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As principais causas da perda de uma chance do paciente e as consequências que a

3. A FALTA DE ATENDIMENTO MÉDICO HUMANIZADO E A PERDA DE UMA

3.2. As principais causas da perda de uma chance do paciente e as consequências que a

Percebe-se que no atual cenário médico enfrentado, depara-se muitas vezes com profissionais sem a devida formação humanística. As principais causas da perda de uma chance do paciente pode se dar pelo modo do atuar médico, o modo como ele enfrenta o paciente e como ele o vê.

Existem muitos profissionais que se preocupam com o paciente e procuram entender seu quadro clínico, porém há muitos profissionais que se quer sabem ou procuram entender o que está havendo com o paciente. São esses os médicos que na maioria das vezes, fazem com que o paciente venha a sofrer um dano caracterizado como a perda de uma chance.

consequência, quase em sua totalidade, a manifestação de resultados negativos ou prejudiciais para o paciente. Tais resultados poderiam ser minorados se o ato do médico fosse realizado com a devida prudência. Nesse sentido Rafael Peteffi da Silva (2013, p.104) argumenta:

Em todos os casos típicos de responsabilidade pela perda de uma chance existe um prejuízo sofrido pela vítima bastante fácil de identificar: a perda da vantagem esperada pela vítima, também denominada de dano final. Esse dano final pode ser a perda do processo judicial, para o litigante; a perda da vida, para o paciente; ou a perda do concurso vestibular, para o estudante. Entretanto, a perda definitiva da vantagem esperada não pode ser indenizada, tendo em vista que a conduta do réu, nos casos de perda de uma chance, nunca se caracteriza como uma condição sine qua non.

Ocorre também, a omissão do profissional, ou pela falta de observar o dever de agir ou até por não tomar as devidas precauções. Pode-se citar os casos em que profissionais da área médica que esquecem objetos, após o procedimento cirúrgico, no corpo do paciente. Um ato como este pode agravar ainda mais os ferimentos e até mesmo fazer com que o paciente tenha a perda de uma chance.

A perda de uma chance gerada ao paciente pode se dar através de negligência, imprudência ou imperícia do profissional médico. Na negligência podemos citar que o profissional foi desatento, descuidado, ou seja, falta de diligência ou de precaução com os procedimentos realizados.

Quando o profissional comete ato negligente, por consequência, surgem resultados negativos e prejudiciais para o paciente. Tais resultados não iriam ocorrer se os atos praticados pelo profissional fossem executados com a devida prudência. Nesse sentido, destaca-se:

Ementa: APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. ATENDIMENTO MÉDICO PELO SUS. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. ARTIGO 37, §6º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE ATENDIMENTO DEFEITUOSO. DESÍDIA E NEGLIGÊNCIA COMPROVADAS. PROCEDIMENTO NÃO REALIZADO, EMBORA O AUTOR TENHA SE SUBMETIDO AO ATO. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA MANTIDA. 1. O caso diz com pedido de indenização por danos morais e materiais, decorrentes de falha no atendimento médico. O autor se submeteu a duas cirurgias. A primeira para reconstrução do ligamento do joelho, e a segunda para retirada de fios de Kirchner (fios colocados no joelho para fixar novo ligamento). Contudo, decorrido certo tempo, descobriu que o segundo procedimento não foi realizado, embora tenha se submetido ao ato cirúrgico. 2. A responsabilidade do estabelecimento hospitalar, mesmo

sendo objetiva, é vinculada à comprovação da culpa do médico ou da equipe de atendimento, sob pena da não caracterização da figura jurídica do erro indenizável. Ainda, no presente caso tem-se a aplicação do disposto no artigo 37, § 6º, da Constituição Federal. 3. Não só a prova pericial foi conclusiva no sentido de que o procedimento não foi realizado pelo nosocômio, mesmo tendo o autor se submetido ao ato cirúrgico e anotado em prontuário médico, como também o próprio hospital demandado confirma a não realização do procedimento, ainda que atribua a culpa ao médico responsável pelo atendimento. Obrigação indenizatória caracterizada. 4. Mantido o julgamento de procedência da pretensão indenizatória. APELO DESPROVIDO. UNÂNIME. (RIO GRANDE DO SUL, 2015)

Esta omissão por parte do profissional se dá pela não observância do dever de agir que compete a somente ele realizar, sendo necessárias as devidas precauções para que fosse evitado qualquer espécie de dano à saúde psicofísica do paciente.

