Embora não exista ainda uma definição exata e universalmente
aceita, atualmente o empreendedorismo pode ser considerado como o estudo do desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas à criação e execução de uma ideia, que pode ser na área técnica,
científica ou empresarial.
Segundo Hisrich, Peters e Shepherd (2009, p. 27), “o desenvolvimento da teoria do empreendedorismo é paralelo, em grande parte, ao próprio desenvolvimento do termo. A palavra entrepreneur é francesa e, literalmente traduzida, significa ‘àquele que está entre’ ou ‘intermediário’.”
Empreendedorismo pode ser considerado
como o estudo do desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas à criação e execução
de uma ideia, que pode ser na área técnica, científica ou
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Dentro desse contexto, Marco Polo, nascido em Veneza no ano de 1254, foi mercador, embaixador e explorador, sendo considerado um dos primeiros empreendedores. Um de seus maiores feitos foi ter percorrido a
Rota da Seda, que eram caminhos pela Ásia do Sul, usados no comércio
da seda entre o Oriente e a Europa. Suas viagens serviram como importante fonte de informações sobre o oriente, inclusive a China. Ele atuava como intermediário,
contraindo empréstimos para viabilizar suas viagens comerciais ao extremo oriente, depois, vendia suas mercadorias e repassava determinado percentual dos lucros
ao investidor, conforme contrato previamente assinado.
No período da Idade Média, considerava-se empreendedor
aquele que gerenciava grandes projetos de produção, mesmo
não assumindo riscos, uma vez que os recursos financeiros eram
disponibilizados por outrem, geralmente governos.
A partir do século XVII é que o empreendedorismo se desenvolveu com a presença do risco. O empreendedor assinava um contrato
com a responsabilidade de prestar serviços ou fornecer produtos ao governo. Geralmente, os preços eram pré-fixados e o empreendedor assumia
a responsabilidade do lucro ou do prejuízo. O economista e escritor Richard
Cantillon foi um dos primeiros a observar esta característica, diferenciando-a do capitalista. Assim, o empreendedor se configurou como aquele que corre o risco e o capitalista aquele que fornece o capital. Essa diferença se estabeleceu
principalmente no século XVIII. (HISRICH; PETERS; SHEPHERD, 2009).
No final do século XIX, o empreendedor era frequentemente confundido
com aqueles que gerenciavam ou administravam algum negócio
com finalidade econômica. O conceito de inovação apareceu no
empreendedorismo por volta do século XX. A partir daí, o empreendedor passou a ser visto como alguém que inova, um agente de mudanças
que tem a capacidade de desenvolver algo novo ou transformar algo
antigo numa novidade. (HISRICH; PETERS; SHEPHERD, 2009). Vários
autores expressam definições do empreendedorismo nesta perspectiva,
que é o alicerce deste caderno de estudos.
Para Dornelas (2007, p. 8), na definição de empreendedorismo se encontram
alguns aspectos, como:
iniciativa para criar um novo negócio e paixão pelo que faz; utiliza os recursos disponíveis de forma criativa, transformando o ambiente social e econômico onde vive;
aceita assumir os riscos e a possibilidade de fracassar. Marco Polo é considerado um dos primeiros empreendedores. No período da Idade Média, considerava-se empreendedor aquele que gerenciava grandes projetos de produção, mesmo não assumindo riscos. Século XX, o empreendedor passou a ser visto como alguém que inova, um agente de mudanças que tem a capacidade de desenvolver algo novo ou transformar algo antigo numa
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Capítulo 4
De modo geral, esses aspectos são concernentes à ação humana e, além disso, existem outras características que passaram a ser entendidas como
expressões de atitudes empreendedoras: motivação, competitividade, ambição,
criatividade e liderança.
Um dos conceitos mais abrangentes é utilizado por Hisrich, Peters e
Shepherd (2009, p. 30, grifo do autor):
Empreendedorismo é o processo de criar algo novo com valor, dedicando o tempo e os esforços necessários, assumindo os riscos financeiros, psíquicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação e da independência financeira e pessoal.
A partir deste conceito, podemos afirmar que empreendedores são pessoas diferenciadas, que possuem motivação singular. Apaixonadas pelo que fazem, não
se contentam em ser mais um na multidão, querem ser reconhecidos, admirados e deixar um legado.
Dornelas (2008, p. 22) salienta a participação coletiva e do processo empreendedor dizendo que “empreendedorismo é o envolvimento de
pessoas e processos que, em conjunto, levam a transformação de ideias em oportunidades. E a perfeita implementação destas oportunidades leva à criação de negócios de sucesso.” Refletindo, pode-se, então,
dizer que uma ação empreendedora não é exclusivamente privilégio de pessoas que têm esta característica inata.
