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As relações entre o programa e o partido

No documento O comunismo na filosofia de Alain Badiou (páginas 189-196)

5. O ACONTECIMENTO, O MARXISMO E A MILITÂNCIA DE PARTIDO

5.6 LÊNIN E O PARTIDO

5.6.1 As relações entre o programa e o partido

Apesar de longa, vale citar a relação entre a luta política, um projeto de partido e como se liga o partido a um programa. Nahuel Moreno pontua:

O desenvolvimento da consciência de classe é um processo objetivo. A categoria de partido revolucionário surge do fato de que o marxismo, como partido, é um programa. Imaginemos um partido integrado por grandes intelectuais que lidam perfeitamente com os aspectos científicos do marxismo, mas que não se preocupam em formular um programa político, nem em trabalhar com ele sobre o movimento de massas. Esse é um partido revolucionário? Não. Um partido revolucionário é, evidentemente, aquele no qual alguns companheiros entendem a fundo o marxismo e colaboram com a imensa maioria de trabalhadores que militam nesse partido para formular um programa correto e levá-lo à prática.

Entre o programa do partido e a ciência marxista há uma relação dialética: sem teoria (ciência) marxista não se pode elaborar um programa re-volucionário. Também há uma relação dialética entre esse programa e as ações das massas: se não parte das ações das massas, o programa não pode ser revolucionário. E também há uma relação dialética com a atividade do partido: sem um partido que o leve à prática, nenhum programa é, por si mesmo, revolucionário.

Todos esses elementos confluem para alcançar essa realidade concreta que é o partido revolucionário com seu programa. E esse partido é “o mais alto grau de desenvolvimento da consciência de classe proletária”.(MORENO, 1989, p.294)

O partido é o elemento central para definir a consciência de classes. Seu peso acaba sendo central para analisar a correlação de forças:

Basta que setores da classe operária apóiem politicamente o partido marxista para que se elevem à consciência de classe. Basta que indivíduos ou setores da classe incorporem-se ao partido e aceitem seu programa e estatutos para que sejam a máxima expressão da consciência de classe. Apoiar o partido revolucionário é ter a consciência de classes. E se as ideais ganham as massas se transformam em força material. Este é o objetivo do partido. (Idem, p.295)

Isso quer dizer que basta um partido se declarar como o partido revolucionário? E afirmar ainda que a classe para ter consciência de classes tem que apoiar o partido autoproclamado o partido revolucionário? Ou seja, estamos na versão laica do venha a vós ao nosso reino? Isso seria considerar o Lêninismo uma seita e assumir o partido como mero representante externo da classe trabalhadora, não como aposta de sua auto-organização. Depois de todas as traições em nome do partido comunista e depois de muitos fracassos de grupos trotsquistas vamos simplesmente dizer para que confiem no partido? Seria demasiado. E não é o caso,

embora tenhamos alguns que atuam como se fosse os chefes da revolução, o partido escolhido.

Adelmo Genro Filho corretamente afirma:

Não é difícil perceber que é necessário fazer uma distinção entre o partido do “tipo Lêninista” por sua estrutura de organização e por seus propósitos, e aquele que consegue realizar-se como vanguarda política e teórica da classe operária. O primeiro é condição do segundo, como já o demonstrou Lênin, mas não se pode pensar que o primeiro já é o segundo. Esse equívoco leva ao que podemos chamar de sectarismo (GENRO FILHO, 1987, p. 12).

Para evitar o espírito de seita, Adelmo Genro Filho definia com precisão e inteligência o chamado sectarismo ao dizer:

Os stalinistas acreditam não só que a teoria Lêninista sobre o partido de vanguarda está absolutamente pronta há mais de 80 anos, devendo apenas ser “aplicada”, como também que o próprio partido organizado segundo esta teoria terá de ser – talvez porque a fé remove montanhas – imediatamente a vanguarda do proletário (GENRO FILHO, 1987, p.12).

