Partiremos para conhecer o arcabouço jurídico relacionado com a preservação e a conservação ambiental. Já vimos, na primeira unidade, que, de acordo com a Constituição Federal, todas as pessoas têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e que o poder público e a coletividade devem o defender .
Você conhece as legislações ambientais que orientam a forma da utilização da natureza e quais os instrumentos que atuam na defesa?
A primeira delas, e a que marca o início das leis ambientais, é a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA). Instituída através da Lei n° 6938/81, é o instrumento jurídico que vem garantir que o Art. 225 da CF seja realizado. A PNMA é o maior instrumento quando se trata da preservação, além da conservação do meio ambiente.
A PNMA tem, como objetivos, destacados no Art. 2: “preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no país, condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana”.
Três palavras precisam ser destacadas neste objetivo para uma melhor explicação. A primeira delas é a preservação, que é procurar manter o estado natural dos recursos naturais sem que tenha intervenção dos seres humanos. Já vimos, anteriormente, que preservação é diferente de conservação.
A segunda palavra é melhoria. É fazer com que a qualidade ambiental se torne melhor por meio da intervenção humana, podendo ser através do manejo adequado das espécies, do controle da poluição, da preservação ambiental etc.
A terceira palavra é a recuperação, para buscar a qualidade ambiental que se tinha antes de uma área ter sido degradada pela ação humana. É buscar que tais áreas retomem suas características ecológicas, sendo o objetivo mais difícil de ser alcançado.
A PNMA tem, como princípios:
QUADRO 3 – PRINCÍPIOS NORTEADORES DA POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (1981)
I - Ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo;
II - Racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;
Ill - Planejamento e fi scalização do uso dos recursos ambientais;
IV - Proteção dos ecossistemas, com a preservação das áreas representativas;
V - Controle e zoneamento das atividades potenciais ou efetivamente poluidoras;
VI - Incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais;
VII - Acompanhamento do estado da qualidade ambiental;
VIII - Recuperação de áreas degradadas;
IX - Proteção de áreas ameaçadas de degradação;
X - Educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive, educação da comunidade, objeti-vando capacitar para a participação ativa na defesa do meio ambiente
FONTE: A autora
O Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) foi criado a partir da PNMA, para ser um conjunto de agências que se responsabilizasse e assegurasse a implementação dessa política. É uma estrutura adotada para a gestão ambiental no Brasil. O SISNAMA é formado por diversos órgãos e instituições ambientais compostos pelos poderes Legislativo, Executivo, Judiciário e o Ministério Público.
FIGURA 5 – ORGANOGRAMA DO SISTEMA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
FONTE: A autora
Como órgão superior, há o Conselho do governo, que é um órgão integrante da Presidência da República. É formado por todos os ministros do Estado, pelos titulares essenciais da Presidência e pelo advogado geral da União.
É função do órgão superior assessorar o Presidente da República no que concerne à formulação de políticas nacionais e diretrizes governamentais para a sustentabilidade na utilização dos recursos naturais e na proteção do meio ambiente.
Com relação ao órgão consultivo e deliberativo, tem-se o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), que tem, como atribuições, assessorar, estudar e propor, ao Conselho do Governo, as diretrizes para as políticas relacionadas com o meio ambiente. É, também, função do CONAMA, a criação de normas e padrões que atuem na prevenção da poluição com vistas à manutenção do meio ambiente ecologicamente equilibrado.
Você sabia que existem, no CONAMA, várias câmaras técnicas (CTs)? As CTs servem como locais de discussão dos assuntos relacionados ao meio ambiente. Dessa forma, desenvolvem, relatam e examinam as matérias da sua competência para o Plenário.
Dentro dessa estrutura, há as seguintes câmaras técnicas: CT Assuntos Jurídicos; CT Biodiversidade; CT Controle Ambiental; CT Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável; CT Florestas e Demais Formações Vegetais; CT Gestão Territorial, Unidades de Conservação e Demais Áreas Protegidas; e CT Qualidade Ambiental e Gestão de Resíduos.
Os estados e municípios também podem deliberar normas e padrões ambientais, porém, eles jamais poderão ser menos exigentes do que as normas lançadas pelo CONAMA. Todas as reuniões são públicas e abertas à sociedade.
