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A educação do sujeito contemporâneo está mergulhada em relações complexas de formação humana e entre o que vem a ser o conhecimento. Duarte Jr (1995, p 15) afirma:

conhecimento, isto é, uma teoria que fundamenta e explica a maneira e o processo pelos quais o homem vem a conhecer o mundo (DUARTE JR, 1995, p. 15).

Decorre daí a capacidade do homem de atribuir significações, ou a sua dimensão simbólica. Os signos lingüísticos não dão conta de apresentar os sentimentos integralmente. Temos então, como diria Langer (1971, p 111-147) dentro da teoria geral do simbolismo, duas formas simbólicas: o pensamento discursivo que dá origem às ciências e o pensamento não discursivo que culmina na arte. “O tronco gerador de ambos os tipos conceituais, da formulação verbal e não-verbal, é o ato humano básico de transformação simbólica”. Segundo a autora, não há conhecimento humano sem símbolos. A arte em um sentido geral vem desse pensamento não discursivo e pode ser definida, como afirma Langer, “como a prática de criar formas perceptíveis expressivas do sentimento humano,” essa região que permanece fora do alcance do pensamento e da linguagem, e que se aplica a tudo que pode ser sentido, ou seja o domínio da chamada “experiência interior”, a vida do sentimento e da emoção. De acordo com Langer,

as palavras por via das quais referimos o sentimento somente nomeiam espécies muitos gerais de experiência interior: excitação, calma, alegria, tristeza, amor, ódio e assim por diante. Mas não existe linguagem que descreva exatamente como uma alegria difere, às vezes radicalmente, de outra . A natureza real do sentimento é algo que a linguagem como tal - como simbolismo discursivo – não pode exprimir. (LANGER, 1958, p. 86)3

A arte é uma outra dimensão, é uma forma diferenciada do conhecimento e vem se tornando necessária tanto em espaços formais quanto informais de educação. O que seria então pensar a educação sob a perspectiva da arte? Uma das questões da arte é dar forma aos sentimentos para que possamos contemplá-los e entendê-los. A experiência vivida na EMVP me fez compreender a dimensão educativa da arte e a sua relação com a educação. “A arte objetiva a consciência de si e o desejo, a consciência de si próprio e a consciência do mundo”.(Ibdem, p 87).

Dessa forma, o ensino da arte não deve se limitar ao aspecto meramente cognitivo em que de forma racional se aprende algumas técnicas. Além dos elementos

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Para aprofundar mais ver Conferência pronunciada na Universidade de Siracusa; extraída de

objetivos da arte no que diz respeito a aprendizagens formais do ponto, da linha, do volume, da cor, da textura, ou de sua forma de expressão através do desenho, da pintura, da música, da dança, do teatro, da poesia, a arte não nos remete a significados conceituais, mas a expressão dos sentimentos. Defendo, assim, o ensino de arte para além da aprendizagem formal dos elementos composicionais da arte, que o aluno viva intensamente um processo de criação, de invenção, enfim, uma experiência com a arte. Que a apresentação de obras de arte seja feita de forma a trabalhar a educação estética e possibilite ao aluno entrar em contato com obras de arte aprendendo a senti-las, mesmo que seja através de reproduções; que o aluno seja também produtor da obra e não apenas consumidor e faça releituras contextualizando a vida e a obra do artista no seu tempo conectando culturas; em que o aluno tenha oportunidade de vivenciar um processo de criação com a arte e tenha respeitada as suas formas de expressão artísticas e culturais, e a escola esteja aberta aos produtores de culturas da cidade e às expressões de cultura e arte dos seus alunos. No Brasil dentro de uma visão contemporânea de ensino da arte,a arte-educadora Ana Mae Barbosa é uma das grandes divulgadoras e proponente dessas novas idéias sobre arte-educação e nela me referencio no que diz respeito ao ensino da arte.

