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víncia, que no tempo de Augusto era governada por um procònsul. Continha muitas cidades im­ portantes, entre as quais estavam as sete igre­ jas do Apocalipse. Os “príncipes da Asia” (At 19.31), ou asiarcas, eram oficiais da província, encarregados de dirigir os jogos públicos e as festividades religiosas. Não se sabe se este cargo era anual ou conservado por quatro anos. ASIMA. Era um deus adorado pelo povo de Ha-

mate. O respectivo culto foi introduzido na Sa­ maria pelos colonos de Hamate, a quem o rei da Assíria estabeleceu naquela terra (2 Rs 17.30). ÁSPIDE. Esta palavra encontra-se em diversas

passagens, como Jó 20.14,16, “veneno de áspi- des sorveu”; Is 11.8, “A criança de peito brin­ cará sobre a toca da áspide”. No SI 58.4, “como a víbora surda que tapa os ouvidos”, víbora é a tradução da paiavra hebraica que noutros luga­ res se acha vertida para áspide.

O réptil de que se trata é o que se conhece pelo nome de cobra vendada do Egito. Acha-se, ge­ ralmente, nos terrenos mais ermos da Pales­ tina, ainda que seja vulgar ao sul de Berseba. Vive em buracos de rochas e de muros velhos. Esta cobra é muito sensível à arte do encanta­ dor, mas há algumas que afrontam todas as ten­ tativas para acalmá-las, e chamam-se “surdas” (SI 58.4), embora ouçam bem. É verdade que as serpentes não têm grande sensação de som; somente notas agudas e penetrantes como as da flauta é que podem produzir sobre elas alguma impressão.

ASSIR. Prisioneiro. Freqüente nome na famí­ lia de Coré. 1. Filho de Coré (Êx 6.24; 1 Cr 6.22). 2. Filho de Ebiasafe, filho de Coré (1 Cr 6.37). 3. Filho de Ebiasafe, filho de Elcana, sendo, deste modo, Assir sobrinho de Samuel (1 Cr 6.23).

ASSÍRIA, ASSUR. Assur era um dos netos de Noé (Gn 10.11,22), a quem a idolatria dos últi­ mos tempos tinha elevado à posição dum deus. Os assírios chamam muitas vezes ao seu país “a terra do deus Assur”; nos tempos primitivos a capital do império era Assur (Kileh-Shergat), e é provável que o nome de Assíria derivasse desta cidade.

País e Povo. Na geografia antiga, Assíria era

um país situado ao oriente do rio Tigre, limitada ao norte pela Armênia, a leste pela Média, e ao sul pela Susiana e Caldéia. A região é atraves­ sada por vários rios, sendo o principal o Tigre (v. Hidéquel). Os territórios ao norte e ao sul eram montanhosos, ainda que nada impróprios para pastagens, produzindo também frutas, trigo e algodão. Foi para estas montanhas que Salmaneser mandou como colonos os habitan­ tes de Efraim e Galiléia, quando ele se apode­ rou das dez tribos (2 Rs 17). Agora são, em parte, povoadas pelos nestorianos, cujos ante­ passados abraçaram o Cristianismo. O povo

acha-se mergulhado numa rude e supersticiosa ignorância.

Assur foi, primitivamente, o nome, não dum país, mas duma cidade fundada em tempos re­ motos nas margens do Tigre; mais tarde o país circunjacente recebeu essa denominação. Foi edificada por um povo de raça semelhante à dos modernos turcos, sendo mais tarde conquistada pelos assírios semíticos, gente ligada pelo san­ gue e linguagem aos hebreus e árabes. O nome que, primitivamente, significava “limite de água”, foi ligeiramente mudado pelos assírios, tomando a forma duma palavra que, na Assíria, quer dizer “gracioso”. E assim tornou-se Assur uma personificação divina do poder e constitui­ ção da Assíria. Assur (Kileh-Sherghat) não foi sempre a capital, sendo mudada a sede do go­ verno para Nínive, Calá e Dur-Sargin, que na atualidade são respectivamente conhecidas pelos nomes de Konyunjik, Nimrud, e Khorsa- bad. Em vez de Dur-Sargin, o livro do Gênesis menciona Resém “entre Nínive e Calá” (Gn

10.12).

