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- Arte como qualidade na sala de aula inclusiva

Categoria 2 - Mudança positiva através da arte

Categoria 3 - Perfil e experiência em arte 3.6.2 Categorias levantadas

Categoria 1 - Arte como qualidade na sala de aula inclusiva

2: Em sua turma ou nas turmas que você trabalha você tem algum aluno com ne-cessidades educacionais especiais?

Sim (resposta de todas)

3: Qual sua concepção sobre Arte e o que você acha da inclusão da disciplina Arte nos PCNs?

P1 Arte é uma forma de expressão, de liberdade de demonstração não só da fala, mas do corpo,o que se sabe,quer e precisa. Sendo assim, foi muito válido a inclusão da mesma nos Fins, como mais um recurso para a construção do pensa-mento crítico.

P3 Arte possibilita desenvolver no íntimo do ser humano habilidades que às vezes não são vistas. Concordo com a inclusão da Arte nos PCNS.

P5 A arte é uma forma de expressão e comunicação que possui linguagem própria, e a inclusão da arte nos Fins foi um avanço e um meio de valorização da mesma.

P7 A arte é uma disciplina muito positiva para o processo de inclusão dos a-lunos com necessidades educacionais especiais, pois através dela o aluno expressa seus sentimentos, emoções e não fica excluído dos demais.

P8 A Arte é a manifestação criativa do ser humano. A inclusão da mesma nos Fins foi importante para a formação do ser humano.

P10 Não formaremos artistas, o importante é deixar que o aluno descubra suas possibilidades. A inclusão da mesma nos Fins norteará o trabalho do professor.

4: De que forma o trabalho com a arte na sala de aula pode ser qualitativo?

P1 A partir do momento que propicie a sensibilidade, a imaginação e o querer fazer com prazer.

P4 Quando ele inclui o aluno e através dele o aluno com necessidades edu-cacionais especiais descobre suas muitas possibilidades.

P5 Através da compreensão da arte como linguagem e aprendizagem.

P8 Das mais variadas formas através da arte, o professor inclusive, descobre problemas vivenciados em casa pelas crianças,

5: Quais as formas de arte mais usadas em sua prática pedagógica?

P1 Desenhos, dobraduras, colagens, fantoches, músicas e danças.

P4 Representar contos clássicos, canto, artes visuais e artes plásticas.

P6 De acordo com a idade e/ou necessidade elabora-se a atividade artística articulada a outras disciplinas e pode ser: literatura, plásticas ou cênicas.

6: Antes de iniciar suas aulas de artes você esclarece os objetivos da aula para os seus alunos?

P1 Sim. A partir do momento que o aluno sabe o porquê, ele reconhece o pa-ra quê e o como e desenvolve seu tpa-rabalho com mais ppa-razer.

P5 Sim. Acredito que compartilhando os objetivos com os alunos, os mesmos saberão onde queremos chegar ou o que alcançar.

P6 Sim. O professor deve esclarecer aos alunos o objetivo da atividade para que eles sintam necessidade e interesse em fazê-la.

P9 Sim. Procuro esclarecê-los, porém de forma simples e objetiva para que não haja ansiedade por parte dos mesmos.

8: Quem constrói seu plano de Curso, você ou a Secretaria Municipal de Educação?

.

P3 A Secretaria de Educação (SME)

P5 A Secretaria de Educação propõe e eu acrescento alguns conteúdos.

P6 Eu. Seguindo os parâmetros recomendados pela S.M.E. e PCNs.

P9 Uso o plano de curso construído pela Secretaria de Educação Municipal, porém não deixo de inserir o que é positivo para o desenvolvimento do aluno, como também retiro o que, naquele momento, acredito não ser prioridade.

A realidade apresentada em nossa escola é que em todas as salas há alunos com necessidades educacionais especiais. Isto porque nossa escola atende turmas de 0 a 11 anos e nossa clientela é bem diversificada e tem um número maior de alu-nos.

Baseando nas Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001, no artigo 2º, que determina:

Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade para todos.

(MEC/SEESP, 2001)

Com relação ao conceito de arte ele continua o mesmo. As épocas e os esti-los é que mudaram no decorrer dos anos, isto comprovado pela história das artes.

