3 REVISÃO DA LITERATURA
4.3 ASPECTOS OBSERVADOS A PARTIR DO PROCEDIMENTO
Nos dias 16 e 19 de agosto de 2019 foram realizados os procedimentos experimentais no 1º BI Mec e no 2º BI Mtz, ambas OM localizadas na Vila Militar, na cidade do Rio de Janeiro-RJ. O procedimento foi realizado exatamente como previsto no capítulo 2, sem necessidade de qualquer mudança ou adaptações do planejamento.
Conforme planejado, o procedimento operacional foi aplicado sobre militares recém egressos das escolas de formação de oficiais e sargentos de carreira (ESA e AMAN). Tais militares compuseram o grupo de pesquisa C.
A entrevista aplicada aos participantes encontra-se no apêndice G.
As seis perguntas iniciais buscam traçar um perfil básico dos participantes, a fim de que os pré-requisitos estabelecidos pelos critérios de exclusão fossem verificados. Todos os participantes reuniram as características necessárias estabelecidas pela pesquisa. O sargento do 2º BI Mtz já possuía um ano de tropa. Como sua turma de formação era recente o fato não foi considerado como excludente do universo a ser entrevistado.
O grupo C foi dividido em C1 (militares do 1º BI Mec que não tiveram acesso ao material distribuído pelo coordenador do experimento) e C2 (militares do 2º Bi Mtz que não tiveram acesso ao material distribuído pelo coordenador do experimento). A fim de facilitar a compreensão dos dados colhidos e permitir uma comparação mais clara, as respostas mais relevantes para o trabalho serão apresentadas em forma de quadro. A identificação de cada entrevistado se dará da seguinte maneira: oficial do grupo C1 (O-C1), sargento do grupo C1 (S-C1), oficial do grupo C2 (O-C2) e sargento do grupo C2 (S-C2).
As respostas apresentadas são extratos das respostas originais. Adaptações ao texto foram feitas visando respeitar a norma culta da língua e tornar o dado mais objetivo.
Pergunta 7: você já havia ministrado alguma instrução prevista no PPA-GLO anteriormente? qual?
O-C1 Sim, instruções de operação tipo polícia, mas sobre esse assunto foi a primeira vez
O-C2 Sim. Interdição de área, somente essa. S-C1 Não, somente fui auxiliar de instrução.
S-C2 Sim. Essas previstas no PPA, condução de preso, abordagem, PBCVU etc.
Quadro 14 - Resposta do grupo C à pergunta 7 da entrevista estruturada. Fonte: o autor.
Tendo em vista o adiantar do ano de instrução, observa-se que os entrevistados já adquiriram alguma experiência como instrutor de corpo de tropa, o que dá certo conhecimento aos participantes sobre a montagem de uma instrução.
Pergunta 8: descreva o que você fez após receber a missão de montar essa instrução?
O-C1 Inicialmente procurei o PPA-GLO, que eu não sabia o que era. Pedi ajuda a militares do 28º BIL, pois estão em uma OM onde há um CI de GLO. Procurei fontes no “drive” da minha turma de AMAN, onde procurei os manuais sobre o assunto. Usei instruções prontas do Curso de Infantaria da AMAN que estavam no drive.
O-C2 Procurei saber os conceitos que o PPA-GLO abordava, em seguida procurei em manuais, como os manuais estão muito antigos procurei mais informações nas cadernetas do CIGLO e do CIGS. Também acessei o C Dout Ex e a documentação recebida.
S-C1 Após receber a missão tentei extrair o que seria interessante para o meu GC. Comecei a procurar por fontes de consulta nos “drives” da minha turma e usei um manual que recebi na ESA (coletânea de manuais).
S-C2 Procurei a instrução pronta no “drive” da turma e adaptei. Vi o manual para verificar se estava tudo certo e consultei o PPA-GLO. Me baseei nos verbos da missão para montar a instrução e na documentação recebida.
Quadro 15 - Resposta do grupo C à pergunta 8 da entrevista estruturada. Fonte: o autor.
