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Aspectos Éticos

No documento HALINA CIDRINI FERREIRA (páginas 84-96)

1. Introdução

4.9. Aspectos Éticos

Os animais receberam cuidados em concordância com os “Principles of Laboratory Animal Care”, formulados pela National Society for Medical Research (Estados Unidos da América) e com o “Guide for the Care and Use of Laboratory Animals” preparado pela United States National Academy of Sciences. O protocolo experimental foi aprovado pela Comissão de Avaliação do Uso de Animais em Pesquisa (CAUAP) do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, Universidade Federal do Rio de Janeiro.

4. 10. Análise Estatística

A normalidade dos dados e a homogeneidade das variâncias foram testadas pelo Teste de Kolmogorov-Smirnov com correção de Lilliefors e Teste da Mediana de Levene, respectivamente. Como ambas as condições foram satisfeitas, foi utilizada a análise de variância One-Way ANOVA para comparar os valores de mecânica pulmonar antes e após 1 hora de ventilação mecânica entre os grupos V5C, OLV-V5 e OLV-V5P5 e o teste t student para comparação dos valores referentes aos grupos V10C e OLV-V10, separadamente. Utilizou-se o teste t pareado para análise das variações na mecânica pulmonar dentro de cada grupo, antes e após 1 h de ventilação mecânica. A CRF, morfometria pulmonar, PaO2 e a

expressão de RNAm para pró-colágeno tipo III foram comparados entre todos os grupos, incluindo o grupo C, através da análise de variância One-Way ANOVA. Quando comparações múltiplas foram necessárias, aplicou-se o teste de Student- Newman-Keuls. Os parâmetros apresentados em forma percentual foram

submetidos à transformação arcoseno, a fim de tornar sua distribuição próxima ao normal, permitindo, assim, a realização dos testes de variância.

A análise estatística foi realizada com o programa estatístico SigmaStat (Jandel Scientific, San Rafael, CA, EUA). O nível de significância aceito foi de 5%.

5. RESULTADOS

5.1. Mecânica Pulmonar

A análise da mecânica pulmonar permitiu avaliar o comportamento funcional dos animais submetidos à ventilação. Os parâmetros da mecânica pulmonar basal (ANTES) foram similares entre todos os grupos (Tabela 5 - anexo).

Nos grupos ventilados com VT de 5 mL/kg, houve aumento estatisticamente

significativo apenas no grupo OLV-V5 na pressão máxima pulmonar (Pmax) (15%) e na pressão de platô pulmonar (Pel) (25%) após 1 hora de ventilação mecânica (DEPOIS) em comparação aos demais grupos e à situação inicial do próprio grupo (Figura 11 e 13). Além disso, os grupos ventilados seletivamente (OLV-V5 e OLV- V5P5) apresentaram um comprometimento da mecânica respiratória caracterizada pela redução da complacência pulmonar específica (Csp), mais evidente no grupo OLV-V5 (VT = 5 mL/kg e PEEP fisiológica) (55%) quando comparado aos demais

grupos e a situação inicial do próprio grupo (Figura 15). A variação de pressão necessária para vencer os componentes viscoelásticos e/ou inomogêneos do pulmão (∆P2) aumentou significativamente entre os grupos ventilados com 5 mL/kg (V5C, OLV-V5, OLV-V5P5) após 1 hora de ventilação mecânica (16%, 162% e 79%, respectivamente) sendo que os grupos ventilados seletivamente (OLV-V5 e OLV- V5P5), foram mais acometidos (Figura 17).

Nos grupos V10C e OLV-V10, ao término de 1 h de ventilação mecânica (DEPOIS), os animais apresentaram piora da mecânica pulmonar caracterizada pelo aumento de Pmax (21% e 31%, respectivamente), Pplat (36% e 72%, respectivamente) e ∆P2 (38% e 100%, respectivamente) (Figuras 12, 14 e 18), além de uma redução significativa da complacência específica (Csp) (33% e 51%,

respectivamente) (Figura 16). Cabe ressaltar que essas alterações foram mais evidentes no grupo OLV-V10 (ventilação seletiva com 10 mL/kg de VT e PEEP

fisiológica).