São diversas as resoluções do CONAMA e abrangem uma série de requisitos ambientais que precisam ser seguidos pelas organizações, de modo que a poluição e a contaminação sejam evitadas. Como exemplos
• Resolução n° 237, de 19 de dezembro de 1997: Dispõe sobre licenciamento ambiental, competência da União, Estados e Municípios, listagem de atividades sujeitas ao licenciamento, estudos ambientais, estudo de impacto ambiental e relatório de impacto ambiental.
• Resolução n° 357, de 17 de março de 2005: Dispõe sobre a classifi cação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, e estabelece as condições e padrões de lançamento de efl uentes, e dá outras providências.
• Resolução n° 420, de 28 de dezembro de 2009: Dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas.
• Resolução n° 491, de 19 de novembro de 2018: Dispõe sobre padrões de qualidade do ar.
Como órgão central dentro da estrutura do SISNAMA, temos o Ministério do Meio Ambiente (MMA). Cabe, a ele, os papéis de planejar, coordenar, supervisionar e coordenar a PNMA e todas as diretrizes governamentais em relação ao meio ambiente, além de incentivar a descentralização da gestão ambiental e a repartição de competências dentro das três esferas do governo.
Dentro do site do MMA, diversos são os assuntos que são debatidos e acompanhados, como: agenda ambiental urbana, água, áreas protegidas, biodiversidade, biomas, cidades sustentáveis, clima, desenvolvimento rural, educação ambiental, fl orestas, gestão territorial, governança ambiental, patrimônio genético, responsabilidade socioambiental e segurança química.
Tratando-se dos órgãos superiores, há dois: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O IBAMA é uma autarquia federal vinculada ao MMA. Tem, como funções:
I- exercer o poder de polícia ambiental de âmbito federal;
II- executar ações das políticas nacionais de meio ambiente, referentes às atribuições federais, relativas ao licenciamento ambiental, ao controle da qualidade ambiental, à autorização de uso dos recursos naturais e à fi scalização, ao monitoramento e ao controle ambientais, observadas as diretrizes emitidas pelo Ministério do Meio Ambiente, e;
III- executar as ações supletivas da União, em conformidade com a legislação ambiental.
Através do IBAMA, processa-se o licenciamento ambiental quando o empreendimento atingir mais de dois estados. Falaremos do licenciamento ambiental no Capítulo 3 deste livro. A função principal é a de atuar como polícia ambiental. Diante disso, veja a matéria a seguir:
O IBAMA aplicou mais de R$ 45 milhões em multa por exploração fl orestal e transporte de madeira ilegal no Mato Grosso.
As ações ocorreram nas terras indígenas de Aripuanã, Kayabi, Roosevelt, Kawahiva do Rio Prado, Parque Nacional Juruena, Parque do Aripuanã, Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, Novo Mundo, Alta Floresta, Cocalinho, Araguaiana e Nova Nazaré.
Nos últimos três meses, além dos 94 autos de infrações aplicados, também foram embargadas 48 áreas, por estarem
sofrendo desmatamento ilegal nesse período. Foram apreendidos 66 motores estacionários, 29 acampamentos, 18 motos, 10 escavadeiras elétricas, 10 tratores, nove caminhões, nove motosserras, nove construções de madeira, três caminhonetes, duas armas de fogo, uma balsa garimpeira, uma pá carregadeira, 3 kg de mercúrio e 1.250m³ de madeira. Ainda, foram neutralizadas 38 frentes de desmatamento e lavra mineral, três frentes de exploração ilegal de madeira e oito frentes de desmatamento, grilagem e invasão.
FONTE: <https://www.gov.br/ibama/pt-br/assuntos/noticias/2020/ibama-aplicou-mais-de-r-45-milhoes-em-multa-por-exploracao-fl
orestal-e-transporte-de-madeira-ilegal-no-mato-grosso>. Acesso em: 28 jun. 2020.
O ICMBio é um órgão que possui o poder da polícia ambiental, porém, as atividades são destinadas às áreas de Unidade de Conservação (UC). Cabe, ao órgão:
Unidades de conservação: espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites defi nidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção.
• Apresentar e editar normas e padrões de gestão de Unidades de Conservação federais.
• Propor a criação, regularização fundiária e gestão das Unidades de Conservação federais.
• Apoiar a implementação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).