Destas cidades é Nínive, pelo menos, tão antiga como Assur. Assíria só começou a levantar-se quando a monarquia babilônica já se ia tor­ nando velha. Antes disso, o país tinha o nome de Gútio (Curdistão), o qual tem sido identi­ ficado com o de Goim, ou “nações”, a que se refere Gn 14.1, e das quais foi Tidal o rei. Pa­ rece ter havido tempo em que os príncipes de Assur eram meros governadores, nomeados pelos imperadores de Babilônia, visto como os mais antigos de que temos conhecimento se chamavam a si mesmos vice-reis e não reis. Os primeiros possuidores desta terra, geralmente denominados acadianos, foram os que inventa­ ram o sistema cuneiforme de escrever, e funda­ ram as principais cidades da Babilônia, sendo, também, os construtores dos mais antigos mo­ numentos babilônicos que se conhecem. (V.

Babilônia.) Embora os invasores semitas te­

nham subjugado o povo da Acádia, este, con­ tudo, sobreviveu por muito tempo na sua lín­ gua, que, ocupando o mesmo lugar que a latina na Europa, era geralmente conhecida dos ba­ bilônios educados. Os babilônios eram agricul­ tores, mas os assírios eram um povo militar e comercial, simples nos seus costumes, mas cruéis e ferozes, empalando e queimando vivos os habitantes das cidades conquistadas. Consti­ tuíam um poder realmente militar, mas des­ truída a sua grande fortaleza de Nínive, a pró­ pria nação se extinguiu (V. Nínive).

Resumo histórico. Pouco sabemos dos primei­

ros chefes da Assíria, exceto os seus nomes, sendo Bel-Capcapi o seu primeiro rei, e já não vice-rei (séc. 16 a.C.). Por alguns séculos ocupa-se a História das lutas que o povo assírio teve de sustentar com a Babilônia. Rimom- -Hirari I (1320 a. C.) deixou inscrições nas quais

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vêm mencionadas as suas guerras. Seu filho fundou a cidade de Calá, e seis gerações dos seus descendentes se sentaram no trono da As­ síria.

Veio depois Tiglate-Pileser II, fundador do pri­ meiro império assírio, estendendo os seus limites desde a Silícia, para o ocidente, até o Cur- distão ao oriente. Quando este conquistador alcançou o mar Mediterrâneo, depois de ter subjugado os heteus, simbolizou essa conquista do mar por meio dum navio em que ele nave­ gava, matando um delfim. Embelezou Nínive, e no ano de 1130 sitiou a cidade de Babilônia, tomando-a. (V. Tiglate-Pileser.)

Mas as conquistas de Tiglate-Pileser foram-se perdendo nos reinados seguintes, durante os quais se levantou e se alargou o reino de Davi e Salomão. Todavia, nos anos 911 a 858 a.C., o império da Assíria mais uma vez reviveu, tornando-se notáveis as jornadas dos monarcas conquistadores pelas horríveis barbaridades praticadas, tais como empalações e pirâmides de cabeças humanas. Os exércitos de Assur- -Natsirpal invadiram a Armênia, Mesopotâmia, Hindustão, Babilônia, Fenícia, ao passo que os de Salmaneser II, o que submeteu Oséias, es­ tenderam mais os limites da nação, marcando o auge do poderio assírio. Num dos monumentos deste rei estão traçadas as figuras dos portado­ res de tributos de “Jeú, filho de Onri”. Para se defenderem contra Salmaneser II, os reis dos povos vizinhos formaram uma confede­ ração. Entre estes acha-se mencionado “Acabe de Israel”, que forneceu para a guerra 2.000 carros e 10.000 homens de infantaria. (V.