Figura 11. Pressão máxima pulmonar (Pmax) obtida nos 3 grupos ventilados por 1 h com VT = 5 mL/kg.

Grupos V5C e OLV-V5: os animais foram ventilados bilateralmente e seletivamente com volume de 5 mL/kg e PEEP fisiológica (≈ 2 cmH2O), respectivamente. Grupo OLV-V5P5: os

animais foram ventilados seletivamente com volume de 5 mL/kg e PEEP de 5 cmH2O.

ANTES = imediatamente após o ajuste do protocolo experimental; DEPOIS = ao término do período de 1 h de ventilação que seguiu o ajuste do protocolo experimental. As barras correspondem às médias de 6 animais por grupo (+EPM). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos imediatamente após o ajuste do protocolo experimental (ANTES). Letras diferentes indicam valores estatisticamente diferentes após 1 hora de ventilação mecânica (DEPOIS) (p<0,05). * Valores estatisticamente diferentes, em cada grupo, antes e depois de 1 h de ventilação mecânica (p< 0,05).

Figura 12. Pressão máxima pulmonar (Pmax) nos 2 grupos ventilados mecanicamente com VT = 10 mL/kg.

Grupos V10C e OLV-V10: os animais foram ventilados bilateralmente e seletivamente com volume de 10 mL/kg e PEEP fisiológica (≈ 2 cmH2O), respectivamente. ANTES =

imediatamente após o ajuste do protocolo experimental; DEPOIS = ao término do período de 1 h de ventilação que seguiu o ajuste do protocolo experimental. As barras correspondem à média de 6 animais por grupo (+EPM). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos imediatamente após o ajuste do protocolo experimental (ANTES). Letras diferentes indicam valores estatisticamente diferentes após 1 hora de ventilação mecânica (DEPOIS) (p<0,05). * Valores estatisticamente diferentes, em cada grupo, antes e depois de 1 h de ventilação mecânica (p< 0,05).

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Figura 13. Pressão de platô pulmonar (Pel) nos 3 grupos ventilados mecanicamente com VT = 5 mL/kg.

Grupos V5C e OLV-V5: os animais foram ventilados bilateralmente e seletivamente com volume de 5 mL/kg e PEEP fisiológica (≈ 2 cmH2O), respectivamente. Grupo OLV-V5P5: os

animais foram ventilados seletivamente com volume de 5 mL/kg e PEEP de 5 cmH2O.

ANTES = imediatamente após o ajuste do protocolo experimental; DEPOIS = ao término do período de 1 h de ventilação que seguiu o ajuste do protocolo experimental. As barras correspondem à média de 6 animais por grupo (+EPM). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos imediatamente após o ajuste do protocolo experimental (ANTES). Letras diferentes indicam valores estatisticamente diferentes após 1 hora de ventilação mecânica (DEPOIS) (p<0,05). * Valores estatisticamente diferentes, em cada grupo, antes e depois de 1 h de ventilação mecânica (p< 0,05).

Figura 14. Pressão de platô pulmonar (Pel) nos 2 grupos ventilados mecanicamente com VT = 10 mL/kg.

Grupos V10C e OLV-V10: os animais foram ventilados bilateralmente e seletivamente com volume de 10 mL/kg e PEEP fisiológica (≈ 2 cmH2O), respectivamente. ANTES =

imediatamente após o ajuste do protocolo experimental; DEPOIS = ao término do período de 1 h de ventilação que seguiu o ajuste do protocolo experimental. As barras correspondem à média de 6 animais por grupo (+EPM). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos imediatamente após o ajuste do protocolo experimental (ANTES). Letras diferentes indicam valores estatisticamente diferentes após 1 hora de ventilação mecânica (DEPOIS) (p<0,05). * Valores estatisticamente diferentes, em cada grupo, antes e depois de 1 h de ventilação mecânica (p< 0,05).

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Figura 15. Complacência específica (Csp) nos 3 grupos ventilados mecanicamente com VT = 5 mL/kg.