A arte vista dessa forma traz uma dimensão educativa muito forte. As faculdades criadoras, formadas graças a ela, podem colaborar com os outros domínios de atividades que requerem um esforço criador. É importante, no entanto, nesse processo educativo com a arte, que o aluno sinta necessidade de expressar algo. A partir daí, através das experiências vividas no mundo dos sentidos e de um estado de receptividade, a faculdade criadora do aluno lança mão de associação de idéias diversas ao objeto artístico que está sendo construído, moldando-o adaptando-o, transformando-o, permitindo assim servir-se do pensamento e da imaginação para transformar e conferir uma determinação nova aos materiais, endereçada a novos empregos. As faculdades de abstração e de síntese também serão trabalhadas, pois na atividade artística desenvolve-se a capacidade de penetrar ao fundo de toda a experiência, reunindo vários objetos ou partes diversas de um mesmo objeto a fim de dar-lhes um novo significado, em uma nova organização coerente, que transforma dados díspares em um conjunto harmonioso, baseado na integração do pensamento, da imaginação, da sensibilidade e da percepção.

A aprendizagem ou a vivência da arte, na experiência aqui analisada, apresentou essas características no momento em que os alunos, imbuídos da necessidade de expressar algo, uniram-se e criaram, por exemplo, de uma caixa de papelão, uma cabeça de minotauro para uma peça de teatro, de sacos de algodão para embalagem de açúcar figurinos para o teatro, de papel craft a pintura do pantanal matogrossense, demonstrando dessa forma sua capacidade criadora.

Foto 17 - Alunos encenam a lenda do Minotauro no festival folclórico de 1996

Durante todo o processo, as faculdades intelectuais e a necessidade de expressar os sentimentos estiveram juntos em uma unidade. No entanto, a imaginação esteve livre do pensamento rotineiro, tendo autonomia de ação. Esses processos educativos com a arte ainda tiveram momentos que foram do individual para o coletivo, e do coletivo para o individual. Vista assim, a arte teve na experiência um papel inovador e fundamental, abrindo inúmeras perspectivas educativas, principalmente nos momentos de culminância dos projetos onde as atividades artísticas eram socializadas por todos. A arte se completava, nesses momentos, interagindo com os espectadores, pois ofereceu a todos oportunidade de vivenciar aquilo que, de uma forma ou de outra, é-nos impossível vivenciar a todo momento na vida cotidiana e na escola.

Dessa forma, principalmente nos festivais folclóricos durante o mês de agosto, a escola rompia com os tempos e os espaços que eram alargados e alterados, consolidando com a arte novas formas de educar. Considero que a arte é uma das saídas possíveis para que a escola se transforme em um espaço mais significativo na relação com o conhecimento. Concordo com a professora Vera, sujeito dessa investigação, que, em entrevista, perguntada sobre a possibilidade da arte estar presente na escola o tempo todo, assim disse:

É , o tempo todo e com todos os conteúdos. O fazer artístico, o produzir, deveria ser uma prática enquanto produção intelectual. Ela deveria acontecer. A gente tem que aumentar nossa concepção do que é arte, do que é linguagem. A gente pode falar de infinitas maneiras. Uma coisa que poderia impulsionar a arte nas escolas é o trabalho com os projetos pedagógicos que poderiam terminar sempre com uma mostra (Vera).

O fazer artístico não se separa do fazer intelectual dentro das escolas, porém entendendo que o que a linguagem faz, no seu uso literal no que diz respeito a simbolizar as coisas à nossa volta, a arte faz em prol de nossa consciência da realidade subjetiva, do sentimento e da emoção, dá forma às experiências interiores e as torna concebíveis, pois podemos, através da expressão dessas formas, imaginar e entender a natureza do sentimento. Trabalhar com arte o tempo todo na escola embora traga uma dinamicidade prazerosa é um desafio, gera tensão, pois se está lidando com emoções, sentidos e sentimentos o tempo todo.

Pode-se dizer que a arte traz assim uma nova dimensão do conhecimento no campo da educação. Pareyson (1984) afirma que a arte como aspecto cognoscitivo ou como forma de interpretar o mundo e até fazer ciência, não tem por si própria a função reveladora e cognoscitiva e menos ainda se reduz a conhecimento. Seu aspecto mais essencial e fundamental é o executivo e o realizador. A arte não é ainda só expressão, mas é expressão conseguida através do ato de fazer e de dar forma. Sendo assim a arte na EMVP também ultrapassou a visão simplista de ser coadjuvante da didática, ela foi mais que apenas um meio para se chegar a um fim, teve um valor em si mesma, pois mostrou uma dimensão educativa que lhe é inerente.