A esse respeito o mesmo autor afirma que:
Até alguns anos atrás, acreditava-se que o empreendedorismo era inato, que o empreendedor nascia com um diferencial e era predestinado ao sucesso nos negócios. Pessoas sem essas características eram desencorajadas a empreender. Como já se viu, isto é um mito. Hoje em dia, esse discurso mudou e, cada vez mais, acredita-se que o processo empreendedor pode ser ensinado e entendido por qualquer pessoa e que o sucesso é decorrente de uma gama de fatores internos e externos ao negócio, do perfil do empreendedor e de como ele administra as adversidades que encontra no dia-a-dia de seu empreendimento. Os empreendedores inatos continuam existindo, e continuam sendo referências de sucesso, mas muitos outros podem ser capacitados para a criação de empresas duradouras. Isso não garante que apenas pelo ensino do empreendedorismo serão gerados novos mitos como Bill Gates, Sílvio Santos, Olavo Setúbal e Antônio Ermírio de Moraes. No entanto, com certeza, o ensino de empreendedorismo ajudará na formação de melhores empresários, melhores empresas e na maior geração de riquezas do país. (DORNELAS, 2008, p. 23-24).
Dornelas salienta que empreende- dorismo é o envolvimento de pessoas e processos que, em conjunto, levam a transformação de ideias em oportunidades.
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Competências Profissionais no Mundo Moderno
Acesse o site do Youtube e pesquise sobre: “O que é
empreendedorismo?”. Uma das entrevistas é com o Professor
Emanuel Leite, Doutor em empreendedorismo, que aborda o assunto anteriormente citado.
Segundo Lyrio (2008), nos Estados Unidos o conceito de empreendedorismo é conhecido e estudado há algumas décadas. No Brasil, o estudo desse tema
começou a ser intensificado somente no final da década de 90. O autor aborda que:
A preocupação com a criação de empresas duradouras e a diminuição da taxa de mortalidade das empresas existentes são considerados fatores importantes para o desenvolvimento do empreendedorismo no Brasil. Isto se deve principalmente à necessidade das grandes empresas em aumentar a competitividade, reduzir custos e manter-se no mercado (consequências do processo de globalização e das tentativas de estabilização da economia brasileira). A principal consequência desta situação foi o aumento do desemprego, o que levou esses ex-funcionários a buscarem novas formas de sobrevivência, muitas vezes iniciando novos negócios, sem possuir experiência no ramo e utilizando-se das economias pessoais. O processo de criação de novos negócios foi também intensificado com a popularização da internet, se constituindo no que hoje em dia é chamado de nova economia. Além desses ainda existem os que herdam negócios familiares e dão continuidade a empresas criadas há décadas.
Este conjunto de fatores incentivou a discussão a respeito do empreendedorismo no Brasil, com ênfase em: Pesquisas acadêmicas sobre o assunto; Criação de programas específicos para o público
empreendedor. (LYRIO, 2008, p.7-8).
Com base em Dornelas (2008), podemos identificar dois tipos de empre-
endedorismo: o primeiro, pautado na oportunidade, e o segundo, na necessidade. No empreendedorismo de oportunidade temos a presença do visionário que cria o seu negócio com planejamento, buscando o crescimento e a geração de lucros e riquezas.
No empreendedorismo de necessidade, a falta de opção em virtude
de problemas como desemprego obriga a pessoa a desenvolver alternativas
de sobrevivência, envolvendo-se numa verdadeira aventura. Mesmo que o administrador tenha as características de um empreendedor, faltam as condições adequadas para um investimento mais seguro com planejamento
Podemos identificar dois tipos de empreende-dorismo: o primeiro, pautado na oportunidade, e o segundo, na necessidade.
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Capítulo 4
e riscos devidamente calculados. Dessa maneira, muitos empreendimentos
são iniciados informalmente, sendo o índice de fracasso bastante alto. Esse
tipo de empreendedorismo é comum nos países em desenvolvimento como o Brasil. Nos últimos anos, nosso país apresentou uma melhora no índice de empreendedorismo de oportunidade, mas ainda se espera muito mais para os próximos anos.
Atividade de Estudos:
1) Para você, que significa o termo empreendedorismo?
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Explique cada um deles.
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Para tanto, é importante conhecermos as características do empreendedor, assunto que veremos a seguir.
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