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4.3 O CURSO DE ENGENHARIA DE FUNDIÇÃO

4.3.2 As disciplinas que compõem a grade curricular

Apesar de o curso ter sido pensado a partir de uma necessidade real da indústria local, o discurso hegemônico burguês, tanto no seu enfoque meritocrático, como pedagógico, de acordo com seus relativos pressupostos ideológicos, é utilizado como referencial teórico-metodológico, o que comprova a concepção filosófica do IST, que numa leitura crítica traduz a falta de compreensão do verdadeiro significado do lema “Aprender a Aprender”. Desta forma, as correntes pedagógicas fundamentadas nas competências da modernidade, que se pretendem progressistas e inovadoras, mas que não priorizam os conteúdos teóricos que possibilitam a compreensão dos fenômenos em todas as suas particularidades e detalhes, tende a gerar resultados opostos aos desejados. É inegável que, para atingir a contento os objetivos do curso e os interesses das indústrias sobre o processo de fundição, os alunos precisam apreender as teorias produzidas até então para aplicá-las e, desta forma, graduar-se aptos a aturem de forma politécnica, ou seja, com o controle intelectual da técnica, o que de fato favorece a capacidade de inovar e transformar.

4.3.2 As disciplinas que compõem a grade curricular

Antes de iniciar as abordagens sobre a questão curricular, importa destacar que para tanto foram utilizadas fontes oficiais da instituição, em especial o projeto político-pedagógico e as atas das reuniões de conselho do curso realizadas com periodicidade mensal organizadas e conduzidas pelo coordenador do curso, com a presença dos professores das diversas disciplinas e um aluno representante eleito pelos seus pares a fim de ser um canal direto entre a coordenação do curso e os alunos, com a finalidade de comunicar a existência de problemas, reivindicações e propor soluções.

Desta forma, as fontes acima citadas registram a trajetória do curso e, portanto, da elaboração e das alterações realizadas no decorrer da graduação. No que diz respeito ao currículo, pode-se afirmar que ele expressa um conjunto de aprendizados selecionados com um determinado propósito – no caso, graduar engenheiros com sólidos conhecimentos sobre o processo de fundição – motivo pelo qual pode-se afirmar que sua construção é sempre social, coletiva e determinada pelas particularidades de um período histórico, o que o faz um

instrumento em constante processo de revisão, adaptação e alteração107.

O fato de existir uma legislação orientadora, a ser seguida pelas instituições de ensino em geral, deixa o currículo com a impressão de um documento neutro e de fácil execução.

Porém, é preciso destacar que sua realização depende das condições de espaço físico, dos recursos disponíveis, da estrutura administrativa e ainda da concepção filosófica da instituição e a internalizada em cada um dos professores. Logo, por trás da sua aparente neutralidade estão implícitos valores e condições que, na verdade, são decorrentes das relações sociais de produção. Portanto, do currículo prescrito ao currículo realizado na prática pedagógica há um longo caminho, influenciado por questões políticas, sociais, administrativas e culturais (GIMENO, 1998).

No caso dos cursos de engenharia, as Diretrizes Curriculares estabelecem que para além de uma sólida formação técnico-científica, para alcançar todas as competências e habilidades do século XXI, sua formação deve ainda preocupar-se em desenvolver a capacidade de exercer postura crítica, criativa e reflexiva, capaz de perceber “os aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística, em atendimento às demandas da sociedade” (CNE/CES 11/2002).

Ao considerar as determinações legais, as necessidades das indústrias e as particularidades da região de Joinville, elaborou-se a grade curricular do curso de engenharia de fundição, que distribui as disciplinas de acordo com os três módulos de formação orientados pelo MEC já citados: básico, profissional e complementar.

Por esse prisma, as disciplinas de Introdução à Engenharia de Fundição e de Relações Interpessoais têm em comum a finalidade orientar o engenheiro para exercer uma conduta ética no mercado de trabalho, capaz de contribuir e auxiliá-lo na gestão de pessoas, no relacionamento com clientes e na percepção das necessidades da comunidade. Porém é preciso lembrar que todo conceito de ética traz consigo uma compreensão de mundo.

Portanto, não é um conceito universal, mas, sim, impregnado de interesses de classe.

