6 O ARQUIVISTA INTRAEMPREENDEDOR: EMPREENDEDNDO DENTRO DAS
6.1 AS VANTAGENS DO ARQUIVISTA INTRAEMPREENDEDOR
O intraempreendedorismo promete ser critério de desempate em disputas internas de cargos e promoções. E o arquivista que quiser crescer dentro das organizações precisa usar o empreendedorismo a seu favor.
Nesta sucinta parte, estão expostas as principais vantagens competitivas que o arquivista conseguirá se usar o a cultura empreendedora nas suas rotinas de trabalho.
Primeiramente, o arquivista intraempreendedor possuirá características táticas como analisar um problema e em seguida sugerir uma solução. Essa habilidade é geralmente encontrada somente em empreendedores e facilitará a inclusão do arquivista na empresa.
O arquivista responsável por um setor, atuando como gestor, provavelmente liderará uma equipe, seja de outros arquivistas ou de estagiários. Portanto, seu instinto de liderança será muito bem visto e levará os seus subordinados a admirá-lo e usá-lo como exemplo. Um
arquivista competente precisa se preocupar em deixar um legado, uma inspiração para que a Arquivologia cresça como um todo. Preocupando-se com essa questão e sendo um exemplo profissional, sem dúvida é uma boa forma de crescer profissionalmente e ser lembrado.
O clima organizacional de uma equipe gerida por um intraempreendedor também pode ser considerado uma vantagem. Criar um ambiente de trabalho propício para que as pessoas tenham suas expectativas de desenvolvimento, realização e reconhecimento atendidas consistem em um grande desafio colocado para as empresas modernas. Esse ambiente tem o propósito de engajar esses funcionários para aumentar o desempenho e a competitividade da empresa. (HASHIMOTO, 2010). Por isso o arquivista intraempreendedor poderá facilmente promover esse ambiente desejável.
Um arquivista competente transmite segurança, ainda mais sendo um profissional da informação que, na maioria das vezes, trabalha com informações sigilosas. E será essa segurança que levará o arquivista aos melhores cargos e as melhores remunerações.
7 CONCLUSÃO
Ao longo deste trabalho, pode-se verificar a escassa produção de literatura que trate da Arquivologia como uma área empreendedora. A partir do cruzamento das características dessas duas áreas, foi possível perceber como o empreendedorismo pode trazer benefícios para Arquivologia e como o arquivista tem a ganhar com essa fusão.
O arquivista, desde a concepção de seu título, se esforça para que seu trabalho, muitas vezes realizado fora das condições ideais, seja percebido e valorizado. Porém em tempos de mudanças cada vez mais rápidas, o arquivista se vê em uma posição de desvantagem perante as exigências do mercado de trabalho. A tendência, segundo diversos especialistas, é que o empreendedorismo, seja empresarial ou corporativo e nesse ponto, o arquivista não possui o preparo adequado sobre a cultura empreendedora.
De um lado, o profissional que possui a vontade de ter o seu próprio negócio precisa de orientações mais específicas de quais passos precisa dar. Foi utilizado neste trabalho o exemplo de uma consultoria arquivista que serviu para ilustrar uma promissora oportunidade. Espera-se que com o levantamento dessa questão sejam desenvolvidas mais discussões sobre o arquivista como patrão e líder de uma organização.
O cerne do estudo voltado para o intraempreendedorismo demostra que para conquistar uma carreira bem sucedida em qualquer organização precisa estudar sobre o empreendedorismo corporativo. Por isso, sugere-se que as instituições de ensino deveriam ter a preocupação de capacitar os seus alunos para as novas exigências do mercado. A incorporação do empreendedorismo na grade curricular de Arquivologia aparenta ser uma boa solução.
O empreendedorismo segundo Hilsdorf (2015) é uma competência humana, perfeitamente possível de ser desenvolvida. Mais do que uma pessoa com várias ideias, uma empreendedor é alguém focado na sua execução, na realização de seus sonhos. Em diversos pontos o empreendedorismo se mostra uma grande oportunidade para o arquivista.
Uriarte (2000) chama a atenção sobre essa demanda de profissionais intraempreendedores quando diz que devido à concorrência imposta pelo mercado moderno, os indivíduos que possuem o perfil intraempreendedor fazem a diferença. Ainda sustenta a ideia que o intraempreendedorismo pode ser aprendido, sejam por palestras, seminários, cursos ou com a prática, por intermédio da experiência de indivíduos intraempreendedores.
Acredita-se que todo indivíduo apresenta algumas características intraempreendedoras, porém isso não é garantia de sucesso. Cabe ao profissional saber se o número de
características apresentadas é suficiente para que seja considerado um intraempreendedor promissor.
Percebe-se que o empreendedorismo tem muito a contribuir tanto para a Arquivologia quanto para o arquivista. Tendo em vista que um profissional melhor preparado para o mercado possibilitará novas oportunidades. Esta é a Era empreendedora. Então este trabalho propõe que o ensino transmitido aos arquivistas passe a abordar o empreendedorismo como forma de capacitação profissional em seu currículo.
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