A imprudência está configurada pela falta de atenção, quando um ato omissivo resulta em uma ação. Caracteriza-se quando o médico apesar de ter conhecimento dos riscos e ser conhecedor da ciência que pratica, opta por agir precipitadamente e, por consequência vem a causar danos em seu paciente. Como exemplo de imprudência, podemos citar a seguinte jurisprudência:

Ementa: APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO HOSPITAL. PROCEDIMENTO DE RETIRADA DE ANEL. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. QUEIMADURA. DANOS MATERIAIS, MORAIS E ESTÉTICOS. Responsabilidade Civil dos Hospitais e dos Médicos. Os médicos enquanto pessoas físicas prestadoras de serviços assumem obrigação de meio, com raras exceções como, por exemplo, a das intervenções estéticas embelezadoras e serviços radiológicos. Tanto a legislação substantiva civil e o Código de Defesa do Consumidor, em seu § 4º do art. 14, estabelecem que a responsabilidade do médico é subjetiva, pressupondo-se, portanto, a comprovação de culpa para o resultado danoso em uma de suas formas: negligência, imprudência ou imperícia. As instituições hospitalares, quando demandadas em virtude de seus serviços, assumem responsabilidade objetiva por força do art. 14 do CDC, motivo pelo qual basta a comprovação de nexo de causalidade entre a conduta e o dano, de modo que só afastada em havendo demonstração da ocorrência de alguma excludente legal (art. 14, § 3º, do CDC). Por outro lado, quando demandadas em razão de erro médico propriamente dito, as instituições assumem responsabilidade subjetiva. Precedente do STJ. Danos decorrentes do serviço hospitalar. Caso em que a parte autora busca a responsabilização do Hospital demandado alegando que adotou o procedimento incorreto para a retirada de anel que restou preso ao seu dedo em virtude de acidente doméstico. Cotejo probatório que demonstra defeito na prestação do serviço que resultou em sofrimento grave e absolutamente desnecessário, inclusive com queimaduras que levaram tempo para cicatrizarem e com necessidade de utilização de antibiótico. Reconhecida responsabilidade do Hospital. Quantum indenizatório. Danos materiais.

remédio (R$ 75,28). Autora que percebeu benefício previdenciário e que deixou de fazer prova do alegado prejuízo em virtude da impossibilidade de fazer faxinas fora do horário do trabalho. Danos morais. Fixados em R$ 5.000,00, considerando-se a dor no momento do procedimento e após até a cura definitiva, a gravidade dos fatos, a capacidade financeira do réu, bem como as consequências advindas da má prestação de serviço. Danos estéticos. Arbitrados no valor de R$ 3.000,00, ponderando-se que a autora restou com pequenas cicatrizes no dedo de gravidade de monta não significativa. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA. (RIO GRANDE DO SUL, 2015)

A imperícia pode ser definida como sendo a falta de conhecimento que se faz preponderante no atuar do profissional em razão do procedimento que deverá ser adotado. É através da imperícia que se configura a inexperiência e a falta de habilidade que o médico deveria possuir para que executasse com precisão o procedimento proposto para a melhora do paciente. Sobre o tema destaca NIGRE (2008,p.18):

Em primeira instância, não se pode olvidar que a responsabilidade civil médica no direito pátrio é subjetiva. Tratando-se de responsabilidade subjetiva, o esculápio será acusado do dever de indenizar quando demonstrar inexistência de culpa ou afastamento do nexo de causalidade; na responsabilidade objetiva, por abstrair-se a culpa, será o médico afastado da obrigação de indenizar ao provar o afastamento do nexo de causalidade; através da prova de culpa exclusiva da vítima, impede o nexo causal desaparecendo a relação de causa e efeito entre o dano e o seu causador, caso fortuito (fato imprevisível e inevitável), utilizando-se o standard do médico diligente e força maior (fato que não se pode resistir, é previsível porém inevitável).

