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4. Perceção dos alunos sobre a disciplina de História A

4.5. As atividades mais apreciadas e mais confiadas

Do mesmo modo que quisemos saber a forma como os alunos apreciavam e confiavam os recursos didáticos, também colocamos as mesmas questões em relação às atividades letivas, e entende-se que “Las actividades de aprendizaje son un conjunto de acciones coherentes que se organizan para que el alumnado desarrolle sus propias capacidades” (Cardona, 2011, p. 62). Assim, elegemos seis atividades: debates, trabalhos

individuais, trabalhos de grupo, visitas de estudo, aulas expositivas e dramatização/teatro. Ainda colocamos a possibilidade de os alunos identificarem outra

atividade não mencionada.

Dessa forma, questionámos que tipo de atividades letivas mais aprecias ou

gostas? E estes foram os resultados:

A atividade que os nossos alunos mais gostam são as Visitas de estudo, talvez por oferecer uma visão mais próxima das realidades estudadas e daquilo que idealizam nas suas mentes. Esta atividade é vista com uma enorme simpatia por 134 alunos (um valor percentual de 95,7%). Apenas 1 aluno referiu que “apreciava pouco” (0,7%) e 4 que apreciavam de uma forma mediana (2,9%). Um aluno não respondeu.

Por outro lado, as Aulas expositivas também são bastante apreciadas pelos nossos alunos, uma vez que 104 alunos responderam que apreciavam “muito” e “bastante” (o que corresponde a um valor percentual de 74,2%). Enquanto que 10 alunos afirmam não fazer parte daquilo que mais gostam (7,2%) e 23 alunos simplesmente “apreciam” (16,4%). Três alunos não responderam. Talvez este resultado se justifique por estarem Figura 22. Apreciação das atividades letivas pelos alunos

5 6,4 3,6 2,9 12,1 12,9 19,3 5,7 0,7 4,3 14,3 25 37,9 20 2,9 16,4 18,6 30,7 24,3 36,4 16,4 37,1 20 25,7 10 33,6 79,3 37,1 32,1 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Debates Trabalhos individuais Trabalhos de grupo

Visitas de estudo Aulas expositivas Dramatização ou teatro

Atividades mais apreciadas

85 habituados a este tipo de ensino ou por fruírem, através desta atividade, de um conhecimento mais facilitado.

Os Trabalhos de grupo também são muito bem vistos pelos alunos deste estudo, uma vez que, 98 alunos gostam “muito” ou “bastante” deste tipo de atividades (70% do valor percentual). Estabelecendo um termo de comparação entre esta atividade e os

Trabalhos individuais, constatamos que existe uma diferença bastante significativa neste

nível de resposta, uma vez que se, por um lado, temos estes 98 alunos que apreciam “muito” ou “bastante”, nos Trabalhos individuais isto não se verifica, o valor decresce para apenas 48 alunos (uma percentagem de 34,3%). Assim como, se analisarmos o número de alunos que responderam “aprecia menos” ou “pouco”, percebemos que existe também uma diferença considerável: nos Trabalhos individuais, obtivemos 36 alunos neste nível de resposta (25,7%), e nos Trabalhos de grupo existem 13 alunos (9,3%). No entanto, a maior concentração de respostas nos Trabalhos individuais situa-se no nível “aprecia”, com 53 alunos (37,9%). Nos Trabalhos de grupo temos 28 alunos nesse nível de resposta (20%). Estes resultados talvez se devam ao sentirem-se mais confortáveis em trabalhar com outros colegas, como “ponto de ancoragem”, por ser uma forma de existir uma maior troca de ideias ou, simplesmente, por gostarem mais do convívio.

Podemos considerar os Debates muito apreciados pelos alunos, uma vez que 79 alunos gostam muito desta atividade (o que equivale a 56,4%) e 35 alunos selecionaram “aprecia” (25%). Contudo, 25 alunos “não a apreciam” (constituindo 17,9% da nossa amostra).

Na Dramatização ou Teatro existe, claramente, uma subida dos alunos que não lhes agrada esta atividade, uma vez que 37 alunos selecionaram os dois níveis menores de apreciação (26,4%), mais do que aqueles que selecionaram o nível “aprecia”, onde se obteve 26 (18,6%). No entanto, a maioria reside nos níveis “aprecia bastante” e “aprecia muito”, com 73 alunos, o que equivale a pouco mais de metade (52,1%).

Com isto, podemos considerar que, por ordem decrescente, as atividades que os alunos mais gostam são: as visitas de estudo, as aulas expositivas, os trabalhos de grupo, os debates, as dramatizações e, por último, os trabalhos individuais. Não podemos deixar de referir que existe um aluno que identificou uma outra atividade, o Cinema, onde a avaliou com o nível “aprecia” e, pela mesma razão anteriormente mencionado, ou seja, pelo seu peso reduzido, não foi contemplado no gráfico exposto.