• Fiscalizar e aplicar penalidades administrativas ambientais ou compensatórias aos responsáveis pelo não cumprimento das medidas necessárias à preservação ou correção da degradação ambiental.
• Monitorar o uso público e a exploração econômica dos recursos naturais nas Unidades de Conservação nas quais isso for permitido, seguidas as exigências legais e de sustentabilidade do meio ambiente.
Você já ouviu falar do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação)? Instituído pela Lei nº 9.985, de 2000, é constituído pelo conjunto das unidades de conservação federais, estaduais e municipais, com as funções de proteger as espécies ameaçadas de extinção, contribuir para a preservação e a restauração da diversidade de ecossistemas naturais, promover o desenvolvimento sustentável, recuperar/restaurar os ecossistemas degradados etc.
Em resumo, o SNUC atua para a proteção e a recuperação ambiental dentro nas UCs, com vistas ao desenvolvimento sustentável.
As UCs se dividem em dois grupos em relação aos usos preponderantes:
• Unidades de Proteção Integral: preservar a natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos recursos naturais, com exceção dos casos previstos na Lei nº 9.985/2000.
• Unidades de Uso Sustentável: compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável da parcela dos recursos naturais.
Basta se lembrar do primeiro capítulo, quando falamos da diferença de preservação e conservação.
Também é função, do ICMBio, implementar o Sistema Nacional de Informações sobre o Meio Ambiente (SINIMA), programas de educação ambiental, dispositivos e acordos internacionais relativos à gestão ambiental, além de propor e editar normas de fi scalização e de controle das cavernas (patrimônio espeleológico) e a elaboração do Relatório de Gestão das Unidades de Conservação.
Os órgãos seccionais são os Estados, que têm, como função, a execução de programas e projetos, além da fi scalização e do controle de atividades que, potencialmente, degradam a natureza. Os Estados possuem autonomia em relação ao meio ambiente, podendo criar leis, sempre visando ao baixo impacto das atividades. As leis estaduais não podem ser menos exigentes do que as leis federais.
Os órgãos locais, os municípios possuem as mesmas responsabilidades do que os órgãos seccionais, apresentando uma vantagem: por estarem mais próximos da população, os debates ambientais podem e devem ser estendidos para os moradores de uma determinada região, para que eles possam levantar anseios e expectativas para a comunidade, podendo participar diretamente da execução dos projetos ambientais.
Com os intuitos de formar agentes multiplicadores e estimular a adoção de práticas sustentáveis, a Prefeitura do Recife desenvolveu o Programa Educar para uma Cidade Sustentável na rede municipal de ensino. Desde 2014, aproximadamente, 140 escolas, creches e CMEIs já passaram pelo programa. Cerca de 50 mil estudantes, com idade entre 2 e 14 anos, foram sensibilizados acerca da importância das esferas ecológica e sociocultural para a construção de uma sociedade consciente e responsável. As atividades são desenvolvidas durante o ano letivo nas unidades de ensino de forma lúdica e transversal na sala de aula.
Como meio de promoção do programa, eles utilizam quatro protetores da natureza que embarcam em aventuras para defender o meio ambiente, acompanhados de uma garça azul e um robô reciclado, formando a turma mangue e tal. Uma jornada pelo enfrentamento e transformação dos problemas ambientais da cidade, através da educação ambiental e das atitudes sustentáveis.
A Turma Mangue e Tal é baseada nas temáticas do verde urbano, resíduos sólidos, água e biodiversidade. Para cada temática, existe um personagem correspondente: Jô - Protetora das questões relativas às áreas verdes, arborização, unidades de conservação e do mangue; Dom - Protetor da natureza, responsável pelas atitudes sustentáveis e boas práticas para a preservação do meio ambiente;
Riso - Protetora dos recursos hídricos, rios e ecossistemas, da praia, do uso racional da água; Otto - Protetor dos animais; Düporto - Um aratu gigante e cibernético, faz o transporte da Turma Mangue e Tal (por terra, água ou ar); e Morena, uma garça azul, protetora dos resíduos sólidos.
FONTE: <http://meioambiente.recife.pe.gov.br/educacao-ambiental-0>. Acesso em: 28 set. 2020.