Em ponto comum nas respostas da pergunta 8 observa-se que o uso de arquivos em nuvens (os “drives”) tornou-se um meio muito utilizado pelos participantes para a busca de material para as instruções. Nas nuvens são arquivados manuais e as instruções ministradas nas escolas de formação, assim como arquivos que vão sendo acrescentados ao longo do tempo.
O EB disponibiliza em trabalhos escolares, manuais e documentos em geral através de suas plataformas on-line (página do C Dout Ex, COTer ente outros), mas apenas um dos entrevistados conhecia esse meio do EB.
A busca em meio documentais e de instruções prontas foram os principais procedimentos adotados citados entrevistados. Os entrevistados citaram que buscaram a experiência de militares mais antigos ao serem perguntados especificamente sobre esse procedimento, o que poderia traduzir em apelo inicial a manuais para embasar a instrução.
Pergunta 9: em qual momento você teve mais dificuldades?
O-C1 Na hora de montar os slides. Como transmitir o assunto para a tropa. O manual não detalha como fazer.
O-C2 Não dominava o assunto, senti dificuldade em montar o slide.
S-C1 Em ministrar a instrução de maneira compreensível. Não tenho experiência em missão e sinto dificuldades em mostrar o que eu não vivi.
S-C2 Achar o PPA-GLO. Nunca acessei os sites do COTEr. Quadro 16 - Resposta do grupo C à pergunta 9 da entrevista estruturada. Fonte: o autor.
Percebe-se que dificuldades em como transmitir o conhecimento foi um ponto de convergência das respostas. Apenas o participante S-C2, que tinha um ano a mais de tropa que os demais, não teve essa percepção.
Nenhum dos entrevistados tinha conhecimento sobre o que era o PPA-GLO. Os militares tiveram que recorrer a companheiros mais antigos para tomarem ciência do que se tratava esse documento.
Pergunta 10: onde você buscou fontes de consulta?
O-C1 No drive da minha turma e em manuais.
O-C2 No drive da turma, C Dout Ex (manuais), caderneta do CIGLO e do CIGS e no documento que eu recebi.
S-C1 No drive da minha turma e como militares que ministraram alguma instrução parecida.
S-C2 No C 21-74, IP 85-1 e a caderneta do 28..
Quadro 17 - Resposta do grupo C à pergunta 10 da entrevista estruturada. Fonte: o autor.
As respostas para a pergunta 10 mostram que os meios eletrônicos (nuvens de arquivos) foram o principal meio de acesso à informação. O conteúdo desses arquivos é principalmente de caráter documental e de instruções prontas.
Ressalta-se a busca por informações em centros de referência, no caso o CIGS e o CIGLO. Tais locais produzem fontes de consulta de caráter reconhecidamente prático, as cadernetas de instrução e, no caso do CIGLO, um caderno de instrução relativo a procedimentos táticos e TTP diversas.
Pergunta 11: qual foi a principal fonte de consulta que você usou? por quê?
O-C1 Os slides do curso de infantaria da AMAN, manual de interrogatórios da internet.
O-C2 Foi muito variada, nenhuma específica. S-C1 Drive e coletânea de manuais da ESA.
S-C2 O C 21-74 pois ele explica bem os procedimentos a serem usados. Tive que adaptar porque esse manual é voltado para defesa externa. Usei também a caderneta do 28, as duas fontes se complementaram além do material distribuído.
Quadro 18 - Resposta do grupo C à pergunta 11 da entrevista estruturada. Fonte: o autor.
Os dados da pergunta 11 são similares aos das perguntas anteriores. Ambos oficiais ressaltaram que o manual do EB que descreve os procedimentos para interrogatório era de 1974. Essa seria a única fonte de consulta, em forma de manual, que os oficiais entrevistados encontraram sobre o assunto.
Após verificar o conteúdo do manual citado pelo S-C2, o C 21-74, observa-se que o referido documento tem um texto que se aproxima muita das cadernetas operacionais dos centros de instrução.