Acabe, Ben-Hadade II.)

Doze anos mais tarde, quando Hazael, rei da Síria, ocupava o trono de Damasco, marchou contra ele Salmaneser, sitiando esta cidade. Foi nesta conjuntura que Jeú se apresentou com ofertas de tributos e de submissão. (V.

Jeú.) A revolta de vinte e sete cidades, in­

cluindo Nínive e Assur, obrigou Salmaneser II a conservar-se na sua nação, bem como seu filho e sucessor. Mas Rimom-Nirari III (810 a 781 a. C.) compeliu os fenícios, os israelitas, os edomi­ tas e os filisteus a pagarem-lhe tributo. Desde esta ocasião decaiu esta potência até que, no ano de 745 a.C., Pul se apoderou da coroa, tomando o nome de Tiglate-Pileser IV; e assim foi fundado o segundo império da Assíria.

(V Pul.)

Este monarca fortaleceu grandemente a Assí­ ria e inaugurou uma política de extensão e con­ solidação, que foi sustentada com êxito pelos seus sucessores. Era tal o terror que o seu nome infundia, que os reis de países pequenos, como Eniel de Hamate, Uzias de Judá, Rezim da Síria, Hirão de Tiro, Pisiris de Carquemis e Menaém de Sam aria apressaram -se a prestar-lhe homenagem (veja-se 2 Rs 15.19).

Por este tempo o rei Acaz foi bastante oprimido por Peca e Rezim, que tinham combinado des­ truir a casa de Judá. Pediu auxílio a Tiglate- -Pileser, houve luta, e o resultado foi que a Síria se tornou província da Assíria, as tribos além do Jordão foram levadas para o cativeiro, e a cidade de Damasco foi destruída. Acaz apresentou-se quando os derrotados reis e príncipes estavam já rendendo homenagens ao conquistador (2 Rs 16.10).

Grande monarca assírio foi também Sargom, sucessor de Salmaneser IV. O seu império, no auge do poder, estendia-se do mar Mediterrâ­ neo ao golfo Pérsico; os reis subjugados paga­ vam os seus tributos ao imperador e lhe presta­ vam homenagem. Sargom invadiu a Palestina, tomou Jerusalém e incendiou Asdode (Is 20.1); foi assassinado, sucedendo-lhe seu filho Sena- queribe. (V. Sargom, Ezequias.)

Senaqueribe ocupou-se principalmente em con­ servar os territórios conquistados pelos seus predecessores. Há uma longa inscrição dos seus feitos contra Ezequias, mas nada diz do que aconteceu ao exército assírio diante de Jerusa­ lém (2 Rs 19). O desastre foi tão grande, que ele nunca se refez dele, embora pudesse uma vez mais retomar a cidade de Babilônia, que se havia revoltado, produzindo nela grande mor­ tandade e incendiando-a. Em 681 a.C. foi ele morto pelos seus dois filhos mas velhos. Esar-Hadom teve que lutar com seus irmãos por causa do trono. Ele era dotado de gênio militar, mas não era tão cruel como os seus antecessores.

Conquistou o Egito, reedificou Babilônia, aonde foi levado à sua presença, como prisio­ neiro, o rei Manassés de Judá (2 Cr 3J».ll). Ele ocupou a fronteira da Média, e a ilha de Chipre pagou-lhe tributo.

Assur-bani-pal é, provavelmente, o “grande e afamado” Asnapar de Ed 4.10. Era dado ao luxo nos seus hábitos, amava a literatura, e entre­ gou a generais a direção das suas tropas, alar­ gando o impéro consideravelmente. Mas uma revolta, chefiada pelo seu irmão (652 a.C.), produziu a perda do Egito, e a semi- -independência de Babilônia, cujos governado­ res, mais como soberanos do que como vice- -reis, dirigiam os negócios do Estado. E isto con­ tinuou assim até que Nebopolassar e Nabuco- donosor sacudiram qualquer aparência de jugo. (V. Babilônia.)

