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3 GESTÃO DE EMERGÊNCIAS: PRINCÍPIOS, ASPECTOS

3.4 Aspectos Normativos e Legais

3.4.2 Aspectos Legais

NR 4 - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho-

Nessa NR, as empresas privadas e públicas, os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, manterão, obrigatoriamente, Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho.

NR-5essa NR cria a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA - que tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.

NR 6 – Equipamento de Proteção Individual- segundo a NR 6, Equipamento de Proteção

Individual - EPI é todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. Além disso, cabe ao empregador, fornecer aos usuários gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento nas seguintes circunstâncias:

a) Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidente do trabalho;

b) Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; c) Para atender situações de emergência.

Cabe ainda: exigir seu uso; orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação; e substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado. Quanto ao empregado deve-se: usar o EPI, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; responsabilizar-se pela guarda e conservação; comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e, cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado. A NR é composta de três anexos, onde no primeiro, encontramos a Lista de Equipamentos de Proteção Individual separados por categorias:

a) EPI para proteção da cabeça: que inclui: capacete e capuz.

b) EPI para proteção dos olhos e face: que inclui: óculos; proteção facial; e máscara de solda.

c) EPI para proteção auditiva: que inclui: protetor auditivo.

d) EPI para proteção respiratória: que inclui: respirador purificador de ar; respirador de adução de ar; e respirador de fuga.

e) EPI para proteção de tronco: que inclui: vestimentas de segurança que forneçam proteção contra riscos de origem térmica, mecânica, química, radioativa e meteorológica e umidade proveniente de operações com uso de água.

f) EPI para proteção dos membros superiores: que inclui: luva; creme protetor; manga; braçadeira; e dedeira.

g) EPI para proteção dos membros inferiores: que inclui: calçado; meia; perneira; e calça.

h) EPI para proteção de corpo inteiro: que inclui: macacão; conjunto; e vestimenta de corpo inteiro

i) EPI para proteção contra quedas com diferença de nível: que inclui: dispositivos trava-queda; e cinturão.

O anexo II trata do cadastramento das empresas fabricantes ou importadoras, enquanto o anexo III apresenta o formulário único para cadastramento. A utilização de EPI como forma de mitigação do risco deve ser a última fronteira, ou seja, quando se esgotam as opções preventivas de proteção coletiva.

NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde ocupacional- a NR 7 estabelece a

obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, que tem o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. Ela estabelece parâmetros mínimos e diretrizes gerais a serem observados na execução do PCMSO.

NR 9 – Programas de Prevenção de Riscos Ambientais - estabelece a obrigatoriedade da

elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, por meio da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais

existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho,considerando a proteção do meio ambiente e recursos naturais. Estabelece parâmetros mínimos e diretrizes gerais a serem observados na execução do PPRA.

NR 15- Atividades, operações e agentes insalubres- descreve as atividades, operações e

agentes insalubres, inclusive seus limites de tolerância, definido, assim as situações que quando vivenciadas nos ambientes de trabalho pelos trabalhadores, ensejam a caracterização do exercício insalubre e também os meios de proteger os trabalhadores de tais exposições nocivas á sua saúde.

NR 16- Atividades ou operações perigosas - são consideradas atividades, na forma da

regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. Atividades que englobem a degradação química ou autocatalítica; a ação de agentes exteriores, tais como, calor, umidade, faíscas, fogo, fenômenos sísmicos, choque e atritos.

NR 17 – Ergonomia- a NR 17 visa a estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das

condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho, e à própria organização do trabalho.

NR 20 – Líquidos Combustíveis e Inflamáveis a NR 20 estabelece as condições de

armazenamento de Líquidos combustíveis e inflamáveis, assim definindo: "líquido combustível" como aquele que possua ponto de fulgor igual ou superior a 70ºC (setenta graus centígrados) e inferior a 93,3ºC (noventa e três graus e três décimos de graus centígrados) e "líquido inflamável" como todo aquele que possua ponto de fulgor inferior a 70ºC (setenta graus centígrados) e pressão de vapor que não exceda 2,8 kg/cm2 absoluta a 37,7ºC (trinta e sete graus e sete décimos de graus centígrados).