Defender um marxismo aberto, não sua caricatura stalinista, significa rejeitar a autoproclamação de que o partido x ou y é o portador da consciência revoluionária. Um partido que reivindique ser da classe trabalhadora, seja ele qual for, necessita lutar por seu direito histórico de ser considerado o partido dos trabalhadores. E o momento determinante para definir o caráter realmente revolucionário do partido está na tomada do poder. A prova do pudim está em comê- lo. Moreno define os critérios desta prova:

Esta dialéctica entre lo mediato y lo inmediato, lo histórico y lo presente, lo abstracto y lo concreto, se sintetiza, se unifica, cuando el partido revolucionario logra llegar a dirigir al movimiento obrero hacia la conquista del poder. Pero para lograr esa superación de la contradicción, hay que pasar por distintas etapas de la lucha de clases; etapas que siempre son concretas, inmediatas y presentes, hasta que se transforman en históricas, es decir, hasta que la lucha inmediata del movimiento de masas sea la toma del poder, la gran tarea histórica. Lo inmediato, las luchas concretas del movimiento obrero, se transforman en una tarea histórica gracias al partido. Esta síntesis se manifiesta cuando se produce la unidad entre nuestro partido y su programa, expresiones ambos de los intereses históricos del proletariado, con la clase obrera, y de ésta con las grandes masas. Allí se sintetizan las contradicciones entre partido y movimiento de masas, entre programa y consignas, entre propaganda y agitación, entre tareas del partido y tareas del movimiento de masas. En la insurrección, las masas, la clase obrera y el partido tienen una sola y única tarea, una sola y única consigna, un solo y único programa, y realizan una sola y única acción, inmediata e histórica al mismo tiempo: tomar el poder. (Idem, p.350-351)

Aqui fica clara a unidade entre o partido e a classe, a fusão entre o partido e classe, quando o partido é o povo em ação, justamente no momento da revolução, da tomada do poder. Este era o ponto realmente determinante para Lênin, a revolução. Era o momento de unidade entre o programa e a política, o histórico e o presente, o mediato e o imediato, o partido e o proletariado.

Este momento é o do acontecimento, para usar o conceito de Badiou, quando se revela a capacidade do partido, seu verdadeiro caráter, o momento de fusão, repetimos, entre o partido e o proletariado. E em última instância somente aqui o partido se prova como o partido revolucionário, e quem não segue o partido não segue o povo porque o partido é na prática o povo em levante. Devemos reivindicar Badiou: “É essencial sublinhar que o atributo real do partido, para Marx ou Lênine, neste ponto em continuidade, não é a sua compactidade, mas pelo contrário a sua porosidade ao acontecimento, a sua flexibilidade ao fogo do imprevisível” (BADIOU, 1998b, p. 90).

Por isso também é importante buscar a defesa de acontecimentos fortes para os quais de deve manter a fidelidade e buscar seguir suas pistas. Estes acontecimentos devem aparecer como a verdade a ser defendida: a Revolução Russa, o maio francês são alguns deles. Não se pode ser revolucionário e deixar de defender estes acontecimentos, para citar apenas dois. A luta contra o stalinismo, o nosso junho de 2013 também são importantes. Reivindicar e construir um corpo que se mantenha fiel, que coletivamente vá trabalhando para tomar a decisões certas que nos mantenham na trilha destas experiências passadas sabendo igual que a próxima revolução será diferente das anteriores e que, portanto, somente ela, ou elas, serão o teste real de nosso aprendizado, eis o desafio.

6 . JUNHO DE 2013

Entramos aqui em nosso estudo de caso: o levante juvenil e popular de junho de 2013 no Brasil. Tal processo foi influenciado diretamente pela situação mundial – além das questões nacionais -, a começar pela primavera árabe seguida pelas praças da Espanha. Na análise de Michael Hardt, “a multidão no Brasil – como na Turquia, Espanha e em todos os lugares do ciclo de lutas que se alonga desde 2011 – exige uma “democracia real”, contra a democracia fantoche que nos vendem o tempo todo” (CAVA; COCCO, 2014, p.8).