O material distribuído aos entrevistados foi usado de maneira complementar aos manuais e cadernetas. Foi ressaltado sua característica prática perante os manuais de campanha.
Pergunta 12: num grau de dificuldade de 1 a 10, onde 10 é o nível mais difícil, que nota você daria para o processo de montagem dessa instrução? por quê?
O-C1 Grau 9. Nunca havia dado uma instrução desse tipo. O-C2 Grau 5. Acho que consegui achar o que precisava. S-C1 Grau 8. Essa instrução foi difícil.
S-C2 Grau 5. Achei o processo mediano.
Quadro 19 - Resposta do grupo C à pergunta 12 da entrevista estruturada. Fonte: o autor.
Perceba-se que os militares que receberam o material com melhores práticas de tropas de operações especiais sentiram menos dificuldades em montar a instrução.
Os militares do grupo C1 relataram que suas principais dificuldades estiveram relacionadas em transformar um conteúdo pouco objetivo no que diz respeito a TTP dos manuais de campanha em ações práticas para os seus subordinados.
Pergunta 13: você pediu ajuda a alguém? quem? por que essa pessoa?
O-C1 Militares do 28º BIL, por serem especialistas.
O-C2 Para meu Cmt SU, o S3 da OM e companheiros de turma.
S-C1 A sargentos de outras SU que participaram em missões reais aqui no Btl. S-C2 Não.
Quadro 20 - Resposta do grupo C à pergunta 13 da entrevista estruturada. Fonte: o autor.
Além de militares mais antigos que servem na OM, citou-se no questionário o 28º Batalhão de Infantaria Leve (BIL). Essa referência se relaciona ao fato do 28º BIL ser uma OM vocacionada para a atividade de Op GLO e por sua proximidade com o CIGLO.
Em nenhum momento foi feita menção de busca aos centros de adestramento e tropas de operações especiais.
Pergunta 14: quando você recebe a missão de montar uma instrução cujo assunto você não domina, qual o primeiro lugar/pessoa onde você busca material?
O-C1 No “drive” da minha turma, onde estão todas as instruções da minha formação.
O-C2 C Dout Ex em seguida militares que servem comigo. S-C1 O militar que já ministro essa instrução.
S-C2 Procuro algum militar que conhece o assunto e que já ministrou a instrução e depois procuro os manuais sobre o assunto.
Quadro 21 - Resposta do grupo C à pergunta 14 da entrevista estruturada. Fonte: o autor.
A resposta da pergunta 14 se assemelha a da pergunta 10. Sem dominar o assunto de instrução, os entrevistados seguiram a mesma sequência de atividades descrita anteriormente.
Pergunta 15: você se sentiu confiante para ministrar essa instrução? por quê?
O-C1 Não. Pela falta de detalhes das fontes de consulta. O-C2 Não, acho que as fontes de consulta me ajudaram.
S-C1 Não. Pois não sou experiente no assunto e acho que não me fiz compreender bem. Acredito que quem chega na tropa deveria ter um manual sobre os assuntos que demos que dar instrução.
S-C2 Sim. Pois eu já tinha realizado essas atividades ano passado. Quadro 22 - Resposta do grupo C à pergunta 15 da entrevista estruturada.
O único militar que realmente esteve confiante no momento da apresentação foi o S-C2, tendo em vista suas experiências anteriores. Os demais entrevistados relataram que a falta de confiança se deu ao fato de não conseguirem tornar a instrução eminentemente prática para os seus subordinados.
Pergunta 16: você acha que teria atingido os objetivos propostos?
O-C1 Não teria atingido 100%. Pois as fontes de consulta não dizem exatamente o que fazer.
O-C2 Sim. S-C1 Não. S-C2 Sim.
Quadro 23 - Resposta do grupo C à pergunta 16 da entrevista estruturada. Fonte: o autor.
A resposta da pergunta 16 acaba sendo o reflexo dos fatos observados na pergunta 15. Durante o experimento foi observada a oratória insegura dos militares, à exceção do militar S-C2.
Pergunta 17: o que você acha que poderia melhorar em relação fontes de consulta para a montagem da instrução militar?