O último rei assírio, Esar-Hadom II, viu desfazer-se o seu grande império, havendo sido anunciado muito tempo antes a queda de Nínive pelos profetas de Deus.

Religião. Os deuses assírios eram de origem

babilônica. Os acadianos criam que cada objeto e cada fenômeno da Natureza tinha o seu res­ pectivo espírito, quase sempre malévolo, e que esses seres maus só podiam ser apaziguados

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pelo encanto e exorcismo, sendo os sacerdotes as únicas pessoas que podiam encantá-los ou exorcizá-los, de forma que sacerdote e mágico eram quase termos sinônimos. Os deuses maio­ res eram Anu “o céu”; “Bel” a terra; “Ea” a profundidade. Havia depois, pela ordem da sua classe, o deus Lua, o deus Sol, a Estrela da Tarde, e outros planetas. Mais tarde o deus Sol subiu à mais elevada categoria, sendo invocado como Bel ou Baal, o supremo “senhor”. Betis, ou Bilate, sua mulher, era o complemento femi­ nino de Bel (Astarote). Merodaque era da mesma sorte conhecido como Bel, o fruto de Sar e Quisar, o firmamento superior e o inferior. Era ele um deus de bondade, sempre disposto a combater os poderes do mal. Foi Nebo seu filho, o deus da literatura, o inventor da escrita cuneifore. O seu culto foi introduzido nas terras de Canaã (Nebo, Ed 2.29; Monte Nebo, Dt 32.49).

Rimom, “o que relampeja” era o deus da chuva e da tempestade, armado do raio. Istar (Asta­

rote), “a rainha do céu”, era adorada sob muitas

denominações e formas. Era ela também a As- tarte e a Afrodita dos gregos. Duas outras dei- dades principais eram Nergal e Adar, sendo este último o deus ao qual se faz referência em 2 Rs 17.31 sob o nome de Adrameleque, “rei Adar”.

Tanto os babilônios como os assírios possuíam a sua liturgia, com cultos para certos dias e esta­ ções, sendo uma das mais curiosas coisas do seu ritual a oração depois dum mau sonho. Também tinham uma coleção de salmos penitenciais. Eram observados os dias de jejum e os dias de humilhação, em ocasiões de desastre nacional. O próprio nome “sabato” era empregado pelos assírios, que lhe chamavam “dia de descanso para o coração” e também “dia de acabamento de trabalho”.

Eles acreditavam numa vida futura. Hades, a terra dos mortos, era um lugar de trevas, onde as almas voavam como m orcegos, alimentando-se de pó, até que bebessem as águas da vida que saíam borbulhando do áureo altar de Alate, a rainha do mundo inferior, quando, então, eram restauradas à vida e ao ar das regiões superiores.

A religião assíria e a mitologia estavam inextrica- velmente misturadas. Havia mais de uma his­ tória da criação, tendo uma delas notável se­ melhança com a do Gênesis. A história do dilú­ vio era tema favorito dos babilônios (V. Babi­

lônia).

Havia grandes contrastes na religião da Assí­ ria. Os assírios eram grosseiramente politeís- tas, tendo centenas de deuses; adoravam, in­ clusive, espíritos de homens deifícados. Con­ tudo, havia uma forte tendência para o mono- teísmo, sendo Assur o supremo deus. Eles confessavam os pecados aos seus deuses,

implorando-lhes perdão e auxílio; mas o seu culto era maculado com os mais vergonhosos excessos, embora os espíritos mais cultos se movessem para a concepção dum Deus su­ premo .

Arte, Literatura, Ciência. Os palácios assírios

e os templos eram edificados com tijolo, imita­ ção do que se fazia em Babilônia, e guarnecidos com placas esculpidas de alabastro. (Para par­ ticularidades, vede Nínive.) Eram dum só andai1 os palácios, construídos sobre terraços e cercados de jardins ou parques.