No Brasil, a luta de classes ganhou uma nova intensidade a partir de 2011; nas greves operárias de Jirau e Santo Antônio tivemos uma mudança de conjuntura. Esse foi o primeiro sintoma do início do fim do período de longo refluxo do movimento de massas em função do papel de freio exercido pelo PT e a CUT. A situação seguiu e se confirmou com as mobilizações dos bombeiros e a derrota do governo Cabral no Rio. A vitória da greve de 2011 abriu uma nova etapa no Rio de Janeiro, abrindo perspectivas de nacionalização. A polarização passou a ser a marca. Esta derrota burguesa representou uma primeira derrota mais séria da aliança PT-PMDB. Foi um baque na relação das massas com esta aliança, provocado não em função da corrupção, como nos casos do desgaste do senador Renan Calheiros em 2007 e dos inúmeros casos envolvendo o senador José Sarney; mas da ação grevista. Os bombeiros desmarcararam a ala até então estável do PMDB, justamente a representada por Sérgio Cabral, na época governador do Rio de Janeiro35.

No estado do Rio de Janeiro as contradições se concentravam. Embora a explosão nacional de 2013 tenha começado em SP, não foi à toa que as maiores mobilizações e as mais persistentes ocorreram no Rio. Assim como os sintomas mais claros que antecederam o levante. A euforia do projeto burguês estava alicerçada no “tripé”: UPP, Pré-sal e megaeventos. Podemos dizer que a greve dos bombeiros – tanto a vitoriosa de junho de 2011 como a que foi derrotada em 2012 – ajudou a desorganizar o “consenso” burguês de Cabral, pavimentando o caminho para a multiplicação do conflito social, terreno fértil para a expressão política da

35 Os bombeiros comemoraram depois, em 2016, a prisão de Sergio Cabral, acusado de chefe de um dos maiores esquemas de corrupção revelados pela operação LavaJato. Cabral foi preso em Bangu (continuava nesta condição na data de entrega desta tese), no mesmo complexo prisional que havia mandado trancafiar o principal líder da greve, o cabo Dacciolo.

“primavera carioca”, quando Marcelo Freixo, o deputado que inspirou o personagem Fraga no Filme Tropa de Elite II, obteve cerca de 30% dos votos na campanha eleitoral para a prefeitura ainda em 2012, na capital do Estado.

A crise do PMDB carioca foi apenas o principal sinal da crise do que Marcos Nobre, atualmente um dos mais importantes analistas da situação política brasileira, assinalaria com precisão:

As revoltas de junho de 2013 não foram raio em céu azul. Em nenhum momento a sociedade deixou de protestar contra a blindagem do sistema político, segundo diferentes pautas e reivindicações. Greves, ocupações, resistência a ações policiais, protestos, não deixam de acontecer. Porém, o caráter de massa e nacional das Revoltas de Junho conseguiu por fim abrir um enorme rombo na blindagem pemedebista, tão cuidadosamente construída ao longo de todo o processo de democratização (NOBRE, 2013, p. 143).