Logo, a ética possível é a da sociedade capitalista na qual o lucro está acima de todas as demais questões, inclusive da própria dignidade humana, apesar da ênfase do discurso oficial sobre a ética e a responsabilidade social e ambiental. Cabe salientar que apesar do campo de estudos CTS - Ciência, Tecnologia e Sociedade, que busca compreender criticamente as relações entre a ciência, a tecnologia e a sociedade, estar presente nas

107 O currículo do Curso de Fundição do IST foi alterado conforme resolução 51/2004 do Conselho Deliberativo do IST de 06 de julho de 2004. Teve também alterados ementários de diversas disciplinas conforme parecer 004;05 do Colegiado de Curso de 06 de dezembro de 2005.

capacitações dos professores, ainda não é disciplina integrante das grades curriculares no IST.

As disciplinas ligadas à ciência matemática, Álgebra Linear, Geometria Analítica, Cálculo I, II e III, Estatística e Probabilidade, Equações Diferenciais e Cálculo Numérico, são essenciais na formação de um engenheiro e pré-requisitos para a aprendizagem dos conteúdos das disciplinas de Projeto Auxiliado por Computação I e II, Engenharia Auxiliada por Computação I e II, Projeto de Ferramentais e Mecânica dos Fluidos, nas quais são utilizados cálculos diferencial e integral, métodos numéricos e probabilidade. O fato de muitos alunos ingressarem no ensino superior sem o domínio da matemática básica constitui um grave problema para a aprendizagem das disciplinas acima, e sério problema para os professores. Na tentativa de resolver esta questão a instituição oferece aulas de nivelamento, nas quais são retomados todos os conteúdos da matemática básica, o que ameniza, mas não resolve, o problema da maioria dos alunos, fazendo com que alguns acabem por evadir do curso108. Cabe lembrar que a apreensão dos conhecimentos matemáticos ocorrem por um processo contínuo de abstração que se inicia na educação infantil e que se intensifica de acordo com os diferentes estágios do processo de aprendizagem, motivo pelo qual se espera que no ensino superior o aluno pense de forma estruturada e tenha raciocínio lógico a fim de assimilar e dominar conhecimentos matemáticos complexos, fundamentais à profissão de engenheiro.

As disciplinas de Química Geral, Química Inorgânica, Química Analítica e Química Orgânica, trazem os conhecimentos básicos para a compreensão dos conteúdos da disciplina de Tratamento de Superfície e Corrosão, bem como contribuem para o entendimento da Metalurgia Física e Transformação de Fases. O pleno domínio dos conhecimentos da química também passa pelo domínio de conhecimentos da matemática. Não há como formar um Engenheiro de Fundição que desconheça as propriedades das matérias-primas, em especial dos metais.

Os conteúdos de Química, somados aos de Física, possibilitam a aprendizagem das disciplinas de Processos de Fabricação Mecânica, Metalurgia Física, Processos e Equipamentos de Macharia, Processos e Equipamentos de Moldagem I e II, Ensaios Destrutivos e Não Destrutivos, Metalografia, Transformações de Fase, Conformação Mecânica, Tratamento de Superfície e Corrosão, Refratários, Tratamento Térmico, Soldagem, Processos e Equipamentos de Fusão I, II e III, Impacto Ambiental, Tópicos

108 Dos 40 matriculados no primeiro curso de Engenharia de Fundição apenas 12 se graduaram. Segundo os depoimentos dos egressos, a principal causa foi a dificuldade com matemática básica.

Especiais de Metalurgia e Processos e Equipamento de Acabamento têm como objetivo instruir o aluno com conhecimentos necessários sobre processos de fundição para que estejam aptos a acompanhar, implantar e promover melhorias na produção com metais ferrosos e não-ferrosos, bem como perceber todas as questões ambientais relativas a cada uma das etapas envolvidas. Tais conhecimentos auxiliam na análise de custo do produto final, vital no atual contexto de competitividade acirrada e global.