A educação via arte pode trazer para o interior da escola uma dinamicidade, também prazerosa. Através da expressão da arte, o jovem se coloca por inteiro, unindo a razão e a emoção nos processos de aprendizagem, que não precisam ser vistos de forma dicotomizada. A forma esquemática, separada com que a ciência tem trabalhado o conhecimento não dá conta de alcançá-lo e nem de fazer a interseção entre suas várias áreas. A racionalidade e o saber objetivo na sociedade moderna são vistos ainda como um valor básico. Estamos, porém, em fase de transição. Queremos reunir o sujeito e o objeto, a razão e a emoção. Nessa transição permanece o impasse entre as teorias educacionais que têm a razão como centro do conhecimento. “A arte vive num intenso compartir com tudo o que é estranho à razão, ela é uma forma de escuta, enquanto é também fala, expressão, daquilo que não tem voz”(Tiburi,1999, p. 417)

A dimensão do estético, tanto na arte quanto na ciência, é fundamental para se chegar à razão, pois está relacionado com a totalidade da existência e da comunicação humana, seus valores, suas expressões. Nesse sentido, quando Espinosa ( apud Duarte Jr, 2002) no séc. XVII, empregou a palavra razão, referia-se a uma atitude em relação à vida, na qual a mente unia as emoções às finalidades éticas e a outros aspectos do homem total. No entanto, a técnica e a racionalidade instrumental se deslocaram da ciência e passaram a ser usadas sem ética alguma. O poder econômico e político passaram a ditar as regras da vida em sociedade. A escola, filha do iluminismo, deu ênfase ao logus, fragmentou o conhecimento em disciplinas, assumiu a laicicidade e isto do ponto de vista democrático, foi um avanço das conquistas republicanas, porém sem compromisso com a educação estética com a espiritualidade. Nela, o corpo foi esquecido, o aluno se despiu de sua emotividade. Ocorre, então como afirma Baumgarten (apud Eagleton 2000, p.19) que “a ciência não deve ser empurrada para a região mais baixa da sensibilidade, mas o sensível deve ser elevado à dignidade de conhecimento”.

Torna-se necessário, então, fazermos a crítica, colocar em cheque a razão e trazê-la para o centro da discussão. Quais os pressupostos de um conhecimento baseado na razão? A razão está tanto na ciência quanto na arte, pois esta tem razões bem objetivas e pode ser ensinada, desde que o seu ensino não se limite à cognição apenas, mas, como disse Pareyson (1984), tenha um caráter realizador, de

formatividade, ou seja “o fazer que enquanto faz modifica o por fazer”, modificando aquele que age e como podemos ver em Dewey seja vista como uma experiência emocionalmente densa.

O diálogo da entrevista com Hermes e Marco Aurélio demonstra a importância do processo executivo e realizador de que fala Pareyson e da dimensão educativa da arte. Quando Marco Aurélio descreve a primeira peça de teatro em que viveu um processo de criação ele disse “no teatro eu fui até Chico Mendes”. Ao descrever a criação dessa peça de teatro, fala de todo o processo se remetendo, inclusive, ao momento em que estava lendo um livro e teve a idéia, começando a imaginar quem faria cada personagem, como seria a coreografia, o cenário e lembra-se de tudo isso como um primeiro processo de criação, diz: “foi um trabalho muito legal, foi um trabalho muito importante pra mim, olha acho que foi uma das primeiras coisas que eu aprendi, que eu ajudei a criar lá na escola” ( Marco Aurélio).