O-C1 Acredito que faltam explicações práticas sobre como executar as técnicas descritas nos manuais.
O-C2 Acredito que os manuais precisam de uma atualização. A prática não está descrita no manual. Os documentos que recebi tinham caráter prático, mas usei pouco.
S-C1 Os militares que chegam da escola deveriam ter um acompanhamento de militares mais antigos o que se refere aos assuntos de instrução.
S-C2 Acho que as fontes deveriam ser renovadas. Os métodos dos manuais são antigos. Deveríamos ter novas fontes de consulta.
Quadro 24: Resposta do grupo C à pergunta 17 da entrevista estruturada. Fonte: o autor.
Como pode-se notar, as principais observações se referem a falta de praticidade dos manuais em transmitir as técnicas necessárias para a instrução.
A demanda por atualizações pode ser compreendida pelo fato da recente imersão do EB nas missões de GLO e as constantes adaptações necessárias das TTP exigidas para o cumprimento das atividades desenvolvidas.
Poucas publicações foram renovadas no período estudado durante na pesquisa. Há que se ter em mente que o instrutor do corpo de tropa acaba por comparar a experiência de militares que estiveram imersos num ritmo grande de missões com as publicações de manuais de campanha que, tendo em vista se processo de formulação, obedecem a um processo específico. Sob essa ótica os entrevistados têm a impressão que os manuais não acompanharam o ritmo de aprendizado da tropa.
Pergunta 18: você conhece o SADLA?
O-C1 Não. O-C2 Não. S-C1 Não. S-C2 Não.
Quadro 25 - Resposta do grupo C à pergunta 18 da entrevista estruturada. Fonte: o autor.
Resultado similar ao obtido no questionário A.
Pergunta 19: você tem o hábito de registrar as melhores práticas de sua fração após uma instrução/operação bem-sucedida? como você faz isso?
O-C1 Não. O que eu faço são guardar as instruções que eu montei. O-C2 Não.
S-C1 Não. S-C2 Não.
Quadro 26 - resposta do grupo C à pergunta 19 da entrevista estruturada. Fonte: o autor.
Observa-se a falta de hábito de registrar experiências. Tal comportamento pode ser relacionado ao resultado obtido na pergunta anterior, onde vê-se que o SADLA ainda é um sistema pouco conhecido e utilizado.
Pergunta 20: você já participou de algum adestramento/avaliação conduzido por VI/CA ou Forças Especiais? o que achou? houve aumento de operacionalidade?
O-C1 Não. Somente instruções durante a formação. Achei que contribuíram. O-C2 Não. Somente instruções durante a formação. Acho que as instruções com
FEsp são boas pois mostram conhecimentos práticos que já vivenciaram. Acho que o batalhão deveria ter instrução com eles.
S-C1 Não. Somente instruções durante a formação. Achei que contribuíram. S-C2 Não. Somente instruções durante a formação. Gostei muito o uso do
dispositivo laser do CA Leste. Somou muito para a nossa instrução e lembro de muitas coisas que aconteceram na instrução que eu lembro até hoje. Quadro 27 - Resposta do grupo C à pergunta 20 da entrevista estruturada.
Fonte: o autor.
Haja vista o pouco tempo de corpo de tropa dos entrevistados entende-se que não tenham a oportunidade de terem contato com os órgãos citados. Ainda sim todos fizeram menção às instruções das seções de instrução especial transcorrida nos bancos escolares e nas intervenções do CA Leste, de onde guardaram boas experiências, principalmente por meio da utilização dos meios do CA Leste.
Pergunta 21: gostaria de acrescentar alguma impressão pessoal no que se refere a fontes de consulta para a instrução militar?
O-C1 As fontes de consulta são boas, porém não são detalhadas, falta um “algo a mais” que traduzam a execução numa situação real. Falta o “como fazer”, como conduzir um preso, como ocupar uma ponte forte.
O-C2 Acho que se juntássemos os cadernos de instrução do CIGLO com o do CIGS e outros ficaria mais fácil para estudar para a instrução.
