1.3.1 LEI Nº 4.797, DE 29 DE OUTUBRO DE 1965
Publicada no Diário Oficial da União de 22/10/1965, e regulamentada pelo Decreto nº 58.016/66. Torna obrigatório, pelas empresas concessionárias de serviços públicos, o emprego de madeiras preservadas, e dá outras providências.
Art. 1º - Passa a ser de uso obrigatório em todo o território nacional, em serviços de utilidade pública explorados por empresas estatais, paraestatais e privadas, destinados aos transportes ferroviários e rodoviários, serviços telegráficos, telefônicos e de fornecimento de eletricidade, o emprego de madeiras preservadas, especialmente preparadas e trabalhadas para este fim.
Parágrafo único. A obrigatoriedade a que se refere o presente artigo será observada exclusivamente com relação às essências florestais passíveis de tratamento.
Art. 2º - Considera-se madeira preservada a que for tratada com substâncias químicas, que assegurem satisfatória conservação das peças, especialmente quando em contato com o solo ou sob condições que contribuam para a diminuição de sua durabilidade.
Parágrafo único. Deverão ser usadas para este fim substâncias preferencialmente nacionais.
Art. 3º - Aplica-se à importação de matérias-primas ou preparados de emprego específico na preservação de madeiras os dispositivos do artigo 4º e seus parágrafos, da Lei nº 3.244, de 14 de agosto de 1957.
§ 1º - O departamento de Recursos Naturais Renováveis, do Ministério da Agricultura, indicará os produtos ou preparados, de uso essencial na preservação das madeiras, que devam gozar dos benefícios do artigo 4º da citada Lei nº 3.244.
§ 2º - A importação dos produtos de que trata este artigo far-se-á na forma das instruções baixadas pelo Conselho de Política Aduaneira.
Art. 4º - O Departamento de Recursos Naturais Renováveis será devidamente aparelhado, a fim de poder orientar e fiscalizar, diretamente ou mediante acordo com órgãos estaduais, os trabalhos que se relacionem com a extração e tratamento de madeiras.
Art. 5º - O Departamento de Recursos Naturais Renováveis fiscalizará o cumprimento desta Lei e aplicará as respectivas sanções, graduando-as conforme a gravidade de que se revestirem.
Parágrafo único. As entidades a que se refere o artigo 1º ficarão sujeitas, pela violação desta Lei, à multa de 5 (cinco) a 20% (vinte) do valor da madeira que deixar de ser preservada, respondendo por ela a pessoa jurídica, em caso de empresa privada, ou o diretor do serviço, em caso de empresa estatal ou paraestatal.
Art. 6º - O Poder Executivo expedirá dentro de 90 (noventa) dias, a contar da data da publicação desta Lei, o regulamento necessário à sua execução.
Art. 7º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 8º - Revogam-se as disposições em contrário21.
1.3.2 NORMAS BRASILEIRAS RELACIONADAS AO TEMA
Devido à óbvia necessidade de respeito aos direitos autorais, não é possível a inclusão das normas no corpo do trabalho, no entanto abaixo são relacionadas algumas Normas Brasileiras (NBR) relacionadas ao tratamento de madeiras, com uma pequena descrição de seus respectivos temas:
- NBR 5425: Guia para a inspeção por amostragem no controle e certificação de qualidade, procedimento técnico;
- NBR 5426: Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos, procedimento técnico;
- NBR 5427: Guia para utilização da NBR 5426 – Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos, procedimento técnico;
- NBR 5428: Procedimentos estatísticos para determinação de validade de inspeção por atributos feita pelos fornecedores, procedimento técnico;
- NBR 6232: Poste de madeira – Penetração e retenção de preservativos, método de ensaio;
- NBR 6966: Dormente, terminologia;
- NBR 7511: Dormente de Madeira, especificação; - NBR 7641: Via permanente ferroviária, terminologia;
- NBR 9075: Ficha técnica para o transporte ferroviário de mercadoria perigosa – Característica e dimensões, padronização;
- NBR 11430: Via férrea – Inclinação, padronização;
- NBR 12306: Material e equipamento – Homologação, procedimento;
- NBR 12803: Condições exigíveis para dormente de madeira preservada, sob pressão e em processo de célula cheia, em usina de preservação de dormente, para via férrea. - NBR 19000: Normas de gestão da garantia da qualidade – Diretrizes para seleção e
uso, procedimento técnico.
Alguns dos parâmetros estabelecidos nas NBR acima citadas são uma confirmação da necessidade de se desenvolver o sistema de automação proposto nesta dissertação. Resumidamente são citados abaixo estes parâmetros e alguns de seus detalhamentos:
- Garantia:
“O dormente de madeira preservada é garantido, no mínimo, até 31 de dezembro do ano N + 15, sendo N o ano de preservação contra qualquer falha das unidades do lote fornecido, independentemente dos resultados da inspeção do comprador no recebimento, observando-se”:
a) admite-se, no decorrer dos primeiros cinco anos de garantia, uma falha total de 1%;
b) do 6º ao 10º ano, admite-se 1% de falhas para cada período de 1(um) ano, acumulando-se no máximo, 6% de falhas permitidas no fim do 10º ano;
c) do 11º ao 15º ano, admite-se 2% de falhas para cada período de 1 ano, acumulando-se no máximo 16% de falhas permitidas no fim do período de garantia”.
“Considera-se falha, para efeito dessa garantia, o ataque de fungos (apodrecimento) ou térmitasno alburno exigindo-se a troca”.
“O fornecedor se compromete a indenizar o comprador por toda substituição por falhas além dos limites fixados acima, por material idêntico e novo”.
“A indenização não depende do motivo da falha (preservação inadequada ou defeito do material) ou do local de estocagem e aplicação”.
“A indenização compreende a reposição do material substituído e, também, os custos dos transportes, conforme acertado entre comprador e fornecedor, no pedido”.
- CCA:
“O CCA a ser aplicado tem a seguinte composição”:
a) Cromo, hexavalente, calculado como CrO3 47,5%;
b) Cobre, calculado como CuO 18,5%; c) Arsênio, calculado como As2O5 34,0%;”.
“O CCA (ou a solução preservativa) é formulado com produtos de pureza acima de 95%, base anidra, que possam fornecer Cr, Cu e As, de acordo com a composição já mencionada”.
“As porcentagens mencionadas podem sofrer variações de 1/20 de seu valor, para mais ou para menos”.
- Teor de umidade:
“O teor de umidade médio de um lote a ser submetido ao tratamento é de, no máximo 30%, para a impregnação com CCA”.
- Penetração:
“A penetração do preservativo deve atingir integralmente todo o alburno, em qualquer ponto da peça”.
- Retenção:
“O valor mínimo de retenção de ingredientes ativos de qualquer peça, para madeira preservável, é de 9,6 kg/m3, em kg de ingrediente ativo na base óxido”.22