NR 23 – Proteção Contra Incêndio- a NR 23 trata da Proteção Contra Incêndio, incluindo,

entre outros itens, saídas de emergência; classificação de fogo; aparelhos fixos e móveis de combate a incêndio.

NR 25 - Resíduos Industriais - Em seu primeiro item, trata dos resíduos gasosos e de sua

questões de tratamento, disposição e eliminação desses resíduos a partir dos limites da indústria, de forma a evitar riscos à saúde e à segurança dos trabalhadores.

NR 26 – Sinalização e Segurança - a NR 26 objetiva fixar as cores que devem ser usadas nos

locais de trabalho para prevenção de acidentes, identificando os equipamentos de segurança, delimitando áreas, identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases e advertindo contra riscos. Deverão ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho, a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes. A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes.

Exploradas as Normas Regulamentadoras, segue-se a apresentação de normas e legislações de âmbito estadual (sendo válidas, para este trabalho as referentes ao estado do Rio de Janeiro) e federal.

Código de Segurança contra Incêndio e Pânico – COSCIP- o Código de Segurança contra

Incêndio e Pânico (COSCIP) é uma ferramenta técnico-jurídica oriunda do Decreto número 897 de 21 de setembro de 1976, e que regulamenta o decreto-lei número 247 de 21/07/1974, fixando requisitos exigíveis às edificações e ao exercício de atividades nelas exercidas, estabelecendo normas de segurança contra incêndio e pânico, com o intuito de preservar a saúde e segurança de pessoas e bens. O referido código faculta ao Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro- CBMERJ o poder de fiscalizar o atendimento dos requisitos previstos no referido código, bem com a determinação de outras medidas que julgue convenientes na promoção da segurança contra incêndio e pânico.

Em seu artigo terceiro é estabelecida a competência do CBMERJ sob o texto “ No estado do Rio de Janeiro, compete ao Corpo de Bombeiros, por meio de seu órgão próprio,estudar,analisar,planejar,exigir e fiscalizar todo o Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico, na forma estabelecida neste Código”. (CBMERJ).

O Código estabelece a classificação das edificações quanto ao seu uso, para que assim sejam utilizados os critérios de uma classificação de risco, a qual remete a prescrição de dispositivos de prevenção e combate a incêndio fixos e móveis, além de alterações estruturais que forneçam maior nível de segurança em casos de pânico como portas anti-pânico, escadas enclausuradas e outros.

O CBMERJ possui em sua estrutura técnico - administrativa a Diretoria Geral de Serviços Técnicos – DGST, que é o órgão interno responsável pelo cumprimento integral do COSCIP, sendo também o disseminador de doutrinas relativas à área de engenharia de

segurança contra incêndio na corporação e com abrangência de fiscalização em todo o estado do Rio de Janeiro.

A DGST tem como suporte na área de fiscalização diversos setores subordinados, denominados Seção de Serviços Técnicos- SST, que funcionam como suas células em quartéis espalhados por todo o estado, proporcionando ao Corpo de Bombeiros uma maior capilaridade no âmbito de suas fiscalizações.

Para que a edificação encontre-se regularizada junto ao CBMERJ, deve cumprir os requisitos exigidos pelo COSCIP e informados através de um documento discriminado como Laudo de Exigências (L.E.). Após o cumprimento das exigências a edificação recebe um Certificado de Aprovação (C.A.) completando o processo de regularização.Ressalte-se que o COSCIP ao longo dos anos incorpora a seu texto sob a forma de anexos, as novas legislações em vigor. Cabe informar que o processo de regularização junto ao corpo de bombeiros deve ser prioritariamente iniciado antes da construção da edificação. Se estas instruções fossem seguidas, a gestão de emergências seria facilitada devido às medidas de segurança estruturais incorporadas na fase de projeto.

FEEMA - DZ 1310. R-6 – Diretrizes do Sistema de Manifesto de Resíduos - o Sistema de

Manifesto de Resíduos é um instrumento de controle que, mediante o uso de formulário próprio, permite conhecer e controlar a forma de destinação dada pelo gerador, transportador e receptor de resíduos. O Sistema é parte do Programa de Gestão de Resíduos que visa o controle mais eficiente dos resíduos industriais gerados no parque instalado no Estado do Rio de Janeiro, e envolve o processo de geração, manipulação, acondicionamento, transporte, tratamento e disposição final (FEEMA apud Longo 2006).