Hoje a arte introduzida nas escolas tem um objetivo pedagógico de explorar a criati-vidade dos alunos, mas uma criaticriati-vidade para a vida. De acordo com Colagrande (2010) “é essa arte-educação que tem um olhar cuidadoso diante da expressividade da criança que, na visão da autora, ultrapassa o conceito estético de beleza para atingir o belo em si, o belo da criatividade”. Partindo da criatividade dos alunos há de se verificar se os objetivos foram alcançados, através do despertar da sensibilidade, da imaginação e do querer fazer, pois toda atividade que causa prazer é executada de forma diferenciada. Colagrande (2010, p.22) diz ainda que;

a arte está para a criança como uma forma livre de experimentar a si mesma, a sua expressão, comunicação e descoberta de sua possibi-lidade de criação. Toda criança, assim que se vê diante de materiais gráficos, se põe a rabiscar expandir-se, desenhar sem perguntar o que e como fazer isso (2010, p.22)

Todo e qualquer material que chega às mãos de crianças é motivo para cria-ção, sempre respeitando as peculiaridades de cada um. Colagrande (2010 p. 36) cita Rhyne (1977) na seguinte expressão:

Como criança eu descobri que podia desenhar coisas sobre as quais eu não podia ou queria escrever. Quando eu fazia isso e via imagens do que me era inquietante, problemático ou excitante, eu ficava me-nos confusa e as coisas começavam a fazer sentido para mim.“Ao crescer, a arte continuou a ser um tema central em minha vida.”

(1977, p. 85)

Expressar através de, ou atrás de uma imagem se torna mais fácil e mais es-pontâneo, além de proporcionar a oportunidade de soluções de conflitos.

3.6.2 Categoria 2 – Mudanças positivas através das artes.

7: A partir das aulas de artes, você percebeu alguma mudança positiva nos alunos com necessidades educacionais especiais?

P2 Sim. As atividades em sua maioria são prazerosas estimulando e facilitando a aquisição de habilidades necessárias ao desenvolvimento dos objetivos propos-tos.

P6 Sim. Especialmente um aluno que apresenta deficiências múltiplas, passou a demonstrar interesse nas histórias, pinturas e ter mais calma.

P7 Sim. Eles se sentem incluídos e conseqüentemente elevam a auto- estima.

P9 Sem dúvida alguma há mudanças inimagináveis. O aluno adquire maior segurança, eleva sua auto-estima e desperta seu espírito cooperativo.

Nesta categoria e através de observações em sala, destacou-se satisfatória mudança de comportamento nas crianças. Elas ficaram mais tranqüilas, interessa-das, alegres e começaram a perceber suas capacidades. Houve uma melhora acen-tuada da auto-estima. A integração do grupo foi manifestada através da alegria e da percepção de si e do outro. Segundo Colagrande, (2010)

Ao lidar com o desenvolvimento da arte infantil, é importante respeitar os seus próprios processos e não tornar as crianças depositárias de nossas expectativas e padrões de “como um trabalho de arte deve ser”, encorajar sua criatividade e suas percepções ao invés de inter-pretá-los de acordo com códigos muitas vezes alheios e não verda-deiros para a criança. É importante ao educador tentar aproximar-se

da criança por meio de sua arte ao invés de tentar interpretar e anali-sar o que a criança produz. ( 2010, p. 61)

É necessário um estado de prontidão para enxergar o ser que estamos conduzindo em aulas de arte, que se revela, se expressa e se reestrutura, porém o que se deve é ter uma conduta humana e profissional.

3.6.3 – Categoria 3 - Perfil e experiência em Artes

9- Você concorda que para dar aulas de arte é necessário saber seu significado e ter experiência e sensibilidade?

P1 Conhecimento teórico é fundamental. Aonde vou, o que quero, por que, e para quê. Conhecer o que se vai ensinar é necessário para que a prática leve à experiência sensível de desenvolver sentimentos, prazer e apreciação.

P6 Sim, em parte. No que diz respeito a compreender o significado de arte no Contexto escolar, sensibilidade e dedicação.

P9 É importante saber o significado de arte, mas o mais importante é ter a sen-sibilidade para reconhecer a relevância da arte na vida de qualquer ser humano.

10: Você determina tempo e material para as aulas práticas?

P1. Tudo parte de um planejamento, sendo necessário ser prático e jamais im- previsível. É preciso ter segurança e objetividade no desenvolvimento de todo o tra-balho. Quanto ao tempo, este é previamente determinado, porém é respeitado o tempo do aluno, uma vez que existem tempos distintos para quem planeja e quem realiza uma atividade, ainda que no coletivo.

P9 Procuro trabalhar dentro de um tempo pré-determinado, porém, o mesmo é flexível, pois a arte pode ser imprevisível.

P10 Sim. Geralmente são feitas oficinas com material e o tempo de duração é o tempo de duração da aula.

De acordo com a resposta da P1, conhecimento teórico é fundamental, já a P6 e P9 pensam que compreender o significado da arte é ter sensibilidade suficiente para reconhecer seu valor na vida do ser humano. A experiência seja ela em arte ou em qualquer outra disciplina só se adquire com a prática, com a vivência, talvez por isso ela seja tão preciosa em nossa vida. Quanto a determinação do tempo e mate-rial para as aulas de artes, é necessário ter um planejamento, onde o matemate-rial para as aulas já esteja selecionado e o tempo é como a P10 diz,é pré-determinado,porém flexível,levando em conta o desenvolvimento de cada aluno.

IV - RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 Análises das observações

Neste capítulo será considerada a análise das observações que foram feitas nas salas de aula de três professoras.

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