4. RESPONSABILIDADE PENAL OBJETIVA
4.1 Aspectos gerais
Quando se fala em responsabilidade objetiva observa -se a culpabilidade do agente que p raticou o delito, se foi vo luntária ou in voluntá ria.
Como já visto, a embria gue z voluntá ria decorre do ato de vontade do agente, rela ciona -se à futilidade d a motivação. É a conse quente retirada da tota l capacidade de ente ndimento e vontade do agente o qual, apesa r de ser participante ativo, não te m noção dos acontecimentos.
A embria gue z p ode ser completa e in completa, sendo qu e a completa o agente pe rde a total noção do qu e está fa zend o, e nquanto que a incompleta , o agen te perde parcia lme nte a capacidade de entendimento e autodeterminaçã o mantendo parte da compreensão e vontade.
Entre as causas bioló gica s que podem excluir ou diminuir a responsab ilidade penal, o Código Pen al inclui a embria guez, desde que completa e acidental.
O não afastamento do motivo fútil da embria gue z voluntária resu lta na aceitação da actio libe ra in causa, sendo que para e sta corrente a embria gue z jamais exclu i a futilidade da motivação.
4.2 A Imputabilida de P enal
da culpabilidade do agente para um momento anterio r à
4.3. Embria guez voluntária, culposa e preordena da do art. 28, II CP
O artigo 28 , II, do código penal cita a embria gue z vo luntária e culposa. mental ou parcial n o momento da ocorrência do fato delituoso .
Quando se fala em actio libe ra in causa por culpa ou dolo eventua l, refere-se sempre a o resu ltado crimino so .
O Código Pena l (1 940) adotou a teoria da actio libera in causa sendo que a mesma foi a dotada na e xposição de m otivos o riginal do e stado de inconsciência ou de incapacidade de autocontro le
propositadamente, seja dolosa ou culposamente, e nessa situação comete o crime.
Da teoria da actio libera in causa, d ecorre que o dolo e a culpa são deslocados pa ra a vontade ant e rior ao estado de embria guez completa.
Actio libe ra in ca usa no bom português significa “ações livres na
Bittencou rt adu z qu e:
que se fala r em ação livre na sua cau sa, pois, a vontade do agente não objetivo de pratica r o ilícito ou assumir o risco de produ zi -lo.
Asse ve ra-se que, nas hipótese s em que o fato considerado doloso para pratica r o ilícito ou assumir o risco de produ zi -lo.
Vê-se a ap licação da actio libe ra in causa, onde o a ge nte, com o fim
Entretanto, nos casos da embriaguez cu lposa ou vo luntária, há possib ilidade de d olo ou cu lpa apenas em rela ção à embria gue z em si;
o sujeito bebe, em bria gando-se po r negligência ou imprudência, ou buscando somente a embriague z propriamente dita; o resultado criminoso não é qu erido pe lo a gente.
Será sempre necessário que o elemento subjetivo do agente, que o prende ao resulta do, esteja presente na fase de imputabilidade. Nã o basta, portanto, que o a gente se tenha posto, vo luntária ou imprudentemente, em estado de inimputabilidade, por embriague z o u outro qualque r me io, para que o fato típ ico que ele venh a a pratica r se constitua em actio libera in causa .
É preciso que este resu ltado tenha sido dese jado ou pre visto pelo agente, como imputável, ou qu e ele pudesse pre vê -lo como consequên cia do seu comportamento. Este último é o limite mín imo da actio libe ra in causa, fora do qual é o puro fortuito.
5. CONCLUS ÃO
É assustador o fato de se ter um ordenamento tão organizado e ainda se ve r no topo de um importante índice mundialmente reconhecido, porém, despro vido de qua lquer o rgulho e desejo de lide rar e ste rankin g.
Foram tra tados os conceitos, cla ssificações e forma de organiza ção, a preocupação dos legis ladores co m o problema tão enfaticamente redargu ido neste.
Os tipos de embriague z e subd ivisões do mesmo. A tentativa de contenção do a va nço de crimina lida de de tr ânsito efetuada de forma pormenorizada, porém, frustrada por não conter avan ç os de morte s causadas por acid entes e principalm ente, embria gue z a o vo lante e po r fim, as responsab ilidades dos a gentes causadores e suas punições.
Conclu i-se que ho uve sim um avanço, porém, ínfimo perto do que se deve ria a contece r.
A grande pergunta que se faz é : até quando um país tão grande quanto esse vai tole rar situações calamito sas como essas, d enegrindo sua própria ima gem perante a comunidade interna ciona l ?
No Brasil, o trân sito mata mais que qualque r guerra em qualque r parte do planeta, mas nada se faz para conter essa onda de violência que assola essa nação e tra z eno rme pre juízo ao s cofres pú blico s .
Existe ce rto pa vo r quando se fala , principalmente , em p egar a estrada para se guir em uma via gem.
O número de acid entes no Bra sil é alarmante, tendo em vista que a legislação vigente , Código Penal e p enas administrativas como as do Código de Transito Brasile iro são in suficientes pa ra p unir os a gentes infratores que, re iteradamente , cometem abusos no trân sito.
Finaliza r -se-á este com a seguinte reflexão: em meio a tantas tentativas frustrad as de resolver os crimes de embria guez ao vo lante ,
que de certa forma , afetam a política, a economia, o socia l e até a cultu ra, fa z-se ne cessá rio refletir sobre um dos ensinos, de grande importância , tra zid os pela s escritu ras sagradas pa ra o alcance de tão grande objetivo: “Quando o Justo governa, o povo se alegra, mas quando o ímpio do mina, o povo geme”.
E nas palavras de W illian Shakespeare: “Aprende que o tempo não é algo que po ssa vo ltar pa ra trás. Po rtanto, plante seu ja rdim e deco re sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores”.
REFERÊNCI AS
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MAIA FIL HO, Napo leão Nunes. STJ, Habeas Corpus 9 2394, RS 2007,
RECURSO ESPECIAL Nº 1.447.281 - SP (2014/0080138 -6) RELATOR : MINISTRO FELIX FISCHER RECORRENTE : RAFAEL BENEDITO DOS SANTOS ADVOGADO : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO RECORRIDO : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO, Ace sso 13 /09/215.
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