Grupos V5C e OLV-V5: os animais foram ventilados bilateralmente e seletivamente com volume de 5 mL/kg e PEEP fisiológica (≈ 2 cmH2O), respectivamente. Grupo OLV-V5P5: os

animais foram ventilados seletivamente com volume de 5 mL/kg e PEEP de 5 cmH2O.

ANTES = imediatamente após o ajuste do protocolo experimental; DEPOIS = ao término do período de 1 h de ventilação que seguiu o ajuste do protocolo experimental. As barras correspondem à média de 6 animais por grupo (+EPM). CRF: capacidade residual funcional. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos imediatamente após o ajuste do protocolo experimental (ANTES). Letras diferentes indicam valores estatisticamente diferentes após 1 hora de ventilação mecânica (DEPOIS) (p<0,05). * Valores estatisticamente diferentes, em cada grupo, antes e depois de 1 h de ventilação mecânica (p< 0,05).

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Figura 16. Complacência específica pulmonar (Csp) nos 2 grupos ventilados mecanicamente com VT = 10 mL/kg.

Grupos V10C e OLV-V10: os animais foram ventilados bilateralmente e seletivamente com volume de 10 mL/kg e PEEP fisiológica (≈ 2 cmH2O), respectivamente. ANTES =

imediatamente após o ajuste do protocolo experimental; DEPOIS = ao término do período de 1 h de ventilação que seguiu o ajuste do protocolo experimental. As barras correspondem à média de 6 animais por grupo (+EPM). CRF: capacidade residual funcional. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos imediatamente após o ajuste do protocolo experimental (ANTES). Letras diferentes indicam valores estatisticamente diferentes após 1 hora de ventilação mecânica (DEPOIS) (p<0,05). * Valores estatisticamente diferentes, em cada grupo, antes e depois de 1 h de ventilação mecânica (p< 0,05).

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Figura 17. Pressão necessária para vencer os componentes viscoelásticos e/ou inomogêneos do pulmão (∆P2) nos 3 grupos ventilados mecanicamente com VT = 5

mL/kg.

Grupos V5C e OLV-V5: os animais foram ventilados bilateralmente e seletivamente com volume de 5 mL/kg e PEEP fisiológica (≈ 2 cmH2O), respectivamente. Grupo OLV-V5P5: os

animais foram ventilados seletivamente com volume de 5 mL/kg e PEEP de 5 cmH2O.

ANTES = imediatamente após o ajuste do protocolo experimental; DEPOIS = ao término do período de 1 h de ventilação que seguiu o ajuste do protocolo experimental. As barras correspondem à média de 6 animais por grupo (+EPM). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos imediatamente após o ajuste do protocolo experimental (ANTES). Letras diferentes indicam valores estatisticamente diferentes após 1 hora de ventilação mecânica (DEPOIS) (p<0,05). * Valores estatisticamente diferentes, em cada grupo, antes e depois de 1 h de ventilação mecânica (p< 0,05).

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Figura 18. Pressão necessária para vencer os componentes viscoelásticos e/ou inomogêneos do pulmão (∆P2) nos grupos ventilados mecanicamente com VT = 10

mL/kg.

Grupos V10C e OLV-V10: os animais foram ventilados bilateralmente e seletivamente com volume de 10 mL/kg e PEEP fisiológica (≈ 2 cmH2O, respectivamente). ANTES =

imediatamente após o ajuste do protocolo experimental; DEPOIS = ao término do período de 1 h de ventilação que seguiu o ajuste do protocolo experimental. As barras correspondem à média de 6 animais por grupo (+EPM). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos imediatamente após o ajuste do protocolo experimental (ANTES). Letras diferentes indicam valores estatisticamente diferentes após 1 hora de ventilação mecânica (DEPOIS) (p<0,05). * Valores estatisticamente diferentes, em cada grupo, antes e depois de 1 h de ventilação mecânica (p< 0,05).

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No documento HALINA CIDRINI FERREIRA (páginas 84-96)

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