A escultura era, geralmente, feita em relevo, sendo as figuras traçadas em perfil, muitas vezes demonstrando grande sentimento artís­ tico. Os assírios eram notáveis gravadores em marfim, e o fundo excelentemente gravado das suas esculturas é uma semelhança das minucio­ sas e belas obras de marfim.

As esculturas eram, em geral, pintadas com certa viveza, imperfeitamente na verdade, pois o artista empregava tintas vermelhas, pretas, azuis e brancas.

A literatura constava, principalmente, de tra­ duções dos originais acadianos, escritos em ca­ racteres cuneiformes sobre argila e pedra (v.

Escritura, Babilônia), embora o papiro fosse

também usado. A instrução estava muito de­ senvolvida, parecendo haver poucas pessoas que não soubessem ler e escrever a simplificada escrita em uso nas coisas simples da vida. Os livros de argila eram pequenos, e a escrita algumas vezes feita em caracteres miúdos com o auxílio de lentes de cristal, uma das quais foi achada no sítio da biblioteca de Nínive. Todas as grandes cidades do império tinham bibliote­ cas, onde se achava empregado grande número de escribas. Em tempos posteriores era o ara­ maico a língua comum do comércio e da diplo­ macia, fato este que explica a razão por que os judeus, depois do cativeiro de Babilônia, re­ nunciaram à sua própria língua em favor do aramaico, que se conhecia e ensinava em todos os países vizinhos.

Os assírios eram grandes crentes na astrologia, e muitos deles eram hábeis astrônomos. Estes produziram uma obra original sobre Astrono­ mia, constando de setenta e dois livros, em 1.800 a.C. Sargom I compilou uma obra mais extensa sobre prognósticos, constituída de cento e trinta e sete livros. Tratados sobre agricultura e poemas, salmos, e cantos têm sido encontrados na biblioteca de Nínive, bem como contratos e outros documentos de comércio. A Matemática e a Medicina estavam muito adiantadas.

Vestuário, etc. O vestuário dos assírios pouco

diferia do oriental de hoje. (V. Vestnárto.) A tiara do rei assemelhava-se à triplicada mitra do Papa, sendo os seus vestidos ricamente bor­ dados e guarnecidos de franjas. O vestido do

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povo era simples, constando duma túnica ou jaqueta. Os soldados usavam, além disso, saio­ tes e sandálias, calçando botas os cavaleiros. (V. Sandálias e Armas.)

Os assírios faziam uso de mesas, cadeiras e camas. Gostavam de alimentar-se com boas comidas, posto que as classes inferiores vives­ sem na maior parte de pão, fruta e vegetais. Bebiam muito vinho feito de uvas, das vinhas de Damasco, e de tâmaras. Cerveja, leite, creme, manteiga e azeite eram gêneros muito usados. A poligamia era permitida, mas não era geral. Havia abundância de escravos, provenientes dos cativos do exército. Um camelo valia meio siclo de prata, mas um escravo muito menos. As viúvas podiam, algumas vezes, ser compradas.

Comércio. Os assírios eram grandes negocian­

tes, e os seus monarcas iam à guerra a fim de garantir para eles o comércio do mundo. As tabuinhas de contrato, que têm sido achadas em grande abundância, dizem respeito à venda e aluguel de casas, de escravos, e de outras pro­ priedades, e também aos juros por emprésti­ mos, não indo esses, muitas vezes, além de quatro por cento. Todos estes atos eram certifi­ cados por testemunhas, que faziam uso de selos ou de sinais com a unha. O documento era, então, encerrado numa caixa, revestida exte­ riormente de argila. Até ao tempo de Nabuco- donosor os pagamentos eram feitos a peso, visto como não tinha ainda sido fabricada a moeda.

Para mais pormenores, veja-se o que se acha escrito neste dicionário sobre os monarcas assí­ rios, procurando os respectivos nomes, e tam­ bém a respeito das cidades, rios, etc.