QUADRO 4 – LEIS AMBIENTAIS NO BRASIL
LEI TÍTULO OBJETIVO
Lei n°
6.766/1979
Lei do Parcelamento do Solo Urbano
Dispõe sobre o parcelamento do solo urbano e dá outras providências.
Lei n°
6.938/1981
Política Nacional de Meio Ambiente
Dispõe sobre a Política Nacional de Meio Ambien-te, seus fi ns e mecanismos de formulação e apli-cação, e dá outras providências.
Lei n°
7.347/1985 Lei da Ação Civil Pública
Disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao meio ambiente, ao consu-midor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico e dá outras pro-vidências.
Lei n°
9.433/1997
Política Nacional de Recur-sos Hídricos
Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Re-cursos Hídricos, regula o inciso do XIX do Art. 21 da CF e altera o Art. 1° da Lei n° 8.001, de 13 de março de 1990, que modifi cou a Lei n° 7.990, de 28 de dezembro de 1989.
Lei n°
9.605/1998 Lei de Crimes Ambientais
Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.
Lei n°
9.795/1999
Política Nacional de Educa-ção Ambiental
Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Po-lítica Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências.
Lei n°
11.445/2007
Estabelece a Política Nacio-nal de Saneamento Básico
Estabelece as diretrizes nacionais para o sane-amento básico; cria o Comitê Interministerial de Saneamento Básico.
Lei n°
12.651/2012
Novo Código Florestal Brasileiro
Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa e dá outras providências.
Dispõe sobre a criação de estações ecológicas, áreas de proteção ambiental e dá outras providên-cias.
Lei n°12.305/2010
Política Nacional de Resídu-os SólidResídu-os
Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, altera a Lei n° 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e dá outras providências.
FONTE: A autora
Falaremos de algumas delas no Capítulo 3, mas, para fechar este capítulo, é preciso conhecer a Lei de Crimes Ambientais.
Instituída através da Lei n° 9.605/1998, foi criada com o intuito de punir qualquer dano ou prejuízo que seja realizado à fl ora, fauna, recursos naturais, que cause poluição ou relacionado aos patrimônios culturais. As sansões
ocorrem nas esferas administrativa e penal. A punição depende da extensão dos danos ocasionados, podendo ser restrição de liberdade, prestação de serviços comunitários e pagamento de multas.
Os crimes ambientais, de acordo com a resolução, estão divididos nas seguintes categorias:
QUADRO 5 – TIPOS DE CRIMES AMBIENTAIS
Tipo de Crime Signifi cados
Contra a fauna
São as agressões cometidas contra animais silvestres, nativos ou em rota migratória, como caça, pesca, transporte e comercialização sem au-torização; os maus-tratos; a realização de experiências dolorosas ou cru-éis com animais quando existe outro meio, independentemente do fi m.
Agressões aos habitats naturais dos animais, como modifi cação, danifi -cação ou destruição do ninho, abrigo ou criadouro natural. A introdução de espécimes animais estrangeiras no país sem a devida autorização, assim como a morte de espécimes devido à poluição.
Contra a fl ora
Causar destruição ou danos à vegetação de APP, em qualquer estágio, ou a UC; provocar incêndio em mata ou fl oresta ou fabricar, vender, transportar ou soltar balões em qualquer área; extração, corte, aquisição, venda, exposição para fi ns comerciais de madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal sem a devida autorização ou em desacordo;
extrair, de fl orestas de domínio público ou de preservação permanente, pedra, areia, cal ou qualquer espécie de mineral; impedir ou difi cultar a regeneração natural de qualquer forma de vegetação; destruir, danifi car, lesar ou maltratar plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia; comercializar ou utilizar motosserras sem a devida autorização.
Poluição e outros crimes ambientais
Poluição acima dos limites estabelecidos por lei, que provoque ou possa provocar danos à saúde humana, mortalidade de animais e destruição signifi cativa da fl ora. Ainda, aquela que torne locais impróprios para uso ou ocupação humana, a poluição hídrica que torne necessária a interrup-ção do abastecimento público e a não adointerrup-ção de medidas preventivas em caso de risco de dano ambiental grave ou irreversível.
Contra o ordena-mento urbano e o patrimônio cultural
A violação da ordem urbana e/ou da cultura também confi gura um crime ambiental.
Contra a administração ambiental
São as condutas que difi cultam ou impedem que o Poder Público exerça a sua função fi scalizadora e protetora do meio ambiente, seja praticada por particulares ou por funcionários do próprio Poder Público.