S-C1 Não.
S-C2 Acho que deveria haver uma atualização.
Quadro 28 - Resposta do grupo C à pergunta 21 da entrevista estruturada. Fonte: o autor.
Os dados colhidos se assemelham aos obtidos nas perguntas 12 e 17 no que se refere a dificuldade de em obter conhecimento prático nos manuais. Observa-se a percepção do O-C2 que vê a necessidade de se unificar duas fontes de consulta disponíveis no EB, a fim de facilitar a busca por conhecimentos.
Pergunta 22: algo a acrescentar?
O-C1 Achei a atividade produtiva porque me acrescentou conhecimento profissional.
O-C2 Não.
S-C1 Achei bom transmitir essas dificuldades para colaborar com alguma mudança.
S-C2 Não.
Quadro 29: Resposta do grupo C à pergunta 22 da entrevista estruturada. Fonte: o autor.
4.3.1 Conclusões parciais sobre os aspectos observados a partir do procedimento experimental e entrevistas estruturadas.
Dentre os aspectos observados no procedimento experimental pode-se chegar a algumas conclusões parciais sobre os dados observados.
Após o recebimento da tarefa de conduzir uma instrução militar, os participantes do grupo agiram de forma semelhante inicialmente, a procura de fontes de consulta em nuvens de documentos de suas respectivas turmas de formação. A concepção da centralização de meios (no caso manuais, instruções etc.) se mostrou eficiente.
Foi observado em todo o universo do grupo C o desconhecimento sobre o que seria o PPA-GLO, o que impacta diretamente sobre a variável 2 do quadro de definição operacional de variáveis (quadro 2). O PPA-GLO guia instruções que ocorrem durante todo o ano de instrução e a falta de contato com esse material poderia causar prejuízo a instrução militar.
Destacaram-se comentários referentes a falta de praticidade dos manuais de campanha, assim como da falta de detalhes sobre como desenvolver algumas atividades. Paralelamente a isso os participantes consideraram que as TTP empregadas pelas tropas já estariam diferentes dos que as descritas nos manuais.
Sobre o material distribuído aos integrantes do grupo C1, contendo algumas das melhores práticas de tropas de operações especiais, observou-se o impacto positivo sobre as instruções, como pode-se observar na pergunta 12 da entrevista estruturada. Porém, verificou-se que o material foi utilizado como complemento e não como fonte principal, haja vista que existem outras fontes de consulta que também satisfazem as demandas dos instrutores.
Foi observado o apelo dos participantes a fontes consagradas no EB, como a caderneta do CIGLO e do CIGS. Tais cadernetas foram consideradas mais práticas aos olhos dos integrantes do grupo C. Observação semelhante foi feita em relação a instruções, tanto conduzidas por centros de instrução/adestramento como por tropas de operações especiais, todas tiveram bom efeito sobre os militares do grupo C.
De maneira geral as conclusões sobre os indicadores do quadro operacional de variáveis, referente a variável 1, foram similares aos dos questionários A e B. Sobre o indicador da variável 2, variável dependente, verificou-se que foi formalmente ignorada inicialmente porém o documento foi elucidado aos participantes a tempo para o experimento por militares mais antigos das respectivas OM. A não utilização do PPA-GLO acarretaria instruções despadronizadas para as tropas em questão, acarretando dificuldades nas Op GLO.
Os dados coletados pelo procedimento experimental indicam que as melhores práticas das tropas de operações especiais, por si só, não são o suficiente para satisfazer as demandas dos instrutores do corpo de tropa. Mesmo nessa condição sua contribuição foi observada positivamente pelos participantes, o que corrobora a hipótese H1.
Outra observação é sobre a conduta comum observada de que os instrutores recorrem a nuvens de arquivos visando obter informações para sua instrução. Tal postura alinha-se com uma das opções apresentadas aos grupos A e B para a transmissão de melhores práticas das tropas de operações especiais, a confecção de uma fonte de consulta única contendo os assuntos previstos no PPA-GLO.