As principais referências bíblicas à Assíria são:

Famosa pela sua fertilidade (2 Rs 18.32; Is 36.17); pelo seu comércio (Ez 27.23,24); era opressora (Is 52.4); foi instrumento da ira di­ vina (Is 10.5); estava sob condenação e aliança com esse país (Jr 2.18 a 36; Ez 16.28 a 63; Os Õ.13; 7.11; 8.9); impotente para desviar os juí­ zos de Deus (Os 5.13; 10.6; 14.3); a sua queda anunciada (Is 10.5 a 19; Ez31.3 a 17; Na; Sf 2.13 a 15). Refere-se, também a essa nação o Gêne­ sis (2.14 e 25.18); e Balaão, em Nm 24.22 a24. A Salm aneser em m archa conquistadora opuseram-se Hazael e Ben-Hadade, reis de Damasco; Jeú, rei de Israel, foi feito tributário; Menaém também pagou tributos a Pul (2 Rs 15.19); as tribos ao oriente do Jordão, e algumas dos sraelitas do norte foram levadas cativas (2 Rs 15.29; 1 Cr 5.26). A Tiglate-Pileser recorreu Acaz, rei de Judá, para que aquele imperador o auxiliasse contra Israel (2 Rs 16.7 a 10; 2 Cr 28.16 a 21); Tiglate-Pileser recusou, mas tomou Damasco e destruiu o reino da Síria (2 Rs 16.9), o que havia sido profetizado (Is 8.4; Am 1.5). Salmaneser subjugou Oséias, rei de Israel, e

fê-lo tributário; revoltou-se este monarca, mas, cercada a cidade de Samaria pelo espaço de três anos, foi ela tomada, levando Sargom cativos os israelitas para a Assíria, como tinha sido anun­ ciado pelo profeta Oséias (2 Rs 17.3 a 6; 18.9 a 11; Os 9.3; 10.6; e 11.5). No reinado de Sargom, atacou o general Tartã com êxito Asdode, o Egito e a Etiópia (Is 20.1 a 4; Na 3.8 a 10), e provavelmente invadiu Judá (veja-se Is 10.5 a 34; 22.1 a 14). No tempo de Senaqueribe, recusou-se a pagar o tributo Ezequias, rei de Judá (2 Rs 18.7); mas, tendo os assírios inva­ dido novamente o país, submeteu-se (2 Rs 18.14 a 16); Jerusalém, contudo, foi sitiada, sendo a sua queda evitada pelo rumor da aproximação do rei da Etiópia. Destruída grande parte do exército assírio (2 Rs 18.17 a 37; 19; 2 Cr 32.1 a 22; Is 36 e 37) voltou Senaqueribe a Nínive, onde foi morto pelos seus filhos (2 Rs 19.36,37; Is 37.37,38). Quando reinava Esar-Hadom em Babilônia, foi Manassés, rei de Judá, levado para ali, e mais tarde colocado outra vez no seu trono (2 Cr 33.11 a 13); colonos idólatras, man­ dados de províncias distantes, fixaram residên­ cia em Samaria (2 Rs 17.24 a 29; Ed 4.2,9,10). A volta de Israel, vindo da Assíria, tinha sido predita (Is 27.13; Os 11.11; Zc 10.10). Muitos nomes bíblicos se lêem nas inscrições encontra­ das nas ruínas de Nínive, entre outros os dos reis judaicos Jeú, Menaém e Ezequias. ASSOBIAR. O ato de chamar alguém por meio

de assobio significava poder e autoridade (Is 5.26; 7.18). Quando Zacarias fala da volta do cativeiro, diz que o Senhor assobiará para jan­ tar a casa de Judá, e trazer os judeus ao seu próprio país. A palavra “assobiar”, ou o som,

No documento Buckland - Dicionário Bíblico Universal (páginas 44-58)

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