As disciplinas de Ciências da Computação, Projeto Auxiliado por Computação, Mecânica dos Fluidos, Mecânica dos Sólidos, Fenômenos de Transportes, Resistência dos Materiais, Eletrotécnica, Engenharia Auxiliada por Computação, Seleção de Materiais Metálicos e Projeto de Ferramentais, além de ampliar os conceitos e aplicações da Matemática e da Física, trazem os conhecimentos necessários para o aluno projetar e analisar os ferramentais de fundição, bem como criar novos produtos fundidos, que em termos de competitividade é um fator bastante relevante.

Os conteúdos estudados na disciplina de Tópicos Especiais de Metalurgia e Processos têm como finalidade proporcionar os conhecimentos necessários para o desenvolvimento de novos produtos e novas tecnologias na indústria de fundição, sendo, portanto, matérias importantíssimas para o sucesso no ramo, pois o que mais se espera de um engenheiro na atual fase capitalista é que ele seja criativo e produza inovações que garantam vantagens competitivas para sua empresa.

A disciplina de Gerência de Projetos visa capacitar para a coordenação de projetos, bem como provocar o espírito de empreendedor, tão aclamado em tempos de acumulação flexível, pois, segundo a concepção do empreendedorismo, o sucesso empresarial consiste em saber transformar idéias em negócios, resultados financeiros e prestígio mercadológico.

Logo, sob tal perspectiva, não bastam ao engenheiro os conhecimentos técnicos e empíricos;

ele precisa desenvolver sua capacidade empreendedora para transformar seus conhecimentos e experiências em lucros.

As disciplinas de Gerência de Produção e Gestão da Qualidade enfocam a importância do controle de qualidade e organização industrial, bem como dão o suporte teórico necessário para o gerenciamento de unidades e de pessoas, auxiliam na implementação de técnicas de gestões organizacionais e de qualidade, aspectos vitais no processo produtivo que tem como característica a concorrência internacional, dependente de melhorias contínuas das mercadorias e, portanto, da capacidade e da co-responsabilidade dos trabalhadores.

As disciplinas de Engenharia Econômica e Gestão Estratégica de Custos visam capacitar para a análise das questões econômicas e contábeis relacionadas dos processos de

fundição, vitais para a maximização dos resultados uma vez que, na sociedade regida pela lógica do capital, existe uma tendência da queda da taxa de lucro causada pela constante introdução de novas tecnologias.

A disciplina de Inglês Técnico tem como finalidade auxiliar na leitura de artigos técnicos apresentados no decorrer do curso, em especial nas disciplinas de Processos e Equipamentos de Fusão I, II e III, Processos e Equipamentos de Macharia, Processos e Equipamentos de Moldagem I e II e Refratários e Soldagem, as quais possuem pouca literatura em língua portuguesa. Além disso, o engenheiro necessita comunicar-se com clientes e fornecedores de outros países, motivo pelo qual o domínio de um segundo idioma se faz tão importante quanto os conhecimentos técnicos da engenharia no atual contexto histórico.

As disciplinas de Comunicação e Expressão e de Metodologia Científica foram introduzidas nos currículos com a finalidade ensinar, desde o início do curso, a elaboração de trabalhos acadêmicos, bem como auxiliar na compreensão da pesquisa científica, o que inclui a produção de artigos e a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso. A importância atribuída à comunicação na formação do engenheiro não é recente, o que pode ser confirmado num pequeno trecho de um livro de Introdução à Engenharia, publicado em 1988: “A capacidade de expressar-se é uma das mais importantes de todas as habilidades de que um engenheiro deva possuir. A comunicação é tarefa inerente ao trabalho do pesquisador ou engenheiro, até mesmo porque a sociedade espera deles a divulgação de novos resultados de seus trabalhos” (BAZZO, PEREIRA, p. 55, 1988). Todavia, a reestruturação produtiva atribuiu a essa habilidade uma importância maior. Ao eliminar postos de trabalho e os níveis hierárquicos (downsizing) ressignificou a importância dada à comunicação, e o engenheiro precisa saber expressar-se muito bem para realizar a tarefa de gestão de pessoas. Portanto, com relação à comunicação existem duas dificuldades encontradas na área da engenharia. A primeira é com relação ao domínio dos códigos da leitura e da escrita, pois muitos alunos apresentam grandes dificuldades tanto na interpretação como na elaboração de textos, com a agravante de que não há aulas de nivelamento de gramática e ortografia, o que já foi cogitado, mas não realizado. A segunda diz respeito à necessidade de comunicação para a gestão de pessoas, o que não é apenas uma questão de domínio da oralidade e da escrita como está posto no senso comum, mas, sim, de conhecimentos da área de administração, o que tem feito com que vários engenheiros busquem algum tipo de pós-graduação em gestão.

