquisição de registros cartográficos referentes ao espaço socialmente organizado do atual Município do Rio de Janeiro;

III. Custodiar, inventariar, conservar e eventualmente propor a aquisição de registros fonográficos e cinematográficos referentes ao espaço socialmente organizado do atual Município do Rio de Janeiro; IV. Custodiar e conservar as reproduções em microfilmes, filmes, ou outras modalidades, pertencentes ao acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, mantendo atualizados os instrumentos necessários à consulta da documentação; [...] (ARQUIVO GERAL DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, 1979-1980)

Já é possível notar uma estrutura específica para os documentos especias, separados da estrutura dos documentos escritos. Porém, esta estrutura específica não era responsável pelo tratamento técnico arquivístico dos documentos, bem como sua preservação. Estas atividades eram de responsabilidade do Serviço de

Serviço de Documentação Permanente e Intermediária

Seção de Documentação Escrita Seção de Documentação Bibliográfica e Hemerográfica Seção de Documentação Cartográfica, Iconográfica e Audiovisual Seção de Arquivos Correntes Seção de Arquivo Intermediário Diretor

Apoio Técnico, que era subdividido em três seções: Seção de Processamento Técnico, Seção de Preservação e Restauração e Seção de Reprodução e Microfilmagem.

A Resolução nº 11, de 23 de setembro de 1986, altera a estrutura do AGCRJ, que passa a vigorar da seguinte maneira (FERNANDES, 2011, p. 297):

Figura 15: Estrutura do Serviço de Arquivo Permanente e Serviço de Apoio Técnico do ACGRJ, em 1986.

Fonte: elaboração própria.

Serviço de Arquivo Permanente

Seção de Documentação Escrita Seção de Documentação Especial Seção de Biblioteca Serviço de Arquivo Permanente

Diretor

Serviço de Apoio Técnico ermanente

Serviço de Apoio Técnico

Seção de Processamento Seção de Restauração Seção de Reprodução

Segundo Fernandes (2011, p. 300), em 26 de maio de 1988, foi publicado o Decreto nº 7.666, que altera a estrutura da Secretaria Municipal de Cultura e consequentemente a do AGCRJ (órgão subordinado). Tal medida teve como objetivo a redução de despesas, após anúncio, pelo prefeito, da falência financeira da cidade. O AGCRJ teve sua estrutura reduzida e a Seção de Documentação Especial foi extinta, além de outras alterações estruturais.

O AGCRJ passa a contar com uma Divisão de Arquivos, subdivididas em: Serviço de Arquivo Permanente, Serviço de Arquivo Intermediário e Serviço de Apóio Técnico.

Por esta nova estrutura, os documentos ficam sob a responsabilidade de uma única unidade (no caso de documentos permanentes), independente da linguagem, formato ou suporte.

Uma nova estrutura foi estabelecida por meio do Decreto nº 8.356, no ano de 1989. Nesta nova estrutura, uma Divisão de Arquivos era subdividida em Serviço de Documentação Escrita e Serviço de Apoio Técnico. (FERNANDES, 2011, p. 302).

Nota-se que não há nesta estrutura um serviço que seja responsável pelos documentos especiais, somente um serviço que trate dos documentos textuais. Sobre isso, Fernandes destaca (2011, p. 302, grifo nosso):

Helena Corrêa Machado, que ainda exercia o cargo de diretora do Arquivo Geral da Cidade, preocupada com as consequências danosas que as alterações promovidas pelo Decreto nº 8.356 acarretariam ao funcionamento do órgão, apresentou ao diretor do DGDI, o professor Epitácio José Brunet Paes, por meio do Ofício nº 08/89 ,564 uma proposta de reestruturação do órgão. Esta proposta pretendeu propor alterações tanto na área técnico-arquivística, quanto na de apoio cultural, de modo que o desempenho das funções do órgão não fosse prejudicado. Assim, propôs que na Divisão de Arquivos a denominação do Serviço de Apoio Técnico fosse alterada para Serviço de Documentação Especial e Apoio Técnico, para que este pudesse incorporar o Serviço de Documentação Especial, que fora extinto, apesar de ter a responsabilidade de executar o processamento técnico de um amplo acervo composto por fotografias, gravuras, plantas, mapas, filmes e fitas gravadas de valor documental inestimável. Alegou que a ampliação da denominação do Serviço de Apoio Técnico não acarretaria novas despesas e diminuiria o prejuízo causado pela extinção do Serviço de Documentação Especial, cujas funções foram suprimidas na nova estrutura do Arquivo Geral da Cidade.

Em 10 de outubro de 1991, o Decreto nº 10.628 define uma nova estrutura para o AGCRJ.

Figura 16: Estrutura da Divisão de Documentação Escrita e Especial do ACGRJ, em 1991.

Fonte: elaboração própria.

Observa-se o retorno de um serviço específico para os documentos especiais, na estrutura do AGCRJ, na mesma posição hierárquica do serviço responsável pelos documentos escritos.

O Decreto nº 26.970, de 1 de setembro de 2006, modifica a denominação dos serviços e seções, mas mantém a mesma estruturação interna da instituição. As divisões se transformam em gerências e os serviços se transformam em subgerências.

Atualmente, o AGCRJ tem como estruturação interna de processamento técnico arquivístico dos seus acervos:

Diretor

Divisão de Documentação Escrita e Especial

Divisão de Documentação Escrita e Especial

Serviço de Documentação Escrita Serviço de Documentação Especial

Figura 17: Estrutura Gerência de Documentação Escrita e Especial do ACGRJ, em 2006.

Fonte: elaboração própria.

A análise das estruturas internas das três instituições arquivísticas públicas da cidade do Rio de Janeiro permitiram verificar, ao longo do tempo, a influência da categoria documentos especiais na estruturação interna destas instituições.

Estas configurações estruturais, nas três instituições analisadas, guardam similaridades e demonstram a preocupação das mesmas com estes documento.

Comparando com a realidade das quatro instituições internacionais acima mencionadas, as três instituições brasileiras guardam semelhanças com o modelo estrutural do Archives Nationales da França. Esta semelhança ratifica a influência da escola francesa na Arquivologia brasileira.

Diretor

Gerância de Documentação Escrita e Especial

Gerância de Documentação Escrita e Especial

Subgerência de Documentação Escrita Subgerência de Documentação Especial

No documento THIAGO DE OLIVEIRA VIEIRA (páginas 103-109)