5 Implementação
5.2 Faseamento e modularidade específica da implementação
5.2.8 As Interfaces
Tendo chegado ao ponto em que, em termos de bases de dados e mecanismos de dados associados já se obteve uma estrutura satisfatória é necessário criar algumas interfaces para cumprir certos fins.
5.2.8.1 Supervisão do Sistema
Figura 8 - Aspecto do Interface principal de Supervisão do Sistema
As interfaces de supervisão do sistema destinam-se a fazer o controlo e gestão da informação de configuração necessária ao bom funcionamento do sistema. Sempre que há alguma alteração na configuração real das linhas que se repercuta na bilhética, as alterações correspondentes terão de ser feitas nas interfaces de supervisão do sistema.
Existem quatro interfaces principais de supervisão:
• Gestão de Unidades Operacionais: Esta interface serve o propósito de configurar
no sistema a existência de várias unidades operacionais tal como existem na realidade. A existência desta ferramenta é importante para a obtenção correcta de dados do objectivo de Rendimento por Unidade Operacional.
• Gestão de Linhas: Esta interface faz a gestão das linhas com que o sistema pode
trabalhar, sua descrição e associar cada linha a uma unidade operacional. Permite a inserção de novas linhas, porém a base de dados nos seus processos periódicos insere novas linhas que apareçam mencionadas no sistema bastando a partir de aí que o administrador da interface faça a descrição da linha e sobretudo a sua associação a uma unidade operacional específica.
• Gestão de Horários: Esta interface é bastante importante para o objectivo
Rendimento por Linha pois a inserção de horários é a base de cálculo quilométrico por conciliação dos dados do terreno com os horários no sistema. O administrador do sistema insere os horários de linhas tal como a estrutura de dados da base de dados e o único dado não trivial que precisa de conhecer é a codificação específica que define que tipos de evento de horário se referem os dados inseridos (ex.: a que dias da semana acontece, em que ocasiões do ano acontece, etc.)
• Configuração de Calendário: Esta interface serve para a configuração dos tipos
de calendários a que os horários estão sujeitos. Mediante a apresentação do mapa de calendário pode-se configurar visualmente quais os dias que correspondem a dias de feriado, férias escolares e época balnear. Sem a existência desta ferramenta de carácter visual seria muito mais trabalhosa a configuração manual de cada dia do ano para definir a que tipo de calendário pertenceria.
Figura 9 - Aspecto do Inteface de Configuração de Calendário
5.2.8.2 Controlo de Dados de Viagens
As interfaces de controlo de dados de viagens destinam-se a fazer o trabalho de conciliação de viagens que não foi possível efectuar automaticamente e controlo das viagens não efectuadas ou pelo menos previstas mais não registadas.
Para isso existem então duas interfaces:
• Conciliação de Viagens-Horários: Esta interface permite a associação de eventos
– cuja hora da viagem não foi possível conciliar manualmente – a uma lista de hipóteses de conciliação restantes (ou seja, a lista inicial das viagens previstas mas não registadas). Para isso a interface, ao importar a informação da base de dados, agrega numa linha vários registos relativos a uma viagem com hora errada e apresenta uma lista de hipóteses possíveis de conciliação restantes para aquela linha naquele dia. Ao aceitar as alterações de atribuição de um horário ás viagens, a interface propaga as alterações á base de dados.
• Controlo de Viagens Não Registadas: A interface de controlo das viagens não
registadas serve como ferramenta de diagnóstico ao registo dos horários previstos para cada dia do mês para cada linha que não obtiveram conciliação. Embora seja possível controlar as viagens não registadas em qualquer ocasião, o mais indicado será executar
esta tarefa de obtenção de dados apenas após a conciliação manual de viagens-horários de forma a que os dados apresentados se refiram apenas a eventos irregulares em que não houve registo da viagem pois no caso contrário as viagens que apenas não se encontram conciliadas por terem uma hora errada inserida também aparecerão.
Figura 10 - Aspecto do Interface de Conciliação Manual de Viagens-Horários
5.2.8.3 Consulta de Indicadores
As interfaces de consulta de indicadores são as ferramentas que a gestão usará para obtenção de informação relativa aos objectivos de rendimento definidos e implementados no âmbito deste projecto. O número de interfaces relativas a esse tipo de informação acabará por aumentar e ser inclusive modificados á medida que o sistema for refinado e mais funcionalidades adicionadas. Até ao momento tem-se os seguintes interfaces:
• Rendimento por Unidade Operacional: A interface de Rendimento por unidade
operacional permite avaliar o rácio do somatório do rendimento obtido pelas linhas atribuídas a cada unidade operacional sobre o somatório do número de quilómetros efectuados pelas linhas atribuídas a essa unidade operacional num determinado mês. Esta interface permite a visualização dos valores e da sua representação gráfica sendo definido um intervalo de meses para os quais serão apresentados uma série de valores discriminados por mês.
número de quilómetros efectuados por essa linha num determinado mês. Esta interface permite a visualização dos valores e da sua representação gráfica sendo definido um intervalo de meses para os quais serão apresentados uma série de valores discriminados por mês.