As disciplinas de Estágio e Trabalho de Conclusão de Curso são obrigatórias e as

últimas e, portanto, expressam todo o conhecimento que o aluno foi capaz de apreender ao longo do curso. As regras para a realização do estágio curricular obrigatório e do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, são muitas e estão detalhadas no projeto político-pedagógico do curso. É no decorrer destas disciplinas que afloram as fragilidades dos cursos de graduação e da concepção de ensino, pois os alunos deixam transparecer todas as lacunas que se constituíram ao longo da graduação. Como conseqüência, são grandes as dificuldades para concluir o relatório de estágio e a monografia final, esta necessitando ser aprovada por banca examinadora composta por professores do próprio IST e também de outras instituições, normalmente da UDESC e da UFSC.

O currículo do curso de engenharia de fundição, bem como seu projeto político pedagógico, não deixa dúvidas quanto à formação voltada às necessidades das indústrias de fundição, em especial às da região de Joinville. Entretanto, não explicitam as relações e os interesses de classe que o orientam. Portanto, além das aprendizagens teóricas, são transmitidos os valores que interessam, sobretudo, aos proprietários dos meios de produção da região, alguns integrantes do Conselho de Administração do IST, que têm como única opção a busca incessante de valorização do capital, que ocorre somente por meio da mais-valia, ou, em outros termos, a partir da exploração e alienação da classe trabalhadora, inclusive os engenheiros.

Portanto, se a grade curricular do curso de engenharia de fundição contempla os conteúdos necessários para o domínio técnico e científico no ramo de fundição, em especial de ferro, com relação à formação do engenheiro crítico e reflexivo, embora mesmo que sem intencionalidades, o faz de acordo com as exigências da sociedade regida pelo neoliberalismo, uma vez que o IST surgiu e ampliou-se sob a sua lógica, na qual a educação é uma mercadoria.

4.3.3 Adequação da Metodologia de Ensino à Concepção do Curso e à Filosofia do IST

Seguindo as orientações das Diretrizes Curriculares, que recomendam o menor tempo possível em sala de aula, bem como a filosofia do IST que, tal como as diretrizes, segue as orientações do Relatório Jacques Delors, para o qual “À educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permita navegar através dele” (DELORS, 2006, p.89), os professores devem ter clareza de que mais importante do que transmitir conhecimentos por meio dos conteúdos é

instigar o aluno para “aprender a conhecer” e “aprender a fazer”. É a partir desses pressupostos que os professores devem pensar na organização do seu trabalho pedagógico.

Nesta perspectiva, os professores preparam os Planos de Ensino e Planos de Aula e no primeiro dia de aula devem entregar o cronograma aos alunos e esclarecer tanto sobre a metodologia de ensino a ser utilizada, como as formas de avaliação, fatores que serão observados por ocasião da Avaliação Institucional.

Assim, para cada uma das disciplinas, de acordo com os conteúdos expressos nos respectivos planos de ensino, existe o desafio de articular os pressupostos teórico-metodológicos e priorizar a concepção do curso. Ou seja, espera-se que o professor seja uma espécie de “super”, capaz de ensinar sempre de forma dinâmica e prazerosa para graduar engenheiros com todos os sólidos conhecimentos do setor de fundição, com práticas pedagógicas que transformem os alunos em profissionais flexíveis, capazes de elaborar análises e sínteses, apresentar soluções rápidas e eficazes, bem como eficazmente comunicativos, criativos, reflexivos e capazes de desenvolver a habilidade de ser eternamente aprendentes.