O fato de Marco Aurélio se lembrar, de forma pormenorizada, após cinco anos, remete-me ao conceito de “arte como experiência” trabalhado por Dewey. Este autor vai dizer que na vida vivemos o tempo todo várias experiências sendo essas, em muitos casos, débeis, incompletas, que se interrompem no meio do caminho e cedem espaços a outras com as quais não tem relação nem unidade. Quando uma experiência se constitui é marcada por uma singularidade e ocorre dentro de uma perspectiva de começo meio e conclusão, ou seja, não ocorre interrupção no seu desenvolvimento. Viver essa experiência com a arte é estar em um momento que se vive plenamente, sem que nenhuma porção se perca ao longo da vivência. Pode se dizer que em tal ocasião todo o ser está em atividade e seus diversos elementos convergem em uma harmoniosa relação. Em comparação com o todo habitual da vida, esses momentos nos dão a impressão de viver intensamente, nos deixam uma recordação e se integram em nossa história como episódio importante dela. Para Marco Aurélio, essa foi uma experiência real com a arte que deixou marcas e recordações.

Hermes que também participava da entrevista informa. “E eu não participei do processo de criação deles, na época eu fiquei até muito feliz de ver o processo

deles, é essa inquietação que eu te falei desde o início, essa inquietação é o que move”(Hermes).

Dessa forma, a arte traz uma nova dimensão do conhecimento e tem um papel fundamental, como afirma Faria e Garcia (2002, p 57), não com um fim instrumental ou utilitário, mas com um valor em si mesma, “a arte cumpre sua função educativa por sua própria forma de expressão”. A arte é a capacidade de busca, de invenção, de desafio, de transgressão, características também vividas pelos jovens, é a possibilidade de conhecimento de si mesmo e do mundo.

Pretendi nesta dissertação abrir um espaço para a discussão de uma formação humana com um sentido da arte, da estética, da identidade particular, do sentir a vida, refletindo-se tornando-se sujeitos. Os processos educativos que têm a arte como eixo tornam-se significativos, pois a arte ajuda o jovem na auto-estruturação do conhecimento, uma vez que ele passa a ser o agente e o responsável pelo seu processo de aprendizagem. Trechos da entrevista com dois ex-integrantes do grupo de teatro exemplificam esse processo e os projetos que fazem para uma futura atuação na Vila.

Acho que, nesse momento, nós estamos, no caso meu e do Marco Aurélio, acho que o Marco Aurélio está estudando, tá investindo no futuro profissional. A gente pensa futuramente de estar com um projeto, né Marco. Já conversei com ele. A gente tá pensando em um projeto conjunto para aquele Parque Ecológico.4 A gente tá pensando mais pra frente, esperar o Marco Aurélio terminar a escola, e ele vai terminar se Deus quiser, daqui há dois anos e daí serão dois jovens profissionais, e isso vai nos dar uma força maior. E a gente é jovem, é do bairro e isso vai nos dar uma força maior, né? Então eu estou esperando esquematizar uma coisa bem forte, pra ficar, pra não ser um projetinho de verão como acontece muito em bairro de periferia. Esses projetinhos paternalistas que vão lá dão uma cesta básica, e depois nunca mais volta. A gente quer uma coisa de raíz, né, raízes da Vila, uma coisa que fique, que produza. Tem um espaço maravilhoso que é o Parque Ecológico e a gente quer criar uma identidade no bairro. A gente precisa de força, de teoria, não teoria, mas escola mesmo, estudar, vivência. Eu hoje posso falar que eu já trabalhei com todo tipo de ser humano: desde a pessoa lá do tráfico, pessoas envolvidas com droga, pessoas idosas, adolescentes, crianças, agora estou trabalhando com pessoas com necessidades especiais. Então assim, a gente tá preparando pra alguma coisa na vida. Então eu acho, que futuramente a gente vai sim. A gente tá preparando um projeto, já conversamos a gente vai sim, mas, vamos fazer uma coisa que fique, independente da gente ir embora ou não, que seja patrimônio daquela região, daquele lugar, eu por exemplo até falo com o Marco Aurélio, a gente precisa de um projeto que nos dê estabilidade pra gente lidar com todo mundo. Criar um

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estar se organizando. Eu acho que é por aí, falta na gente que é artista essa questão . Às vezes a gente sonha demais, mas, falta amarrar com a gente essas questões, se organizar. Acho que a palavra chave é essa organização. Tanto que eu falei pro Marco Aurélio, vamos esperar você se formar. A gente podia mexer com isso agora, mas eu prefiro esperar mais um pouco pra ele ganhar mais experiência. Ele tá lá, trabalhando na BHTRANS com meninos de periferia. São pessoas de periferia e ele está dando aulas vinculado ao curso de teatro da UFMG. Muito interessante esse trabalho, o GEDUC – Grupo de educação (Hermes).