NT-202: 86 - Critérios e Padrões para Lançamento de Efluentes Líquidos - a NT-202. R- 10

estabelece os critérios e padrões para o lançamento de efluentes líquidos, como parte integrante do Sistema de Licenciamento de Atividades Poluidoras - SLAP. Aplica-se esta norma aos lançamentos diretos ou indiretos de efluentes líquidos, provenientes de atividades poluidoras, em águas interiores ou costeiras, superficiais ou subterrâneas do Estado do Rio de Janeiro, por intermédio de quaisquer meios de lançamento, inclusive da rede pública de esgotos. Esta Norma Técnica foi aprovada pela Deliberação CECA nº 1007, de 04 de dezembro de 1986, e publicada no DOERJ de 12 de dezembro de 1986.

Lei 2011/92- Obrigatoriedade de Implantação de Programa de Redução de Resíduos- a Lei

Resíduos. Em seu art. 3º, estabelece que a Comissão Estadual de Controle Ambiental - CECA, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Projetos Especiais - SENAMPE, determinará às atividades e instalações geradoras de resíduos, a implementação de programa de redução, de acordo com Plano de Ação específico.

Lei 6938/ 81 – Política Nacional do Meio Ambiente– esta lei dispõe sobre a Política

Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências.

Em seu artigo 1° estabelece que a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins, mecanismo de formulação e aplicação, constitui o Sistema Nacional do Meio Ambiente e institui o Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental.

Nessa Lei fica definido que a Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana; além de criar o Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA.

Lei 9433/97 – Lei de Recursos Hídricos – esta lei institui a Política Nacional de Recursos

Hídricos e cria o Sistema Nacional de Gestão de Recursos Hídricos. Define a água como recurso natural limitado, dotado de valor econômico, que pode ter usos múltiplos. A Lei também prevê a criação do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos para a coleta, tratamento, armazenamento e recuperação de informações sobre recursos hídricos e fatores intervenientes em sua gestão

Lei 9605/98 – Lei de Crimes Ambientais – a lei dispõe sobre as sanções penais e

administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Em seu art. 2º é dito: “Quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos crimes previstos nesta Lei, incide nas penas a estes cominadas, na medida da sua culpabilidade, bem como o diretor, o administrador, o membro de conselho e de órgão técnico, o auditor, o gerente, o preposto ou mandatário de pessoa jurídica, que, sabendo da conduta criminosa de outrem, deixar de impedir a sua prática, quando podia agir para evitá-la.”Além disso, as pessoas jurídicas serão responsabilizadas, administrativa, civil e penalmente nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal, contratual, ou de seu órgão colegiado. Contudo, não serão excluídas as pessoas físicas, autoras, co-autoras ou partícipes do mesmo fato.

Lei 12305, 02/08/2010 – Política Nacional de Resíduos Sólidos- estabelece princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, e define as responsabilidades dos geradores e do poder público. A norma é aplicável para os responsáveis, direta ou indiretamente, pela geração de resíduos sólidos e para quem desenvolva ações relacionadas à sua gestão integrada ou ao seu gerenciamento.

A lei traz importantes definições, incluindo a de resíduos sólidos, entendidos como "material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d'água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível".A norma também classifica os resíduos sólidos quanto à origem (domiciliares, de limpeza urbana, urbanos, de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços, dos serviços públicos de saneamento básico, industriais, de serviços de saúde, da construção civil, agrossilvopastoris, de serviços de transportes, e de mineração) e a periculosidade (perigosos e não perigosos).

Convenção 155/94 (Organização Internacional do Trabalho) - Segurança e Saúde dos

Trabalhadores e o Meio Ambiente de Trabalho - o Decreto 1.254 de 1994 promulga a

Convenção nº 155, da Organização Internacional do Trabalho, sobre Segurança e Saúde dos Trabalhadores e o Meio Ambiente de Trabalho, concluída em Genebra, em 22 de junho de 1981.