Em 2012 tivemos o maior número de greves em 16 anos, segundo o DIEESE. O ano seguinte seria o da mudança qualitativa. Em junho, São Paulo viveu esta mudança e quase imediatamente propagou para todo o país. Na esteira das vitórias contra o aumento da tarifa em Porto Alegre e Goiânia, milhares saíram às ruas no dia 13 de junho de 2013 na capital paulista. A dura repressão da polícia tucana de Geraldo Alckmin desencadeou um amplo movimento de repúdio contra a violência e tonificou ainda mais os atos. A concentração convocada para segunda- feira, dia 17, desbordou qualquer expectativa. Foram cerca de 120 mil marchando nas diferentes concentrações na cidade de São Paulo. As manifestações de solidariedade tomaram as principais capitais do país. Foram atos multitudinários em 12 capitais e mais de 30 cidades. Os números desencontrados remetem a mais de 500 mil manifestantes, com destaque para o Rio de Janeiro com mais de cem mil, Belo Horizonte com quase 50 mil, Porto Alegre com 15 mil, entre muitas grandes concentrações. Em muitos países atos foram realizados. As cenas do Jornal da Globo, onde a linha editorial da burguesia se expressa, foram emblemáticas: mostravam o tamanho do triunfo do ato e também cenas da violência dos combates de rua. A ocupação da marquise da entrada do Congresso Nacional pelos manifestantes assustou os políticos e mesmo o governo. Esta foi a noite que a Guarda Nacional foi acionada para proteger o Palácio do Planalto. Foi um dia histórico.

Embora a magnitude do movimento não pudesse ser prevista – e não foi prevista por ninguém previamente a explosão de junho – agrupamentos políticos trabalhavam conscientes de que o país estava, desde 2011, numa conjuntura propícia para fortes protestos e mobilizações juvenis e populares. Uma das tendências internas do PSOL, o Movimento Esquerda Socialista (MES) apostava desde o início do ano de que a questão das tarifas de ônibus poderiam servir de motivo de lutas vitoriosas. A minuta política de fevereiro de 2013 desta tendência política dizia:

No plano nacional, o fato é que o governo encontra dificuldades no terreno econômico, na contramão do que afirma quando diz que o país não será atingido pela crise internacional. A política que Dilma e Mantega estão tendo para o tema do reajuste das tarifas do transporte público é de evitar a agressão inflacionária que resultaria de uma nova rodada de aumentos. Geralmente, este tipo de reajuste é feito em períodos de férias escolares, diminuindo assim a expressão pública dos efeitos, impedindo uma maior mobilização e resistência, sobretudo por parte dos setores mais organizados do estudantado. Com a posse dos novos prefeitos, Mantega garantiu que importantes cidades como SP e RJ, em acordo com Paes e Haddad tenham o reajuste empurrado para depois do final do primeiro trimestre do ano. Ou seja, num período de maior fluxo nas cidades e em pleno calendário letivo. No ano passado, importantes cidades do Nordeste como Teresina e Natal tiveram lutas vitoriosas, protagonizadas pela juventude contra o aumento dos transportes.

Estes elementos levam a uma maior necessidade de intervir sobre essa pauta. Uma pauta que sintetiza a luta econômica, reivindicativa, contra os altos preços das tarifas e o direito à cidade, com a luta política contra os governos municipais que acabam de assumir, envolvendo inclusive o governo federal, que não tem como esconder que a crise econômica já tem reflexos severos na vida cotidiana. Vamos intervir com política para unir a luta, chamando o conjunto do PSOL para ser ativo numa campanha nacional contra o aumento, incentivando e participando dos processos que já começam a surgir. Esse processo articulado entre juventude, estudantes e rodoviários já produz boas mobilizações em Porto Alegre (circular interna do Movimento Esquerda Socialista – tendência do PSOL)

Em Porto Alegre, as mobilizações começaram em fevereiro. Até o final de março foram pequenas mobilizações de vanguarda. No início de abril, a Polícia reprimiu o movimento. A repressão contou com o apoio da mídia burguesa, mas motivou a solidariedade de um setor de massas da juventude da cidade. Os vereadores do PSOL de Porto Alegre entraram com uma ação cautelar na justiça. No dia em que mais de dez mil jovens tomaram as ruas na capital gaúcha, o juiz acatou a demanda do PSOL e reduziu a tarifa. Esta vitória alimentou o movimento nacional. Em seguida vieram os radicais protestos estudantis em Goiânia, também vitoriosos.