Referente a imperícia, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul traz em seu entendimento:

Ementa: APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. FALHA DE DIAGNÓSTICO. INEXISTENCIA DE EXAME CONCLUSIVO. IMUNOTERAPIA DESNECESSÁRIA. LESÕES. HIV NEGATIVO DESCOBERTO APÓS SEIS ANOS. PROVA PERICIAL QUE APONTA NEXO CAUSAL. IMPERÍCIA. DANO MORAL CONFIGURADO. DEVER DE INDENIZAR. DA PRESCRIÇÃO. O prazo prescricional deve ter como marco inicial a data em que a autora tomou conhecimento do erro de diagnóstico, 31.01.2005, quando foi descoberto que a autora não era portadora do vírus HIV, ainda que o diagnóstico errôneo tenha sido apresentado nove anos antes. Prescrição afastada. DO AGRAVO RETIDO. Desnecessidade de renovação de prova pericial, pois o expert realizou entrevista com a autora e respondeu aos quesitos de acordo com a analise dos documentos juntados aos autos. DO DEVER DE INDENIZAR. Falha na prestação do serviço médico em razão de erro de diagnóstico e aplicação de tratamento de imunoterapia em pesquisa do médico réu, que submeteu a autora a seguidas lesões cutâneas

desnecessárias em razão do posterior diagnóstico de HIV negativo. Inexistência de exame conclusivo, western blot, que na época dos fatos (1996) já estava disponível à rede pública. Imperícia configurada. Responsabilidade objetiva do hospital por omissão e pela falha do serviço. DO QUANTUM INDENIZATÓRIO. A indenização deve obedecer aos critérios de razoabilidade, atingindo sua função reparatória e punitiva. Quantum mantido em R$ 30.000,00, considerando a época dos fatos (1996) e os consectários incidentes, que se mostra adequado em virtude da atualização dos valores e o efetivo valor de pagamento, guardando proporcionalidade com o dano causado, de grave conseqüência. CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS DE MORA. A Correção monetária pelo IGP-M incide desta a data da sentença (Súmula 362 do STJ) e os juros de mora desde o evento danoso (Súmula 54 do STJ). SUCUMBÊNCIA. Mantida. PRELIMINAR AFASTADA. AGRAVO RETIDO, APELAÇÕES E RECURSO ADESIVO DESPROVIDOS. (RIO GRANDE DO SUL, 2015)

Pode-se afirmar que uma das grandes causas de ocorrer a perda de uma chance do paciente é o erro de diagnóstico, momento delicado que não se pode perdoar, podendo ser fatal. Não pode-se deixar de destacar que a natureza da ciência médica é incerta e, na grande maioria das vezes, baseada em suposições.

O médico tem o dever de utilizar-se de todos os recursos que se encontrem à sua disposição para tentar aproximar-se, de certa forma, o mais próximo possível de uma certeza ao tratamento mais adequado a ser proposto ao paciente, observando sempre o estágio que este paciente se encontra.

As consequências decorrentes de tratamentos equivocados são imensas, inclusive pela má interpretação de exames de imagens e laboratoriais. Assim sendo:

Ao médico que é levado a efetuar um tratamento ou procedimento equivocado em razão de resultado de exame laboratorial ou radiológico não deverá ser imputada a responsabilidade, a que título for, por casual resultado danoso ao paciente, máxime quando a sintomatologia e as informações prestadas pelo paciente levarem a presunções verossímeis sobre o seu estado mórbido. (NIGRE, 2008, p. 20).