A segunda Parte da Convenção trata dos princípios de uma política nacional, tendo como objetivo prevenir os acidentes e os danos à saúde que forem conseqüência do trabalho, e tenham relação com a atividade de trabalho, ou se apresentarem durante o trabalho, reduzindo ao mínimo, na medida em que seja razoável e possível, as causas dos riscos inerentes ao meio ambiente de trabalho.

Convenção 170/90 (Organização Internacional do Trabalho) – Segurança na Utilização de

Produtos Químicos no Trabalho- o Decreto nº 2657 de 1998 promulga a Convenção nº 170,

da Organização Internacional do Trabalho, relativa à segurança na utilização de produtos químicos no trabalho, adotada pela 77ª Reunião da Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, em 1990. A Convenção é aplicada a todos os ramos da atividade econômica em que

são utilizados produtos químicos. Foi elaborada, entre outras fundamentações, na observação de que: a proteção dos trabalhadores contra os efeitos nocivos dos produtos químicos contribui também para a proteção do público em geral e do meio ambiente; o acesso dos trabalhadores à informação acerca dos produtos químicos utilizados no trabalho responde a uma necessidade e é um direito dos trabalhadores; e de que é essencial prevenir as doenças e os acidentes causados pelos produtos químicos no trabalho ou reduzir a sua incidência.

Convenção OIT 174- Prevenção de Acidentes Industriais Maiores- foi adotada pela

Organização Internacional do Trabalho em 1993 e tem por objetivo a prevenção de , acidentes industriais maiores, acidentes químicos ampliados, e a minimização de suas consequências. Aplica-se a instalações sujeitas a riscos de grandes acidentes, que são aquelas onde há a presença de substâncias perigosas em quantidade igual ou acima de uma quantidade limite e não se aplica:

a) a instalações nucleares e usinas que processem substâncias radioativas, à exceção dos setores dessas instalações nos quais se manipulam substâncias não radioativas;

b) a instalações militares;

c) a transporte fora da instalação distinto do transporte por tubulações.

O Brasil ratificou a OIT 174 em 02 de agosto de 2001. Possui um caráter tripartite em virtude de ser estabelecida de comum acordo entre trabalhadores e seus representantes, indústria e governo. Através da Portaria n.º: 11, de 08/01/1998 do Ministério do Trabalho e Emprego criou-se a Comissão Tripartite (Governo, Indústrias e Trabalhadores) para análise da Convenção 174/Recomendação 181 sobre Prevenção de Acidentes.

Decreto nº 7.602, de 7 de novembro de 2011 - este decreto que instituiu a nova Política

Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho, foi publicado no DOU de 08.11.2011, e traz na íntegra do seu texto, objetivos,princípios, diretrizes, responsabilidades e gestão.O decreto impõem aos Ministérios do Trabalho e Emprego, da Saúde e da Previdência Social a responsabilidade pela implementação e execução da PNSST, que tem por objetivos a promoção da saúde e a melhoria da qualidade de vida do trabalhador e a prevenção de acidentes e de danos à saúde relacionados ao trabalho ou que ocorram no curso dele, com a eliminação ou redução dos riscos nos ambientes de trabalho.

As ações no âmbito da Política devem constar do Plano Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho, e desenvolver-se seguindo as diretrizes de inclusão de todos trabalhadores brasileiros no sistema nacional de promoção e proteção da saúde, com a harmonização da

legislação e a articulação das ações de promoção, proteção, prevenção, assistência, reabilitação e reparação da saúde do trabalhador; adoção de medidas especiais para atividades laborais de alto risco; promoção da implantação de sistemas e programas de gestão da segurança e saúde nos locais de trabalho; reestruturação da formação em saúde do trabalhador e em segurança no trabalho e o estímulo à capacitação e à educação continuada de trabalhadores e a promoção de agenda integrada de estudos e pesquisas em segurança e saúde no trabalho. Para alcançar o seu objetivo, a PNSST deverá ser implementada através da articulação continuada das ações de governo no campo das relações de trabalho, produção, consumo, ambiente e saúde, com a participação voluntária das organizações representativas de empregadores e trabalhadores.