Ao diferenciarmos por anos de escolaridade, podemos ainda retirar o seguinte: na atividade Visitas de estudo, a concentração de todas as respostas reside no nível “aprecia”, “aprecia bastante” e “aprecia muito”, só houve um aluno de 10.º ano que disse que

86 “apreciava pouco”. Os alunos de 11.º ano são os que mais gostam desta atividade, com 93,2% a assinalarem o “aprecia muito” (se englobarmos o “aprecia bastante” e “aprecia muito”, o 11.º ano continua a possuir o maior valor, com uma diferença de 0,2% do 12.º ano, cf. Anexo 8.6. – Tipos de atividades que mais aprecia).

São os alunos de 10.º ano que mais gostam de Aulas expositivas, a concentração maior reside no “aprecia bastante” e no “aprecia muito”, com 85,7% dos alunos. Em relação à evolução, reparamos que em cada ano o nível de agrado decresce certa de 12%, colocando os alunos de 12.º ano na posição dos que menos gostam deste tipo de atividades (20% não apreciam ou apreciam pouco).

Não existem variações significativas nos anos de escolaridade em relação ao gosto pelos Trabalhos de grupo, apenas podemos aferir que o 11.º ano é o ano em que existe um maior gosto por esta atividade, o 12.º ano de escolaridade detém a menor valor de alunos que “apreciam bastante” ou “muito”, no entanto, existe uma concentração de 30% no “aprecia”.

O agrado pelos Debates é idêntico nos três anos, embora resida nos alunos de 11.º ano um maior “desagrado”. Os níveis maiores de apreciação aumentam com o aumento do ano de escolaridade, ainda que de uma forma subtil e pouco clara. No entanto, é nos alunos de 10.º ano que o nível “aprecia” adquire alguma “robustez” com 30,4% dos alunos a selecionarem esta opção.

As Dramatizações também são muito bem vistas pelos alunos do 11.º ano, onde adquire o maior valor percentual dos níveis mais altos de apreciação (61,4%) e o menor valor percentual dos níveis mais baixos (13,6%). Os alunos que não apreciam tanto este tipo de atividades são os de 12.º ano, com 42,5% a selecionaram os níveis “aprecia menos” e “aprecia pouco”, um valor bastante significativo e pouco menor do que os que “apreciam bastante” ou “apreciam muito” (45%).

Relativamente aos Trabalhos individuais, nota-se uma certa evolução, ainda que pouco percetível, isto é, existe um acréscimo ao longo dos três anos estudados que referem “apreciar bastante” ou “muito” (do 10.º ano para o 11.º ano existe uma subida de 7,2% nestes níveis de resposta, e do 11.º ano para o 12.º ano a diferença aumenta 10,1%), sendo que a menor percentagem de alunos que “apreciam menos” ou “pouco” encontra- se no 12.º ano. Contudo, são os alunos de 10.º ano que apresentam o maior valor percentual no nível “aprecia” com 46,4%, concentrando-se aqui a maioria e são os alunos de 11.º ano que apresentam o maior valor percentual dos que “apreciam menos” e “pouco”. Esta é a atividade que fica em último lugar nos gostos dos alunos, com exceção do 12.º ano que nomeia para último lugar as dramatizações ou teatros.

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Assim, no 10.º ano, o que os alunos mais apreciam, por ordem decrescente são:

Visitas de estudo, Aulas expositivas, Trabalhos de grupo, Debates, Dramatizações e Debates e Trabalhos individuais. No 11.º ano são as Visitas de estudo, Trabalhos de grupo, Aulas expositivas, Dramatização, Debates e, por fim, Trabalhos individuais. E no

12.º ano são as Visitas de estudo, num mesmo patamar, as Aulas expositivas e os

Trabalhos de grupo, os Debates, e, novamente, sem uma diferença evidente, os Trabalhos individuais e Dramatização (cf. Anexos 8.6. – Tipos de atividades que mais aprecia).

Em que tipo de atividades letivas mais confias? Esta foi a questão seguinte, com

a finalidade de tentar dar ainda mais luz àquilo que os alunos pensam sobre as atividades letivas e naquilo que realmente confiam. As atividades são as mesmas, sem qualquer mudança no tipo de questão.

Com a análise dos dados, confirmamos que o nível de apreciação e de confiança se encontram em sintonia em relação às Visitas de estudo, uma vez que é a atividade em que mais confiam, com uma frequência de 119 alunos a selecionarem os níveis de maior confiança (correspondendo a 85% da nossa amostra), 15 alunos “confiam” e apenas 5 alunos confirmam que esta atividade não lhes oferece confiança (3,6%). No entanto, existe um decréscimo no número de alunos que selecionaram os dois níveis máximos desta escala, em relação à questão anterior (cf. Figura 22 e Figura 23).