Portanto, diante das orientações do processo de ensino-aprendizagem do IST, a interdisciplinaridade é considerada fundamental para que os alunos consigam compreender as relações entre as diversas disciplinas ao longo do curso e seus respectivos conteúdos. Para tanto, os professores precisam constituir atividades e práticas interligadas, muitas vezes dificultadas pela realidade, pois muitos dos professores contratados em regime de poucas horas semanais necessitam trabalhar em outras instituições e, por isso, não conseguem encontrar-se para planejar em conjunto as atividades pedagógicas. Além disso, tal como argumenta Kuenzer sobre a interdisciplinaridade, essa nem sempre supera os limites da divisão e organização da lógica formal e positivista, constituindo uma “[...] “juntada” de partes sem que signifique uma nova totalidade ou mesmo o conhecimento da totalidade com sua rica teia de inter-relações”

(KUENZER, 2004, p. 88).

Com relação ao tempo em sala, que deve ser o menor possível de acordo com as diretrizes curriculares em vigor, as aulas práticas são as mais incentivadas e apreciadas.

Entretanto, as condições reais de ensino (carga horária e recursos disponíveis) fazem com que as aulas expositivas, consideradas inadequadas ao atual contexto histórico pela maioria das correntes pedagógicas, em especial pelas que seguem os pressupostos do lema “Aprender a Aprender”, sejam as mais freqüentes, apesar de todas as críticas.

Para minimizar o aspecto pouco dinâmico das aulas expositivas, os professores disputam o moderno recurso audiovisual do data-show, que permite a reprodução de imagens,

sons e recursos gráficos e auxiliam na exposição de conceitos. Porém, ainda é um recurso bastante caro e por isso indisponível em todas as salas de aula do IST. Outra prática pedagógica bastante incentivada aos professores do IST para as aulas expositivas é a “problematização”

dos conteúdos antes dos conceitos teóricos necessários. Assim, o professor deve primeiro instigar a curiosidade do aluno a buscar uma resposta para um dado problema para depois explicar-lhe quais ferramentas e conceitos podem ser utilizados na sua resolução.

Na engenharia de fundição as aulas práticas de laboratório estão previstas para as disciplinas de Gerência de Projetos Processos e Equipamentos de Macharia, Processos e Equipamentos; disciplina de Moldagem I e II, Ensaios Destrutivos e Não Destrutivos, Metalografia, Tratamento Térmico, Soldagem, Processos e Equipamentos de Fusão I, II e III, Química Analítica, Ciências da Computação I e II, Projeto Auxiliado por Computação I e II, Engenharia Auxiliada por Computação I e II e Projeto de Ferramentais. Sem dúvida, as aulas em laboratórios contribuem muito para o aprendizado dos alunos, desde que devidamente sustentadas pelo conhecimento teórico.

Ainda na categoria de aulas práticas estão as visitas técnicas aplicadas previstas para as disciplinas de Processos e Equipamentos de Macharia, Processos e Equipamentos de Moldagem I e II e Processos e Equipamentos de Fusão I, II e III. São necessárias autorizações das indústrias locais e recursos para a locomoção dos alunos, mas muito proveitosas principalmente para os alunos que ainda não estão inseridos no cotidiano do processo de fundição.

Os trabalhos em grupo feitos em sala de aula, estimulados pelas diretrizes curriculares, também são bastante utilizados e apreciados pelos alunos, cabendo ao professor a elaboração de síntese dos trabalhos apresentados.

A prática de seminários, uma técnica aplicada no ensino superior na qual todos os alunos devem estudar o tema e debatê-lo, é recomendada para todas as disciplinas do curso, uma vez que incentiva a pesquisa, a organização de material didático e auxilia no desenvolvimento da comunicação. Entretanto, percebe-se que o seminário deixou de ser uma técnica de reflexão coletiva, para ser uma apresentação de um grupo ou um aluno sobre um determinado assunto, mas é bastante utilizado pelos professores do IST.

A participação em eventos científicos é outra modalidade de ensino bastante recomendada e apreciada, mas na maioria das vezes os alunos participam sem a apresentação de artigos relatando suas experiências e reflexões. Entretanto, quando a participação é feita durante o horário de aula, o aluno deverá fazer um relatório e/ou uma apresentação sobre o

A participação em eventos científicos é outra modalidade de ensino bastante recomendada e apreciada, mas na maioria das vezes os alunos participam sem a apresentação de artigos relatando suas experiências e reflexões. Entretanto, quando a participação é feita durante o horário de aula, o aluno deverá fazer um relatório e/ou uma apresentação sobre o