FONTE: A autora
É importante enfatizar que tornar locais impróprios para ocupação humana, mesmo que o fato em si ainda não tenha acontecido e há apenas o risco de acontecer, já é considerado crime ambiental, passível de penalizações.
1 - Considerando o seu conhecimento, além da função do IBAMA, discorra acerca do que poderia ser melhorado em relação à fi scalização dos crimes ambientais.
R.:
2 - Considerando o derramamento de petróleo que ocorreu no litoral do nordeste do Brasil, quais itens da Lei de Crimes Ambientais ele infere? Quais as consequências desse acontecimento para o meio ambiente?
R.:
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
Mais uma unidade que fi nalizamos juntos. A segunda unidade já mostrou, a você, a gestão ambiental de maneira mais aprofundada. Quantos conceitos puderam ser verifi cados nesta unidade e que são fundamentais para o nosso estudo.
Aprendemos que a gestão ambiental atua dentro das empresas, sendo um marco orientador das atividades, de forma que elas não agridam o meio ambiente.
É uma grande aliada da preservação ambiental.
Conhecemos algumas ferramentas de gestão ambiental que se preocupam desde a forma como a matéria-prima é concebida, não utilizando recursos naturais de maneira exacerbada. Essas ferramentas também atuam evitando a produção de resíduos, e se caso eles não puderem ser evitados, que sirvam de matéria-prima para uma outra organização. A produção mais limpa, a ecoefi ciência, a avaliação do ciclo de vida, o ecodesign e a ecologia industrial foram essas ferramentas.
Você também estudou a economia ambiental e viu que existem métodos de valorar os recursos ambientais, e que isso auxilia na formulação e implementação de políticas públicas voltadas à preservação e à conservação ambiental.
Por fi m, analisamos a Política Nacional do Meio Ambiente, nosso maior instrumento ambiental. O SISNAMA vem para garantir que ela seja implementada.
Listamos, também, outras políticas ambientais, e você conheceu tudo que é considerado crime dentro da Lei de Crimes Ambientais.
Vamos lhe esperar ansiosamente na terceira e última unidade do livro. Bons estudos e até breve!
REFERÊNCIAS
ABNT. ISO 14001. Sistemas de gestão ambiental - Requisitos com
orientações para uso. 2015. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfi le.
php/4940965/mod_resource/content/1/NBRISO14001.pdf. Acesso em: 18 jun.
2020.
ABNT. ISO 14040. Gestão ambiental - Avaliação do ciclo de vida - Princípios e estrutura. 2015. Disponível em: http://licenciadorambiental.com.br/wp-content/
uploads/2015/01/NBR-14.040-Gest%C3%A3o-Ambiental-avaliac%C3%A3o-do-ciclo-de-vida-principios-e-estrutura.pdf. Acesso em: 15 jun. 2020.
ABNT. ISO 14062. Gestão ambiental – Integração de aspectos ambientais no projeto e desenvolvimento do produto. 2004. Disponível em: https://
kupdf.net/download/abnt-iso-tr-14062-gest-atilde-o-ambiental-integra- ccedil-atilde-o-de-aspectos-ambientais-no-projeto-e-desenvolvimento-do-produto_5afa584ee2b6f5e25b596c28_pdf. Acesso em: 2 fev. 2021.
ALMEIDA FILHO, G. F.; BITENCOURT, E. B.; FERREIRA, E. C.; OLIVEIRA, V. S.; LOUREIRO, G. E. Avaliação do ciclo de vida do queijo muçarela de um laticínio na região norte do Brasil. Revista Produção Online, Florianópolis, v. 20, n. 1, p. 316-339, 2020.
ALVES, I. J. B. R.; FREITAS, L. S. Análise comparativa das ferramentas de gestão ambiental: produção mais limpa x ecodesign. In: LIRA, W. S.; CÂNDIDO, G. A. Gestão sustentável dos recursos naturais: uma abordagem participativa.
ALVES, I. J. B. R.; FREITAS, L. S. Análise comparativa das ferramentas de gestão ambiental: produção mais limpa x ecodesign. In: LIRA, W. S.; CÂNDIDO, G. A. Gestão sustentável dos recursos naturais: uma abordagem participativa.