Também em consonância com os resultados expostos anteriormente, temos, em segundo lugar, as Aulas expositivas, que adquirem um grande nível de confiança para 107 alunos (76,4%), um pouco mais do que quando foram questionados sobre o seu gosto por esta atividade. Enquanto que 26 alunos selecionaram um nível moderado de confiança

4,3 3,6 2,9 0,7 1,4 12,1 13,6 9,3 8,6 2,9 1,4 19,3 38,6 38,6 31,4 10,7 18,6 30,7 22,9 28,6 33,6 25,7 37,1 20,7 19,3 17,1 22,9 59,3 39,3 14,3 0 10 20 30 40 50 60 70 Debates Trabalhos individuais Trabalhos de grupo

Visitas de estudo Aulas expositivas Dramatizações

Atividades confiadas

Confia menos Confia pouco Confia Confia bastante Confia muito

88 (18,6%) e 4 alunos não se sentem confiantes com estas aulas (2,8%, um pouco menos do que as visitas de estudo).

Ainda sem existirem alterações, temos os Trabalhos de grupo, com 79 alunos a depositarem a máxima confiança nesta atividade (o que corresponde a 56,5%), evidenciando que, existem mais alunos que gostam do que os que confiam. Nos níveis de menor confiança encontram-se 16 alunos (11,5%). No entanto, temos 44 alunos que tem uma confiança moderada (31,4%).

Por conseguinte, temos os Trabalhos individuais e, aqui, as diferenças são bem visíveis, uma vez que esta atividade já não se encontra em último lugar, como se verificou na questão anterior. São 64 alunos a afirmarem que sentem muita confiança em realizar esta atividade como contributo para a sua aprendizagem, quase metade dos alunos (45,7%). Também 54 confiam medianamente (38,6%). Somente 18 alunos não têm uma confiança plena (12,9%).

Com resultados idênticos aos trabalhos individuais, segue-se os Debates, com 59 alunos a depositarem grande confiança (42,2%), 54 “confiam” e 25 alunos não possuem confiança neste tipo de atividades (o que corresponde a 17,9%).

Com isto, a atividade que oferece menor confiança aos nossos alunos são as

Dramatizações, em que 44 alunos selecionaram o menor nível de confiança (31,4%), 43

alunos sentem alguma confiança neste método (30,7%) e um pouco acima temos 49 alunos com um grande nível de confiança (35%), o que não deixa de ser um número reduzido quando comparado com as outras atividades letivas.

Por fim, o aluno que identificou o cinema como outra atividade, colocou no nível “confia”.

Observando com um maior detalhe em cada ano de escolaridade, os resultados são bastante idênticos aos resultados gerais. Apenas destacamos que onde reside o maior nível de confiança nas Visitas de estudo é no 11.º ano (86,4% dos alunos a “confiam bastante” e “muito”); as Aulas expositivas mantêm a posição nos três anos analisados, mas é no 12.º ano que o índice de grande confiança aumenta (com 85%); os Trabalhos de grupo, também têm resultados bastante idênticos nos três anos de escolaridade, contudo é no 11.º ano que encontramos o maior índice de confiança. No entanto, nos Trabalhos individuais verifica-se o contrário, o 11.º ano tem um menor índice de confiança nesta atividade e, para este ano de escolaridade, é a atividade em que menos confiam (com 34,1% a selecionar “confia bastante” ou “confia muito”, e 15,9% a conferir os menores níveis de confiança da escala). Com isto, onde se verifica uma maior confiança nos Trabalhos

89 Nos Debates a diferença em relação aos valores gerais são bastante subtis, apenas podemos evidenciar que os alunos de 12.º ano possuem o maior grau de confiança (45% admitem “confiar muito” e “bastante”). O grupo de alunos do 11.º ano é o que possuí uma menor confiança (25% das respostas reside nos níveis “confia menos” e “confia pouco”), já os de 10.º ano concentram-se no nível intermédio (42,9%).

Por fim, as Dramatizações oferecem resultados bastante peculiares. Os resultados que mais se assemelham aos gerais são os do grupo de alunos do 10.º ano, uma vez que é o grupo onde os resultados são mais moderados. No 11.º ano as Dramatizações têm um alto nível de confiança por parte de 43,2% dos alunos e, no outro extremo, temos 25% de alunos. No entanto, no 12.º ano a ordem dos resultados altera-se, a maior percentagem encontra-se nos que selecionaram “confia menos” e “confia pouco”, com 42,5% dos alunos, enquanto que 25% dos alunos selecionaram “confiam bastante” e “confiam muito” (cf. Anexo 8.7. – Tipos de atividades em que mais confia).

Com isto, em termos comparativos, voltamos a ter diferenças nas respostas dos alunos quando falamos em “apreciar” e “confiar”, e essas diferenças podem ser evidentes nas médias obtidas em cada atividade (cf. Anexo 8.6.1. – Médias dos tipos de atividades que mais aprecia; Anexo 8.7.1. – Médias dos tipos de atividades em que mais confia):