No entanto haverá a responsabilidade do médico se durante o tratamento se mostrar que não houve melhora do paciente e houver indicações de que este não é o caminho mais plausível, e, mesmo assim o profissional insistir em aceitar os resultados sem ao menos questioná-los quanto a possibilidade de equívoco, ao invés de prescrever novos exames e buscar novos tratamentos.

esclarecido nas relações entre médicos e pacientes, quando em um número significativo dos casos, o paciente ou sua família se quer compreendem o que está sendo feito e qual o tratamento proposto. Neste sentido destaca-se:

O médico tem o dever legal de esclarecer, por meio de linguagem clara e adequada, no nível intelectual e cultural do paciente, o seguinte: (a) diagnóstico; (b) prognóstico; (c) método que será utilizado no tratamento; (d) procedimento que será realizado; (e)risco cirúrgico e pós-cirúrgico; (f) contra- indicações; (g) recomendações de comportamento nos períodos anterior e posterior ao tratamento ou à intervenção cirúrgica; (h) consequências para a saúde em razão da recusa do tratamento ou da intervenção cirúrgica; (i)alternativas terapêuticas; (j) benefícios do procedimento a curto, médio e longo prazos; (k) disposição do médico para ampliar as informações que o paciente deseja e para esclarecer todas as dúvidas relacionadas ao tratamento ou à intervenção cirúrgica; (l) custo do tratamento ou da intervenção cirúrgica; e (m) esclarecimento sobre a possibilidade e o direito do paciente em reconsiderar, a qualquer momento, a decisão tomada. (NIGRE, 2008, p. 22)

Se todas estas informações fossem prestadas ao paciente de forma clara, dificilmente ele teria algum dano ou prejuízo pela falta de informação, evitando, desta forma, a responsabilização civil médica pela falta de informação, informação inadequada ou da ofensa direta ao consentimento.

Ementa: RESPONSABILIDADE CIVIL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. INTERVENÇÃO PARA TRATAMENTO DE POLIPOSE NASAL E DESVIO DE SEPTO. PERFURAÇÃO DA BASE DO CRÂNIO. ERRO MÉDICO POR AUSÊNCIA DE CUMPRIMENTO DO DEVER DE INFORMAÇÃO. INDENIZAÇÃO. 1. Caso em que o autor sofreu perfuração da base do crânio ao submeter-se à cirurgia para tratar polipose nasal e desvio de septo. 2. O plano de saúde não responde por erro atribuído a profissional liberal credenciado, pois não interfere na escolha do médico pelo segurado, tampouco em relação ao procedimento adotado pelo clínico. Inexistência de relação de subordinação ou vínculo empregatício entre o plano de saúde e o médico. 3. "A responsabilidade dos hospitais, no que tange à atuação técnico- profissional dos médicos que neles atuam ou a eles sejam ligados por convênio, é subjetiva, ou seja, dependente da comprovação de culpa dos prepostos" - lição da jurisprudência do STJ. 4. Prova pericial que aponta inexistir culpa do profissional médico quando da intervenção realizada. Laudo que afastou a negligência como causa à perfuração da base do crânio do paciente. Evento que, embora raro, é citado pela literatura médica como fato de possível ocorrência. Erro médico não evidenciado. 5. Dano moral ocorrente. Ofensa ao dever de informação, ante a falta de aviso ao paciente das possíveis complicações decorrentes da intervenção cirúrgica. Consentimento informado que não foi observado, impossibilitando ao consumidor, ciente dos riscos e através da autonomia da vontade, optar ou não pela realização da cirurgia. Responsabilidade civil do médico reconhecida. 6. "É fora de qualquer dúvida que o médico incorre em responsabilidade, no caso

de o tratamento vir a ser ministrado sem o consentimento livre e esclarecido do doente. Pode-se afirmar que o consentimento é um pré-requisito essencial de todo tratamento ou intervenção médica" - lição doutrinária. 7. Prejuízo estético não evidenciado. Cicatriz em região abdominal, discreta, que não é suficiente a causar qualquer constrangimento à parte. Precedentes desta Corte. 8. Ausente sistema tarifado, a fixação do quantum indenizatório ao dano extrapatrimonial está adstrita ao prudente arbítrio do juiz. 9. Afastamento do dano estético, estabelecido conjuntamente com o dano moral, que impõe a diminuição do montante indenizatório. Redução para R$ 40.000,00 (quarenta mil reais). 10. Despesas específicas com medicamentos impugnadas na contestação. Falta de insurgência em réplica ou prova do nexo de causalidade entre o fato descrito na inicial e o uso das substâncias objetadas pelo réu. Parcela indenizatória material parcialmente afastada. 11. Necessidade de tratamento do quadro epilético. Manutenção da sentença. Prova pericial que aponta ser a lesão consequência da intervenção clínica realizada pelo demandado. 12. Ônus de sucumbência. Readequação. APELAÇÃO DO AUTOR DESPROVIDA. PROVIDO EM PARTE O RECURSO DO RÉU. (RIO GRANDE DO SUL, 2014)