Com a entrada em cena de SP o processo se nacionalizou e se transformou no levante do dia 17 de junho.

As pesquisas do sociólogo Rudá Ricci e do antropólogo Patrick Arley apontam os antecedentes da grande explosão já no ano de 2012, com os protestos em Natal e corroboram nossa análise ao indicar como o ano de 2013 começou:

Em 2013, as manifestações tiveram início em Porto Alegre, antes mesmo do aumento da tarifa de ônibus, de R$ 2,85 para R$ 3,05, e das “lotações”, de R$ 4,25 para R$ 4,50, no dia 25 de março. Os manifestantes conseguiram protocolar ação cautelar que foi aceita pelo juiz Hilbert Maximiliano Obara, da 5ª Vara da Fazenda Pública, em virtude dos indícios de aumento abusivo no valor e determinou que a prefeitura reduzisse o preço das passagens. No dia 16 de maio foi a vez de Goiânia. Assim como em Porto Alegre, as manifestações iniciaram-se antes do anúncio oficial de aumento da tarifa. Com o anúncio dia 22, os protestos se multiplicaram. No dia 28, quatro ônibus foram destruídos, dois incendiados e dois depredados, e 13 veículos sofreram algum tipo de dano. No dia 6 de junho, as ruas do centro da capital foram ocupadas por estudantes que queimaram pneus, lançaram bombas caseiras e quebraram vidros de um carro da polícia. No dia 13 de junho, as tarifas voltaram a custar R$ 2, 70, após liminar expedida pelo juiz Fernando de Mello Xavier, da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual (RICCI; ARLEY, 2014, p.130).

Em 13 de junho foi a passeata em SP, cuja repressão policial serviu de estopim para a grande marcha do dia 17 de junho, início do levante. A partir daí vivemos duas semanas de um grande levante juvenil e popular no qual o povo mostrou sua força no que seria ““o maio de 68” brasileiro” (RICCI; ARLEY, 2014, p. 130). Tivemos mobilizações em quase todas as cidades do país. No dia 20, a imprensa falou em quase dois milhões de pessoas, com epicentro no Rio de Janeiro, com mais de 700 mil presentes (algumas fontes sérias falam em mais de 1 milhão). Na semana seguinte, apesar de manifestações menores, ainda tivemos 120 mil pessoas em Belo Horizonte, 70 mil em Fortaleza, bem como dezena de milhares em várias capitais. As cidades do interior em todo o país não quiseram ficar de fora. Vários setores populares se somaram ao movimento, com caminhadas na Rocinha, Maré e Vidigal, no Rio de Janeiro. Este processo histórico alterou de modo qualitativo a situação política nacional, produzindo uma mudança de consciência de massas e colocando o ascenso das lutas sociais e políticas no centro da situação nacional. O “povo unido, jamais será vencido!”, deixou de ser uma palavra de ordem da vanguarda e virou uma conclusão evidente para centenas de milhares de manifestantes. Neste sentido, o levante de junho interrompeu “o regime anterior dos discursos” (BADIOU, 2009b, p. 60) de que o povo não se mobiliza.

Tal mobilização foi superior em intensidade ao Fora Collor e lembra a explosão de energia dos anos 60, particularmente do maio francês. Teve tanta energia quanto as mobilizações de abril pelas “diretas já” em 1984, embora praticamente nenhuma organização. “As Revoltas de Junho não têm lideranças, palanques nem discursos. As passeatas se formam, se dividem e se reúnem sem roteiro estabelecido. É difícil até mesmo prever onde vão surgir e ganhar corpo (NOBRE, 2013, p. 144). Embora seja uma visão de fora, e exagerada do processo, na medida em que muitas grandes passeatas também tiveram coletivos de ativistas coordenando as ações, a afirmação anterior de fato reflete características de muitas manifestações.

No documento O comunismo na filosofia de Alain Badiou (páginas 189-196)