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4. DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS

4.3 ASPECTOS FACILITADORES DA APRENDIZAGEM EM AMBIENTE

VIRTUAL

Uma outra dimensão em discussão trata-se dos aspectos facilitadores da aprendizagem em ambiente virtual. Entre os fatores positivos ressaltados nos discursos dos entrevistados, pontua-se a flexibilidade de tempo, a facilidade de acesso, os recursos áudios- visuais, a interação virtual com as pessoas e a redução de custos para a empresa. Todos esses aspectos mencionados pelos entrevistados vão ao encontro com o que foi apresentado por Fleury e Vasconcellos (2009), dentre outros autores referenciados na revisão literária.

No discurso de E2 e E1, foi evidenciada a vantagem de integração de pessoas distantes geograficamente e construção de comunidades virtuais, apresentada por Fleury e Vasconcellos (2009).

Rapaz... olha... a gente acaba conhecendo a empresa melhor. Além de conhecer... Na Catho tem muita gente que participa, e você pode falar com essas pessoas. Eu mesma conheci muita gente de Recife, da Sede. Então, além do curso em si, tem a

interação com as outras pessoas. E o fato dele ser bem abrangente, ilustrativo

(E2).

É... nesse ambiente virtual você pode interagir com os participantes dos chats que tem né? um fórum... tem um link que você tira suas dúvidas e compartilha informações, né? E também a facilidade de você interagir com o instrutor. Existe também essa facilidade, então eu acho muito importante. De repente você está fazendo naquele momento o curso, e de repente você tem uma dúvida ou você quer esclarecer algo que realmente, talvez, você não tenha entendido bem e essa interação entre os participantes e o instrutor faz com que você tenha mais facilidade (E1).

Além da vantagem no que se refere à dinâmica do grupo, foram ainda ressaltadas características dos cursos oferecidos pela empresa que facilitam a aprendizagem, como os recursos (abrangente e ilustrativo), a interatividade com o instrutor, e ferramentas como biblioteca virtual e autoavaliação de desempenho.

O curso é bem interativo, além dele passar as informações de uma forma dinâmica por meio dos bonequinhos que falam com a pessoa, ele também disponibiliza alguns links de artigos na biblioteca virtual que a gente pode acessar um bloco de notas para a gente lembrar alguns tópicos que a gente acha interessante no decorrer do curso, que a gente utiliza como lembrete mesmo. Também tem a análise que a

gente faz própria do nosso desempenho (E3).

Outra vantagem do e-learning ressaltada por Fleury e Vasconcellos (2009) é o incentivo a uma maior participação do aluno. Esse também foi um aspecto positivo evidenciado no discurso de um dos entrevistados.

“Deixa o empregado participante do curso bem à vontade, porque ali ele pode... Eu nunca fiz, ai fica difícil. Mas eu imagino que ali ele troque idéias virtualmente com os colegas, as participações dele apesar de não ser uma participação presencial, se torna bem proveitosa, em virtude de conter inibição, às vezes um colega está com uma dúvida, aquela questão toda, ele se sente inibido em interagir em um ambiente físico e no ambiente virtual ele fica mais a vontade. Essa é uma das vantagens.” (E5).

Um outro aspecto facilitante presente nos discursos dos entrevistados E7 e E4 foi a questão de tempo de deslocamento, que se faz desnecessário na modalidade virtual. Esse aspecto também faz parte da lista de vantagens desenvolvida por Fleury e Vasconcellos (2009).

“A questão do tempo que eu acho que ainda assim é mais viável, do que às vezes você ter que ir para outro lugar, porque nem sempre os cursos que temos que fazer são na localidade. Então você precisa viajar e tudo isso requer tempo. Você tem que disponibilizar outra pessoa para cá. E no curso a distância você tá com ele aqui. Entendeu? É prático, é mais acessível”, (E7).

Além da questão do tempo, destacou-se ainda na categoria de recursos financeiros, os ganhos que a empresa tem com a redução de custos com viagens e diárias de funcionários que

se faz necessário na modalidade presencial, considerado com uma vantagem por Fleury e Vasconcellos (2009).

Eu acho que facilitou muito, a questão de tempo, principalmente, e

financeiramente a empresa ganha também, porque antes os gastos eram muito

grandes para as pessoas viajarem, formas turmas, sair do ambiente do trabalho, ficar uma outra pessoa substituta porque a empresa não para as atividades né? E com esse ambiente virtual, é assim a coisa do momento, né? É o futuro, né? Então é assim, a Infraero está cada vez mais investindo. Antes eram pequenos cursos, né? Começou com pouca coisa. Agora tem um leque imenso, a maioria dos cursos é virtual e a tendência é crescer ainda mais (E4).

Por fim, sobre essa temática, apenas um dos entrevistados não elencou os aspectos facilitadores dos ambientes virtuais de aprendizagem, devido seu insucesso operacional durante o curso.

“Fica difícil dizer porque eu não cheguei a concluir o curso. Nessa última vez eu não

consegui nem acessar o curso” (E6).

Nessa seção, foi possível conhecer os aspectos facilitadores do processo de aprendizagem em ambientes virtuais na Infraero, nos quais foram ressaltados a flexibilidade de tempo, a facilidade de acesso, a qualidade dos recursos áudios-visuais, a interação virtual com as pessoas (a integração de pessoas distantes geograficamente e construção de comunidades virtuais), o incentivo a uma maior participação do aluno, a questão de tempo de deslocamento, que se faz desnecessário na modalidade virtual e a redução de custos para a empresa (despesas com viagens e diárias de funcionários que se faz necessário na modalidade presencial). Todos os aspectos mencionados pelos entrevistados vão ao encontro com o que foi apresentado por Fleury e Vasconcellos (2009), dentre outros autores referenciados na revisão literária. Visando desenvolver um quadro comparativo composto por fatores facilitadores e limitadores, na próxima seção, serão apresentados os fatores que segundo a percepção dos sujeitos da pesquisa inibem o processo de aprendizagem no ambiente virtual.

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