Constata-se que profissionais médicos vêm sendo processados, por terem agido com culpa ou por terem tratado de forma indiferente seus pacientes, sem prestar-lhes as informações devidas. O paciente procura além de um tratamento eficaz, um profissional que seja atencioso com quem possa dividir seus medos e seus anseios.

Apesar da falta de tempo nos dias de hoje, o médico deve procurar conhecer melhor seu paciente, deve estar atento a sua fragilidade durante a consulta, durante o tratamento e no período pós operatório.

O médico deve ter presente que o paciente é um ser humano com medo, frágil e que está sofrendo, e este profissional deve tratá-lo com respeito, pois em alguns casos a atenção se torna um dos melhores remédios para que se possa alcançar o caminho da cura.

Cabe ao médico resgatar o respeito e a admiração do seu paciente, respeitando a dignidade do paciente em razão de sua fragilidade, informando-o de tudo que for necessário e, principalmente colocando-se contra a má prática do exercício da profissão.

Seriam evitadas muitas dificuldades aos pacientes, se os profissionais os compreendessem, acolhessem, os considerassem e respeitassem suas opiniões, queixas e necessidades. Isto é o oposto do que tem-se feitos em alguns serviços de saúde, nos quais os usuários são, basicamente, impedidos de expor suas opiniões, manifestar suas vontades e participar dos procedimentos necessários para a sua própria melhora.

O atendimento médico necessita ser humanizado em sua integralidade, realizando todos os cuidados necessários para o bom desempenho do paciente. Humanizar também é investir em melhorias nas condições estruturais dos profissionais da área da saúde, é obter benefícios para a saúde e qualidade de vida para os usuários, da comunidade e dos próprios profissionais médicos.

É necessário humanização e investimento no bem-estar deste paciente, pois este paciente não é um objeto e sim um ser humano com sentimentos e dor. A humanização no atendimento médico deveria ser um dos programas prioritários do Ministério da Saúde.

Atualmente fala-se muito na humanização do atendimento médico, mas nada é feito para ser colocado em prática, e, com isto quem vem sofrendo impactos é o paciente e sua família, que se veem desamparados diante de uma classe tão impositiva e autoritária como a classe médica.

A falta de tratamento humanizado pode trazer muitas consequências para o paciente e sua família, consequências estas que podem ser até a sua chance de cura e a maior estimativa de vida do paciente.

O que os pacientes e suas famílias buscam é alguém em quem possam confiar e entregar o seu bem maior que é a vida. Estes pacientes buscam um profissional com conhecimento, qualidade técnica e, uma boa qualidade de inter-relação-humana. O médico precisa reconhecer e lidar com os aspectos emocionais do paciente, desenvolvendo atitudes eficazes e humanas em sua tarefa que também pode-se dizer que deve ser assistencial.

A falta de atendimento humanizado traz consequências desastrosas. Podemos dizer que o atual cenário, é considerado um dos piores que este país já vivenciou no que diz respeito a saúde. A falta de um tratamento qualificado, de um atendimento humanizado geram consequências, e estas consequências geralmente irreversíveis para a vida do paciente.

Não podemos assistir a esta vergonhosa situação e ficarmos inertes, esta diferenciação de uma medicina que deveria ser igual, fragmentada, uma para pobres e outra para quem tem

condições financeiras. Devemos lutar por uma assistência médica de qualidade e universal, mas do que uma vontade é um direito de todos.

3.3. Da necessidade de se manter um mesmo padrão de atendimento independentemente