Esse momento da entrevista trouxe dados reveladores, que talvez em uma entrevista dirigida, estruturada, não tivesse acontecido. Esses dados revelam o crescimento de Marco Aurélio através de sua experiência com a arte. No início da pesquisa, imaginava que apenas Hermes teria passado por esse crescimento. Ao que parece essa experiência foi intensa e completa, construiu um conhecimento que não ficou apenas na superfície. Marco Aurélio declarou.

(risos) Esse trabalho é com os meninos da AMAS é um trabalho do GEDUC, que é a questão do ensino. Eles passam antes de trabalhar como estagiário pela AMAS no GEDUC para serem treinados.

Nesse momento, Hermes corrigeiu Marco Aurélio e dsse entre “aspas este treinado”. É interessante como que passados cinco anos a relação entre os ex-componentes do grupo de teatro seja ainda forte, uma relação na qual uns educam os outros e todos se educam. Em outro momento da entrevista Hermes volta a corrigir Marco Aurélio quando este disse que os seus alunos lá da AMAS - Associação Municipal de Assistência Social são “difíceis de estar trabalhando” Hermes disse “socializando”.

Outra surpresa revelada na entrevista foi saber que também Agda e Eliane ex- alunas e ex-integrantes do grupo de teatro Raízes da Vila queriam marcar um ensaio com Marco Aurélio para participarem da seleção do Teatro Universitário, TU-UFMG. É interessante destacar como os valores foram incorporando do que foi aprendido em experiência anterior, com o outro, com o colega. Os significados que adquirem o material dessa experiência se fundem com o passado e com o presente e têm uma continuidade. Essa entrevista aconteceu em fevereiro de 2003. Em junho de 2003 fiquei sabendo que Agda e também Eliane não conseguiram ser aprovadas na seleção do TU -UFMG, mas pretendem tentar novamente no ano seguinte. Isso demonstra como foi intensa e completa a experiência vivida com a arte, com o

teatro. Os jovens se modificaram e se tornaram multiplicadores do processo de criação em outros espaços como é o caso de Marco Aurélio. Alguns alunos do GEDUC da BHTRANS e que são também moradores da Vila Pinho os procuram dizendo:

Ô Hermes, eu tenho de continuar, eu adoro, eu tou apaixonado, eu tou descobrindo tudo isso agora, coisa que eu nunca imaginava, eu preciso de sua ajuda, eu não quero parar. Aí eu dizia. Olha continua lá. Se algum dia você precisar, querer continuar e não ter aonde, me procura mas não sai. Sua referência é lá na BHTRANS, se você precisar eu tou aqui. (Hermes)

Marco Aurélio falou do prazer que tem com seu trabalho e da sua identificação com os alunos que não têm uma idade muito diferente da sua.

Lá é um trabalho bom, por que eu por exemplo eu converso com os meninos e falo com eles que eu me identifico com eles, justamente por essa questão de você ser jovem e não ter direção, sabe, de não ter aquela questão nossa, eu vou pra esse lado, não vou pra aquele que tem gente mais legal. Eu me vejo muito assim. Mas eu me identifico com eles porque eles sabem que quando o trabalho ta pronto, o CD e a esquete prontas, o texto revisado e eles apresentam assim e acabam (Marco Aurélio).

Marco Aurélio deu uma respirada funda e fez o gesto de missão cumprida, continua.

Lembra uma época lá na Vila Pinho. Eu me lembro ate de uma vez ....teve uma vez, sabe aquele trabalho da família”.

Mais uma vez a recordação do que foi vivido e que deixou marcas.